segunda-feira, novembro 02, 2020

Lixo nas ruas de Jeremoabo deixou de ser pontual para vulgarizar









Em Jeremoabo o lixo liberou geral, na realidade a cidade foi transformada numa ilha cercada de lixo por todos os lados.

Essas primeiras fotos mostram o lixão a céu aberto na rua da maçonaria, no fundo do SAMU.

As demais fotos mostram o lixo na Praça da Rodoviária, com inúmeras  garrafas vazias depositadas nos canteiros, e na própria rua, além de copos plásticos, e lixo de uma forma geral.

O mínimo que poderá acontecer é um criadouro de mosquito e crianças ou mesmo adultos acidentarem-se com as garrafas vazias.





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Fotos Reprodução Repórter Davi Alves


A realidade é que estamos diante dos últimos dias de Pompéia,

 

"Não há nada em oculto, que não venha a ser revelado. Mais cedo ou mais tarde a verdade sempre aparece."

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O prefeito com suas obras politiqueiras, eleitoreiras, sem planejamento, sem estudo joga fora o dinheiro do povo pelo ralo da incompetência.
Estamos diante de uma obra no Povoado Canché que ao invés de beneficiar os moradores daquela localidade fez foi prejudicar;
Ainda bem que o dedo de Deus chegou antes do dia da eleição para mostrar ao povo a enrolação, só votará errado aquele que gosta de ser enganado.

A outra Jeremoabo abandonada e escondida que o prefeito deixa fora da propaganda




 



 


 






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Essa é a Jeremoabo que o prefeito esconde da visão da população onde os mais humildes são obrigados a conviver no lixo, esgotos, buracos e mato.




                                                    Fotos Reprodução do Repórter Davi Alves

 Enquanto o prefeito inaugura obras eleitoreiras, deixa a cidade abandonada, sem comando.

Políticos trapaceiros


                                                             (...)

 E nessa esteira de imoralidade encontra-se uma série de parlamentares disputando prefeituras pelo país.

Esses são os políticos brasileiros sem escrúpulo, que não respeitam a seriedade do mandato que exercem. Só se preocupam com as suas eleições, reeleições ou com as eleições de representantes partidários. Utilizam-se das facilidades constitucionais, aprovadas por eles, para fugir de suas obrigações mandatárias. São políticos “profissionais” imorais, em sua maioria, cabideiros de emprego, que só dão despesas ao país.

Trapaceiros, parlapatões e poltrões. Em épocas de eleições pedem votos. Eleitos, dão uma banana ao eleitor e fazem do mandato um deboche. E, lamentavelmente, graças ao antidemocrático voto obrigatório, trocado por qualquer moeda, eleitores ingênuos, incautos e irresponsáveis continuam a eleger essas fístulas que só denigrem a imagem de seriedade da política nacional. Será que a burrice é uma ciência para o eleitor brasileiro continuar a votar em candidatos ou políticos sem caráter?

 

O Autor é Bacharel em Direito e servidor federal aposentado.

Balneário Camboriú-SC

Justiça Federal obriga União e Estado da Bahia a fornecer remédio a idosa


Justiça Federal obriga União e Estado da Bahia a fornecer remédio a idosa
Foto: Divulgação

A Justiça Federal na Bahia determinou que a União e o Estado forneçam um medicamento a uma idosa de 71 anos, moradora do bairro de Pernambués, em Salvador. A ação foi movida pela Defensoria Pública da União (DPU). 

 

Em setembro de 2020, o juiz Durval Neto, da 22ª Vara Federal de Salvador, confirmou a liminar proferida anteriormente, após uma perícia médica para fornecimento do fármaco Xarelto (Rivaroxabana) 20mg, conforme prescrição médica.                

 

A idosa é acometida de miocardite chagásica, fibrilação atrial e insuficiência cardíaca, além de usar marca-passo artificial. Em virtude das enfermidades, a mulher precisa do remédio para tratamento da fibrilação atrial e prevenção do Acidente Vascular Cerebral (AVC). O medicamento não é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A paciente havia buscado a Câmara de Conciliação de Saúde em setembro de 2018 e solicitou o fornecimento, mas o pedido foi negado. 

 

Ela vive com filha e genro, que estão desempregados, e o neto menor de idade. A renda do núcleo familiar é de pouco mais de R$ 1 mil proveniente do benefício de aposentadoria da assistida. Desse modo, ela não tem condições de comprar o medicamento por meios próprios, já que o custo anual de acordo com o uso indicado é de aproximadamente R$ 2,6 mil. 

 

De acordo com o relatório médico, a idosa faz uso do medicamento Marevan, fornecido pelo SUS, mas a paciente apresentou reação adversa. O médico que a acompanha relatou que houve alergia, cefaleia, sangramentos e astenia durante o período de uso. Diante disso, o especialista afirma que o Xarelto é a única alternativa eficaz para o tratamento da paciente. 

 

Na petição ajuizada em novembro de 2018, a defensora pública federal Carolina Aguiar afirma que “é urgente e impostergável o fornecimento do medicamento pleiteado, sob pena de grave comprometimento da saúde da assistida”. No mesmo mês, o juiz da 22ª vara federal, Durval Neto, deferiu liminar para que a União e o Estado da Bahia fornecessem o medicamento a paciente, no prazo de 10 dias. 

Bahia Notícias

Bahia e quatro outros estados relacionam casos de Covid-19 com campanha eleitoral

por Folhapress

Bahia e quatro outros estados relacionam casos de Covid-19 com campanha eleitoral
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Secretários de Saúde de ao menos cinco estados veem relação entre o aumento recente de casos de coronavírus e o início das campanhas eleitorais pelo país.

No Amapá, houve quadruplicação no número de hospitalizados na rede privada ao passo que nas UBSs houve incremento de 300%, diz o secretário Juan Mendes, que determinou a proibição de eventos de campanha que causem aglomeração. Os hospitais particulares registraram ainda mais casos no último mês do que os públicos.

Na Bahia, o boletim epidemiológico da última quarta (28) apontou o maior acréscimo de casos novos (1.990) desde 14 de outubro. “Os eventos reúnem centenas de pessoas aglomeradas, sem que haja a devida atenção às regras sanitárias recomendadas”, diz Fábio Vilas-Boas, da Bahia, para quem o Tribunal Regional Eleitoral deveria proibir aglomerações presenciais, exceto carreatas. Ele diz que o país não vive segunda onda ainda, mas uma “maré alta”.

No Espírito Santo, os hospitais próprios de empresas de planos de saúde já têm os leitos cheios, diz Nesio Fernandes, do Espírito Santo. Além das campanhas políticas, o secretário aponta mudanças nas testagens e a sucessão de feriados como motivo para o aumento de casos na rede particular do estado. Ele encaminhou um ofício ao TRE solicitando a suspensão de atividades coletivas de campanha.

Cipriano Maia, do Rio Grande do Norte, diz que o estado está em alerta. “Aqui desde o final de agosto temos mantido um patamar no número de casos com pequenas oscilações, porém, as aglomerações associadas às campanhas eleitorais em algumas regiões têm produzido aumento dos casos e das taxas de internação”.

Na Paraíba, o secretário Geraldo Medeiros diz que as convenções partidárias e a retomada das aulas presenciais contra as recomendações do governo do estado estão levando a aumento recente no número de casos, especialmente em João Pessoa e Campina Grande.

Em Pernambuco, o TRE proibiu atos com aglomeração após aumento no número de casos do coronavírus. Ao referendar a decisão nesta sexta (30), o ministro Tarcisio Vieira, do TSE, disse que vídeos divulgados pela imprensa e nas redes sociais mostraram “negligência com os parâmetros de segurança consensuais da comunidade científica”.

“A aglomeração das campanhas é um motivador do espalhamento do vírus”, diz Carlos Lula, presidente do conselho nacional de secretários e titular da pasta do Maranhão, onde, contudo, ele ainda não identifica aumento específico de número de casos.

Em São Paulo e Ceará, os secretários também apontam aumento no número de casos na rede particular, mas não vinculam às aglomerações de campanhas.

“Observamos que todas as pessoas que tínhamos pedido para ficar em casa e que de fato ficaram são as que estão saindo agora para a rua e se sentindo muito confortáveis. Não estão respeitando todos os ritos e regras sanitários”, diz Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde em São Paulo.

"De quem você vê maior circulação hoje? Das classes A e B. Quem pôde, ficou em casa, e agora está saindo, indo em academia, restaurantes, mas também estão apertando mão, abraçando, não usam máscara”, completa. Gorinchteyn fala em incremento de 10% a 12% de internações na rede privada nos últimos 10 dias.

No Ceará, o secretário Carlos Martins (Dr. Cabeto) vê aumento no número de casos e internações nos bairros mais ricos, com detecção de surtos a partir de casamentos, velórios e aniversários, especialmente.

Em alguns hospitais privados, diz, o crescimento de internados chegou a 30% nas últimas semanas, mas é algo localizado e que não aparece nos bairros de IDH mais baixo, que têm UPAs com números estáveis.

Bahia Notícias

Tom Veiga morreu após AVC hemorrágico, indica laudo do IML

Tom Veiga morreu após AVC hemorrágico, indica laudo do IML
Foto: Reprodução/ QUEM

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) indica que a causa da morte de Tom Veiga foi "hemorragia intracraniana por rotura de aneurisma cerebral", em outras palavras, um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico. A divulgação foi feita pelo site da revista Época, que teve acesso ao documento, mas, por volta das 10h10 desta segunda-feira (2), o repórter confirmou a informação no "Mais Você".

 

O intérprete do papagaio Louro José foi encontrado morto, em sua casa na Zona Oeste do Rio de Janeiro, nesse domingo (1º). O resultado da necropsia do corpo ficou pronto horas depois, ainda na noite de ontem.

 

Veiga é companheiro de Ana Maria Braga desde que ela trabalhava na Record. Quando foi para a Globo, a apresentadora levou o assistente que passou a manipular e dar voz ao personagem no programa matinal.

 

Imagem: TV Globo

 

Muito emocionada, ela apresenta o Mais Você ao vivo nesta manhã, com diversas homenagens ao colega de trabalho que tinha como filho. (Atualizada às 10h16)


Bahia Notícias

Emocionada, Ana Maria presta homenagem e se despede de Tom Veiga no 'Mais Você'; veja


por Jamile Amine

Emocionada, Ana Maria presta homenagem e se despede de Tom Veiga no 'Mais Você'; veja
Foto: Reprodução / TV Globo

Muito emocionada, Ana Maria Braga prestou uma homenagem póstuma ao ator Tom Veiga, intérprete do Louro José, durante o programa “Mais Você”, nesta segunda-feira (2). Com os olhos marejados e a voz trêmula, a apresentadora falou sobre a convivência com o colega, a quem ela considerava também como amigo e filho. 

 

“Eu levantei agora de manhã e fiquei pensando como é que eu ia conseguir chegar aqui e falar bom dia pra vocês, porque dói muito. Dói de verdade, assim como uma mãe que perde um filho, um companheiro. Porque um filho da gente é um companheiro que está junto, que você vê nascer. E ele era isso. Mas, por mais que minha produção toda e a direção da casa tivesse preocupada comigo hoje, eu não podia deixar de estar aqui, moída por dentro, e deixar todos os que amam o Louro sem essa última homenagem”, disse a apresentadora, que classificou como ironia a perda do amigo justo na véspera do Dia de Finados. 

 

“E hoje eu não estou perdendo só o Tom Veiga, eu estou perdendo o Tom, um grande amigo, um menino que a gente nunca discutiu, nunca brigou, e com ele foi junto o meu filho, que eu sempre considerei assim. O Louro e o Tom”, disse Ana, tentando conter as lágrimas.

 

Além do discurso emocionado de Ana Maria Braga, o episódio especial contou com imagens de arquivo, além de depoimentos de amigos, colegas e celebridades, a exemplo de Serginho Groisman, André Marques, Patrícia Poeta, Angélica, Luciano Huck, Ana Furtado, Fernanda Gentil, padre Fábio de Melo, Isis Valverde, Marcelo Adnet e Antonio Fagundes.

 

Veja trecho de homanagem prestada a Tom Veiga no "Mais Você":

 

Tom Veiga foi encontrado morto, neste domingo (1º), em seu apartamento, no Rio de Janeiro (clique aqui e saiba mais). O laudo do IML indica que a causa da morte tenha sido uma "hemorragia intracraniana por rotura de aneurisma cerebral" (saiba mais).

Bahia Notícias

TRE-BA lança campanha ‘Aglomerou? Tá cancelado’ e disque-aglomeração 24 horas


TRE-BA lança campanha ‘Aglomerou? Tá cancelado’ e disque-aglomeração 24 horas
Foto: Divulgação

O descumprimento de normas sanitárias durante atos de campanha provocou a segunda apreensão de carro de som em apenas 24 horas de funcionamento do Disque-Aglomeração, lançado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), no último sábado (31). 

 

O disque é um canal exclusivo para denúncias ligadas à concentração de pessoas em atos de campanha eleitoral no estado e funciona todos os dias, das 9h às 24h, por meio do número (71) 3373-9000.

 

Ao receber a denúncia, o atendente anotará nome, telefone e CPF do denunciante, além do local do ilícito, e encaminhará os dados para providências imediatas da Juíza Coordenadora do Plano Integrado de Segurança – Eleições 2020.

 

Após sanção na cidade de Iguaí, no médio sudoeste, a segunda punição ocorreu na 32º Zona Eleitoral, em Nilo Peçanha, município localizado no Baixo Sul baiano, ambas no domingo (1º).

 

Conforme registros audiovisuais, além de a campanha da candidata Jacqueline Soares de Oliveira (DEM) desobedecer normas sanitárias, no evento, também ocorreu um “paredão”, sendo um meio de promoção da propaganda irregular. Além da apreensão do carro de som, a candidata, o partido e a respectiva coligação serão notificados para que não voltem a violar as normas. A determinação vale para todos os candidatos.

 

Para diminuir os riscos de transmissão do Covid-19, partidos, coligações e candidatos devem agir de modo que os atos de propaganda e de campanha atendam integralmente às recomendações estabelecidas pelas autoridades sanitárias, a exemplo do uso de máscaras,  limite de público máximo de 100 pessoas por evento, respeitando a distância de um metro e meio entre as pessoas. Este mesmo ato administrativo estabelece que juízes podem exercer o poder de polícia em todos os municípios da Bahia.

 

AGLOMEROU? TÁ CANCELADO
Com o objetivo de alertar candidatos sobre as regras sanitárias vigentes no estado e evitar a promoção de eventos com aglomerações, o TRE-BA criou a campanha “Aglomerou? Tá cancelado”. A ideia, sugerida por Jatahy Júnior, é difundir entre os que pleiteiam cargos eletivos no poder municipal o entendimento sobre os cuidados necessários à realização de uma eleição em meio à pandemia.

 

“As eleições vão acontecer para garantir o direito do voto e também a renovação dos mandatos, que devem sempre ser conquistados nas urnas. Entretanto, é preciso respeitar não apenas a legislação eleitoral como as regras sanitárias, para garantir que tudo aconteça com segurança. O candidato que não seguir por aí será cobrado antes de tudo pelos próprios eleitores”, afirma o presidente.

Bahia Notícias

Efeito coronavírus: Maioria do STF acha que Estado tem direito de obrigar a população a se imunizar


TRIBUNA DA INTERNET | Supremo pode acabar com os salários dos marajás, é só darmos uma empurradinha

Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)

Matheus Teixeira
Folha

O STF (Supremo Tribunal Federal) deve decidir antes de a vacina da Covid-19 ficar pronta se o Estado pode obrigar a população a se imunizar. A maioria dos magistrados defende reservadamente que é possível, sim, impor a obrigatoriedade.

O presidente do Supremo, Luiz Fux, porém, ainda não definiu o melhor momento para discutir o tema e avalia se é adequado entrar na disputa entre o governador João Doria (SP) e o presidente Jair Bolsonaro sobre a compra das vacinas do novo coronavírus.

A FAVOR – Ao menos sete ministros já sinalizaram nos bastidores que são a favor de o Estado poder impor a vacinação obrigatória. Até o momento, nenhum integrante da Corte saiu em defesa da tese contrária publicamente ou em conversas reservadas. Nesta segunda-feira, dia 26, Bolsonaro disse que um juiz não pode querer decidir sobre a obrigatoriedade da imunização contra a Covid-19. No STF, porém, é dado como certo que a Corte terá de enfrentar a questão.

Em setembro, os ministros decidiram aplicar repercussão geral (que vincula toda a Justiça a uma decisão a ser tomada) ao julgamento sobre a possibilidade de pais serem obrigados a vacinar seus filhos menores de idade. Uma ala da Corte defende que o STF aproveite esse processo em curso para fixar uma tese genérica que determine ser indispensável a vacinação.

O ministro Luís Roberto Barroso é o relator desse caso. O magistrado costuma fazer uma defesa enfática da ciência em seus votos e se posicionou contra a postura do governo federal durante a pandemia em diversos momentos.

EFICÁCIA – A discussão voltou a ganhar força na semana passada depois de o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciar acordo para aquisição das vacina produzidas pela farmacêutica chinesa Sinovac em convênio com o Instituto Butantan, ligado ao governo paulista. No dia seguinte, porém, Bolsonaro descartou a compra pelo governo federal até que haja comprovação de eficácia, uma declaração redundante, já que a vacina não pode ser produzida para aplicação na população sem que haja comprovação de eficácia e segurança.

Além do processo com repercussão geral, está em curso no Supremo uma ação protocolada pelo PDT na semana passada para assegurar a competência de estados e municípios em determinar a vacinação obrigatória. Outros sete partidos também acionaram a Corte sobre o tema.

O responsável pelos casos é o ministro Ricardo Lewandowski, que também se opôs às medidas adotadas pelo Executivo para conter o coronavírus quando foram analisadas pelo STF. Na última sexta-feira, dia 23, ele decidiu adotar o rito abreviado nos processos, o que indica a intenção de acelerar a discussão.

MANIFESTAÇÃO –  Com o despacho, o julgamento do caso no plenário poderá ser feito diretamente no mérito, sem análise prévia de pedido de liminar. Além disso, Lewandowski requereu a manifestação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), da AGU (Advocacia-Geral da União) e da PGR (Procuradoria-Geral da República) a respeito.

O PTB foi a única sigla que fez um pedido ao STF contra a obrigatoriedade da vacinação. A sigla requer a anulação de trecho da lei federal 13.979/2020 que prevê a compulsoriedade da vacinação e a adoção outras medidas profiláticas no combate à epidemia.

A norma foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro em fevereiro, quando a discussão sobre a obrigatoriedade da vacinação ainda não estava no radar do chefe do Executivo e de outros políticos.

DIREITO COLETIVO –  O entendimento que a maioria dos ministros já expôs de forma reservada sobre o tema é que o direito coletivo de proteção à saúde, nesses casos, se sobrepõe às garantias individuais de cada cidadão. Ou seja, um cenário em que o Estado investe recursos para compra de vacinas enquanto parte da população não se imuniza e a sociedade segue em risco violaria o princípio da eficiência.

Apesar da convicção sobre o assunto, dois dos ministros ouvidos pela Folha acreditam que o Supremo não precisa entrar na briga neste momento porque a vacina com eficácia comprovada nem existe ainda.

Ao participar de uma videoconferência na última sexta-feira (23), o presidente do STF afirmou que vê com bons olhos a Justiça entrar na discussão. “Podem escrever, haverá uma judicialização, que eu acho que é necessária, que é essa questão da vacinação. Não só a liberdade individual, como também os pré-requisitos para se adotar uma vacina”, disse o ministro.

JUDICIALIZAÇÃO – Fux frisou que não estava adiantando o seu ponto de vista, mas “apenas dizendo que essa judicialização será importante”. O ministro disse que o melhor é que a discussão ocorra direto no STF, em vez de iniciar em instâncias inferiores, porque a jurisprudência definida pelo Supremo é “um dos grandes instrumentos da segurança jurídica”.

Há outro processo no STF, protocolado pelo partido Rede Sustentabilidade na quarta-feira (21), que trata do tema. A legenda quer que a Corte obrigue Bolsonaro a apresentar, em 48 horas, um plano de aquisição de vacinas que contemple todas as alternativas viáveis.

Segundo a Constituição, em seu artigo 196, “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”.

RESPALDO – O artigo 198, por sua vez, prevê priorização das atividades preventivas (como vacinação), além de colocar como uma das diretrizes a “descentralização, com direção única em cada esfera de governo” —o que respaldaria a competência dos governos estaduais a respeito da obrigatoriedade.

Além disso, o artigo 3º da Lei 13.979, assinada pelo próprio presidente Bolsonaro em fevereiro, diz que “para enfrentamento da emergência de saúde pública (…), as autoridades poderão adotar, no âmbito de suas competências, a determinação de realização compulsória de vacinação ou outras medidas profiláticas”. Por fim, o parágrafo primeiro do artigo 14 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) diz que “é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”.

O processo com repercussão geral chegou ao STF em maio deste ano. Em setembro, os ministros decidiram por unanimidade que o julgamento deverá valer para todos os casos similares do país. O caso concreto trata de uma ação do Ministério Público de São Paulo contra os pais de uma criança, atualmente com cinco anos, a fim de obrigá-los a regularizar a vacinação do seu filho.

INTERVENÇÕES – Os pais alegaram serem contrários a intervenções médicas invasivas e deixaram de cumprir o calendário de vacinação determinado pelas autoridades sanitárias. Agora, o Supremo definirá se eles têm esse direito e se as convicções filosóficas de religiosas podem justificar a não aplicação da vacina em crianças.

O professor em direito constitucional Ademar Borges acredita que é possível que o STF aproveite o recurso em que foi aplicada repercussão geral “para decidir a questão de forma mais abrangente e até mesmo para fazer frente à necessidade de superar qualquer dúvida sobre a legitimidade da imposição da obrigação de vacinação”.

OBRIGATORIEDADE –  “É muito provável que, num futuro próximo, o STF afirme a compreensão de que o Estado pode tornar obrigatória a vacinação nas hipóteses em que a não submissão a certo programa de imunização possa fazer da pessoa que resiste à vacina um vetor de risco para proliferação da doença para a sociedade”, diz.

Em relação às ações de partidos políticos sobre a disputa entre Bolsonaro e Doria, o constitucionalista acredita que o cenário ainda não tem a clareza necessária para que o STF tome uma decisão a respeito. “Apenas depois que houver segurança sobre a existência de vacina passível de aprovação pelos órgãos competentes e de uma postura mais clara do governo quanto ao tema será possível discutir no STF se a política pública violará algum preceito constitucional.”

Candidatos bolsonaristas não emplacam na disputa às prefeituras e encalham nas capitais

Charge do Duke (domtotal.com)

Gustavo Uribe, Ranier Bragon e Daniel Carvalho
Folha

Candidatos apoiados ou que tentam se associar ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) têm enfrentado grandes dificuldades na disputa às prefeituras das capitais, o que indica, até o momento, uma perda de força da onda antipolítica que marcou as eleições de 2018.

O principal receio que levou Bolsonaro a hesitar em apoiar candidaturas às eleições municipais deste ano, o de ligar o seu nome a fracassos eleitorais, corre o risco de se tornar realidade, mostram as mais recentes pesquisas.

APOIO – Em um primeiro momento resistente a entrar na disputa no primeiro turno, o presidente cedeu à pressão de aliados e anunciou apoios. Os nomes escolhidos por ele, no entanto, assim como outros que, mesmo sem o apoio, tentam colar suas imagens à de Bolsonaro, enfrentam adversidades eleitorais.

Nomes que encampam um discurso antipolítica, vários deles alinhados a Bolsonaro, têm amargado as últimas colocações em pesquisas do Datafolha e do Ibope, a maior parte delas lideradas por nomes já conhecidos do mundo político.

Os principais candidatos associados ao bolsonarismo em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte enfrentam dificuldades. Na capital paulista, Celso Russomanno (Republicanos) tem perdido fôlego e já aparece numericamente atrás de Bruno Covas (PSDB).

CRIVELLA – No Rio de Janeiro, o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) está em disputa com outros dois candidatos para não ficar de fora do segundo turno. Luiz Lima (PSL), outro bolsonarista, está em situação ainda pior.

Eleito na onda antipolítica de 2018, o governador do Rio Wilson Witzel (PSC) está afastado do cargo e não tem candidato —Glória Heloiza, que disputa pelo partido de Witzel, renega o ex-juiz. Lidera a corrida carioca o ex-prefeito e ex-deputado Eduardo Paes (DEM).

Na capital mineira, Bruno Engler (PRTB) está embolado com outros nanicos nos últimos lugares da disputa, em larga distância do favorito, o prefeito Alexandre Kalil (PSD), que tem 60%, de acordo com o Datafolha.

ÚLTIMA COLOCAÇÕES – Candidato do governador Romeu Zema (Novo), outro que surfou na onda de 2018, Rodrigo Paiva (Novo) tem 1% das intenções de voto, numericamente pior do que Engler. Na maior parte das capitais, a situação mais comum é a de bolsonaristas embolados nas últimas colocações.

Em São Luís, por exemplo, Silvio Antonio (PRTB) convocou aliados para o aeroporto a fim de recepcionar Bolsonaro, que visitou o Maranhão na última quinta-feira (29). Depois, postou em suas redes sociais uma foto no meio da multidão, cumprimentando o presidente, com a seguinte inscrição:

“Na recepção do presidente em São Luís no aeroporto Cunha Machado. ⁣⁣Aconteceu o encontro entre Silvio Antonio e o presidente. @jairmessiasbolsonaro afirmou: ‘Eu Voto em você’. ⁣Silvio Antonio responde: ‘Obrigado, presidente.’” Silvio Antonio não foi citado por nenhum dos entrevistados na última pesquisa Ibope. Procurado por meio de sua assessoria, ele não se manifestou.

ESCONDENDO VÍNCULO – No total, apenas três bolsonaristas aparecem nas primeiras colocações nas 26 capitais estaduais, o que inclui São Paulo e Fortaleza. Na capital cearense, apesar de liderar a disputa, Capitão Wagner (PROS) tem escondido sua vinculação com o presidente. A outra é Cuiabá, mas lá Abílio Júnior (Podemos) se esforça para tentar colar sua imagem à de Bolsonaro.

Mesmo com o cenário desfavorável, o núcleo ideológico do Palácio do Planalto tem insistido na necessidade de o presidente apoiar em público, pelo menos, nomes nas grandes capitais, na tentativa de garantir palanques fortes para sua campanha à reeleição em 2022.

Em sentido contrário, integrantes da cúpula militar já defendem uma retirada estratégica, evitando que derrotas regionais desgastem a imagem do presidente e enfraqueçam o governo federal.

VIRADA – Bolsonaro, contudo, não pretende seguir o conselho neste momento. Em conversa recente, disse que irá intensificar sua participação nas próximas duas semanas, na tentativa de estimular um movimento de virada. O presidente vinha apenas insinuando quem eram seus candidatos, sem citar nomes. Na sua live semanal da última quinta-feira, citou nomes e números de alguns vereadores e de cinco prefeitos. Deixou de fora Capitão Wagner, mas fez propaganda para seus apoiados em Manaus, Belo Horizonte, Santos, São Paulo e, ainda que timidamente, Rio de Janeiro.

Ao falar da disputa na capital fluminense, Bolsonaro disse que o nome que apoia “dá polêmica” e encerrou afirmando que “se você não quiser votar nele, fique tranquilo, tá certo, não vamos criar polêmica, não vamos brigar entre nós por causa disso daí, porque eu respeito os seus candidatos também”. No dia seguinte, recebeu Crivella no Palácio da Alvorada e gravou vídeo com ele. Após a gravação, porém, voltou a falar sem empolgação do prefeito.

NA BALANÇA – “Se você não quer votar no Crivella, não vamos brigar por causa disso. Você pode encontrar virtude em outros candidatos, respeito, mas eu botei na balança, entre todos os candidatos ali, o que seria melhor para o Rio de Janeiro.”

Nos últimos dias, Bolsonaro passou a usar a falta de recursos para viajar como argumento para não se envolver mais nas campanhas pelo país. “Eu não posso me empenhar mais porque, para eu ir fazer campanha lá, eu tinha que pegar um avião de carreira. Não tenho recursos para isso, levar uns 30 seguranças ou contratar uns cem lá porque a minha cabeça está valendo alguma coisa no mercado”, disse a apoiadores nesta sexta-feira (30).

Em São Paulo, na semana passada, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o chefe da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social), Fabio Wajngarten, participaram de agenda de Russomanno. Mesmo com o enfraquecimento do candidato, Bolsonaro deve ampliar a sua presença na campanha do aliado. Ele fará novas gravações nesta semana com Russomanno, repetindo a frase: “Agora chegou a nossa vez”.

REELEIÇÃO DE COVAS – “Acho que vai ter segundo turno no Rio, como em São Paulo. A gente vai ganhar nos dois municípios”, disse Bolsonaro na sexta. O presidente quer evitar a reeleição de Covas, candidato do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), provável adversário na campanha nacional de 2022.

O marqueteiro de Russomanno, Elsinho Mouco, disse à Folha acreditar que a presença de Bolsonaro tem um efeito diferente em São Paulo na comparação com outras capitais e que pode ajudar a consolidar Russomanno no segundo turno. “Em outras capitais, os candidatos não têm a mesma força eleitoral do Russomanno. Ele entrou nessa campanha com 1 em cada 4 eleitores paulistanos. É um bom aliado para o presidente lá na frente”, afirmou Mouco.

No mês passado, Bolsonaro também anunciou seu apoio ao candidato Coronel Menezes (Patriota), em Manaus, e a Ivan Sartori (PSD), em Santos (SP). Os dois candidatos, no entanto, não aparecem entre os favoritos nas pesquisas eleitorais e não têm conseguido crescer mesmo com o apoio do presidente.

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