sábado, novembro 16, 2019

Recado do Nassif: a reviravolta na Bolívia e o fim de Ernesto, o Idiota - GGN O Jornal De Todos os Brasis - O Jornalista Luís Nassif lidera equipe Do Jornal GGN. Com opiniões e conteúdo de qualidade o portal sempre traz as últimas noticias do cenário político nacional

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Toffoli nega pedido de Aras sobre dados sigilosos e desafia Ministério Público Presidente do STF mantém ordem controversa para ter acesso a relatórios financeiros e ainda pede novas informações

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Presidente do STF mantém ordem controversa para ter acesso a relatórios financeiros e ainda pede novas informações

Aviso do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jeremoabo

TODOS AQUELES QUE PERSEGUEM AS ENTIDADES DE CLASSES DEVERÃO SER PUNIDOS PELA SOCIEDADE!

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Foto Divulgação do Google.


Por: Marcelo do Sindicato

As entidades de classes, como sindicatos e tantas outras, são coletivos da sociedade civil destinados a proteger e representar os seus associados. Essas instituições buscam sua fonte de legitimidade diretamente da constituição Federal. O documento prevê a liberdade de associação para fins lícitos, conforme incisos do artigo 5 da carta Magna, como podemos ver a seguir:
• XVII : é plena a liberdade para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;

• XXI : as entidades associativas quando, expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados judicialmente e extrajudicialmente.
Órgãos como as entidades de classes representam um papel fundamental na defesa dos direitos e na construção de um debate público em torno dos direitos da categoria.
Na prática as instituições desse tipo surgem a partir da união de alguns dos representantes da categoria, que buscam o apoio de demais membros da mesma classe.
As entidades tem poder, previsto em lei, para representar jurídica, administrativa e politicamente em favor dos associados. Através disso dessas lutas das entidades de classes surgem as conquistas de direitos e benefícios para um determinado grupo da sociedade.
Apesar de as entidades de classe estarem definitivamente amparadas em lei, mas assim ainda enfrentam, e são obrigadas a sobreviverem a repressões impostas, na maioria das vezes, por coronéis ou subcoroneis, que possuídos pela vaidade e a loucura criada pela ilusão, de que tem poderes ilimitados para perseguirem o que achar melhor, ou até mesmo aquilo que eles próprios não gostam, terminam fugindo da regra da regra, e contrariando até mesmo o que está escrito na carta Magna.
Perseguir uma instituição de classe em função de não gostar, não simpatizar ou até mesmo por inveja do próprio representante da mesma, e ser muito infeliz, pelo fato de através da perseguição, que para ele o “perseguidor” está sendo imposta unicamente ao representante, a mesma está sendo imposta a toda a categoria, e agindo assim o perseguidor jamais poderá pronunciar a palavra “povo”, porque se assim o fizer estará mentindo para si próprio.
Muitos dos perseguidores são destemidos, e, terminam de forma direta e arbitrária perseguindo as entidades de classes de forma carrasca e autoritária. Já outros são terríveis como como a serpente que induziu “EVA”, que morava no paraíso a provar do erro através do fruto proibido, que lhe ocasionou a condenação e miséria absoluta, assim fazem determinados carrascos usando um fantoche, um boi-de-piranhas para perseguir entidades de classes ou pessoas.
Seria melhor que esse senhor carrasco adotasse a coragem, de ele próprio perseguir a instituição ou entidade, que ele desejasse, mesmo estando ciente de, que está contrariando o artigo 5 da constituição Federal, em seus incisos XVII & XXI, por pura ignorância e arrogância, ainda seria melhor do que usar um cego boi-de-piranhas para cometer essa arbitrariedade incomum para era democrática ora vivida. Pense nisso!!!

Nota da redação deste Blog - Marcelo do Sindicato só esqueceu de dar nome aos bois, declinado quem é o  carrasco, bem como o boi de piranha.

Em reunião fechada, Bolsonaro se retrata por críticas à China


por Patrícia Campos Mello e Talita Fernandes | Folhapress
Em reunião fechada, Bolsonaro se retrata por críticas à China
Foto: Reprodução / G1
Em encontro reservado com os líderes do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), Jair Bolsonaro (PSL) fez uma retratação sobre as críticas feitas por ele à China durante as eleições.

Segundo relatos feitos à reportagem por participantes da reunião desta quinta-feira (14), Bolsonaro disse ter falado mal do país asiático em 2018, na condição de candidato, mas afirmou que hoje todos sabem que isso não reflete a verdade.

A declaração foi feita pela manhã, durante a sessão fechada da 11ª Cúpula de Líderes do Brics, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

Além de Bolsonaro, estavam presentes os líderes da Rússia, Vladimir Putin, da China, Xi Jinping, da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e da Índia, Narendra Modi.

Em fevereiro de 2018, quando viajou a Taiwan, o então deputado federal disse que os chineses estavam comprando o Brasil. O tom se manteve ao longo de toda a corrida presidencial, levando a um mal-estar com o governo chinês.

Para desfazer o clima ruim com o gigante asiático, o vice-presidente, Hamilton Mourão, fez uma viagem oficial no primeiro semestre deste ano que serviu como precursora da comitiva liderada por Bolsonaro que pousou na China em outubro.

O presidente brasileiro é crítico de governos de esquerda e comunistas e costumava inserir a China nesse grupo. É frequente em suas declarações a desaprovação de regimes como o de Cuba e da Venezuela.

De olho no investimento chinês no Brasil, ele começou a mudar o tom. Ao chegar a Pequim, no mês passado, Bolsonaro disse não se sentir constrangido, porque estava em um país capitalista.

O encontro bilateral com Xi foi o primeiro dos quatro dos quais o presidente brasileiro participou e o único a ser realizado no Palácio do Itamaraty, à margem da Cúpula do Brics. Na reunião privada, os dois trocaram gentilezas, e Bolsonaro disse que gostaria de levar a primeira-dama, Michelle, para conhecer a China.

Mesmo na declaração final da cúpula, o Brasil acabou aceitando a inclusão de alguns tópicos que são prioritários para a China e desagradam aos Estados Unidos. O texto ecoou vários dos discursos de Xi durante a cúpula ao condenar medidas unilaterais e protecionistas, contrárias às regras da OMC (Organização Mundial do Comércio)—uma referência clara à guerra tarifária travada pelos EUA contra a China.

O principal tema da conversa privada com os líderes do Brics foi soberania. Segundo participantes, Bolsonaro acabou não fazendo um discurso que estava previsto, cujo principal tema era o combate ao globalismo.

Na conversa, Bolsonaro também criticou a demarcação de terras indígenas para os líderes presentes, segundo relatos feitos à reportagem. Ele disse que governos anteriores do Brasil foram antipatrióticos por reservarem terras cheias de minérios para indígenas e deu a entender que isso não acontecerá mais.

Nos últimos três meses, a China “socorreu” o Brasil em dois momentos internacionais importantes. Durante a avalanche de críticas contra a política ambiental de Bolsonaro para a Amazônia, a China foi um dos únicos países que ofereceram apoio ao mandatário brasileiro.

O número dois da embaixada da China no Brasil, Qu Yuhui, afirmou na época ao jornal O Globo que a política ambiental do Brasil era uma das mais rigorosas do mundo e que a crise era fabricada.

Durante a cúpula do Brics, Bolsonaro agradeceu a Xi Jinping em várias ocasiões pelo que chamou de reconhecimento da soberania brasileira sobre a Amazônia.

Depois, como revelou reportagem do jornal Folha de S.Paulo, a China salvou o megaleilão do pré-sal de um fiasco.

Para evitar a ausência de interessados estrangeiros no leilão, o presidente Bolsonaro pediu a Xi Jinping que as petroleiras chinesas participassem do certame.

O pedido ocorreu durante a visita de Bolsonaro à China, em outubro. Naquele momento, o governo brasileiro já temia que não houvesse interesse estrangeiro pelos campos leiloados.

A previsão estava correta: as 17 grandes petroleiras mundiais não quiseram participar do leilão. As petroleiras CNOOC e CNODC, controladas pelo governo chinês, entraram com participação de 5% cada uma no consórcio que arrematou o campo de Búzios. Não fosse por elas, o Brasil teria vendido apenas para si mesmo, como afirmou o ministro da Economia, Paulo Guedes.

O governo mantém seus dois objetivos para a relação com a China. O primeiro é aumentar o valor agregado das exportações brasileiras para os chineses, hoje muito concentradas em commodities —nesse tema, ainda não há nenhuma sinalização concreta da parte dos chineses.

O segundo objetivo é atrair investimentos da China em infraestrutura no Brasil —e Xi acenou durante a cúpula com uma maior atuação da Iniciativa Cinturão e Rota, que fomenta projetos considerados estratégicos por Pequim e oferece financiamento do Banco de Desenvolvimento da China.

Bolsonaro está tentando conciliar dois movimentos antagônicos dentro do governo: um do núcleo mais ideológico, que prega alinhamento automático com os Estados Unidos, e outro mais pragmático, que reconhece a necessidade de intensificar relações com a China.

Esse equilíbrio do Brasil entre demandas da China e EUA será testado no segundo semestre do ano que vem, durante o leilão do 5G. Os EUA pressionam para que o Brasil barre a gigante chinesa de telecomunicações Huawei do fornecimento, afirmando que ela representa uma ameaça à segurança nacional.

Os chineses oferecem o pacote mais barato, na comparação com os concorrentes (Ericsson e Samsung), e podem retaliar o Brasil em áreas importantes, caso sejam excluídos do fornecimento. Até agora, só a Austrália, Nova Zelândia, Japão e Vietnã se renderam às pressões dos americanos.

Bahia Notícias

Ex-bolsonarista, Alberto Pimentel volta a atacar governo no Twitter: 'Cadê Queiroz?'


Ex-bolsonarista, Alberto Pimentel volta a atacar governo no Twitter: 'Cadê Queiroz?'
Foto: Reprodução
Ex-bolsonarista, o secretário municipal do Trabalho, Esportes e Lazer de Salvador (Semtel), Alberto Pimentel, marido da deputada federal Dayane Pimentel (PSL), voltou a atacar o governo de Jair Bolsonaro, que ajudou a eleger, no Twitter.

Alberto comentou em uma publicação de Dayane. A deputada questionou “cadê a zorra da mudança?” ao compartilhar uma matéria sobre PGR ignorar lei e não responder sobre trabalho da Lava Jato. Em seguida, o secretário de ACM Neto fez três questionamentos ao governo Bolsonaro.

“Eduardo Bolsonaro gastou recentemente em um único dia 1 milhão de reais do fundo partidário do PSL. Alguma reclamação para fazer sobre isso???”; “Pq tiraram o COAF de Moro? Quero Moro com autonomia!?”; e, por fim, “cadê queiroz???”.

Deputado propõe isenção para motoristas que tiveram carros roubados ou furtados na Bahia


por João Brandão
Deputado propõe isenção para motoristas que tiveram carros roubados ou furtados na Bahia
Foto: Divulgação / SSP-BA
O deputado estadual Roberto Carlos (PDT) propôs um projeto de lei de isenção de impostos automotivos o motorista que tiver o seu veículo roubado ou furtado no estado da Bahia.

De acordo com o texto,” a dispensa é proporcional do pagamento do IPVA, a partir do mês seguinte ao da ocorrência do fato”.

Pela proposta, para ter direito a isenção, deve-se registrar o boletim de ocorrência e na sequência, automaticamente, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) repassaria as informações para a Secretaria da Fazenda, que dá baixa na cobrança.

“Caso o veículo seja recuperado, o proprietário ficará isento de pagar o IPVA proporcionalmente ao período em que ele ficou sem o veículo”, diz um trecho.

A proposta do deputado segue para as comissões de Constituição e Justiça; Direitos Humanos e Segurança Pública, Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público; e Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

Bahia Notícias

Afinal, por que Bolsonaro luta tanto para destruir a imprensa brasileira?ar no “dono do Brasil”


Charge do Adnael (Arquivo Google)
Carlos Newton
Em momento extremamente oportuno, o comentarista André Cardoso envia à Tribuna da Internet a notícia de que  Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), que congrega sindicatos de comunicação social de todo o país, denuncia que o presidente Jair Bolsonaro vem atacando profissionais jornalistas e a própria imprensa, por meio de discursos, entrevistas e postagens em mídias sociais, ao menos duas vezes por semana, mas ultimamente radicalizou esse discurso.
“Até 31 de outubro, foram 99 declarações vistas como ataques a jornalistas (11 ocorrências) e descredibilização da imprensa (88 ocorrências), que visam a deslegitimar o trabalho jornalístico, colocando a imprensa e os jornalistas como adversários políticos, ou descredibilizando o trabalho de profissionais e veículos”, diz a Fenaj, em nota oficial.
OBJETIVO – Com tal estratégia, o que pretendem Jair Bolsonaro e os filhos (ele  jamais age sozinho)? O que almejam é desacreditar os profissionais da imprensa, principais formadores de opinião do mundo contemporâneo, para que sejam substituídos pelos amadores que operam nas chamadas redes sociais e que hoje se julgam jornalistas, vejam a que ponto chega a infantilidade dessa gente.
O jornalismo é uma profissão de grande responsabilidade social. Para se tornar um formador de  opinião, o repórter passa por um filtro. Pela excelência do trabalho, torna-se redator, depois editor e somente quando demonstra especiais aptidões é que se transforma em formador de opinião, ao atuar como colunista, editorialista ou articulista. É uma longa jornada.
AUGUSTO HELENO – A surpresa é ver o mais importante ministro da República fazer coro a esse posicionamento da família Bolsonaro. Em entrevista por telefone com o jornal Estadão, no dia 31 de outubro , ao ser questionado sobre a declaração do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) acerca do “novo AI-5”, vejam o que o general Augusto Heleno respondeu:
“Não ouvi ele falar isso. Se falou, tem de estudar como vai fazer, como vai conduzir. Acho que, se houver uma coisa no padrão do Chile, é lógico que tem de fazer alguma coisa para conter. Mas até chegar a esse ponto tem um caminho longo.”
Em seguida, questionado sobre os protestos no Chile, Heleno teceu duras críticas à imprensa: “O que a imprensa noticia normalmente não é a verdade. Isso a gente já se acostumou no Brasil. Notícia de jornal, televisão, é toda manipulada. A favor ou contra ao que interessa àquele canal. Até os sites de redes sociais são manipulados”, disse,  acrescentando “Não tenho ainda informações seguras sobre o que houve no Chile. Hoje em dia não acredito em nada da imprensa. A imprensa hoje, eu falo com muito receio que é tudo com segundas intenções.”
DECEPÇÃO – Pessoalmente, o editor da TI tinha grande apreço pelo general Augusto Heleno, que atraiu muitos votos para Bolsonaro. Hoje, o militar só desperta decepção. É como se fosse um boneco de ventríloquo manejado pela família presidencial. Repete as asneiras do clã Bolsonaro com a própria voz, jogando no lixo sua antiga imagem de grande chefe militar.
O fato concreto é que jamais algum jornalista ou órgão de imprensa deturpou qualquer declaração desse leviano Heleno, que deveria ter mais discrição, ser comedido e veraz, seguindo o exemplo do ex-comandante Eduardo Villas Bôas e do vice-presidente Hamilton Mourão, que nunca demonstraram serem áulicos de nenhum governante, merecem ser considerados generais de verdade.
Tenho apreço também pelo general Santos Cruz, que se portou no governo com a eficiência, a altivez e o nacionalismo que caracterizam os grandes chefes militares. Foi demitido de forma torpe, por causa de uma mensagem forjada em seu nome que ele jamais transmitiu. Mas quem se interessa?
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P.S. – Pobre Brasil! Se depender desses militares que cercam Bolsonaro, o gigante continuará deitado eternamente em berço esplêndido. (C.N.)

A verdadeira história de Jânio Quadros e seu famoso “Fi-lo porque qui-lo”


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Charge do Otelo (Arquivo O Globo)
Sebastião Nery
Em 1958, Juracy Magalhães, presidente da UDN, Carlos Lacerda, líder na Câmara, e Jânio Quadros, governador de São Paulo, prepararam a convenção nacional da UDN para fazer Herbert Levy o sucessor de Juracy. Magalhães Pinto chegou lá na véspera com José Aparecido, entrou na convenção, derrotou Herbert Levy. Jânio ficou Furioso.
No dia seguinte, Magalhães chamou Aparecido e foram os dois fazer uma visita de cortesia a Jânio. Anunciados, foram levados ao gabinete. Jânio estava sentado, cabeça baixa, escrevendo. Nem levantou os olhos. Os dois, de pé, esperando. Jânio escrevendo. De repente, levanta-se, estende a mão para Magalhães:
– Como vai o senhor, doutor Bilac Pinto?
– Muito bem, doutor Adhemar.
Jânio deu uma gargalhada, Magalhães sorriu. Ficaram amigos.
ATRÁS DO POVO – Candidato a presidente, Jânio foi a Caxias, no Rio Grande do Sul. A convite do padre Giordani, vereador do PDC e coordenador da campanha na cidade. O padre tinha convidado o povo para saudar Jânio nas ruas, quando chegasse, às 6 da tarde, e para o comício à noite.
No aeroporto, um carro aberto esperava o candidato para um desfile triunfal pela cidade. Jânio chamou o padre:
– Nada disso. Quero um carro fechado, bem fechado. Vou direto para o hotel e por ruas ínvias, sem passar pelo centro. Tu-do mui-to rá-pi-do.
– E o povo, presidente?
– O povo? Quem conhece o povo sou eu, senhor padre. Conheço nas faces e na alma. O povo quer mais me ver do que me ouvir. Pois se quiser me ver que vá também me ouvir no comício. Ver-me-á e ouvir-me-á.
Às 8 da noite, Caxias estava toda na Praça. Vendo e ouvindo Jânio.
Confinado em Corumbá, Mato Grosso, em julho de 1968, por causa de uma declaração contra Costa e Silva (responsável por sua cassação: – “Esse zarolho é meu”, e escreveu a mão o nome de Jânio no alto do primeiro listão), Jânio soube que um amigo chegara para visitá-lo. Ligou para a portaria, pediu o número do apartamento, foi lá. Desceu furioso para a recepção:
– Meus queridos, que estúpidos, que parvos são vocês. Deram-me o número errado. Toco a campainha. Aparece alguém, que não é o meu amigo, e nu, inteiramente nu. Saibam, não tenho nada contra homem nu. Mas nu e de óculos? Pelado, sim. Mas de óculos?
FI-LO PORQUE QUI-LO – A verdadeira história do fi-lo porque qui-lo é esta. Como Presidente, Jânio instituiu reuniões mensais, presididas por ele, entre as autoridades federais e os governadores das várias regiões do pais. No sul, Jânio estava reunido com os governadores Leonel Brizola, do Rio Grande, Ney Braga, do Paraná, e Celso Ramos, de Santa Catarina. E anunciou algumas reformas educacionais.
O ministro da Educação, Brígido Tinoco, pego de surpresa, ficou uma fera. Depois do almoço, procurou Jânio:
– Presidente, permita-me dizer-lhe que discordo de algumas dessas propostas. E nem fui avisado. Fê-lo por que?
– Ministro, fi-lo por algumas razões que me parecem relevantes. Primeiro, fi-lo porque estou convencido de que é a melhor solução. Segundo, fi-lo porque esta nação tem pressa. Terceiro, fi-lo porque sou presidente. Como vê, senhor ministro, fi-lo porque qui-lo.
E papo encerrado. Papo e pronomes.

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