terça-feira, fevereiro 26, 2019

Fracasso de ajuda humanitária era previsível, diz Rodrigo Maia, que avisou Bolsonaro


Resultado de imagem para rodrigo maia
Rodrigo Maia foi consultado por Bolsonaro sobre a ajuda humanitária
Valdo CruzG1 Brasília
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ao blog que era previsível o fracasso da entrega da ajuda humanitária à população venezuelana. “Era previsível. Todos sabem que o Nicolás Maduro, apesar de toda grave crise na Venezuela, ainda tem o controle do território, ele não iria permitir a entrada de uma ajuda articulada pelos Estados Unidos”, afirmou Maia.
Segundo ele, o Brasil não pode correr o risco de dar um “pretexto” para justificar uma operação mais extremada contra a Venezuela, como uma intervenção militar, conforme podem acabar decidindo os Estados Unidos. “Temos de tomar todo cuidado, não podemos dar qualquer pretexto para justificar algo pior, não tínhamos que intervir nisso”, afirmou Rodrigo Maia.
HAVIA DÚVIDAS – O presidente da Câmara dos Deputados foi consultado pelo presidente Jair Bolsonaro a respeito da participação do Brasil na operação de entrega de ajuda humanitária à população da Venezuela. Rodrigo Maia manifestou suas dúvidas sobre a viabilidade da operação na conversa com o presidente, colocando-se no mesmo lado de uma ala dos militares do governo que também não via com bons olhos a operação.
O receio da ala militar era que o Brasil acabasse se envolvendo em conflitos diretos com militares venezuelanos, que poderiam resultar em feridos e até mortos, dando pretexto para que os Estados Unidos decidissem por uma medida de força militar contra a Venezuela. Nos dois últimos dias, venezuelanos no território brasileiro entraram em conflito com militares daquele país na fronteira.
Dois caminhões com ajuda humanitária, que chegaram perto do posto de controle venezuelano na fronteira, tiveram de ser retirados do local para evitar incidentes mais graves.
BARREIRA – Diante do clima de tensão, o Ministério da Defesa determinou que a Força Nacional e a Polícia Rodoviária Federal fizesse uma barreira para afastar os manifestantes venezuelanos do local neste domingo (24).
Segundo assessores diretos do presidente Bolsonaro, a medida foi necessária exatamente porque a situação estava correndo o risco de sair de controle. Um incidente mais grave, segundo militares, seria “desastroso” para o Brasil, que poderia ser acusado por Maduro de servir de instrumento dos Estados Unidos para justificar uma intervenção militar no país vizinho.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O detalhe mais importante do artigo de Valdo Cruz é o fato de o presidente Bolsonaro ter procurado ouvir a opinião de Rodrigo Maia. Foi uma demonstração de compartilhamento, que é uma postura altamente saudável na democracia(C.N.)

PF diz a Bolsonaro que ainda não identificou mandantes no atentado contra ele


Resultado de imagem para advogado de adelio bispo
Advogados trabalham de graça para o agressor de Bolsonaro
Fabio Serapião e Breno PiresEstadão
Em reunião realizada no final da tarde desta segunda-feira, 25, a Polícia Federal informou ao presidente Jair Bolsonaro que, até agora, não há evidência da participação de outras pessoas além de Adélio Bispo no atentado cometido contra o presidente em setembro. A PF explicou que o inquérito ainda está em andamento. Falta concluir a análise dos materiais apreendidos com um advogado do autor do ataque sofrido por Bolsonaro em setembro.
O encontro no Planalto foi realizado duas semanas após o presidente cobrar da Polícia Federal uma solução para o caso. Estavam presentes o delegado federal responsável pelo caso, Rodrigo Morais, o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e o superintendente da PF em Minas Gerais, o delegado Cairo Costa Duarte.
AINDA INCONCLUSO – Antes da reunião, Moro disse à imprensa que ainda não havia uma conclusão e disse que na ocasião o presidente seria informado do andamento. “O presidente é a vítima, então é interessado. Então, será apresentado a ele o resultado da investigação até o momento”, disse o ministro da Justiça e Segurança Pública, após um seminário sobre segurança pública em Brasília.
Até o momento, a tese sobre a atuação isolada de Bispo é a que prevalece no segundo inquérito instaurado pela PF. No primeiro, que focou na apuração sobre quem era o autor da facada, a PF já havia concluído que os indícios levantados apontavam para a ausência de mandantes ou de incentivadores envolvidos com Bispo.
NOVA DEVASSA – Entretanto, a PF instaurou esse segundo inquérito no qual realizou uma devassa na vida de Bispo e de pessoas ligadas a ele. Um dos alvos dessa nova investigação foi o advogado Zanone Manoel de Oliveira Júnior, defensor de Bispo.
Em dezembro do ano passado a PF chegou a realizar uma busca e apreensão no escritório do advogado para tentar angariar informações sobre quem financiou a defesa de Bispo.
Outra linha de apuração seguida pela PF foi sobre o possível envolvimento do Primeiro Comando Da Capital (PCC) no caso. As duas teses foram descartadas na investigação conduzida pelo delegado Rodrigo de Morais.
HISTÓRICO – Em setembro do ano passado, a PF havia concluído um primeiro inquérito instaurado logo após o atentando. Nessa primeira investigação, encerrada em 28 de setembro, a PF não encontrou indícios da participações de outras pessoas e concluiu que Bispo agiu por “inconformismo político”.
À época, o delegado do caso afirmou ao Estado que a análise do material permitiu afirmar que “a motivação foi o inconformismo político em relação ao candidato Jair Bolsonaro”. Bispo, disse o delegado, se disse adepto da ideologia política de esquerda enquanto Bolsonaro seria de extrema-direita.
“Ficou claro que havia essa discordância em relação aos projetos políticos do candidato. Dessa forma se configurou o crime contra a segurança nacional”, explicou Morais. Assim, Bispo foi indiciado no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional que fala sobre atentado a pessoas por inconformismo político.

Receita investiga milicianos no Rio e um deles tinha ligação com Flávio Bolsonaro


Resultado de imagem para flavio bolsonaro
Flávio Bolsonaro insiste em alegar que é “perseguido político”
Deu no Correio Braziliense(Agência Estado)
A Receita Federal vai ampliar a cooperação com o Ministério Público do Rio de Janeiro e investigar os envolvidos na Operação Os Intocáveis, que mira a atuação de milícias no Estado. Entre os alvos está o ex-capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado como líder de grupo criminoso conhecido como Escritório do Crime. A mãe e a mulher de Nóbrega trabalharam no gabinete que o hoje senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) ocupava até 31 de janeiro deste ano na Assembleia Legislativa do Rio.
Como revelou o jornal O Estado de S. Paulo no mês passado, a Receita já atuava na análise das movimentações financeiras dos citados no relatório do Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf) que apontou transações atípicas na conta de Fabrício Queiroz, também ex-assessor de Flávio, filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro.
CINCO PRESOS – A Operação Os Intocáveis prendeu cinco suspeitos de integrar milícia que atua em Rio das Pedras, na Barra da Tijuca. Nóbrega, porém, segue foragido. De acordo com a Promotoria do Rio, o grupo atuava na grilagem de terras, na compra, venda e aluguel irregular de imóveis, na cobrança de taxas da população local e na receptação de mercadoria roubada, entre outros crimes.
A mulher do ex-capitão, Danielle Mendonça da Costa Nóbrega, trabalhou no gabinete de Flávio de 6 de setembro de 2007 até 14 de novembro do ano passado. Já a mãe de Nóbrega, Raimunda Veras Magalhães, esteve lotada no mesmo gabinete de 11 de maio de 2016 também até 14 de novembro de 2018. Ambas recebiam salário de R$ 6.490,35. Raimunda é citada no relatório do Coaf que investiga corrupção no Legislativo fluminense. Ela repassou R$ 4.600 para a conta de Queiroz.
A entrada da Receita no caso segue o padrão adotado desde a Operação Lava Jato, em que o foco dos investigadores é o caminho do dinheiro de grupos criminosos. Como o Fisco tem o maior banco de dados fiscais, bancários e patrimoniais do País, seus relatórios são considerados os mais completos para auxiliar nas investigações.
RASTREAMENTO – No caso da milícia, a atuação do órgão poderá rastrear todos aqueles que fizeram algum tipo de transação, não só com os suspeitos de integrar o grupo, mas também com parentes, pessoas próximas ou empresas ligadas a eles. Em busca de possíveis crimes tributários, os auditores devem produzir relatórios para subsidiar o trabalho dos promotores com o mapeamento do caminho do dinheiro movimentado.
Ao jornal, uma fonte com acesso à investigação afirmou que já foram realizadas algumas reuniões entre investigadores e a Receita para tratar da cooperação no caso.
Enquanto era deputado estadual, o filho de Bolsonaro, em discursos na Assembleia do Rio em 2006 e 2007, disse que “a milícia nada mais é do que um conjunto de policiais buscando expurgar do seio da comunidade o que há de pior: os criminosos”. Ainda segundo declarações do hoje senador, não seria “justa essa perseguição (aos milicianos)”.
HOMENAGENS – Como parlamentar na Assembleia do Rio, Flávio apresentou moções honrosas a outros quatro policiais que se envolveram em irregularidades. Em 2017 e 2018, o então deputado estadual pediu à Mesa Diretora da Casa que fossem concedidas moções parabenizando os PMs Leonardo Ferreira de Andrade e Bruno Duarte Pinho – os dois foram alvo, em agosto do ano passado, da Operação Quarto Elemento, do Ministério Público.
No outro caso em que a Receita já coopera com o MP sobre a movimentação financeira de assessores da Assembleia, entre eles ex-funcionários de Flávio, os auditores iniciaram nos últimos dias a análise de dados.
Há dois focos de investigação. Na esfera criminal, a apuração é conduzida pelo promotor Luis Otávio Figueira Lopes e apura possível prática de peculato, quando um servidor se apropria de dinheiro público. Segundo o procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussem, Flávio ainda não é diretamente investigado neste caso. No área cível, o senador é alvo por suposto ato de improbidade.
RACHADINHA – Uma fonte disse que, ao mapear o caminho do dinheiro que abasteceu as contas de Queiroz e de outros assessores da Assembleia do Rio, o Fisco poderá contribuir na apuração sobre a suposta existência de um esquema de contratação ilegal de servidores para posterior devolução de parte dos vencimentos. Essa hipótese, como mostrou o Estado, já era investigada pela Polícia Federal antes de o caso ser enviado à esfera estadual.
A Promotoria do Rio também tem como uma das linhas de investigação a de que Queiroz e assessores de outros deputados com movimentações mais elevadas centralizavam o recebimento de parte dos salários de seus colegas de gabinete.
Conhecido como “rachid”, o esquema resultou nos últimos anos na abertura de investigações em pelo menos 16 assembleias legislativas. Em relatório, a delegada federal responsável pela Operação Furna da Onça disse que esse sistema seria “disseminado” na Assembleia do Rio.
PERSEGUIÇÃO –  O Estado de S. Paulo revelou nesta sexta-feira, 22, que um ex-assessor de Flávio declarou aos investigadores que devolvia 66% do salário para Queiroz todos os meses. Segundo ele, as transferências eram investimentos em atividade de compra e venda de veículos. Queiroz a ainda não prestou depoimento à Promotoria.
Por meio de sua assessoria, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que é vítima de “perseguição política e repudia a tentativa de imputar irregularidades e crimes onde não há”.

Lava-Jato ironiza Gilmar Mendes e diz que as críticas dele não passam de “devaneios”


Resultado de imagem para gilmar mendes charges
Charge do Pataxó (Arquivo Google)
Rayanderson GuerraO Globo
A força-tarefa da Lava-Jato no Rio divulgou uma nota, nesta segunda-feira, em que diz que as declarações do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre uma suposta relação entre a investigação da Receita Federal com suas decisões de conceder habeas corpus para investigados na Operação Calicute — deflagrada no Rio — são “devaneios sem qualquer compromisso com a verdade”.
A Lava-Jato no Rio afirma ainda que “palavras ao vento e insinuações caluniosas em nada contribuem para o amadurecimento da democracia”.
DISSE GILMAR – Em entrevista à “Época”, Gilmar Mendes afirmou que, ao tomar conhecimento do procedimento da Receita para identificar “focos de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência” relativos a ele e sua mulher, Guiomar Mendes, ligou para o então secretário do órgão, Jorge Rachid.
Segundo o ministro, Rachid lhe teria dito que o auditor responsável pelo caso, Luciano Castro, estava prestando serviços à Operação Calicute, do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro e responsável por prender, entre outros, Sérgio Cabral e Jacob Barata, o Rei do Ônibus, de cuja filha Mendes e Guiomar foram padrinhos de casamento.
“A partir daí, decodificou para mim a ação, já que eu havia atuado nos processos da Calicute”, disse à Época.
TUDO ERRADO – A força-tarefa rebate as afirmações do ministro, e diz que o auditor citado na entrevista nunca trabalhou ou foi demandado por integrantes da Lava-Jato. “Os membros da Força-Tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro não têm conhecimento de qualquer atuação do órgão fazendário que tenha relação, ainda que indiretamente, com o ministro Gilmar. O auditor que supostamente teria investigado o Ministro não trabalha, nunca trabalhou ou foi demandado por membros da Força-Tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro”.
A nota diz ainda que “é preocupante que um Ministro do Supremo Tribunal Federal se sinta perseguido” e que, havendo fatos ilícitos concretos, devem ser investigados: “Mas palavras ao vento e insinuações caluniosas para desqualificar o trabalho de instituições brasileiras que têm o reconhecimento da sociedade em nada contribuem para o amadurecimento da nossa democracia”.
OFENDER A HONRA – Segundo a força-tarefa, o ministro “continua a ofender gratuitamente a honra de magistrados e servidores porque acredita estar acima do bem e do mal, comportamento que numa República amadurecida não deve ter espaço”.
O duelo de Mendes com os procuradores da Calicute começou na prisão de Eike Batista, solto por decisão liminar do ministro, e se estende desde então. Os procuradores do Rio de Janeiro pediram que o STF tirasse Mendes dos casos de Batista — alegando que o escritório Sérgio Bermudes o defendia — e de Jacob Barata — pelo apadrinhamento do casamento de sua filha. O caso abalou até a relação dos procuradores do Rio de Janeiro com Raquel Dodge, que chegou à PGR com o apoio de Mendes.
De lá para cá, o ministro já soltou, seja por decisão liminar, seja pela confirmação de sua decisão pelos demais ministros da Segunda Turma do STF, cerca de 40 pessoas presas pelo juiz Marcelo Bretas e pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Nada disso interessa. São apenas “devaneios”. O importante é que se confirme se houve ou não movimentação atípica nas contas bancárias do casal, e realmente ocorreu, porque cerca de R$ 600 mil apareceram do nada, sem justificativa ou explicação. É isso que interessa, mas Gilmar está desviando o foco. (C.N.)

Brasil quer Venezuela de volta à democracia sem “medida extrema”, diz Mourão


Vice-presidente Hamilton Mourão cumprimenta militares durante reunião do Grupo de Lima, em Bogotá (Colômbia) — Foto: ASSCOM/VPR
O vice Mourão representou o Brasil na reunião do Grupo de Lima
Por G1 — Brasília
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta segunda-feira (25), na Colômbia, que o governo brasileiro acredita que é possível encontrar uma solução “sem qualquer medida extrema” para, segundo ele, “devolver a Venezuela ao convívio democrático das Américas”.
Mourão deu a declaração durante pronunciamento em encontro do Grupo de Lima realizado nesta segunda em Bogotá. O governo brasileiro foi representado pelo vice-presidente e pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.
TREZE PAÍSES – O Grupo de Lima foi criado, em 2017, por iniciativa do governo peruano, com o objetivo de pressionar o regime Nicolás Maduro a restabelecer a democracia na Venezuela. Além de Brasil e Peru, mais 11 países integram o grupo: Argentina, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Chile, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá e Paraguai.
“O Brasil acredita firmemente que é possível devolver a Venezuela ao convívio democrático das Américas sem qualquer medida extrema que nos confunda com aquelas nações que serão julgadas pela história como agressoras, invasoras e violadoras das soberanias nacionais”, discursou Mourão diante dos representantes dos outros países do Grupo de Lima.
O vice-presidente ressaltou ainda que, no contexto atual, o governo brasileiro reconhece que a Venezuela “não vai conseguir se livrar sozinha do regime Maduro”. De acordo com ele, só haverá uma alternância de poder no país sul-americano se houver uma ajuda externa.
MAIS SANÇÕES – Mourão ponderou que a comunidade internacional deve avaliar a imposição de ainda mais sanções contra o regime chavista. Sugeriu pressão sobre Caracas por parte de organismos internacionais – como as Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA) – e também agências de aplicação de tratados internacionais, tribunais e bancos de fomento e investimentos.
“À luz dos acontecimentos acumulados há mais de uma década, sabemos que a Venezuela não vai conseguir se libertar sozinha da opressão do regime chavista. A hora é de solidariedade latino-americana”, destacou.
O vice-presidente brasileiro também afirmou que, nos últimos anos, houve uma corrida armamentista na Venezuela patrocinada pelo regime chavista. Segundo Mourão, as compras de equipamentos bélicos sofisticados por parte de Caracas desde 2009 contrastam com o fato de a América do Sul ser a região menos militarizada do mundo.
CRIMES TRANSNACIONAIS – Ele também acusou integrantes do governo Maduro de estarem envolvidos com crimes transnacionais. Em janeiro, o Itamaraty divulgou nota na qual afirmava que o regime chavista é baseado no tráfico de drogas e de pessoas e no terrorismo.
Após o encontro, Mourão e Ernesto Araújo concederam entrevista à GloboNews. Questionado sobre uma declaração que deu sobre o fato de a Venezuela ter dado espaço para atores estranhos à região e se estava se referindo à Rússia, o vice-presidente afirmou que seria “muito ruim” trazer um “clima de Guerra Fria” para a região.
“São os outros países, as grandes potências que têm interesse na Venezuela, e que seria muito ruim trazer um clima da antiga Guerra Fria para dentro do hemisfério ocidental, para a América do Sul, seria muito ruim isso daí”, respondeu Mourão, sem responder se estava se referindo à Russia.
SEM CONFLITO – O vice disse ainda que o país “vai buscar de todas as formas que não haja conflito” na região e repetiu que a atuação deve evitar “trazer conflito para o nosso hemisfério”.
Ao lado de Mourão, o ministro das Relações Exteriores foi indagado sobre o fato de o presidente norte-americano, Donald Trump, estabelecer diálogo com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, mas de “rechaçar” o diálogo com Nicolás Maduro, assim como o Brasil.
Araújo afirmou que “são situações geopolíticas diferentes” e que Maduro está oprimindo o seu povo de maneira brutal. “Não sei se [na Coreia do Norte] necessariamente [existe uma repressão] com esse grau de brutalidade que se viu nesse fim de semana. São situações que não necessariamente se pode comparar, aqui existe toda essa mobilização regional, que não existe lá”, disse o chanceler brasileiro.
RECADO DOS EUA – Convidado especial do encontro do Grupo de Lima, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, prometeu sanções “ainda mais fortes” ao que classificou de “rede de corrupção financeira” do regime de Nicolás Maduro.
Pence pediu que o Grupo de Lima congele os bens da PDVSA, a petroleira estatal da Venezuela, e os transfira para a administração do líder da oposição venezuelana Juan Guaidó. Presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Guaidó se autoproclamou no mês passado presidente interino da Venezuela.
O vice dos EUA fez um apelo para que todos os países do Grupo de Lima reconheçam os representantes do presidente autoproclamado venezuelano.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Os EUA pedem que os outras países congelem os bens da PDVSA. A Venezuelana tem bens vultosos nos EUA, onde possui três refinarias, oleodutos e a rede Citgo, com quase 14 mil postos de abastecimento, mas, ao que parece, apenas os bens da PDVSA estão bloqueados por lá, porque a Citgo é uma sociedade anônima.  Aqui no Brasil, era sócia da Abreu e Lima, mas não entrou com um tostão, a Petrobras bancou tudo sozinha. (C.N.)

JEREMOABO 2020: MELHOR OU FICARÁ PIOR?

Resultado de imagem para foto novas eleições

JEREMOABO 2020:
MELHOR OU FICARÁ PIOR?

Querendo ou não, mais uma vez o povo jeremoabense será submetido à prova do pleno exercício da cidadania, momento em que cada um dará sua contribuição para que tenhamos dias melhores ou afundarmos ainda mais, ingrata realidade, mas da qual não podemos fugir nem fazer o papel do avestruz, enterrar a cabeça e deixar que a tempestade passe, não, o momento não é para vivermos mais uma aventura, requer melhor análise da atual situação, já que não podemos trocar seis por meia dúzia, como fizemos em 2017, chega de mesmices, precisamos evoluir como pessoas ou a história nos jogará no Baú do Esquecimento.
Tenho plena consciência de que os males no meio político se eternizam em razão da ausência de caráter e de princípios éticos, quer seja por considerável parte da própria sociedade, quer seja esta em decorrência do próprio ser humano em sua formação pessoal, onde presentes vão estar os interesses próprios que se sobrepõem aos interesses coletivos, ou ainda, por dar apoio ao que há de pior, apenas com a argumentação de que não gosta do outro, assim, ausentando-se do uso da razão e do bom senso, que muitas vezes, origina-se na vaidade de não ter coragem de dizer: eu contribuí para a desgraça que aí está!
Pode-se ainda entender que diante do conceito de que alguns nascem para comandar e outros para serem comandados. Separar comandante de comandado não está em separar pobres de ricos, negros de brancos, homens de mulheres ou qualquer outra situação que seja aplicável aos grupos sociais, essa separação, a princípio, está vinculada a presença ou ausência de caráter e discernimento entre o certo e o errado, já que é sabido que o caráter está ligado intimamente ao procedimento do indivíduo diante do seu meio social.
Em face ao exposto, entendo que me deparo com um dilema ao retroagir a alguns anos passados, de onde nada vejo neste diagnóstico que mereça meus aplausos ou do qual possa me orgulhar, pois só vi decepções, manipulações, prepotência e coisas do gênero.  Na realidade todos falhos, ausentes e descompromissados com os anseios da sociedade e com a coisa pública, apenas podemos defini-los como usurpadores das benesses do Poder. Mentirosos por ofício, ausentes de uma palavra de confiança, na realidade falsos profetas, enganadores e manipuladores da sociedade em benefício próprio, indignos de credibilidade...
Hoje, menos de um ano do último pleito eleitoral em nosso município, já vivemos o amanhã como sendo mais um momento político. Vivemos anteriormente um período de combate ao qual dizíamos não servir para comandar os destinos de Jeremoabo. O Poder mudou de lado, mas para surpresa nossa, mudou o Poder e todas as mazelas criticadas mudaram de lado também, só que agora multiplicadas por 10, nesse entendimento, já disse anteriormente, eu contribuir para a desgraça que aí está, pois vivemos uma gestão desastrosa onde o respeito aos princípios legais são pisados como se a Justiça não existisse. Errei acreditando que Jeremoabo precisava desta mudança, infelizmente ela veio de forma piorada. É neste momento que faço uso do exercício da cidadania para dizer que reconheço que não apoiei a pessoa certa, mas também vejo que nem tudo foi perdido, pois a mudança era necessária.
2020, mais uma vez nos colocará a prova do bom senso, mas me pergunto: o que posso chamar de bom senso, acaso só me reste como opção, votar em qualquer um dos que ali já passou! O que comandou o mandato tampão, sua sucessora que após ter arrecado algo em torno de R$ 14 milhões em tributos municipais, ainda endividou o município em R$ 7 milhões, com recursos destinados a obras eleitoreiras e de pouca eficácia e eficiência em resultados, ou ainda, naquele que mesmo pegando R$ 14 milhões oriundos de precatórios veio a se perder em sua curta gestão, deixando salários da educação pendente, enquanto poderia ter reduzido o rateio e pago o salário de todos. Aí faltou uma lição de planejamento e gestão administrativa, resultado de ouvir a quem não deveria. Por outro lado à situação ora vivida é uma copia de erros que se repetem em dobro. Esta é a dura e crua verdade que hoje somos obrigados a conviver.
O Senhor Tempo, sábio dos sábios, está constantemente a passar e não retorna para ensinar por lacunas não aprendidas, quem aprendeu segue o caminho com sentido definido, para os que somente entenderam a existência da direção, o destino será incerto, pois não saberá aonde chegar, terá por certo apenas a partida, já que ao ignorar o sentido a seguir, qualquer direção lhe serve, ao ignorar que todo caminho possui uma direção, mas que o mesmo possui dois sentidos.
Aos que arriscarem que Jeremoabo deve ter somente direção (a figura do gestor que não sabe conduzi-lo), certamente perderá a oportunidade de lhe dar o sentido devido, de conduzi-lo ao lugar desejado e esperado por sua sociedade, aí está à diferença entre escolher um Gestor Competente ou escolher qualquer um (aquele mito político) só mito, já que só servirá para partir do nada para chegar a lugar nenhum.
Reflitam, cada eleição errada representa mais 4 anos de desmandos contra a coisa pública e retrocesso na vida dos cidadãos. Mudar é preciso!
J. M. VARJÃO

Em, 25/02/2019





Acidentada da Lagoa do Mato pede ajuda

..

Nenhuma descrição de foto disponível.


Esse é um caso que os puxa-sacos não compartilham nem pedem para postar no Blog como propaganda.
Lamento que enquanto se  faz tanta propaganda com saúde, uma cidadã encontra-se abandonada num hospital, apelando por socorro através de compartilhamento na Internet. 

Nota da redação deste Blog - Fui solicitado e estou praticando esse ato de caridade, para mim pouco importa que seja de Jeremoabo ou do Ceará, como cristão e como cidadão estou fazendo minha parte.
É mais um sinal da extensão e penetração do Blog.
A imagem pode conter: texto

segunda-feira, fevereiro 25, 2019

Nomeando mais um secretário, esperamos que não seja mais um caso de nepotismo.

Nenhuma descrição de foto disponível.


Mais um Secretário cai fora da administração municipal de Jeremoabo


A imagem pode conter: texto


Conforme já havíamos anunciado há vários dias atrás a Secretário Municipal do Meio Ambiente, MARIA DAS DORES SERAFIM DOS SANTOS solicitou exoneração do cargo e foi demitida.
O motivo verdadeiro desse pedido de demissão o BLOG não conseguiu apurar, já que solicitou esclarecimento a mesma e até a presente data  não obteve resposta.
Soubemos através de boatos que não é oficial porém bem contado, que o motivo da exoneração foi que a ex-secretária estava sem condições de trabalho por falta de apoio, faltando veículos, material e uma série de outras coisas para que a secretaria realizasse fiscalizações e visitas pra concessão de novas licenças. Sem falar de um viveiro de mudas que ela queria montar para o reflorestamento das margens do Vaza Barris. Dai, não se sabe como ela deu conhecimento a Promotora em Paulo Afonso que intimou o prefeito. E ele mandou o genro em seu lugar. Que lá chegando recebeu a determinação que  num prazo de 90 dias , a prefeitura se enquadrasse em todas àquelas necessidades da SECRETARIA; que batia com a que ela vinha solicitando há tempos.Daí o prefeito entendeu que ela havia traído sua confiança, entregando-o  a promotoria; no que mandou fazer um corte nos funcionários da secretaria dela, forçando-a  mais uma vez colocar o cargo a DISPOSIÇÃO, no que ela caiu na armadilha, e o fez! No que prontamente o seu genro aceitou, já previamente orientado por ele.
Como informei no início essa informação é oficiosa, embora muito bem elaborada onde estou publicando acreditando ser verdadeira, porém, se a parte citada quiser contestar, ponho o Blog ao inteiro dispor para publicar o que for de direito.

Em destaque

Flávio, que agora admite pedido de dinheiro, disse há dois meses que nunca teve contato com Vorcaro

  Flávio, que agora admite pedido de dinheiro, disse há dois meses que nunca teve contato com Vorcaro Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ...

Mais visitadas