quinta-feira, fevereiro 21, 2019

Carlos Bolsonaro, irresponsavelmente, causou uma crise que jamais teria acontecido


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Carlos Bolsonaro convenceu o pai de que Bebiano tinha mentido
Carlos Newton
Não foi sem motivos que o presidente Jair Bolsonaro ofereceu ao então ministro Gustavo Bebianno a diretoria de Itaipu e as embaixadas em Roma ou Lisboa, a escolher. Passada a raiva e depois de ouvir as ponderações dos ministros do Planalto, Bolsonaro caiu em si e tentou uma solução negociada, mas era tarde demais. A imagem do secretário-geral da Presidência já tinha sido inteiramente destruída, ao ser chamado de “mentiroso” pelo filho Carlos e pelo próprio Bolsonaro. É o tipo de acusação indelével, que não se remove com palavras nem com cargos de destaque. É preciso pedir desculpas.
A repercussão foi enorme, é claro, não se passaram dois meses e de repente já surgia uma crise grave. Era esperado que Gustavo Bebianno reagisse e apresentasse as provas de que dispunha e que foram mostradas sigilosamente aos ministros da casa, na última sexta-feira, para comprovar que ele não era mentiroso e realmente tinha falado por três vezes com Bolsonaro na terça-feira dia 12.
AS GRAVAÇÕES – Embora os fanáticos por Bolsonaro (que podem ser igualados aos fanáticos por Lula) insistam em distorcer as informações e em seguir acusando Bebianno e defendendo o presidente, as gravações não mentem. Podem ser reviradas de cima para baixo, ouvidas mil vezes, porém jamais serão modificadas. Não é questão de ponto de vista, mas de perícia técnica – o que está escrito no WahtsApp está valendo e as conversas que foram gravadas, também.
O fato concreto e incontestável é que os áudios divulgados pela revista Veja nesta terça-feira (19) desmentem completamente a versão de Bolsonaro sobre a conversa com Bebianno —segundo o presidente, eles não tinham se falado.
Ficou provado que os dois conversaram pelo aplicativo de mensagens WhatsApp três vezes na terça-feira, dia 12 de fevereiro, antes da alta médica do presidente. Além disso, Bebianno comprovou que o esquema de candidaturas laranjas do PSL tinha sido tratado com o presidente naquela ocasião.
Charge O Tempo 20/02/2019
Charge do Duke (dukechargista.com.br)
MUITAS VERSÕES – Agora, as teorias conspiratórias estão criando múltiplas versões para justificar a demissão de Bebianno, por desconhecido motivo de “foro íntimo”. Pelo teor das conversas, no entanto, percebe-se que havia um certo mal-estar, mas nada que justificasse demissão do ministro.
Portanto, se Carlos Bolsonaro não tivesse surgido com a explosiva denúncia de que o pai não falara três vezes com Bebianno naquela terça-feira, e se o presidente tivesse capacidade de entender que troca de mensagens no WhatsApp é uma forma de conversar, esta crise nem teria acontecido. Estariam em curso as investigações pedidas pelo presidente à Polícia Federal, e vida que segue, como dizia nosso amigo João Saldanha.
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P.S. 1 
– Na dualidade da vida, tudo o que é negativo pode ser tornar positivo. Se a demissão de Bebianno servir para eliminar de vez a influência dos filhos sobre Bolsonaro, a pátria estará salva, caso o presidente aceite as orientações dos ministros do Planalto e faça um governo que defenda os interesses nacionais.
P.S. 2 – Para tanto, porém, terá de se livrar do ministro Paulo Guedes, que está claramente defendendo os interesses dos banqueiros. Leiam amanhã o artigo da auditora Maria Lúcia Fattorelli sobre a maneira que o Banco Central arranjou para engordar os lucros dos bancos, e depois a gente conversa   seja pessoalmente, por telefone ou por WhatsApp…(C.N.)

quarta-feira, fevereiro 20, 2019

Ex-candidata acusa assessores do ministro no esquema das verbas de campanha


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Bolsonaro com a candidata, que denunciou o ministro do Turismo
Deu no G1
Ex-candidata a deputada estadual em Minas Gerais, Cleuzenir Barbosa declarou ao “Jornal Nacional” que assessores do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, pediram que ela transferisse para empresas dinheiro público de campanha. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público de MG, que apura o uso de candidaturas de laranjas. Cleuzenir, que saiu candidata pelo PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, já repassou informações e outras supostas candidatas laranjas da sigla também vão ser ouvidas. O MP também vai requisitar documentos e notas fiscais dos envolvidos.
Clauzenir Barbosa diz que recebeu verbas de campanha do agora ministro, que era presidente do PSL em Minas Gerais e disputava uma vaga de deputado federal.
LAVAR DINHEIRO – Em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, Cleuzenir afirmou que o ministro do Turismo sabia do esquema do PSL para lavar dinheiro. Ela está em Lisboa e disse que foi para lá porque se sente ameaçada. Nesta terça-feira (19), ela confirmou as acusações ao repórter Leonardo Monteiro, da TV Globo.
“Eu fui candidata a deputada estadual, e fazia ‘dobrada’ com o deputado federal Marcelo Álvaro Antônio, que é hoje o ministro do Turismo. E, no meio da caminhada da campanha, eu fui convidada por dois assessores do Marcelo Álvaro, que é o Raissander de Paula e o Robertinho Soares, para que eu transferisse dinheiro para uma gráfica com a qual eu não estava fazendo serviço algum”, afirmou.
“Eu achei aquilo muito estranho. De imediato, a gente detectou que tinha erro. Conversando com meu advogado, com meu contador, decidimos que não faríamos o jogo que eles haviam pedido que a gente fizesse, que eram as transferências.”
ESTÁ FUGINDO – Sobre sua mudança para Portugal, Cleuzenir disse: “A gente, que é vítima, precisa correr, ao passo que quem devia correr era os bandidos. Só que a gente é que tem que ficar escondendo, protegendo família. Por exemplo, eu tenho um filho de 16 anos, não posso dizer em qual escola que ele está, qual curso ele tá fazendo, não posso deixar ele postar nada em redes sociais, uma questão de vigilância. Então, assim, e o rapaz tá em pleno vigor, né?, de querer ir em redes sociais”.
O promotor de Justiça Eleitoral Fernando Ferreira Abreu disse: “Envolve aí apropriação indébita dos recursos do fundo partidário da mulher, no âmbito eleitoral, e eventual falsidade ideológica, justamente pelo uso de pessoas que não seriam candidatas, mas que figuraram como candidatas somente pra ser consideradas pra fins de cota. De participação das mulheres no pleito eleitoral. Que pode, eventualmente, caracterizar o crime de falsidade ideológica”.
DEPOIMENTOS – O procurador quer saber o conteúdo dos depoimentos das testemunhas para depois avaliar a necessidade de ouvir o ministro.
Em nota, o ministro Marcelo Álvaro Antônio reafirmou que jamais orientou qualquer assessor ato ilícito e que, ao tomar conhecimento da denúncia, determinou que ela fosse apurada. Ele declarou ainda que Cleuzenir foi chamada a prestar esclarecimentos e nunca apresentou qualquer indício que atestasse a veracidade das acusações. O ministro afirmou que encara a investigação do Ministério Público como uma ótima oportunidade para esclarecer.
OUTRO CASO – Também nesta terça, o presidente do PSL, deputado Luciano Bivar, almoçou com o presidente Jair Bolsonaro. Foi o primeiro encontro público dos dois no Palácio do Planalto desde as denúncias de candidaturas Laranja. Bivar minimizou a crise. “São coisas tão pequenas, que não merecem nem comentário”, disse.
Luciano Bivar era dirigente do PSL em Pernambuco durante a campanha eleitoral do ano passado. Uma candidata do partido, Maria de Lourdes Paixão, recebeu do PSL R$ 400 mil para concorrer a uma vaga na Câmara Federal. Ela teve apenas 274 votos e não foi eleita. A suspeita é de que o dinheiro tenha sido desviado. É o mesmo caso de outra candidata, Érika Santos, ex-assessora do ex-ministro Gustavo Bebianno, na época presidente do PSL, que recebeu R$ 233 mil.
É a mesma suspeita de uso de candidatas laranja que recai sobre o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Parece Piada do Ano. Bolsonaro demite Bebianno, que não armou nenhuma candidatura laranja, porque isso é responsabilidade dos diretórios estaduais, e depois convida Luciano Bivar para almoçar no Palácio do Planalto, como se não soubesse que foi ele quem armou o esquema das candidaturas laranjas. Se o caso virasse nome de filme, seria: “Almoçando com o Inimigo”. Realmente, ninguém consegue entender Bolsonaro. (C.N.)

Ministro das “laranjas” se reúne com Bolsonaro e cancela encontro com Mourão


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Ministro foi “se explicar” com Bolsonaro e não lhe aconteceu nada
Talita Fernandes e Gustavo UribeFolha
O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL), responsável por patrocinar um esquema de candidaturas laranjas em Minas Gerais, como revelou a Folha, se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro na tarde desta quarta-feira (20). A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto não soube informar o motivo do encontro, que acontece em meio à crise das candidaturas de laranjas do PSL, sigla do presidente.
Já a assessoria do ministro disse, sem detalhes, que a reunião teve como objetivo discutir uma “agenda para alavancar o turismo no Brasil” e que se trata de um “pacote de projetos”.
PELA GARAGEM – O encontro aconteceu às 14h15 e o ministro entrou e saiu do Palácio do Planalto pela garagem, por onde costumam ingressar integrantes do primeiro escalão.
Álvaro Antônio tinha a previsão de uma audiência com o vice-presidente, general Hamilton Mourão, mas não compareceu à agenda. A assessoria não soube informar o motivo da ausência. O ministro iria tratar com Mourão da crise de Brumadinho (MG), atingida pelo rompimento de uma barragem de mineração da Vale.
O encontro com Bolsonaro ocorre no mesmo dia em que a Folha revelou que a ex-candidata a deputada estadual Cleuzenir Barbosa (PSL-MG) entregou ao Ministério Público mensagem em que um assessor de Álvaro Antônio cobra a devolução de verba pública de campanha para destiná-la a uma empresa ligada a outro assessor do político. A mensagem confronta a versão dada até agora pelo ministro e por seus assessores à época.
GRÁFICA DO IRMÃO – Segundo o depoimento de Cleuzenir ao Ministério Público de Minas Gerais, o assessor a pressionou a transferir R$ 30 mil, dos R$ 60 mil que ela recebeu de verba pública do partido, para uma gráfica de um irmão de Roberto Soares, que foi assessor de Álvaro Antônio e coordenou sua campanha na região do Vale do Aço de Minas Gerais.
Bolsonaro não fez comentários até o momento sobre as suspeitas ligadas ao ministro. Por outro lado, o caso das candidaturas gerou críticas do presidente a outro auxiliar, Gustavo Bebianno, que foi demitido na segunda (18) da Secretaria-Geral da Presidência.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A diferença é que já está mais do que provado que o ministro Álvaro Antônio está diretamente envolvido na corrupção, enquanto até agora nada restou provado contra Bebianno, e a própria ouvidora da Folha já afirmou que ele não teve responsabilidade no caso das candidatas laranjas e nem poderá ser processado(C.N.)

A OPOSIÇÃO SÓ NO TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS DA BAHIA, JÁ INGRESSOU COM DEZ DENÚNCIAS CONTRA O PREFEITO DERI DO PALOMA.

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Nota da redação deste Blog - É impossível acreditar porém infelizmente é verdade que em apenas 8 (oito) meses de governo, já exista uma dezena de denúncias por supostas improbidades praticadas no seu governo.
Se existem dez denúncias no TCM-BA, com certeza existirão também na Justiça Federal em Paulo Afonso e na Justiça Estadual em Jeremoabo.
No mesmo dia que o Prefeito Deri do Paloma assumiu o cargo de gestor de Jeremoabo e começou a implantar a republica de Paulo Afonso, tive a coragem e a ombridade moral mesmo  enfrentando a ira dos  puxa-sacos, dos chantagistas e dos oportunistas,  para protestar e iniciar minha discordância, por desprestigiar os jovens de Jeremoabo, tirando a oportunidade de trabalho, para trazer gente de fora; então foi quando o gestor Deri do Paloma ponderou que não estava tirando o emprego do povo de Jeremoabo, mas trazendo funcionários gabaritados para ensinar os jovens de Jeremoabo, já que a bagunça herdada da gestão anterior era enorme.
Hoje tenho argumento para perguntar ao prefeito Deri do Paloma, qual foi o ensinamento que os "artistas" da república de Paulo Afonso trouxeram para a administração municipal de Jeremoabo a não ser essa gama de desmandos , de improbidades administrativas principalmente em licitações?
Não sou eu que estou acusando nem afirmando nada, porém, os fatos, por enquanto, uma dezena de representações, e o povo de Jeremoabo arcando com pagamentos exorbitantes em troca de nada. 
Ontem numa matéria de nossa autoria mostramos inúmeros casos concernentes a afastamento de prefeitos, perda de mandado e cadeia por ilicitudes em licitações.
Ainda aparece uns pilantras, com a maior cara de pau, querendo condenar esse Blog porque tem a coragem de mostrar e criticar de forma honesta e responsável os erros que talvez até o prefeito não esteja sabendo o tamanho da gravidade.

Bebianno trabalhava para Bolsonaro de graça, como advogado, e nada vai lhe cobrar


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Bebianno sai de cabeça erguida e não cobrará seus honorários
Robson BoninO Globo
Em sigilo, o presidente Jair Bolsonaro destacou o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para negociar uma espécie de armistício com o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno. Aliado de primeira hora de Bolsonaro, o ex-auxiliar foi exonerado na segunda-feira, depois de ter se envolvido em uma guerra de versões sobre conversas com o presidente, alimentada pelo vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente.
Nesta quarta-feira, em uma conversa com Onyx, por volta de 16h50, o presidente mostrou-se preocupado com o fato de ainda ser representado em processos judiciais por Bebianno, que é seu advogado em algumas causas. Onyx disse a Bolsonaro que teria uma conversa reservada com Bebianno ainda nesta tarde e prometeu “acertar” a questão.
POR TELEFONE – A conversa foi ouvida a partir de um telefonema aparentemente acidental do ministro da Casa Civil para um jornalista do Globo, enquanto estava reunido com o presidente.
“Você vai conversar com ele sobre as ações?” — pergunta Bolsonaro. E Onyx confirma que abordará o assunto na conversa.
“Se ele (Bebianno) me cobrar individualmente o mínimo, eu to f… Tem que vender uma casa minha para poder pagar” — disse Bolsonaro.
Onyx também informa ao presidente sobre contatos que teve com o ex-ministro, por meio de intermediários, após o jornal “Folha de S.Paulo” publicar nesta quarta-feira uma nota sobre a suposta intenção de Bebianno de juntar documentos para contar histórias sobre a campanha de Bolsonaro e o período em que ficou no governo.
DEU A PALAVRA – Sobre a potencial ameaça, Onyx diz ao presidente que Bebianno teria “dado a palavra” de que não faria mais declarações sobre a polêmica envolvendo Carlos Bolsonaro e a troca de mensagens dele com o presidente.
“A Folha deu uma nota e o Antagonista acabou de reproduzir e ele (Bebianno) acabou de ligar e pediu para tirar. Que é o seguinte… Que ele estava preparando documentos e não sei o quê para atacar. Ele disse ao Jorge (possivelmente Jorge Oliveira, subchefe de Assuntos Jurídicos do Planalto): “O que eu tinha para fazer, eu fiz ontem. Eu não dou mais nenhuma palavra, acabou tudo ontem. Eu estou te dando a minha palavra. Ok?” Então, agora, no fim da tarde, para tu saber, eu vou lá dar uma conversada com ele.”
NADA A PAGAR – O site O Antagonista havia, de fato, replicado a notícia do jornal. Como Bebianno teria relatado a Onyx, o site retirou o conteúdo do ar.
Ao ser questionado sobre a conversa, o ex-ministro Gustavo Bebianno disse que o presidente não deve nada a ele. “O trabalho foi feito por acreditar na causa, ele (o presidente) não deve nada pra mim e nem para os advogados que engajei”, disse o ex-ministro ao Globo, por meio de mensagem.
O Globo procurou o ministro Onyx e o site O Antagonista, e aguarda retorno.

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