terça-feira, fevereiro 19, 2019

STF publica acórdão de inconstitucionalidade de pensão a ex-governadores da Bahia


STF publica acórdão de inconstitucionalidade de pensão a ex-governadores da Bahia
Foto: STF
O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicou o acórdão que declarou inconstitucional o pagamento de pensão vitalícia a ex-governadores da Bahia. O caso foi julgado em dezembro do ano passado, no último dia antes do recesso do Judiciário. O teor da decisão já havia sido divulgado, mas o acórdão, com os fundamentos da decisão dos ministros, só foi publicado nesta segunda-feira (18).

A ação foi movida pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A emenda constitucional que criou o benefício foi aprovada pela Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) em 2014. A OAB sustentou que a Constituição Federal não autoriza o pagamento de pensão vitalícia para ocupante de cargo público. A AL-BA defendeu o benefício e argumentou que não há ofensa ao princípio da igualdade ante a situação diferenciada experimentada por ex-Chefe do Poder Executivo estadual, a justificar a percepção de “pensão especial”. A Advocacia-Geral da União (AGU), por sua vez, pediu a declaração da inconstitucionalidade, pois o pagamento é injustificado, sem indicação da fonte de custeio.

O relator do caso, Ministro Marco Aurélio Mello, alegou em seu voto que não é possível instituir subsídio para quem não mais ocupa um cargo público e nem vincular os vencimentos aos do governador em exercício. Para o Marco Aurélio, o dispositivo também violou diversos preceitos da Constituição Federal, entre eles o que exige edição de lei ordinária, e com a participação do Poder Executivo, para legislar sobre a matéria. “É tempo de atentar-se ao que impõe a Constituição Federal, cujas diretrizes não podem ser solenemente ignoradas pelos constituintes estaduais. Ante a forma republicana de governo – tal qual anunciada desde a cabeça do artigo 1º da Constituição Federal –, vale considerar o caráter imperiosamente temporário do exercício de mandatos eletivos, premissa básica e traço essencial de qualquer República”, alerta o ministro no voto.

O voto foi seguido pelos demais ministros do STF. O Supremo já havia declarado inconstitucional leis semelhantes nos Estados de Mato Grosso do Sul, Sergipe e Paraíba. O entendimento da Corte é que essas pensões aos ex-governadores violam princípios constitucionais. Na prática, o benefício na Bahia já estava suspenso desde 2017, após uma decisão liminar da Justiça estadual em uma ação popular, mas agora, com a decisão do STF de declarar a regra inconstitucional, não há mais o risco do benefício voltar a ser depositado aos ex-governadores.
Bahia Notícias

Canarana: Prefeito vai responder por acusação de desvio de dinheiro em Comarca local


por Cláudia Cardozo / Francis Juliano
Canarana: Prefeito vai responder por acusação de desvio de dinheiro em Comarca local
Foto: Reprodução / BM News
O prefeito de Canarana, na região de Irecê, centro norte baiano, Ezenivaldo Alves Dourado, vai responder um processo na Comarca local por supostos crimes cometidos em outra passagem dele na prefeitura. A decisão, publicada nesta terça-feira (19), é do desembargador Jefferson Alves de Assis, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). O fato decorre por conta de os crimes em que o gestor é acusado terem ocorrido entre os anos 2010 e 2011. Dourado também comandou o executivo da cidade entre 2009 e 2012.

Desde maio do ano passado, o Supremo Tribunal de Federal (STF) determinou que ações contra prefeitos só podem ter foro especial, “o foro privilegiado”, quando os fatos tenham relação com o mandato que exercem na atualidade. No caso em questão, Zeni, como o gestor é conhecido, teria desviado verbas e fraudado licitações na área da saúde no mandato anterior dele.

Um empresário, identificado como Washington Alves Araújo, também é réu na mesma ação. Segundo o Ministério Público do Estado (MP-BA), o prejuízo causado pelos supostos crimes à prefeitura chegou a R$ 373,5 mil. Entre as irregularidades apontadas pelo MP-BA, a empresa citada não existia no endereço indicado na licitação e nem teria entregue os produtos contratados.
Bahia Notícias

PF mira tucanos, prende Paulo Preto e faz buscas em endereço de Aloysio Nunes


A Polícia Federal na casa do ex-chanceler Aloysio Nunes em São José do Rio Preto
Federais fazem busca e apreensão na casa de Aloysio Nunes
Estelita Hass CarazzaiFolha
​A Polícia Federal deflagrou nesta terça (19) mais uma fase da Operação Lava Jato e prendeu Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, suposto operador do PSDB e suspeito de operar propinas da Odebrecht. Batizada de Ad Infinitum, a fase também cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-senador e ex-chanceler Aloysio Nunes (PSDB). Nunes atualmente é presidente da estatal Investe SP, na gestão do governador João Doria (PSDB).
A Procuradoria acusa Paulo Preto de ter movimentado pelo menos R$ 130 milhões em contas na Suíça, entre 2007 e 2017. Em uma dessas contas, segundo o MPF, foi emitido um cartão de crédito em favor do ex-senador Aloysio Nunes, em dezembro de 2007 —que teria sido entregue a ele num hotel em Barcelona, na Espanha. Na época, Nunes era secretário da Casa Civil do governo de São Paulo, na gestão de José Serra (PSDB). O cartão foi emitido na semana entre o Natal e o Ano Novo.
DELAÇÕES – As investigações são baseadas em informações e documentos colhidos no sistema de propinas da empreiteira Odebrecht.  Paulo Preto é acusado de ter operado em favor da empreiteira, disponibilizando valores em espécie ao setor que comandava o pagamento de propinas.
Mas o ex-diretor da Dersa, segundo os investigadores, também recebeu valores em suas contas na Suíça das empreiteiras Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, igualmente investigadas na Lava Jato.
As contas de Paulo Preto na Suíça foram encerradas no primeiro trimestre de 2017, depois de o acordo da Odebrecht ter se tornado público. Em seguida, os valores foram transferidos para contas nas Bahamas.
CAIXAS-PRETAS – Para o procurador da República Júlio Noronha, ainda há “várias caixas-pretas que precisam ser abertas” pela Lava Jato. O ex-diretor da Dersa já é alvo de investigação pela Lava Jato em São Paulo, que apura desvios em obras rodoviárias no estado.
Mas, segundo os procuradores de Curitiba, sua atuação no governo estadual não é alvo da investigação desta terça, que se concentra em seu papel de operador da Odebrecht.
Os procuradores argumentam que os repasses de Paulo Preto à Odebrecht foram imediatamente anteriores a pagamentos de propina para ex-diretores e gerentes da Petrobras, como Paulo Roberto Costa, Roberto Gonçalves e Pedro Barusco.  
Aí estaria o vínculo com a Lava Jato de Curitiba, a quem cabe apurar desvios na estatal de petróleo.
ALOYSIO NUNES – O ex-senador Aloysio Nunes, por sua vez, já foi alvo de um inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) que apurava doações irregulares à sua campanha ao Senado, em 2010. Mas a investigação foi arquivada no fim do ano passado, por falta de indícios mínimos de autoria ou materialidade.
No início deste mês, o Ministério Público Federal pediu à Justiça que o ex-diretor da Dersa  seja condenado a cerca de 80 anos de prisão na primeira ação da Lava Jato de São Paulo.
GilMAR MENDES – Uma decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes deve levar esse caso à prescrição. A decisão liminar (urgente e provisória) do ministro, assinada na semana passada, anula a fase final do processo e reabre a possibilidade de produção de provas por parte dos réus, fazendo com que a tramitação seja mais demorada.

A prescrição de parte dos crimes atribuídos por delatores a Preto é dada como certa por investigadores do caso em São Paulo. Isso porque ele completa 70 anos no dia 7 de março, daqui a quatro meses, e a possibilidade de que as apurações sobre o principal caso em que ele é citado avancem depende de documentos que ainda serão despachados pelo Supremo Tribunal Federal.

O falso déficit da Previdência é a maior “fake news” já inventada no Brasil


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Charge do Paixão (Gazeta do Povo)
Maria Lucia FattorelliMonitor Mercantil
Desde que a PEC 287 foi apresentada ao Congresso Nacional em 2016, todo santo dia os jornais aterrorizam a população em relação à necessidade de aprovar tal contrarreforma, como se os poucos direitos da classe trabalhadora brasileira tivessem alguma relação com o rombo das contas públicas em nosso país.
Na realidade, o rombo das contas públicas decorre dos elevadíssimos gastos financeiros sigilosos, pois sequer sabemos o nome de quem recebe os juros mais elevados do mundo sobre a opaca dívida pública que nunca foi auditada; ou quais bancos receberam quase meio trilhão de reais (de 2014 a 2017) para remunerar diariamente e ilegalmente a sua sobra de caixa; ou quem recebeu os fabulosos ganhos com contrato de “swap” (operação em que há troca de posições quanto ao risco e à rentabilidade), que nem cambial é, segundo brilhante representação feita por auditor do TCU (TC-012-015-2003-0), entre outros mecanismos que geram dívida pública enquanto os recursos vazam para o setor financeiro.
CONTA FAKE – O governo de Michel Temer justificava a PEC 287 por meio de uma conta fake que produz um “déficit” ao comparar o valor arrecadado atualmente com as contribuições sociais ao INSS – pagas tanto pela classe trabalhadora como empresarial – com todo o gasto com a Previdência Social.
O governo não leva em conta que as pessoas que hoje estão aposentadas efetuaram as suas contribuições no passado, as quais foram usadas para construir Brasília, Ponte Rio–Niterói, a siderúrgica CSN e muitas coisas mais! Cadê o crédito decorrente desse uso dos recursos da Previdência? 
E onde está escrito que somente trabalhadores(as) e empregadores(as) deveriam financiar a Previdência, sem levar em conta os créditos passados? Em lugar algum!
OUTRAS FONTES – A Previdência está inserida na Seguridade Social, juntamente com a Assistência Social e a Saúde, conforme está escrito no Art. 194 de nossa Constituição Federal. Essa proteção social é tão importante que os constituintes cuidaram de estabelecer fontes de receitas diversas, pagas por toda a sociedade (Art. 195), ou seja:
– empresas contribuem sobre o lucro (CSLL) e pagam a parte patronal da contribuição sobre a folha de salários (INSS);
– trabalhadores contribuem sobre seus salários (INSS);
– e toda a sociedade contribui por meio da contribuição embutida em tudo o que adquire (Cofins).
Além dessas, há contribuições sobre venda de produção rural, importação de bens e serviços, receitas provenientes de concursos e prognósticos (Loterias), PIS-Pasep, entre outras.
TIRANDO VERBAS – Mas acontece que o governo transformou contribuições em Impostos, para tirar verba da Seguridade Social. Quando a conta é feita honestamente, computando-se todas as fontes de receitas e todas as despesas com a Seguridade Social, verificamos que o discurso do “déficit” é fake!
Desde a aprovação da Constituição até 2015 (inclusive) o superávit de recursos na Seguridade Social tem sido impressionante, conforme dados oficiais anualmente segregados pela Anfip (Associação Nacional dos Fiscais Previdenciários). A sobra de recursos foi, por exemplo, de R$72,7 bilhões em 2005; R$ 53,9 bilhões em 2010; R$ 76,1 bilhões em 2011; R$ 82,8 bilhões em 2012; R$ 76,4 bilhões em 2013; R$ 55,7 bilhões em 2014; e R$11,7 bilhões em 2015.
VERBAS DESVIADAS – Essa sobra de centenas de bilhões de reais ao longo de quase 20 anos foi desviada para os sigilosos gastos financeiros com o sistema da dívida, que consomem cerca de metade do orçamento federal anual… A sobra de recursos poderia ser ainda maior, pois grandes empresas e bancos são devedores de contribuições sociais, mas faltam investimentos na administração tributária para viabilizar a sua cobrança.
Em 2016, pela primeira vez não houve sobra de recursos na Seguridade Social; NÃO por culpa dos direitos sociais, mas SIM pela irresponsabilidade do próprio governo, que além de conceder desonerações exageradas a diversos setores, errou feio na política monetária e produziu a crise que jogou mais de 13 milhões de pessoas no desemprego, além de 37 milhões de pessoas na informalidade, comprometendo brutalmente a arrecadação ao INSS.
Déficit fabricado – O esforço para produzir um “déficit” tem sido tão grande que a PEC 293/04, aprovada em Comissão Especial na Câmara, sob o discurso de simplificar a estrutura tributária, transforma as contribuições PIS e Cofins em imposto. Ao modificar a natureza desses tributos, simplesmente acabaram  com a sua vinculação à Seguridade Social. Dessa forma, sua arrecadação passou a ir para o caixa único e favorece a destinação, mais uma vez, para os sigilosos gastos financeiros.
A simples existência do mecanismo da DRU (Desvinculação de Receitas da União) desde 1994 (na época com a denominação de Fundo Social de Emergência), comprova que sobram recursos na Seguridade Social. Se faltasse recurso, não haveria nada para desvincular, evidentemente.
DEBATE HONESTO – É preciso enfrentar esse necessário debate de maneira honesta. A distorcida conta do falacioso “déficit” não pode servir de justificativa para a PEC 287, cujo principal objetivo é favorecer ao mercado financeiro com a proliferação dos planos de previdência privada que não oferecem garantia alguma de pagamento de benefício futuro à classe trabalhadora.
Podem simplesmente quebrar ou desaparecer, como vimos recentemente nos Estados Unidos e Europa.

Nessa semana teremos abertura dos trabalhos na Câmara Municipal de Jeremoabo.

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" Os vereadores, dentre outras funções, também são responsáveis pela fiscalização das ações tomadas pelo poder executivo, isto é, pelo prefeito, cabendo-lhes a responsabilidade de acompanhar a administração municipal, principalmente no tocante ao cumprimento da lei e da boa aplicação e gestão do erário, ou seja, do dinheiro público.

Segundo o professor Paulo Silvino Ribeiro (*), enquanto agente político, o vereador faz parte do poder legislativo, sendo eleito por meio de eleições diretas e, dessa forma, escolhido pela população para ser seu representante.
Esta noção de representante da sociedade está entre as noções mais caras dentre suas funções, pois as demandas sociais, os interesses da coletividade e dos grupos devem ser objeto de análise dos vereadores e de seus assessores na elaboração de projetos de leis, os quais devem ser submetidos ao voto da câmara municipal.
Daí a necessidade do desenvolvimento de uma consciência política cada vez mais apurada e aguçada, pronta para descartar o voto nestes indivíduos e para confirmar o apoio aos que realmente desejam uma cidade melhor para todos."
A oposição exercendo com seriedade o verdadeiro papel do vereador tem denunciado as irregularidades e cobrado soluções da gestão municipal para os problemas a cidade.
O povo espera que os vereadores de um modo geral, principalmente os das oposição juntamente com a participação e orientação de seus advogados continuem apurando, cobrando e fiscalizando a gestão, já que  vocês são maioria nas ruas.
Quero aqui também dizer que a oposição é o combustível para o governo. " É importante que ela mostre tudo que está errado, no entanto é preciso também reconhecer as coisas boas que o prefeito venha a fazer.

Nota da redação desta matéria.
Aproveito embora fugindo do assunto, que uma das virtudes do Prefeito  Deri do Paloma, é não hostilizar, mas sabiamente jogar para escanteio os falsos, os oportunistas e os chantagistas.



Raquel Dodge pede que denúncia contra Eduardo Bolsonaro deixe o STF


Raquel Dodge pede que denúncia contra Eduardo Bolsonaro deixe o STF
Foto: Wilson Dias / Agência Brasil
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu nesta segunda-feira (18) que uma denúncia contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) deixe o Supremo Tribunal Federal (STF). Ela defende que o caso tramite no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF).

De acordo com o site Jota, Dodge argumenta que o processo não tem relação com o mandato e por isso não deve ser analisada pelo STF, respeitando o novo entendimento da Corte sobre o foro privilegiado. O caso trata de uma suposta ameaça a uma ex-namorada.
Bahia Notícias

Substituto de Bebianno em ministério é da 'turma do Haiti', que amplia seu espaço


por Igor Gielow | Folhapress
Substituto de Bebianno em ministério é da 'turma do Haiti', que amplia seu espaço
Foto: Sophia Paris/UN Photo
O novo secretário-geral da Presidência, Floriano Peixoto Vieira Neto, é um oficial com larga experiência no exterior. Foi instrutor nos EUA e, em 2004, estava lotado como coronel na 5ª Subchefia do Estado-Maior do Exército, prestigioso núcleo de planejamento estratégico.

O general da reserva era secretário-executivo da pasta e foi anunciado nesta segunda (18) pelo porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros. Ele substitui Gustavo Bebianno, demitido após a crise política desencadeada pelo esquema de candidaturas laranjas no PSL, revelado pela Folha de S.Paulo.

Do cargo no Exército foi para o Haiti para ser chefe de operações na primeira leva de brasileiros liderando a missão de paz da ONU na ilha, comandada pelo general Augusto Heleno (hoje no Gabinete de Segurança Institucional).

Voltaria ao Haiti como o comandante militar da força entre 2009 e 2010, coordenando a resposta à emergência do terremoto que devastou o país.

Não obteve a quarta estrela de general devido a uma disputa entre superiores e foi à reserva. Acabou prestigiado, assim como outro colega na mesma situação, o hoje ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo), com convite para trabalhar para as Nações Unidas.

A "turma do Haiti", composta por oficiais que pela ilha estiveram, tem três ministros (Heleno, Floriano e Santos Cruz) no Planalto. Também serviu por lá o porta-voz, general Otávio do Rêgo Barros.

Floriano Peixoto é mineiro, tem 64 anos, e nenhum parentesco com o marechal e segundo presidente do Brasil. Ele se tornou o oitavo ministro egresso da área militar no governo, que tem 22 pastas.

Além do Bolsonaro, que é capitão reformado, já vieram do Exército nomes como o vice-presidente Hamilton Mourão (general da reserva) e os ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional, general da reserva) e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo, general da reserva).

Também compõem a ala militar do governo o general Fernando de Azevedo e Silva (Defesa), o capitão Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), o tenente-coronel da FAB (Força Aérea Brasileira) Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), o almirante Bento Costa Albuquerque (Minas e Energia) e o capitão Wagner Rosário (Transparência).
Bahia Notícias

A estranheza de ter uma família política no Planalto e a dúvida sobre Bebianno

Terça, 19 de Fevereiro de 2019 - 07:20


por Fernando Duarte
A estranheza de ter uma família política no Planalto e a dúvida sobre Bebianno
Foto: Reprodução / Facebook
Nunca antes na história desse país uma família de políticos chegou ao Palácio do Planalto. Quer dizer: desde a redemocratização, é a primeira vez que um presidente da República possui herdeiros políticos que atuam simultaneamente na cena nacional. Jair Bolsonaro e seus três filhos, Flávio, Eduardo e Carlos, ainda não se acostumaram com a ideia do poder. Tanto quanto o Brasil, que não viveu até o momento uma situação similar na sua história. O episódio envolvendo o agora ex-ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno, confirma que a linha tênue entre família e política não está muito clara.

A confusão entre o que é família e o que é governo existe e é bem explícita. Tanto que reações de bastidores sugerem insatisfações mesmo dentro do Planalto sobre a participação dos filhos na articulação política. Desde a posse do presidente, Flávio e Carlos se envolveram em sucessivas polêmicas, que não permitiram um momento de “respiro” para que Bolsonaro falasse exclusivamente do governo.

O chefe do Executivo, inclusive, opta por proteger os “garotos” ao invés de tomar as rédeas para si. Se agora já começa a criar problemas, a tendência é sempre piorar. E Bolsonaro não se mostrou incisivamente contrário a qualquer influência dos filhos no governo. É uma estratégia arriscada, mas totalmente enquadrada nos padrões pré-estabelecidos pelo presidente ao longo da campanha, já que Carlos é considerado um dos responsáveis pela construção da figura pública do pai ao longo dos anos que antecederam a corrida eleitoral.

Veio de Carlos, inclusive, toda a tensão que provocou a demissão de Bebianno ontem. O vereador do Rio de Janeiro – portanto, sem qualquer vinculação com Brasília – foi quem tornou pública a rusga entre o ex-ministro e o presidente em torno do chamado “laranjal do PSL”, como ficou conhecido o escândalo em torno do uso de candidatas laranja para acesso aos recursos do fundo partidário. Para tentar “proteger” Bolsonaro, optou-se por derrubar o ex-presidente do PSL, que coordenou nacionalmente a campanha presidencial.

Enquanto os petardos forem disparados contra aliados, é possível que o desgaste fique restrito à imagem do grupo político. O problema é quando atingirem, ainda que tangencialmente, membros do Congresso Nacional. No Legislativo, o governo precisa votar projetos relevantes como a reforma da Previdência e o pacote anticrime, e qualquer perturbação num relacionamento construído de maneira bem insípida pode provocar derrotas importantes. Bolsonaro estaria disposto a pagar para ver?

Sobre a demissão de Bebianno, a justificativa formal para a saída do ministro foi uma decisão de “foro íntimo” do presidente. Desde a última quarta-feira, quando o ex-dirigente do PSL foi chamado de mentiroso por Jair e Carlos Bolsonaro, a permanência dele no governo é que seria uma surpresa. O foro íntimo parece então uma certa “birra” do 03 com o antigo aliado. Agora resta saber se, depois de fritado em público, Bebianno vai sair sem atirar. E essa dúvida pode permanecer durante algum tempo. É só esperar para ver se alguém será atingido. Ou quem.

Este texto integra o comentário desta terça-feira (19) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Excelsior, Irecê Líder FM, Clube FM e RB FM.
Bahia Notícias

Oposição quer que Bebianno saia atirando contra o presidente Bolsonaro


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Ivan Valente, líder do PSOL, pede que Bebianno diga a verdade
Deu no Estadão
Os líderes da oposição pressionam agora para que o agora ex-ministro Gustavo Bebianno deixe o governo atirando contra o presidente Jair Bolsonaro. Para o líder do PSOL, deputado Ivan Valente (SP), Bebianno deveria falar sobre os supostos esquemas de candidaturas laranja dentro do PSL, partido do presidente. “Bolsonaro demite Bebianno. Nenhuma palavra sobre as outras laranjas podres, ministro do Turismo, Flávio Bolsonaro, Queiroz. Abre o bico Bebianno”, provocou Ivan.
“Achincalhado publicamente por Bolsonaro e seu filhote pitbull, Gustavo Bebianno, braço direito do presidente na campanha, se torna a primeira queda do desgoverno do capitão reformado. E a gestão não tem nem dois meses”, lembrou o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – É improvável que Bebianno ataque Bolsonaro frontalmente, até porque o presidente não teve coragem de fazer nenhuma crítica a ele, ofereceu-lhe a diretoria da Itaipu Binacional e a Embaixada na Itália, e elogiou sua atuação ao comunicar seu afastamento. Mas é quase certo que o ex-ministro vá dizer duas ou três coisas que sabe sobre Carlos Bolsonaro e seu “olheiro” no Planalto, o primo Léo Índio. Vamos aguardar(C.N.)

Emenda permite que militares reformados sejam nomeados para cargos civis


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Charge do Duke (dukechargista.com.br)
Pedro do Coutto
Há uma importante emenda, colocada no projeto de reforma previdenciária que quarta-feira será entregue ao presidente Bolsonaro para ele decidir qual o texto que escolherá a ser enviado como mensagem ao Congresso. Segundo os repórteres Idiana Tomazelli e Felipe Frazão, essa emenda foi incluída na proposição elaborada pela equipe do ministro Paulo Guedes para permitir que militares da reserva possam ter acesso ao serviço público federal.
Não se trata de nomeação para cargos comissionados, uma vez que tal acesso é assegurado pela legislação. Trata-se de acesso a cargos de carreira. Ou seja dar possibilidade de que voltem ao exercício efetivo no funcionalismo federal.
POSSE DE JK – Se fosse a reconvocação do reformado para funções militares, a lei encontra-se em vigor desde 1956. Os movimentos político-militares de 11 e 21 de novembro de 1955 para garantir a posse de JK na presidência da República, só se tornaram possíveis com a liderança dos Generais Teixeira Lott e Odilio Denys. Formaram a sólida base militar que garantiu o governo eleito pelas urnas. Acontece que o general Lott foi nomeado Ministro do Exército, enquanto o general Denys, comandante do 1º Exercito cairia na reforma, pois tinha 65 anos de idade.
Então para solucionar o impasse e manter sólida a base de JK, a solução foi enviar um projeto de lei ao Congresso possibilitando que o presidente da República pudesse reconvocar para o serviço ativo militares que foram transferidos para a reserva. O Congresso aprovou o projeto e JK o transformou em lei. 
E OS CIVIS? – Agora o objetivo é que integrantes das Forças Armadas não só possam ser convocados para o universo militar como nomeados para o serviço público civil. Com isso, como é natural e lógico, acumularão os vencimentos da reforma adicionando-os à remuneração do cargo civil. Abre-se assim uma nova perspectiva em torno dos quadros do funcionalismo público. A ideia é preencher vagas existentes, uma vez que os concursos públicos encontram-se suspensos.
Pode se estranhar a adoção de tal caminho, mas no entanto ele leva a uma outra conclusão. Já que os militares poderão, mesmo reformados, ingressar no serviço público, nada mais lógico do que assegurar que idêntica solução possa ser estendida também aos próprios funcionários civis. Já que no caso de convocação dos aposentados, da mesma forma que os militares os servidores civis podem receber suas aposentadorias somando-as a remuneração decorrente também de uma convocação até agora impossível pela lei mas que tornar-se-á possível com base no exemplo da emenda adicionada à reforma da Previdência.
Nada como uma pressão, aliás legítima, para que o direito seja igual para todos.  

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