Por: Carlos Chagas
BRASÍLIA - Antes de encontrar-se com o presidente Lula, segunda-feira, o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, propôs transformar as forças armadas em guarda florestal, pretendendo que regimentos do Exército ocupassem e fiscalizassem os parques nacionais e suas periferias. Comentou também que o ministro do Futuro, Mangabeira Unger, era um excelente professor acadêmico, mas, em matéria de Amazônia, um aluno.
Assim, chegou a convidar Jorge Viana para coordenador do Plano Amazônia Sustentável. Diante da recusa, deu a volta por cima e classificou as funções do companheiro de ministério como voltadas para programar o futuro da região, jamais para aplicar a sustentabilidade imediata.
Ao deixar o gabinete presidencial, patrulhado pela ministra Dilma Rousseff, Minc curvou-se à coordenação efetiva de Mangabeira e contentou-se com a sugestão de ser criada uma Força Nacional Ambientalista, sucedâneo da Força Nacional de Segurança, que levará pelo menos dois anos para ser organizada.
Em compensação, o novo ministro saiu-se com ameaça digna das intervenções de crianças em conversa de adultos: "Tremei, poluidores, tremei!"
A conclusão é de que ao sucessor de Marina Silva caberá o papel de repressor dos incendiários, dos madeireiros, dos plantadores de soja e dos pecuaristas cujas atividades são exercidas na Amazônia, onde não há apenas floresta.
Convenhamos, a lambança é geral, em termos de meio ambiente, mas também particular, em se tratando de Carlos Minc. Se o que ele fala, propõe e promete torna-se tão fugaz como uma dessas ventanias que nessa época do ano levantam rodamoinhos em Brasília, só haverá uma conclusão a tirar: o governo deu as costas para os princípios ecológicos que nortearam a primeira campanha vitoriosa de Lula à presidência da República.
Ninguém tremeu e ninguém vai tremer, na Amazônia, nem fora dela, por conta da fragilidade das convicções de Carlos Minc.
A quem pensam enganar?
Primeiro foi o ministro Guido Mantega, anunciando para o começo da semana a formalização de proposta do governo criando uma nova CPMF. Depois, o desabafo do presidente Lula, criticando os senadores que extinguiram o imposto do cheque e indagando como investir em saúde sem os 40 bilhões decorrentes da "contribuição" forçada.
O diabo é que um dia depois o presidente da República desautorizou seu ministro da Fazenda, aliás, pela milésima vez, afirmando que o governo não proporia novos impostos, que o problema era do Congresso e que os líderes dos partidos resolvessem a questão.
A pergunta precisa ser feita, mesmo com todo o respeito: a quem pensam enganar? Se o presidente é contra novos impostos, deveria mobilizar seus líderes para impedir qualquer iniciativa. Se for a favor, para compensar perdas orçamentárias, que sustentasse o projeto em gestação. O que não dá para aceitar é o Palácio do Planalto usando o Congresso como se usam as mãos do gato para tirar as castanhas do fogo. Não há quem deixe de perceber a manobra, que no fim explodirá no bolso do cidadão comum, aquele que utiliza cheques.
Dizem lá do Olimpo que desta vez os recursos não serão desviados para outras finalidades, devendo ser totalmente empregados para melhorar a saúde pública. Nada de empregar os 40 bilhões para pagamento de juros das dívidas públicas. Alguém acredita?
Enfim, um passo adiante
Passou meio despercebida à ação direta de inconstitucionalidade apresentada junto ao Supremo Tribunal Federal, esta semana, pelo procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza. Ele quer que a mais alta corte nacional de justiça acabe com o sigilo de todos os atos públicos tomados no País.
Por coincidência, isso envolveria até mesmo o habeas-corpus concedido pelo Supremo para que o ex-assessor da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, ficasse calado no depoimento prestado à CPI do dossiê. Mas servirá, caso aprovada a inconstitucionalidade do sigilo sobre atos oficiais, para elucidar montes de episódios confusos na História recente.
Começando por ações praticadas nos governos militares, mas, em especial, depois. As perguntas se sucedem: seria ato público a utilização de cartões corporativos para atender despesas dos detentores do poder, os atuais e os antecessores?
O procurador funciona como uma espécie de D. Quixote em meio aos moinhos de vento, mas, quem sabe, dessa vez funcionem a lógica e a ética?
Sem explicação
Alguém conseguirá explicar por que o INSS tem créditos superiores a 300 milhões de reais junto a grandes empresas e a entidades públicas, mas corre o risco de nada receber por conta da aplicação de uma tal lei de anulação de débitos, a cargo do Conselho de Recursos da Previdência Social? Quer dizer, o cidadão comum, o pequeno, é levado ao pelourinho em função de dívidas de uns poucos salários mínimos. Já os potentados sempre encontrarão um jeitinho de ser perdoados.
Só para citar os que devem mais de 10 milhões cada: Cia. Siderúrgica Nacional (52,7 milhões), prefeitura de Guarulhos (21 milhões), Cia. de Gás do Rio de Janeiro (15,7 milhões), Furnas Centrais Elétricas (14 milhões) Telemar, Norte-Leste (13,6 milhões).
Vamos ficar por aqui, registrando que entre os grandes devedores estão a Fiat, o governo do Amazonas, a Acesita, a Cia. Brasileira de Trens Urbanos, o governo do Rio Grande do Norte, a Petrobras, o Banco do Brasil e outros. Já o Zezinho das Candongas responde a processo por impossibilidade de pagar 500 reais...
Fonte: Tribuna da Imprensa
quarta-feira, maio 21, 2008
Planalto comemora desempenho de Aparecido
BRASÍLIA - O Palácio do Planalto comemorou o desempenho do ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil José Aparecido Nunes Pires na sessão de ontem da CPI dos Cartões. Na avaliação de assessores do presidente da República, Aparecido deixou claro que nem a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) nem a secretária-executiva dela, Erenice Guerra, ordenaram a montagem de um dossiê com a relação de gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher, Ruth Cardoso.
Os depoimentos, disseram os assessores, serviram para mostrar, também, que os dados vazados para a imprensa são tão "banais" que não poderiam, como apontou a oposição, servir para chantagear o ex-presidente, parlamentares ou ex-ministros do governo tucano (1995-2002).
O governo gostou do depoimento porque, até agora, foi mantido o script desenhado para tirar o dossiê da berlinda da mídia e do Congresso. A afirmação de Aparecido, de que vazou as planilhas do dossiê "por descuido", faz parte de uma estratégia combinada com o Planalto para blindar a ministra Dilma.
O ex-secretário assume toda a responsabilidade por saber que, entre outros fatos, a sindicância interna do Planalto descobriu que ele pediu que os dados do dossiê fossem copiados para um pen drive de sua propriedade. A partir daí, afirmam no Planalto, ele ficou sem argumentos para dizer que recebera informações de alguém hierarquicamente acima dele.
Na tentativa de virar o jogo, os governistas batem agora na tecla de que a responsabilidade maior pelo vazamento das informações é do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e de seus assessor André Fernandes. Para o governo, a oposição, por meio do senador tucano, criou um "factóide" ao dizer que o dossiê serviria para chantagear a oposição e evitar investigações.
"O mais importante era entender o desfecho dessa novela rocambolesca. Saber por que o senador Álvaro Dias vazou documentos, um pseudodossiê, para prejudicar o ex-presidente Fernando Henrique e Ruth Cardoso, que são do partido dele e, depois, saiu acusando a ministra Dilma.
O Planalto diz, ainda, que, no devido tempo, provará que o que a oposição chamava de dossiê são dados digitados previamente em planilhas Excel para, depois, alimentar o banco de dados com as despesas do governo.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Os depoimentos, disseram os assessores, serviram para mostrar, também, que os dados vazados para a imprensa são tão "banais" que não poderiam, como apontou a oposição, servir para chantagear o ex-presidente, parlamentares ou ex-ministros do governo tucano (1995-2002).
O governo gostou do depoimento porque, até agora, foi mantido o script desenhado para tirar o dossiê da berlinda da mídia e do Congresso. A afirmação de Aparecido, de que vazou as planilhas do dossiê "por descuido", faz parte de uma estratégia combinada com o Planalto para blindar a ministra Dilma.
O ex-secretário assume toda a responsabilidade por saber que, entre outros fatos, a sindicância interna do Planalto descobriu que ele pediu que os dados do dossiê fossem copiados para um pen drive de sua propriedade. A partir daí, afirmam no Planalto, ele ficou sem argumentos para dizer que recebera informações de alguém hierarquicamente acima dele.
Na tentativa de virar o jogo, os governistas batem agora na tecla de que a responsabilidade maior pelo vazamento das informações é do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e de seus assessor André Fernandes. Para o governo, a oposição, por meio do senador tucano, criou um "factóide" ao dizer que o dossiê serviria para chantagear a oposição e evitar investigações.
"O mais importante era entender o desfecho dessa novela rocambolesca. Saber por que o senador Álvaro Dias vazou documentos, um pseudodossiê, para prejudicar o ex-presidente Fernando Henrique e Ruth Cardoso, que são do partido dele e, depois, saiu acusando a ministra Dilma.
O Planalto diz, ainda, que, no devido tempo, provará que o que a oposição chamava de dossiê são dados digitados previamente em planilhas Excel para, depois, alimentar o banco de dados com as despesas do governo.
Fonte: Tribuna da Imprensa
MPF emite parecer contrário a pedido de habeas-corpus
SÃO PAULO - O Ministério Público Federal (MPF) se manifestou contra o pedido de habeas-corpus feito na semana passada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pela defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Eles estão presos e são acusados de matar a menina Isabella Nardoni, de 5 anos. O ministro do STJ Napoleão Nunes Maia Filho já havia negado o pedido em caráter liminar. O mérito deve ser julgado na próxima terça-feira, pela 5ª Turma do STJ.
No parecer encaminhado ao STJ, o subprocurador Eugênio Aragão diz que há uma jurisprudência "consolidada" no tribunal que veda a concessão de habeas-corpus contra liminar indeferida em outra instância. Nesse caso, Anna Carolina e Alexandre já tiveram negado o pedido de liminar pela 4ª Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), mas o mérito desse pedido ainda não foi julgado. Esse foi o mesmo argumento para que o STJ negasse o habeas-corpus na semana passada.
O pai de Alexandre, o advogado Antonio Nardoni, disse que a defesa deve entrar com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar tirar o casal da cadeia. "Não sei se nesta ou na outra semana, mas os advogados devem questionar a prisão no STF, sim", afirmou. "Só que, ao mesmo tempo, também temos de nos preparar para os interrogatórios. Então, estamos correndo com isso."
No próximo dia 28, Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni irão prestar depoimento para o juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri. O casal recebeu ontem a visita dos advogados Rogério Neres de Sousa e Ricardo Martins nas penitenciárias de Tremembé, interior de São Paulo, onde estão presos. A visita, segundo os advogados, foi para informar os próximos passos da defesa na semana que vem.
Fonte: Tribuna da Imprensa
No parecer encaminhado ao STJ, o subprocurador Eugênio Aragão diz que há uma jurisprudência "consolidada" no tribunal que veda a concessão de habeas-corpus contra liminar indeferida em outra instância. Nesse caso, Anna Carolina e Alexandre já tiveram negado o pedido de liminar pela 4ª Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), mas o mérito desse pedido ainda não foi julgado. Esse foi o mesmo argumento para que o STJ negasse o habeas-corpus na semana passada.
O pai de Alexandre, o advogado Antonio Nardoni, disse que a defesa deve entrar com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar tirar o casal da cadeia. "Não sei se nesta ou na outra semana, mas os advogados devem questionar a prisão no STF, sim", afirmou. "Só que, ao mesmo tempo, também temos de nos preparar para os interrogatórios. Então, estamos correndo com isso."
No próximo dia 28, Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni irão prestar depoimento para o juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri. O casal recebeu ontem a visita dos advogados Rogério Neres de Sousa e Ricardo Martins nas penitenciárias de Tremembé, interior de São Paulo, onde estão presos. A visita, segundo os advogados, foi para informar os próximos passos da defesa na semana que vem.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Isabella: perito diz que há pontos obscuros nos laudos
SÃO PAULO - A perícia alternativa que vai analisar os laudos da Polícia Científica de São Paulo sobre a morte de Isabella Nardoni pode apontar para uma terceira pessoa na cena do crime. Essa é a expectativa dos advogados de defesa de Alexandre Nardoni e de Anna Carolina Jatobá, acusados pelo assassinato da menina de 5 anos, em 29 de março. Ela foi asfixiada e jogada do 6º andar do edifício em que moram Alexandre, pai da menina, e Anna Carolina, em São Paulo.
O médico-legista George Sanguinetti, conhecido por sua atuação no caso PC Farias, chefiará uma equipe de quatro profissionais. Ele disse ontem que já examinou os laudos superficialmente, mas, mesmo assim, encontrou "pontos obscursos". Sanguinetti foi contratado pela defesa do casal para produzir um parecer sobre o caso, por orientação do avô de Isabella e pai de Alexandre, o advogado Antônio Nardoni.
Depois de destacar que o trabalho de Sanguinetti será "independente, autônomo e idôneo", o advogado Rogério Neres de Sousa admite: "Eu não posso extrair a possibilidade da terceira pessoa dos laudos, mas nossa expectativa em relação ao trabalho dos peritos vai nesse sentido". As conclusões da perícia alternativa serão apresentadas na próxima segunda-feira, em entrevista coletiva à imprensa.
Elas devem apontar pontos considerados "obscuros" pela defesa nos laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico-Legal (IML). "Será um trabalho de avaliação dos laudos e do material produzido pela perícia paulista", explica Neres de Sousa. "Isso vai originar um parecer a ser apresentado à Justiça." Ou seja, será incluído no processo penal.
Um dos pontos questionados pelos peritos deve ser a asfixia de Isabella. Segundo o advogado, os dados do laudo não permitem saber quem esganou a menina. Pela denúncia do Ministério Público Estadual, acolhida pela Justiça, Anna Carolina foi a responsável pela agressão.
"Não há possibilidade de definir se a esganadura foi causada por homem ou mulher, nem se as marcas no pescoço são compatíveis com as mãos de Anna Carolina", diz Neres de Sousa. "Esse é um dos muitos pontos frágeis dos laudos, que precisam ser esclarecidos.
"Boas notícias"
Ontem pela manhã, os advogados Neres de Sousa e Ricardo Martins visitaram Anna Carolina na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, no interior de São Paulo. Ela teria ficado "muito contente" ao saber da perícia alternativa e ao ler em um jornal trazido pelos defensores uma notícia de que não haveria provas materiais contra ela nos laudos do IC e do IML.
Anna Carolina está isolada em uma cela da penitenciária há 12 dias, sem banho de sol. "Ela sente solidão e muita saudade dos dois filhos", afirmou Neres de Sousa. Na última sexta-feira, quando completam-se 15 dias de Anna Carolina no presídio, ela deve ter acesso ao pátio e conviver com outras detentas.
Ontem à tarde, os advogados visitam Alexandre, na Penitenciária Dr. José Augusto Salgado (P-2), também em Tremembé. Eles pretendem levar as mesmas notícias a ele e conversar sobre o interrogatório do casal à Justiça, marcado para o dia 28.
Liberdade
A defesa decidiu não pedir liberdade para o casal ao Supremo Tribunal Federal (STF). Neres de Sousa disse que os advogados esperarão pelo menos até o final desta semana por uma definição de mérito quanto ao habeas-corpus do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ambos negaram liminar no caso. Na segunda-feira, os defensores voltam a avaliar a possibilidade de ir ao Supremo.
Fonte: Tribuna da Imprensa
O médico-legista George Sanguinetti, conhecido por sua atuação no caso PC Farias, chefiará uma equipe de quatro profissionais. Ele disse ontem que já examinou os laudos superficialmente, mas, mesmo assim, encontrou "pontos obscursos". Sanguinetti foi contratado pela defesa do casal para produzir um parecer sobre o caso, por orientação do avô de Isabella e pai de Alexandre, o advogado Antônio Nardoni.
Depois de destacar que o trabalho de Sanguinetti será "independente, autônomo e idôneo", o advogado Rogério Neres de Sousa admite: "Eu não posso extrair a possibilidade da terceira pessoa dos laudos, mas nossa expectativa em relação ao trabalho dos peritos vai nesse sentido". As conclusões da perícia alternativa serão apresentadas na próxima segunda-feira, em entrevista coletiva à imprensa.
Elas devem apontar pontos considerados "obscuros" pela defesa nos laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico-Legal (IML). "Será um trabalho de avaliação dos laudos e do material produzido pela perícia paulista", explica Neres de Sousa. "Isso vai originar um parecer a ser apresentado à Justiça." Ou seja, será incluído no processo penal.
Um dos pontos questionados pelos peritos deve ser a asfixia de Isabella. Segundo o advogado, os dados do laudo não permitem saber quem esganou a menina. Pela denúncia do Ministério Público Estadual, acolhida pela Justiça, Anna Carolina foi a responsável pela agressão.
"Não há possibilidade de definir se a esganadura foi causada por homem ou mulher, nem se as marcas no pescoço são compatíveis com as mãos de Anna Carolina", diz Neres de Sousa. "Esse é um dos muitos pontos frágeis dos laudos, que precisam ser esclarecidos.
"Boas notícias"
Ontem pela manhã, os advogados Neres de Sousa e Ricardo Martins visitaram Anna Carolina na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, no interior de São Paulo. Ela teria ficado "muito contente" ao saber da perícia alternativa e ao ler em um jornal trazido pelos defensores uma notícia de que não haveria provas materiais contra ela nos laudos do IC e do IML.
Anna Carolina está isolada em uma cela da penitenciária há 12 dias, sem banho de sol. "Ela sente solidão e muita saudade dos dois filhos", afirmou Neres de Sousa. Na última sexta-feira, quando completam-se 15 dias de Anna Carolina no presídio, ela deve ter acesso ao pátio e conviver com outras detentas.
Ontem à tarde, os advogados visitam Alexandre, na Penitenciária Dr. José Augusto Salgado (P-2), também em Tremembé. Eles pretendem levar as mesmas notícias a ele e conversar sobre o interrogatório do casal à Justiça, marcado para o dia 28.
Liberdade
A defesa decidiu não pedir liberdade para o casal ao Supremo Tribunal Federal (STF). Neres de Sousa disse que os advogados esperarão pelo menos até o final desta semana por uma definição de mérito quanto ao habeas-corpus do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ambos negaram liminar no caso. Na segunda-feira, os defensores voltam a avaliar a possibilidade de ir ao Supremo.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Ministério Público denuncia travesti envolvido com Ronaldo
O Ministério Público do Rio ofereceu denúncia contra o travesti Andréia Albertini por tentativa de extorsão e pediu à Justiça que convoque o atacante Ronaldo e os demais envolvidos no incidente entre o jogador e três travestis, ocorrido em 28 de abril, num motel da Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade.
De acordo com o promotor Alexandre Murilo Graça, Andréia Albertini exigiu R$ 50 mil de Ronaldo para que o "programa" do craque no motel não chegasse ao conhecimento público. E, como o jogador não quis pagar, o confusão só terminou na delegacia. No texto em que se baseia para denunciar Andréia Albertini, o promotor relata, a partir de conclusão de inquérito policial, o que ocorreu na manhã do dia 28 de abril com o astro do futebol mundial.
"Policiais militares foram acionados a comparecer ao local (Motel Papillon) para apartar uma "briga de casal". Entretanto, chegando ao motel, perceberam que se tratava de um travesti, o qual se dizia lesado por seu cliente (Ronaldo), que não queria efetuar o pagamento do programa", relata.
No documento enviado à Justiça, Alexandre Murilo Graça conta que Ronaldo ingeriu bebidas alcoólicas numa boate da Barra da Tijuca antes de seguir para a Praça do Ó, "lugar conhecido como ponto de prostituição de travestis".
"O denunciado, travesti que se prostitui naquela localidade, foi abordado pela vítima por volta das 5 horas e se apresentou como Andréia, tendo sido contratado para um programa", prossegue o promotor, que menciona os outros dois travestis (Carla e Veida) envolvidos na trama, e diz textualmente que "após três horas no interior do quarto, a vítima (Ronaldo) percebeu que não estava com mulheres, mas sim, travestis, o que a fez desistir do programa.
"A Justiça do Rio vai decidir agora se aceita a denúncia. Se for indiciada, Andréia Albertini pode ser condenado de quatro a dez anos de prisão. O advogado dos três travestis envolvidos no escândalo, Eduardo Swiech, mas ele não foi encontrado.
França - Ronaldo viajou no domingo para Paris, em companhia de Maria Beatriz Antony, com quem reatou o namoro, e foi avaliado ontem pelos médicos que operaram seu joelho esquerdo em fevereiro. Da capital francesa, o jogador seguirá para Madri, na Espanha, onde passará alguns dias com o filho Ronald. Segundo informações de sua assessoria, Ronaldo só deve retornar ao Brasil na próxima semana, a fim de dar continuidade ao tratamento para se recuperar da lesão no joelho.
Fonte: Tribuna da Imprensa
De acordo com o promotor Alexandre Murilo Graça, Andréia Albertini exigiu R$ 50 mil de Ronaldo para que o "programa" do craque no motel não chegasse ao conhecimento público. E, como o jogador não quis pagar, o confusão só terminou na delegacia. No texto em que se baseia para denunciar Andréia Albertini, o promotor relata, a partir de conclusão de inquérito policial, o que ocorreu na manhã do dia 28 de abril com o astro do futebol mundial.
"Policiais militares foram acionados a comparecer ao local (Motel Papillon) para apartar uma "briga de casal". Entretanto, chegando ao motel, perceberam que se tratava de um travesti, o qual se dizia lesado por seu cliente (Ronaldo), que não queria efetuar o pagamento do programa", relata.
No documento enviado à Justiça, Alexandre Murilo Graça conta que Ronaldo ingeriu bebidas alcoólicas numa boate da Barra da Tijuca antes de seguir para a Praça do Ó, "lugar conhecido como ponto de prostituição de travestis".
"O denunciado, travesti que se prostitui naquela localidade, foi abordado pela vítima por volta das 5 horas e se apresentou como Andréia, tendo sido contratado para um programa", prossegue o promotor, que menciona os outros dois travestis (Carla e Veida) envolvidos na trama, e diz textualmente que "após três horas no interior do quarto, a vítima (Ronaldo) percebeu que não estava com mulheres, mas sim, travestis, o que a fez desistir do programa.
"A Justiça do Rio vai decidir agora se aceita a denúncia. Se for indiciada, Andréia Albertini pode ser condenado de quatro a dez anos de prisão. O advogado dos três travestis envolvidos no escândalo, Eduardo Swiech, mas ele não foi encontrado.
França - Ronaldo viajou no domingo para Paris, em companhia de Maria Beatriz Antony, com quem reatou o namoro, e foi avaliado ontem pelos médicos que operaram seu joelho esquerdo em fevereiro. Da capital francesa, o jogador seguirá para Madri, na Espanha, onde passará alguns dias com o filho Ronald. Segundo informações de sua assessoria, Ronaldo só deve retornar ao Brasil na próxima semana, a fim de dar continuidade ao tratamento para se recuperar da lesão no joelho.
Fonte: Tribuna da Imprensa
terça-feira, maio 20, 2008
OS BOBOS DA CORTE.

“Triboulet chamava-se muito prosaicamente Nicolau Ferriol e era popularíssimo em Blis, sua cidade natal, por suas inverossímeis fantasias. Luiz XII, Rei da França, ofereceu-lhe uma bolsa de outro e o cargo de bobo da corte.
Sob a proteção de suas "funções", o bobo tudo podia permitir-se. É feio, grotesco; nasceu para fazer rir; tem o direito de ser insolente. Sua deformidade protege-o.
Na tarde de hoje estive em Jeremoabo e quando já me preparava para voltar, em torno das 14:00, recebi a visita de Zé Antonio, me perguntando sobre uma conversa que havia na cidade de que o Prefeito seria afastado hoje mesmo. Expliquei que não havia a possibilidade.
Retornando à cidade de Paulo Afonso, entre o Riacho e o bairro BTN, recebi um telefonema de meu dileto amigo Conselheiro Antonio Manoel, indagando sobre o afastamento e me informando de certa queima de fogos. Logo depois me telefonaram Emília e Rodrigo. Expliquei que não havia porque se preocupar e mandei que entrassem em contato com o Dr. Pires, em Salvador. Já em Paulo Afonso Josadilson me telefonou.
Lembrei-me, que, quando saia da cidade, me foi dito que em certa casa da Praça Jonas Melo, havia muitos carros parados, dando impressão de haver uma reunião.
Em razão dos telefonemas, me veio à lembrança Triboulet, havido como o mais bobo dos bobos da corte. Ele era da corte de Luiz XIII, Rei da França. Matei a charada. Em Jeremoabo havia os Triboulets, os bobos da Corte e como Triboulet, são feios, grotescos; nasceram para fazer rir; têm o direito de ser insolente.
Pois bem. Vamos aos fatos. Em ação civil pública de improbidade administrativa, nº. 003/2007, o juiz da Comarca, no mês de agosto, é assim, sempre no mês de agosto, mês de desgosto, de 2007, afastou o Prefeito de Jeremoabo do cargo. Logo em seguida, o Dr. Pires, advogado do Prefeito em Salvador, solicitou perante a Presidência do Tribunal de Justiça pedido de SUSPENSÃO DA LIMINAR DO JUIZ, autos de nº. 45371-5/2007, obtendo proveito pela decisão datada de 03.09.2007 e publicada no dia imediato, 04.09, no Diário do Poder Judiciário, que já transitou em julgado. Pronto, com ela ninguém bole.
Na mesma oportunidade, o mesmo advogado interpôs contra a mesma decisão, recurso de agravo de instrumento, de nº. 47195-5/2007, que foi julgado na data de hoje, 20.05, e improvido. Tai a festa besta. Entenderam os bobos da corte, que uma vez negado o agravo de instrumento, o Prefeito seria novamente afastado do cargo. Quebraram a ca-ra.
Os Triboulets estavam desinformados ou quem os informou, informou errado. É que pelas Súmulas 626 e 635 do STF, os efeitos da suspensão da liminar, por decisão do Presidente do Tribunal para conhecer do recurso, perdura até o trânsito em julgado da ação onde se deu o afastamento. O mesmo se aplicando no mandado de segurança, na ação cautelar e na ação civil pública. Não vou citar as leis, porque são leis por diacho.
Os Triboulets de Jeremoabo, em verdade, não são tão bobos. É que depois de três anos de suplício pela má administração anterior, o Prefeito, finalmente, conseguiu obter as certidões negativas para obter recursos federais. Jeremoabo vai se transformar em um canteiro de obras. O problema é o din... din. É bem possível que amanhã João até esteja na porta da Prefeitura. Era só que faltava.
Jeremoabo já tem o seu MACUNAÍMA, O HERÓI SEM CARÁTER, para que mais outro?
Paulo Afonso, 20 de maio de 2008.
Fernando Montalvão.
É muita imbecilidade !

Por: J. Montalvão
Com as honrosas exceções eu sabia que Jeremoabo/Bahia era uma terra de aculturado, agora não calculava que o número de imbecis chegasse tanto.
Nesse final de tarde quase incendeiam a cidade com a queima de fogos, agora comemorando o que, a saída do prefeito para satisfazer a vontade dos enjeitados que mamaram o tempo todo nas tetas da viúva e até hoje não aceitam a derrota.
Quero alertar a toda população de Jeremoabo/Bahia que o prefeito é o que vocês escolheram e elegeram, e só vocês poderão afastar em definitivo do cargo.
É até boa essa queima de fogos porque e movimento para o comercio, e também como já estamos praticamente nos festejos juninos, serve também de animação.
A voz do povo é a voz de Deus

Por: J. Montalvão
A Câmara de Vereadores de Jeremoabo/Bahia, nunca esteve à beira de uma situação catastrófica como está agora, prestes a entrar numa situação ainda mais profunda que ao fundo do poço.
Os filhos da terra se acomodaram e desistiram de disputar cargos eletivos para o legislativo, tudo isso devido ao comércio do voto, pois quem tem moral e personalidade não compra voto.
O reflexo da compra de votos está se vendo nas eleições para a Presidência daquela casa, onde cada voto tem o seu preço, está igual a passe de jogador de futebol.
Não podemos afirmar que esse desrespeito a todos os cidadãos de Jeremoabo seja verdadeiro, porém, é o comentário que se ouvem mas esquinas, e como a voz do povo é a voz de Deus, não é de se duvidar nada, pois quando o povo fala, ou é, ou está para acontecer.
Quem deve está assistindo de camarote e morrendo de rir são os vereadores da “oposição”, que teoricamente estão fora dessa empreitada.
Tomara que essa virose não contamine a todos, e que a voz do povo pelo menos dessa vez não seja verdadeira.
Daqui a poucos meses teremos eleições Municipais, e não é possível que o povo não saiba escolher os seus verdadeiros representantes.
Onde foi que nós erremos Senhor, para ser tão castigados e humilhados?
Roubos e vandalismo nos shoppings causam insegurança
Eder Luis Santana, do A TARDE
Lojistas e freqüentadores de shopping centers de Salvador reclamam da ocorrência de furtos e roubos nas dependências dos centros comerciais, antes tidos como locais a salvo da ação de ladrões. No último domingo, quatro homens armados entraram na joalheria Lorena Jóias, no Shopping Iguatemi, e levaram diversos produtos, como brincos, colares, relógios e pulseiras, avaliados em R$ 250 mil, segundo funcionários. Nesta segunda-feira, o proprietário da loja ainda contabilizava os prejuízos totais.
Foi uma ocorrência vultosa, mas não a única do fim de semana nos shoppings da cidade. No Center Lapa, três vestidos, avaliados em R$ 300, foram roubados no sábado. As vítimas foram os vendedores de uma loja de roupas no primeiro piso. De acordo com a atendente Natali Souza, 22, a ação aconteceu por volta das 18 horas. A loja estava cheia, quando um casal entrou e foi observar vestidos. Pouco tempo depois, pessoas de lojas vizinhas alertaram que a mulher havia escondido dois vestidos dentro de uma bolsa e outro estava enrolado em uma jaqueta.
A segurança foi chamada por meio de um sistema de alarme interno, conhecido como “botão de pânico”, mas os homens só chegaram quando a mulher tinha desaparecido.
Caso grave aconteceu no Shopping Piedade, em julho do ano passado, com a funcionária pública Sílvia Lopes, 39. Depois de deixar o carro estacionado na garagem do shopping, Sílvia foi surpreendida ao voltar, encontrando o veículo com a porta aberta. Foram furtados o rádio, roupas, livros e CDs.
“Nenhum segurança viu nada”, reclamou Sílvia. Ela prestou queixa na delegacia e retornou ao shopping, mas foi informada de que o setor jurídico indeferiu seu pedido de ressarcimento. “Até hoje não consigo voltar lá. Fiquei constrangida e hoje não paro em estacionamento sem conferir as condições em que deixei meu carro”, disse ela.
E furtos e assaltos não são os únicos eventos. No Iguatemi, consumidores e comerciantes relatam que as praças de alimentação no primeiro e terceiro pisos se tornaram locais conturbados nos finais de semana, com a presença de jovens que promovem brigas e até arrastões com atos de vandalismo.
“São grupos de sete a 10 meninos, todos jovens entre 15 e 19 anos. Chegam em busca de confusão, e as pessoas ficam com medo”, disse Carla Cristina Santos, atendente de uma lanchonete no primeiro piso. Há três anos na mesma empresa, Cristina relata que só com a chegada de agentes do Juizado da Infância os ânimos se acalmam.
Lojistas – A presidente da Associação de Lojistas do Iguatemi, Graça Valadares, afirma que tem cobrado da direção do shopping mais rigor na segurança. Cerca de 120 mil pessoas passam por dia pelo Iguatemi nos dias úteis, número que sobe nos finais de semana. São 520 lojas, além de outros atrativos como bancos, correio e o Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC).
A assessoria de imprensa do Iguatemi informou que somente a superintendente, Marta de Vitto, poderia dar declarações, mas que, nesta segunda, ela estava em reunião e não poderia falar.
Fonte: A TARDE
Lojistas e freqüentadores de shopping centers de Salvador reclamam da ocorrência de furtos e roubos nas dependências dos centros comerciais, antes tidos como locais a salvo da ação de ladrões. No último domingo, quatro homens armados entraram na joalheria Lorena Jóias, no Shopping Iguatemi, e levaram diversos produtos, como brincos, colares, relógios e pulseiras, avaliados em R$ 250 mil, segundo funcionários. Nesta segunda-feira, o proprietário da loja ainda contabilizava os prejuízos totais.
Foi uma ocorrência vultosa, mas não a única do fim de semana nos shoppings da cidade. No Center Lapa, três vestidos, avaliados em R$ 300, foram roubados no sábado. As vítimas foram os vendedores de uma loja de roupas no primeiro piso. De acordo com a atendente Natali Souza, 22, a ação aconteceu por volta das 18 horas. A loja estava cheia, quando um casal entrou e foi observar vestidos. Pouco tempo depois, pessoas de lojas vizinhas alertaram que a mulher havia escondido dois vestidos dentro de uma bolsa e outro estava enrolado em uma jaqueta.
A segurança foi chamada por meio de um sistema de alarme interno, conhecido como “botão de pânico”, mas os homens só chegaram quando a mulher tinha desaparecido.
Caso grave aconteceu no Shopping Piedade, em julho do ano passado, com a funcionária pública Sílvia Lopes, 39. Depois de deixar o carro estacionado na garagem do shopping, Sílvia foi surpreendida ao voltar, encontrando o veículo com a porta aberta. Foram furtados o rádio, roupas, livros e CDs.
“Nenhum segurança viu nada”, reclamou Sílvia. Ela prestou queixa na delegacia e retornou ao shopping, mas foi informada de que o setor jurídico indeferiu seu pedido de ressarcimento. “Até hoje não consigo voltar lá. Fiquei constrangida e hoje não paro em estacionamento sem conferir as condições em que deixei meu carro”, disse ela.
E furtos e assaltos não são os únicos eventos. No Iguatemi, consumidores e comerciantes relatam que as praças de alimentação no primeiro e terceiro pisos se tornaram locais conturbados nos finais de semana, com a presença de jovens que promovem brigas e até arrastões com atos de vandalismo.
“São grupos de sete a 10 meninos, todos jovens entre 15 e 19 anos. Chegam em busca de confusão, e as pessoas ficam com medo”, disse Carla Cristina Santos, atendente de uma lanchonete no primeiro piso. Há três anos na mesma empresa, Cristina relata que só com a chegada de agentes do Juizado da Infância os ânimos se acalmam.
Lojistas – A presidente da Associação de Lojistas do Iguatemi, Graça Valadares, afirma que tem cobrado da direção do shopping mais rigor na segurança. Cerca de 120 mil pessoas passam por dia pelo Iguatemi nos dias úteis, número que sobe nos finais de semana. São 520 lojas, além de outros atrativos como bancos, correio e o Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC).
A assessoria de imprensa do Iguatemi informou que somente a superintendente, Marta de Vitto, poderia dar declarações, mas que, nesta segunda, ela estava em reunião e não poderia falar.
Fonte: A TARDE
Geddel ataca adversários do PMDB na disputa pela prefeitura
Regina Bochicchio, do A TARDE
O evento de anúncio da primeira chapa formada para a disputa da Prefeitura de Salvador, nesta segunda-feira, no Centro Cultural da Câmara Municipal, quando o advogado tributarista Edvaldo Brito (PTB) confirmou a retirada de sua pré-candidatura para ser vice do prefeito João Henrique Carneiro (PMDB), candidato à reeleição, mostrou bem o clima de agressividade que deverá permear a briga este ano pela sucessão na capital baiana.
O ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) não poupou palavras ao se referir ao tucano e ex-prefeito Antônio Imbassahy (PSDB), ex-carlista, ou como preferiu dizer, "carlista genérico". As provocações do ministro peemedebista atingem um dos partidos mais importantes da base do governador Jaques Wagner (PT), que tem um tucano à frente do Legislativo, Marcelo Nilo. O vice-governador, Edmundo Pereira (PMDB), também apareceu na cerimônia.
Geddel, entre outras coisas, questionou a autoridade do ex-prefeito para cobrar de João Henrique o que ele não realizou, a exemplo das obras do metrô. Disse, ainda, que foi a incompetência do PSDB que criou o problema das barracas de praia, referindo-se a Arnando Lessa, na época à frente da Secretaria de Serviços Públicos (Sesp).
"Que autoridade tem o ex-prefeito de Salvador para se colocar como social-democrata e falar em lealdade? Ele recebeu tudo na mão no tempo do pefelê (ex-PFL, atual DEM): tome, a presidência da Assembléia; tome a presidência da Eletrobrás", disse o ministro Geddel, em discurso bastante inflamado.
Geddel também não poupou críticas ao DEM, cujo candidato à sucessão é ACM Neto ("carlista verdadeiro"), dizendo que não se pode esquecer que as dificuldades encontradas por João Henrique nos dois primeiros anos de mandato também têm origem no fato de o Estado à época ser governado pelo democrata Paulo Souto. Nem o PT escapou das farpas de Geddel: "Vou botar o dedo em outra ferida. Quero ver quem é que vai criticar a saúde pública de Salvador". Procurado por A TARDE, o ex-prefeito Antônio Imbassahy disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que prefere não comentar as afirmações do ministro.
Pérolas – Todos os presidentes dos partidos da coligação encabeçada pelo PMDB, formada, até agora, por oito legendas (PMDB, PTB, PP, PSC, PDT, PRTB, PSL, PHS) apareceram. Até agora, a chapa já soma seis minutos de tempo de TV para a campanha.
Muitos dos que falaram soltaram algumas "pérolas" verbais, a exemplo, do prefeito João Henrique Carneiro, que contou que o presidente Lula teria lhe contado um segredo, que não poderia publicizar: "Confissão de presidente não se pode revelar. Mas só digo que ele disse que estava triste e que gostaria de ver os seus fechando comigo".
O candidato a vice-prefeito, Edvaldo Brito, soltou que "os embusteiros podem vir quente que eu estou fervendo" e advertiu: "Futuquem com vara curta a fera (ele), que ela vai destruir por todos os cantos". A partir de agora, Edvaldo Brito passa a assessorar o governo em algumas questões. Nesta segunda, ele entregou ao prefeito um Programa de Ações Integradas. Entre as ações imediatas estão a criação da Guarda Municipal e mudanças na tributação do município. "Temos de arranjar novas fontes de investimento para produzir outros tributos que não onerem a população", disse o tributarista a A TARDE.
Fonte: JORNAL A TARDE
O evento de anúncio da primeira chapa formada para a disputa da Prefeitura de Salvador, nesta segunda-feira, no Centro Cultural da Câmara Municipal, quando o advogado tributarista Edvaldo Brito (PTB) confirmou a retirada de sua pré-candidatura para ser vice do prefeito João Henrique Carneiro (PMDB), candidato à reeleição, mostrou bem o clima de agressividade que deverá permear a briga este ano pela sucessão na capital baiana.
O ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) não poupou palavras ao se referir ao tucano e ex-prefeito Antônio Imbassahy (PSDB), ex-carlista, ou como preferiu dizer, "carlista genérico". As provocações do ministro peemedebista atingem um dos partidos mais importantes da base do governador Jaques Wagner (PT), que tem um tucano à frente do Legislativo, Marcelo Nilo. O vice-governador, Edmundo Pereira (PMDB), também apareceu na cerimônia.
Geddel, entre outras coisas, questionou a autoridade do ex-prefeito para cobrar de João Henrique o que ele não realizou, a exemplo das obras do metrô. Disse, ainda, que foi a incompetência do PSDB que criou o problema das barracas de praia, referindo-se a Arnando Lessa, na época à frente da Secretaria de Serviços Públicos (Sesp).
"Que autoridade tem o ex-prefeito de Salvador para se colocar como social-democrata e falar em lealdade? Ele recebeu tudo na mão no tempo do pefelê (ex-PFL, atual DEM): tome, a presidência da Assembléia; tome a presidência da Eletrobrás", disse o ministro Geddel, em discurso bastante inflamado.
Geddel também não poupou críticas ao DEM, cujo candidato à sucessão é ACM Neto ("carlista verdadeiro"), dizendo que não se pode esquecer que as dificuldades encontradas por João Henrique nos dois primeiros anos de mandato também têm origem no fato de o Estado à época ser governado pelo democrata Paulo Souto. Nem o PT escapou das farpas de Geddel: "Vou botar o dedo em outra ferida. Quero ver quem é que vai criticar a saúde pública de Salvador". Procurado por A TARDE, o ex-prefeito Antônio Imbassahy disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que prefere não comentar as afirmações do ministro.
Pérolas – Todos os presidentes dos partidos da coligação encabeçada pelo PMDB, formada, até agora, por oito legendas (PMDB, PTB, PP, PSC, PDT, PRTB, PSL, PHS) apareceram. Até agora, a chapa já soma seis minutos de tempo de TV para a campanha.
Muitos dos que falaram soltaram algumas "pérolas" verbais, a exemplo, do prefeito João Henrique Carneiro, que contou que o presidente Lula teria lhe contado um segredo, que não poderia publicizar: "Confissão de presidente não se pode revelar. Mas só digo que ele disse que estava triste e que gostaria de ver os seus fechando comigo".
O candidato a vice-prefeito, Edvaldo Brito, soltou que "os embusteiros podem vir quente que eu estou fervendo" e advertiu: "Futuquem com vara curta a fera (ele), que ela vai destruir por todos os cantos". A partir de agora, Edvaldo Brito passa a assessorar o governo em algumas questões. Nesta segunda, ele entregou ao prefeito um Programa de Ações Integradas. Entre as ações imediatas estão a criação da Guarda Municipal e mudanças na tributação do município. "Temos de arranjar novas fontes de investimento para produzir outros tributos que não onerem a população", disse o tributarista a A TARDE.
Fonte: JORNAL A TARDE
Ampliação de alianças fortalece João Henrique
A solenidade para selar a aliança do PMDB com o PTB e confirmar o nome do professor Edvaldo Brito para formar chapa com o prefeito João Henrique, acontecida ontem no final da manhã, no Centro Cultural da Câmara de Vereadores, foi marcada por algumas surpresas e um forte discurso do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Ao usar da palavra o ministro falou rapidamente da sua experiência política “apesar dos poucos anos” e disse já estar amadurecido para perceber quando estava “entrando numa canoa furada”. Geddel voltou a reafirmar a sua lealdade ao governador Jaques Wagner, mas as suas palavras tinham como pano de fundo cobrar também uma lealdade do PT, que trabalha para lançar um candidato para concorrer com o prefeito João Henrique.
Entusiasmado e contundente, o ministro foi longe no seu discurso. “É com este sentimento que estou sentindo o cheiro da vitória com a vinda de Edvaldo Brito, por ser um homem de dignidade e firmeza. Por isso, não tenho dúvida que o povo de Salvador quer João Henrique outra vez”, disse. Geddel respondeu com firmeza às recentes críticas do ex-prefeito Antônio Imbassahy (PSDB) à atual administração municipal.
“É hora de analisar o discurso e o comportamento de cada um”, disse, iniciando uma série de críticas a Imbassahy. “É como se ele não tivesse nada a ver com o que está aí. As críticas do ex-prefeito não se sustentam em fatos reais”, desqualificou.
Geddel acusou Imbassahy de ter governado para os ricos e ter deixado várias obras sem realizar, como o Metrô. “O metrô não saiu do lugar. Que autoridade tem o ex-prefeito para falar de alagamento em Salvador?” indagou o ministro. Geddel acusou ainda ao ex-prefeito Imbassahy de conseguir se projetar na política na base do apadrinhamento, citando as suas passagens pela Eletrobras, Assembléia e o governo do Estado. “Ele quer conseguir Salvador virando esta página”, cutucou.
O discurso do ministro roubou mesmo a cena da solenidade de formalização da aliança do PMDB com o PTB. Geddel criticou também o pré-candidato do Democratas, ACM Neto, zombando de sua propaganda na televisão. “Tem outro aí que anda dizendo: precisamos de soluções novas. Claro que precisamos”.
Mas o ministro não deixou de mandar um recado ao PT, dizendo que precisava por o “dedo na outra ferida”. E desafiou: “Quem vai criticar a Saúde de Salvador? Quem ocupou o cargo por três anos e fez o que fez? A Saúde agora está se recuperando com o secretário José Carlos Brito”.
Completando o leque de estocadas, o ministro referiu-se a Lula como “meu amigo”, revelando que “o presidente me confidenciou que João Henrique será seu parceiro aqui em Salvador”. (Por Evandro Matos)
Prefeito revela segredo do presidente Lula
A grande surpresa do discurso do prefeito João Henrique foi ele ter confessado que o presidente Lula havia lhe revelado um segredo “mas que eu não posso contar para vocês”. Contudo, sem querer querendo, o prefeito acabou revelando o que disse ser segredo, para riso de todos. “Quando esteve aqui em Salvador o presidente me disse que preferia que ‘os seus’ estivessem do nosso lado”, numa alusão à debandada dos petistas, que agora tentam construir uma candidatura própria para disputar o Palácio Thomé de Souza.
Logo no inicio do seu discurso o prefeito João Henrique revelou que o ministro Geddel Vieira Lima era “o grande arquiteto da aliança que estava sendo costurada para a sua reeleição”. Pelas suas contas, a aliança já conta com o PMDB, PDT, PTB, PP, PRTB, PHS e PSL. “Mas esta semana deveremos anunciar outros partidos”, adiantou. Sempre citando o nome de Geddel, João Henrique exaltou-o como “Ministro de Energia da Bahia”, numa alusão à sua força e trabalho por Salvador e todo o estado. O prefeito destacou ainda que Salvador já recebeu mais de 200 obras do ministério da Integração Nacional, lembrando também do ministério das Cidades, que é administrado pelo PP do deputado Mário Negromonte, nome bastante comemorado durante a solenidade.
João Henrique também não deixou de criticar os seus adversários “que passaram mais de vinte anos à frente da prefeitura e não fizeram nada”. O prefeito enumerou os principais problemas que a cidade vem passando e listou conquistas do seu governo como o Céu, o Samu e a futura implementação da Guarda Municipal para também cutucar os seus opositores. “Por que durante todos estes anos eles não fizeram isso?”, indagou.
Sobre a aliança com o PTB e formação da chapa com o professor Edvaldo Brito, o prefeito mostrou-se bastante contente. Para ele Salvador ganha uma chapa com bastante experiência. “É uma aliança de partidos para governar pela maioria. Diria que é uma chapa de dois prefeitos disputando a prefeitura de Salvador. É a chapa dois em um”, filosofou, arrancando risos da platéia
O professor Edvaldo Brito fez um discurso curto, revelando que “atendi ao chamamento do PMDB a partir dos contatos com os dois presidentes do meu partido, Jonival Lucas e Benito Gama”. Brito disse aos trabalhistas que “estava pronto para fazer um trabalho árduo para afastar os embusteiros do caminho”. Sobre os comentários negativos lançados na cidade sobre a sua decisão, ele não deixou por menos. “Que venham quente que eu estou fervendo. Eu fui a São Paulo mostrar a capacidade da Bahia”, justificou.
Além do Senador João Durval (PDT), do vice-governador Edmundo Pereira (PMDB) e do presidente do PMDB, Lúcio Vieira Lima, a solenidade que selou o acordo com PTB foi prestigiada também pelos presidentes dos partidos aliados ao prefeito João Henrique como os deputados federais Severiano Alves (PDT) e Mário Negromonte (PP), Eliel Santana (PSL), Jonival Lucas (PTB), José Raimundo (PRTB), além dos deputados federais Marcos Medrado (PDT), Sérgio Brito, Colbert Martins e Marcelo Guimarães Filho (PMDB), João Leão (PP), os estaduais Arthur Maia, Marizete Pereira, Luciano Simões e Ferreira Ottomar (PMDB), de secretários estaduais e municipais, vereadores e lideranças.
O presidente do PMDB, Lúcio Vieira Lima, era uma felicidade total. “É uma conquista maravilhosa. O PTB e outros partidos que já estão com o prefeito João Henrique também são da base do governo estadual. Isso mostra que nós estamos tendo capacidade de aglutinar, já que andaram falando que o prefeito não tinha esta capacidade”, comemorou Lúcio, logo na chegada. “Agora, vejo é que está entrando água na Frente de Esquerda”, provocou. O presidente do PRTB, José Raimundo, ao usar a palavra parabenizou ao prefeito João Henrique “por não ter entrado no PT e ter se livrado dele”, e, ao mesmo tempo, agradeceu aos petistas “por terem deixado a administração do prefeito”. Já Eliel Santana, do PSL, apostou numa vitória de João Henrique no primeiro turno.
Por outro lado, o deputado federal Severiano Alves foi o mais surpreendente dos aliados. Ele se disse muito tranqüilo em retornar o apoio ao prefeito João Henrique. “A nossa vinda não é passageira, é uma aliança sólida. Eu já falei com o ministro Geddel que pode contar com o nosso partido para o seu projeto político de 2010”, declarou. (Por Evandro Matos)
Guerra contra a democracia na rejeição às prévias do PT
No jogo de cartas marcadas que é a política - embora todos os seus atores queiram fazer parecer que tudo obedece a um processo transparente e natural -, a realização de prévias para escolha do candidato do PT à prefeitura de Salvador sofreu todo tipo de bombardeio. De instrumento festejado como o direito das bases de decidir os caminhos do partido, passaram a fator de divisão interna, que a todo custo deveria ser evitado.
Em nome de uma etérea busca do “consenso”, vozes autorizadas, como os pré-candidatos Walter Pinheiro e Luiz Alberto e o próprio governador Jaques Wagner, condenaram o que ao longo da história do PT sempre foi motivo do mais indisfarçado orgulho. A imprensa fez coro a essas opiniões, com o argumento adicional de que a indefinição atrapalhava os demais partidos “de esquerda” na formação de uma “frente” em condições de travar a batalha eleitoral de outubro.
“O PT é o maior adversário do PT” tem sido um chavão largamente repetido neste período, e agora, diante da adesão do PTB ao prefeito João Henrique e da perspectiva de o PPS indicar o vice de Antonio Imbassahy, profetas do futuro maleável se manifestam: “Eu não disse?”. Esquecem-se de uma verdade incontestável: o PT tem um calendário nacional definido estatutariamente, que desde muito tempo estabelecia prévias para o dia 18 de maio e, em caso de segundo turno, 2 de junho.
Todos os filiados, militantes, pré-candidatos, jornalistas e observadores da cena política conheciam essas duas datas, que foram criadas por um bom e simples motivo: se alguma seção municipal do partido não tivesse um candidato natural à prefeito, ao qual se chegasse sem maiores dificuldades, uma ampla eleição interna resolveria democraticamente o problema. Por que, então, fugir da realidade quando o impasse, como no caso de Salvador, se apresenta em toda a sua inteireza?
Goste-se ou não do PT e de seus métodos e desempenho, é o partido, no seu campo de atuação, de maior densidade na atual quadra histórica, e o único com estrutura e respaldo para comandar uma eventual coligação. Queiram ou não, às pequenas legendas cabe esperar seu posicionamento, e se diante da “demora” tomam direções até opostas à que se propunham é porque até então moviam-se apenas à base de veleidades ideológicas, pois outros interesses têm.
No plano interno, é curioso ver que as mesmas pessoas que cobravam celeridade na consumação da candidatura, para evitar danos a uma possível aliança, agora, sem cerimônia, subvertem o estatuto partidário e adiam as prévias por mais uma semana, que seriam duas se não fosse a resistência do grupo ligado ao deputado Nelson Pelegrino, a bem da verdade o único que sempre se mostrou disposto a submeter-se ao julgamento da militância.
O secretário-geral do PT de Salvador, Edísio Nunes, um dos articuladores da candidatura Pelegrino, disse ontem à Tribuna que não há como evitar as prévias do próximo domingo. O adiamento decidido pelo Diretório Municipal, segundo ele, “desrespeita pela primeira vez uma regra nacional”, mas foi aceito para evitar uma crise no partido. “Se as prévias fossem realizadas no dia 18”, explicou, “nós ganharíamos, mas não levaríamos, porque certamente o outro lado iria cruzar os braços”.
Nunes disse que seu grupo atendeu, na reunião, a uma ponderação do ex-secretário da Reparação, Gilmar Santiago, também membro do Diretório, que alegou falta de tempo do pré-candidato Walter Pinheiro para se preparar. (Por Luis Augusto Gomes)
PPS mantém candidatura de Kertzman
A respeito de notícias que circularam na imprensa neste fim de semana, a partir de fonte não autorizada e não identificada, o presidente do diretório municipal de Salvador do PPS, vereador Virgílio Pacheco, afirmou ontem que o partido não celebrou qualquer acordo com o PSDB para indicar o candidato a vice-prefeito numa coligação com os tucanos. Virgílio declarou que o PPS mantém a candidatura de Miguel Kertzman à prefeitura de Salvador. “Havendo qualquer outra decisão o PPS comunicará, com muita transparência, à sociedade e à imprensa”.
Virgílio destacou que o PPS tem compromissos com a cidade, e por isso mantém conversação com os partidos do campo progressista e da base do governo Wagner, buscando a melhor alternativa para a administração da cidade. “Temos conversado com o PSDB, do mesmo modo que estamos dialogando com todos os partidos do campo progressista, trocando impressões com o objetivo de obter o melhor resultado para Salvador”, disse Virgílio Pacheco, destacando que “as conversas continuam, mas Miguel Kertzman continua sendo o candidato do partido ao Palácio Thomé de Souza”.
Virgílio Pacheco, que recebeu carta branca da executiva do PPS para coordenar o processo sucessório municipal, acentuou que “o PPS está mais unido do que nunca, neste momento em que as questões são colocadas com transparência, aproveitando inclusive o entusiasmo da militância, que vê o crescimento do partido na mídia e na vida política da cidade”. O presidente da executiva municipal do PPS afirmou que “todas as decisões têm sido tomadas em harmonia e convergência, de forma democrática”. Segundo Virgílio, divergência só existe na mente de quem está insatisfeito com o crescimento do PPS e tem a intenção de tumultuar a vida do partido.
Fonte: Tribuna da Bahia
Entusiasmado e contundente, o ministro foi longe no seu discurso. “É com este sentimento que estou sentindo o cheiro da vitória com a vinda de Edvaldo Brito, por ser um homem de dignidade e firmeza. Por isso, não tenho dúvida que o povo de Salvador quer João Henrique outra vez”, disse. Geddel respondeu com firmeza às recentes críticas do ex-prefeito Antônio Imbassahy (PSDB) à atual administração municipal.
“É hora de analisar o discurso e o comportamento de cada um”, disse, iniciando uma série de críticas a Imbassahy. “É como se ele não tivesse nada a ver com o que está aí. As críticas do ex-prefeito não se sustentam em fatos reais”, desqualificou.
Geddel acusou Imbassahy de ter governado para os ricos e ter deixado várias obras sem realizar, como o Metrô. “O metrô não saiu do lugar. Que autoridade tem o ex-prefeito para falar de alagamento em Salvador?” indagou o ministro. Geddel acusou ainda ao ex-prefeito Imbassahy de conseguir se projetar na política na base do apadrinhamento, citando as suas passagens pela Eletrobras, Assembléia e o governo do Estado. “Ele quer conseguir Salvador virando esta página”, cutucou.
O discurso do ministro roubou mesmo a cena da solenidade de formalização da aliança do PMDB com o PTB. Geddel criticou também o pré-candidato do Democratas, ACM Neto, zombando de sua propaganda na televisão. “Tem outro aí que anda dizendo: precisamos de soluções novas. Claro que precisamos”.
Mas o ministro não deixou de mandar um recado ao PT, dizendo que precisava por o “dedo na outra ferida”. E desafiou: “Quem vai criticar a Saúde de Salvador? Quem ocupou o cargo por três anos e fez o que fez? A Saúde agora está se recuperando com o secretário José Carlos Brito”.
Completando o leque de estocadas, o ministro referiu-se a Lula como “meu amigo”, revelando que “o presidente me confidenciou que João Henrique será seu parceiro aqui em Salvador”. (Por Evandro Matos)
Prefeito revela segredo do presidente Lula
A grande surpresa do discurso do prefeito João Henrique foi ele ter confessado que o presidente Lula havia lhe revelado um segredo “mas que eu não posso contar para vocês”. Contudo, sem querer querendo, o prefeito acabou revelando o que disse ser segredo, para riso de todos. “Quando esteve aqui em Salvador o presidente me disse que preferia que ‘os seus’ estivessem do nosso lado”, numa alusão à debandada dos petistas, que agora tentam construir uma candidatura própria para disputar o Palácio Thomé de Souza.
Logo no inicio do seu discurso o prefeito João Henrique revelou que o ministro Geddel Vieira Lima era “o grande arquiteto da aliança que estava sendo costurada para a sua reeleição”. Pelas suas contas, a aliança já conta com o PMDB, PDT, PTB, PP, PRTB, PHS e PSL. “Mas esta semana deveremos anunciar outros partidos”, adiantou. Sempre citando o nome de Geddel, João Henrique exaltou-o como “Ministro de Energia da Bahia”, numa alusão à sua força e trabalho por Salvador e todo o estado. O prefeito destacou ainda que Salvador já recebeu mais de 200 obras do ministério da Integração Nacional, lembrando também do ministério das Cidades, que é administrado pelo PP do deputado Mário Negromonte, nome bastante comemorado durante a solenidade.
João Henrique também não deixou de criticar os seus adversários “que passaram mais de vinte anos à frente da prefeitura e não fizeram nada”. O prefeito enumerou os principais problemas que a cidade vem passando e listou conquistas do seu governo como o Céu, o Samu e a futura implementação da Guarda Municipal para também cutucar os seus opositores. “Por que durante todos estes anos eles não fizeram isso?”, indagou.
Sobre a aliança com o PTB e formação da chapa com o professor Edvaldo Brito, o prefeito mostrou-se bastante contente. Para ele Salvador ganha uma chapa com bastante experiência. “É uma aliança de partidos para governar pela maioria. Diria que é uma chapa de dois prefeitos disputando a prefeitura de Salvador. É a chapa dois em um”, filosofou, arrancando risos da platéia
O professor Edvaldo Brito fez um discurso curto, revelando que “atendi ao chamamento do PMDB a partir dos contatos com os dois presidentes do meu partido, Jonival Lucas e Benito Gama”. Brito disse aos trabalhistas que “estava pronto para fazer um trabalho árduo para afastar os embusteiros do caminho”. Sobre os comentários negativos lançados na cidade sobre a sua decisão, ele não deixou por menos. “Que venham quente que eu estou fervendo. Eu fui a São Paulo mostrar a capacidade da Bahia”, justificou.
Além do Senador João Durval (PDT), do vice-governador Edmundo Pereira (PMDB) e do presidente do PMDB, Lúcio Vieira Lima, a solenidade que selou o acordo com PTB foi prestigiada também pelos presidentes dos partidos aliados ao prefeito João Henrique como os deputados federais Severiano Alves (PDT) e Mário Negromonte (PP), Eliel Santana (PSL), Jonival Lucas (PTB), José Raimundo (PRTB), além dos deputados federais Marcos Medrado (PDT), Sérgio Brito, Colbert Martins e Marcelo Guimarães Filho (PMDB), João Leão (PP), os estaduais Arthur Maia, Marizete Pereira, Luciano Simões e Ferreira Ottomar (PMDB), de secretários estaduais e municipais, vereadores e lideranças.
O presidente do PMDB, Lúcio Vieira Lima, era uma felicidade total. “É uma conquista maravilhosa. O PTB e outros partidos que já estão com o prefeito João Henrique também são da base do governo estadual. Isso mostra que nós estamos tendo capacidade de aglutinar, já que andaram falando que o prefeito não tinha esta capacidade”, comemorou Lúcio, logo na chegada. “Agora, vejo é que está entrando água na Frente de Esquerda”, provocou. O presidente do PRTB, José Raimundo, ao usar a palavra parabenizou ao prefeito João Henrique “por não ter entrado no PT e ter se livrado dele”, e, ao mesmo tempo, agradeceu aos petistas “por terem deixado a administração do prefeito”. Já Eliel Santana, do PSL, apostou numa vitória de João Henrique no primeiro turno.
Por outro lado, o deputado federal Severiano Alves foi o mais surpreendente dos aliados. Ele se disse muito tranqüilo em retornar o apoio ao prefeito João Henrique. “A nossa vinda não é passageira, é uma aliança sólida. Eu já falei com o ministro Geddel que pode contar com o nosso partido para o seu projeto político de 2010”, declarou. (Por Evandro Matos)
Guerra contra a democracia na rejeição às prévias do PT
No jogo de cartas marcadas que é a política - embora todos os seus atores queiram fazer parecer que tudo obedece a um processo transparente e natural -, a realização de prévias para escolha do candidato do PT à prefeitura de Salvador sofreu todo tipo de bombardeio. De instrumento festejado como o direito das bases de decidir os caminhos do partido, passaram a fator de divisão interna, que a todo custo deveria ser evitado.
Em nome de uma etérea busca do “consenso”, vozes autorizadas, como os pré-candidatos Walter Pinheiro e Luiz Alberto e o próprio governador Jaques Wagner, condenaram o que ao longo da história do PT sempre foi motivo do mais indisfarçado orgulho. A imprensa fez coro a essas opiniões, com o argumento adicional de que a indefinição atrapalhava os demais partidos “de esquerda” na formação de uma “frente” em condições de travar a batalha eleitoral de outubro.
“O PT é o maior adversário do PT” tem sido um chavão largamente repetido neste período, e agora, diante da adesão do PTB ao prefeito João Henrique e da perspectiva de o PPS indicar o vice de Antonio Imbassahy, profetas do futuro maleável se manifestam: “Eu não disse?”. Esquecem-se de uma verdade incontestável: o PT tem um calendário nacional definido estatutariamente, que desde muito tempo estabelecia prévias para o dia 18 de maio e, em caso de segundo turno, 2 de junho.
Todos os filiados, militantes, pré-candidatos, jornalistas e observadores da cena política conheciam essas duas datas, que foram criadas por um bom e simples motivo: se alguma seção municipal do partido não tivesse um candidato natural à prefeito, ao qual se chegasse sem maiores dificuldades, uma ampla eleição interna resolveria democraticamente o problema. Por que, então, fugir da realidade quando o impasse, como no caso de Salvador, se apresenta em toda a sua inteireza?
Goste-se ou não do PT e de seus métodos e desempenho, é o partido, no seu campo de atuação, de maior densidade na atual quadra histórica, e o único com estrutura e respaldo para comandar uma eventual coligação. Queiram ou não, às pequenas legendas cabe esperar seu posicionamento, e se diante da “demora” tomam direções até opostas à que se propunham é porque até então moviam-se apenas à base de veleidades ideológicas, pois outros interesses têm.
No plano interno, é curioso ver que as mesmas pessoas que cobravam celeridade na consumação da candidatura, para evitar danos a uma possível aliança, agora, sem cerimônia, subvertem o estatuto partidário e adiam as prévias por mais uma semana, que seriam duas se não fosse a resistência do grupo ligado ao deputado Nelson Pelegrino, a bem da verdade o único que sempre se mostrou disposto a submeter-se ao julgamento da militância.
O secretário-geral do PT de Salvador, Edísio Nunes, um dos articuladores da candidatura Pelegrino, disse ontem à Tribuna que não há como evitar as prévias do próximo domingo. O adiamento decidido pelo Diretório Municipal, segundo ele, “desrespeita pela primeira vez uma regra nacional”, mas foi aceito para evitar uma crise no partido. “Se as prévias fossem realizadas no dia 18”, explicou, “nós ganharíamos, mas não levaríamos, porque certamente o outro lado iria cruzar os braços”.
Nunes disse que seu grupo atendeu, na reunião, a uma ponderação do ex-secretário da Reparação, Gilmar Santiago, também membro do Diretório, que alegou falta de tempo do pré-candidato Walter Pinheiro para se preparar. (Por Luis Augusto Gomes)
PPS mantém candidatura de Kertzman
A respeito de notícias que circularam na imprensa neste fim de semana, a partir de fonte não autorizada e não identificada, o presidente do diretório municipal de Salvador do PPS, vereador Virgílio Pacheco, afirmou ontem que o partido não celebrou qualquer acordo com o PSDB para indicar o candidato a vice-prefeito numa coligação com os tucanos. Virgílio declarou que o PPS mantém a candidatura de Miguel Kertzman à prefeitura de Salvador. “Havendo qualquer outra decisão o PPS comunicará, com muita transparência, à sociedade e à imprensa”.
Virgílio destacou que o PPS tem compromissos com a cidade, e por isso mantém conversação com os partidos do campo progressista e da base do governo Wagner, buscando a melhor alternativa para a administração da cidade. “Temos conversado com o PSDB, do mesmo modo que estamos dialogando com todos os partidos do campo progressista, trocando impressões com o objetivo de obter o melhor resultado para Salvador”, disse Virgílio Pacheco, destacando que “as conversas continuam, mas Miguel Kertzman continua sendo o candidato do partido ao Palácio Thomé de Souza”.
Virgílio Pacheco, que recebeu carta branca da executiva do PPS para coordenar o processo sucessório municipal, acentuou que “o PPS está mais unido do que nunca, neste momento em que as questões são colocadas com transparência, aproveitando inclusive o entusiasmo da militância, que vê o crescimento do partido na mídia e na vida política da cidade”. O presidente da executiva municipal do PPS afirmou que “todas as decisões têm sido tomadas em harmonia e convergência, de forma democrática”. Segundo Virgílio, divergência só existe na mente de quem está insatisfeito com o crescimento do PPS e tem a intenção de tumultuar a vida do partido.
Fonte: Tribuna da Bahia
Prefeituras perdem dinheiro destinado à educação
São 76 municípios baianos que deixaram de embolsar aproximadamente R$1 milhão para o transporte escolar
Jorge Velloso
Aproximadamente R$1 milhão que deveriam ser destinados à educação da Bahia foram perdidos este mês por 76 municípios baianos. A razão do “desperdício” foi a não prestação de contas ao Ministério da Educação (MEC) sobre benefícios recebidos durante o ano passado, que deveria ter ocorrido até o último dia 15 de abril. O dinheiro era cedido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fnde) através do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate), que visa atender moradores da zona rural. Grandes cidades do interior do estado, como Barreiras e Vitória da Conquista, também compõem a lista e deixarão de receber aproximadamente R$19 mil e R$48 mil, respectivamente.
Através de uma nota oficial, a prefeitura de Conquista informou que o município já encaminhou a prestação de contas e “aguarda agora que o MEC atualize o seu banco de dados para que a situação do município, junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), se normalize”. Procurado pela equipe de reportagem do Correio da Bahia, o prefeito de Barreiras, Saulo Pedrosa de Almeida, não foi encontrado para comentar o fato. A mesma coisa aconteceu com o prefeito de Jaguaquara, Aldemir Moreira.
Uma das cidades baianas mais procuradas por turistas, Ilhéus também perdeu o benefício de recebimento de verba para o transporte escolar dos estudantes da zona rural. O secretário de Educação, Sebastião Maciel, revelou que se assustou quando soube que sua cidade era outra que compunha a lista. “Meu filho de 17 anos estava navegando na internet quando descobriu a situação e me telefonou. Realmente, não entendi o que estava acontecendo, pois a prestação de contas já estava toda pronta”, contou o secretário.
De acordo com Maciel, os documentos foram apresentados ao Conselho do Fundeb que emitiria um parecer aconselhando melhoras para o projeto. “Só que acabaram protelando demais. Contudo, isso já foi resolvido, a prestação de contas foi enviada e voltaremos a receber a verba para ajudar nossos alunos”, assegurou.
A coordenadora de apoio do Pnate, Taís Maria Ribeiro, explicou que para os municípios voltarem a receber o benefício basta que as prefeituras enviem a prestação de contas. “Iremos analisar se está tudo correto e no mês seguinte as cidades voltarão a receber a verba. Caso os números não batam, o Tribunal de Contas da União tomará as devidas providências”, garantiu Ribeiro.
O programa - O Pnate foi instituído em junho de 2004, com o objetivo de garantir o acesso e a permanência nos estabelecimentos escolares dos alunos do ensino fundamental público residentes em área rural que utilizem transporte escolar. O programa consiste na transferência automática de recursos financeiros, sem necessidade de convênio, para custear despesas com reforma, seguros, licenciamento, impostos, taxas e material da embarcação utilizada para o transporte de alunos.
Os estados podem autorizar o FNDE a efetuar o repasse do valor correspondente aos alunos da rede estadual diretamente aos respectivos municípios. Para isso, é necessário formalizar a autorização por meio de ofício ao órgão. Os valores transferidos diretamente aos municípios são feitos em nove parcelas anuais, de março a novembro.
Em todo o país, são 945 municípios que perderam o benefício porque não prestaram contas ao MEC.
***
Municípios que perderam dinheiro
Inadimplentes Deixou de receber (R$)
ÁGUA FRIA 18.633,72
ALCOBACA 17.526,88
AMARGOSA 23.378,82
AMÉRICA DOURADA 5.561,92
ANGÜERA 6.647,45
ANTAS 4.982,82
ANTÔNIO GONÇALVES 3.383,52
APUAREMA Não informado
ARAÇÁS 8.965,04
ARATACA 4.782,70
AURELINO LEAL 3.662,49
BARREIRAS 19.039,14
BARRO ALTO 8.824,08
BARRO PRETO Não informado
BROTAS DE MACAÚBAS 9.375,15
CAETITÉ 45.318,59
CANARANA 14.895,44
CANDEIAS 9.286,10
CANUDOS 7.351,09
CARAVELAS 12.066,45
CARDEAL DA SILVA 7.133,84
CARINHANHA 14.868,97
CASTRO ALVES 13.327,40
COARACI 4.484,98
ENCRUZILHADA 12.433,42
FEIRA DA MATA 4.826,58
FORMOSA DO RIO PRETO 12.433,42
GANDU 7.524,24
GAVIÃO 4.320,55
GUANAMBI 36.623,79
ILHÉUS 29.302,74
ITABELA 10.013,03
ITABERABA 13.947,24
ITAPITANGA 1.565,20
IUIÚ 6.522,88
JACARACI 13.401,01
JAGUAQUARA 11.536,45
JANDAÍRA 4.434,80
JIQUIRIÇÁ 14.582,88
JITAÚNA 9.715,43
LAGEDO DO TABOCAL 3.159,28
LAGOA REAL 12.767,08
LAJEDINHO Não informado
MALHADA 10.542,84
MANOEL VITORINO 9.430,72
MARAGOGIPE 23.903,37
MURITIBA 14.510,50
NAZARÉ Não informado
NILO PEÇANHA 11.686,56
PALMEIRAS 6.443,74
PÉ DE SERRA 14.249,99
PILÃO ARCADO 13.514,66
PLANALTO 15.030,50
PRESIDENTE JÂNIO QUADROS 13.990,42
QUIXABEIRA 6.453,61
RIACHÃO DAS NEVES 12.600,29
RIACHÃO DO JACUIPE 10.816,88
RIBEIRA DO AMPARO 39.992,86
SANTA LUZIA 5.630,31
SANTANA 25.956,70
SANTO AMARO 13.751,35
SÃO FÉLIX 7.986,06
SÃO FRANCISCO DO CONDE 19.129,58
SÃO JOSÉ DA VITÓRIA 2.846,76
SEABRA 34.208,60
SEBASTIÃO LARANJEIRAS 6.494,80
SENTO SÉ 8.485,55
SÍTIO DO MATO 3.747,85
SÍTIO DO QUINTO 8.366,16
TAPEROÁ 6.643,76
TEODORO SAMPAIO 2.626,80
UIBAÍ 3.382,02
UNA 13.119,74
VÁRZEA DO POÇO 2.571,49
VITÓRIA DA CONQUISTA 48.116,18
WAGNER 2.635,60
Fonte: Correio da Bahia
Jorge Velloso
Aproximadamente R$1 milhão que deveriam ser destinados à educação da Bahia foram perdidos este mês por 76 municípios baianos. A razão do “desperdício” foi a não prestação de contas ao Ministério da Educação (MEC) sobre benefícios recebidos durante o ano passado, que deveria ter ocorrido até o último dia 15 de abril. O dinheiro era cedido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fnde) através do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate), que visa atender moradores da zona rural. Grandes cidades do interior do estado, como Barreiras e Vitória da Conquista, também compõem a lista e deixarão de receber aproximadamente R$19 mil e R$48 mil, respectivamente.
Através de uma nota oficial, a prefeitura de Conquista informou que o município já encaminhou a prestação de contas e “aguarda agora que o MEC atualize o seu banco de dados para que a situação do município, junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), se normalize”. Procurado pela equipe de reportagem do Correio da Bahia, o prefeito de Barreiras, Saulo Pedrosa de Almeida, não foi encontrado para comentar o fato. A mesma coisa aconteceu com o prefeito de Jaguaquara, Aldemir Moreira.
Uma das cidades baianas mais procuradas por turistas, Ilhéus também perdeu o benefício de recebimento de verba para o transporte escolar dos estudantes da zona rural. O secretário de Educação, Sebastião Maciel, revelou que se assustou quando soube que sua cidade era outra que compunha a lista. “Meu filho de 17 anos estava navegando na internet quando descobriu a situação e me telefonou. Realmente, não entendi o que estava acontecendo, pois a prestação de contas já estava toda pronta”, contou o secretário.
De acordo com Maciel, os documentos foram apresentados ao Conselho do Fundeb que emitiria um parecer aconselhando melhoras para o projeto. “Só que acabaram protelando demais. Contudo, isso já foi resolvido, a prestação de contas foi enviada e voltaremos a receber a verba para ajudar nossos alunos”, assegurou.
A coordenadora de apoio do Pnate, Taís Maria Ribeiro, explicou que para os municípios voltarem a receber o benefício basta que as prefeituras enviem a prestação de contas. “Iremos analisar se está tudo correto e no mês seguinte as cidades voltarão a receber a verba. Caso os números não batam, o Tribunal de Contas da União tomará as devidas providências”, garantiu Ribeiro.
O programa - O Pnate foi instituído em junho de 2004, com o objetivo de garantir o acesso e a permanência nos estabelecimentos escolares dos alunos do ensino fundamental público residentes em área rural que utilizem transporte escolar. O programa consiste na transferência automática de recursos financeiros, sem necessidade de convênio, para custear despesas com reforma, seguros, licenciamento, impostos, taxas e material da embarcação utilizada para o transporte de alunos.
Os estados podem autorizar o FNDE a efetuar o repasse do valor correspondente aos alunos da rede estadual diretamente aos respectivos municípios. Para isso, é necessário formalizar a autorização por meio de ofício ao órgão. Os valores transferidos diretamente aos municípios são feitos em nove parcelas anuais, de março a novembro.
Em todo o país, são 945 municípios que perderam o benefício porque não prestaram contas ao MEC.
***
Municípios que perderam dinheiro
Inadimplentes Deixou de receber (R$)
ÁGUA FRIA 18.633,72
ALCOBACA 17.526,88
AMARGOSA 23.378,82
AMÉRICA DOURADA 5.561,92
ANGÜERA 6.647,45
ANTAS 4.982,82
ANTÔNIO GONÇALVES 3.383,52
APUAREMA Não informado
ARAÇÁS 8.965,04
ARATACA 4.782,70
AURELINO LEAL 3.662,49
BARREIRAS 19.039,14
BARRO ALTO 8.824,08
BARRO PRETO Não informado
BROTAS DE MACAÚBAS 9.375,15
CAETITÉ 45.318,59
CANARANA 14.895,44
CANDEIAS 9.286,10
CANUDOS 7.351,09
CARAVELAS 12.066,45
CARDEAL DA SILVA 7.133,84
CARINHANHA 14.868,97
CASTRO ALVES 13.327,40
COARACI 4.484,98
ENCRUZILHADA 12.433,42
FEIRA DA MATA 4.826,58
FORMOSA DO RIO PRETO 12.433,42
GANDU 7.524,24
GAVIÃO 4.320,55
GUANAMBI 36.623,79
ILHÉUS 29.302,74
ITABELA 10.013,03
ITABERABA 13.947,24
ITAPITANGA 1.565,20
IUIÚ 6.522,88
JACARACI 13.401,01
JAGUAQUARA 11.536,45
JANDAÍRA 4.434,80
JIQUIRIÇÁ 14.582,88
JITAÚNA 9.715,43
LAGEDO DO TABOCAL 3.159,28
LAGOA REAL 12.767,08
LAJEDINHO Não informado
MALHADA 10.542,84
MANOEL VITORINO 9.430,72
MARAGOGIPE 23.903,37
MURITIBA 14.510,50
NAZARÉ Não informado
NILO PEÇANHA 11.686,56
PALMEIRAS 6.443,74
PÉ DE SERRA 14.249,99
PILÃO ARCADO 13.514,66
PLANALTO 15.030,50
PRESIDENTE JÂNIO QUADROS 13.990,42
QUIXABEIRA 6.453,61
RIACHÃO DAS NEVES 12.600,29
RIACHÃO DO JACUIPE 10.816,88
RIBEIRA DO AMPARO 39.992,86
SANTA LUZIA 5.630,31
SANTANA 25.956,70
SANTO AMARO 13.751,35
SÃO FÉLIX 7.986,06
SÃO FRANCISCO DO CONDE 19.129,58
SÃO JOSÉ DA VITÓRIA 2.846,76
SEABRA 34.208,60
SEBASTIÃO LARANJEIRAS 6.494,80
SENTO SÉ 8.485,55
SÍTIO DO MATO 3.747,85
SÍTIO DO QUINTO 8.366,16
TAPEROÁ 6.643,76
TEODORO SAMPAIO 2.626,80
UIBAÍ 3.382,02
UNA 13.119,74
VÁRZEA DO POÇO 2.571,49
VITÓRIA DA CONQUISTA 48.116,18
WAGNER 2.635,60
Fonte: Correio da Bahia
Pílula vai melhorar a libido e fazer emagrecer
Especialistas em reprodução da cidade de Edimburgo afirmam ter decifrado o segredo do apetite sexual e estarem em estado avançado de pesquisa para a criação de uma "pílula da libido", capaz de estimular o desejo em homens e mulheres. Um produto, segundo disseram, que levará ao fim do Viagra.
Segundo o jornal inglês Daily Mail, o "remédio milagroso" vai, ainda, aumentar a fertilidade e favorecer a perda de peso – já que um dos efeitos colaterais é a diminuição do apetite, com uma queda 30% no consumo de comida.
A perda de libido atinge mais de um terço das mulheres e um em cada seis homens.
A pílula usa um hormônio que libera a gonadotrofina tipo 2, que regula o sistema reprodutivo em homens e animais. Testes em ratos registraram sucesso. Agora, os cientistas tentar criar um remédio próprio para humanos. Inicialmente, seria em injeção. Mas o projeto é fazer pílulas do hormônio.
Fonte: JB Online
Segundo o jornal inglês Daily Mail, o "remédio milagroso" vai, ainda, aumentar a fertilidade e favorecer a perda de peso – já que um dos efeitos colaterais é a diminuição do apetite, com uma queda 30% no consumo de comida.
A perda de libido atinge mais de um terço das mulheres e um em cada seis homens.
A pílula usa um hormônio que libera a gonadotrofina tipo 2, que regula o sistema reprodutivo em homens e animais. Testes em ratos registraram sucesso. Agora, os cientistas tentar criar um remédio próprio para humanos. Inicialmente, seria em injeção. Mas o projeto é fazer pílulas do hormônio.
Fonte: JB Online
Opinião - Marina, a doce brava
Jarbas Passarinho
Exemplo de tenacidade e de coerência, a seringueira do interior do Acre, frágil de saúde, mas gigantesca no idealismo de vencer os mais duros óbices de realizar seu ideal, alfabetizada aos 14 anos pelo Mobral, aprovada no atalho do supletivo, logo ultrapassou os umbrais da recente universidade de Rio Branco, onde se graduou em História. Aos latifundiários de outros Estados da União, no boom de povoar a Amazônia com a pata dos bois avançaram seus investimentos nas terras baratas do Acre. A devastação da floresta, onde a seringueira não era mais que o espantalho da riqueza da borracha, que chegou a ser a segunda fonte de exportação do Brasil dos tempos de exportador de sobremesa (café e açúcar).
Restavam nas matas os imbatíveis remanescentes dos áureos tempos, que começaram a fenecer quando o aventureiro Wickman conseguiu, com preciosa ajuda da aduaneira de Belém, mandar para a Inglaterra, como presente a Sua Majestade Britânixa, 70 mil sementes da hevea brasiliensis. Elas geraram as futuras plantations britânicas no então Ceilão, hoje Sri Lanka que acabaram com os 40 anos de bonanças e dos mitos dos donos das terras acendendo charutos com cédulas de libras esterlinas.
De início ligou-se a Chico Mendes o condotieri dos resistentes às motosserras que abatiam as seringueiras, seu último ganha pão. Passaram os seringueiros a abraçar, todos em círculo, as árvores impedindo a fúria depredadora. Um celerado, que chegara ao Acre pensando enriquecer na pecuária, mandou o filho matar Chico Mendes. O PT aproveitou-se, como o fez em todas as áreas de povos espoliados, para transformá-lo em mártir da ecologia, do que ele entendia tanto quanto minha avó entendia de logaritmo neperiano ou de física quântica. Mártir ele o foi, de fato, abatido traiçoeiramente como nos filmes americanos do far west, Marina perdia um símbolo da resistência ao capitalismo devastador honrou-lhe sempre a memória e, ministra, criou o Instituto Chico Mendes. Mas percebeu que teria de vencer na própria sociedade injusta. Logo alfabetizou-se.
Numa comunidade eclesial de base, onde lhe ensinaram um catolicismo que nela não durou, impregnaram-na dos ensinamentos que têm por base, como depois alertaria João Paulo II, cada vez menos o eclesiástico e cada vez mais a crítica – justa – de Marx ao capitalismo selvagem, o do laissez faire, produtor da injustiça social, palavras que Hayek repudia, ao dizer que as diferenças nascem dos incapazes na competição do mercado. Marina, então, foi o símbolo do PT, que ela sempre viu como um partido de transformação do capitalismo no socialismo utópico da igualdade.
Seu belo exemplo de vida, o PT usou para fazer do Acre um dos primeiros Estados da federação a ser dominado, com a ajuda preciosa da Igreja engajada. Na política chegou à mais alta Casa do Congresso, o Senado. Nele desfraldou o galhardete da ecologia e do indianismo. Elevada à condição de ministra do Meio Ambiente, dedicou-se à ecologia.
Ligou-se aos ambientalistas radicais que trocaram a eloqüência do silêncio pelas ações audazes. Dentre eles destaca-se o Peace Corps e nele foi buscar para compor seu Ministério. Capobianco lhe foi de grande influência e valia, tido como radical, mas de quem li uma frase que sintetiza o ambientalismo racional: não fazer um preservacionismo que impeça qualquer projeto que não atinja qualquer parte da floresta. A isto chamamos de conservação da floreta utilizada sem predação.
Mas o grande líder que tinha como irmão de pensamento e de luta, foi mudando pouco a pouco do que era em 1990. No seu primeiro quadriênio, como Marina reconhece, ele deu todo apoio. Depois cansou de se opor aos transgênicos, exigiu pressa do Ibama na aceitação dos projetos de hidrelétricas do Rio Madeira e outros que estariam retardando "o espetáculo do crescimento". A opção estava tomada: O PAC acima de tudo. Submeteu a ministra a constrangimentos públicos. Antes que recebesse por telefone a exoneração, não a pediu, ao contrário demitiu-se, o que Lula só soube depois de tornada pública pela mídia.
Hosanas à dignidade de Marina.
Fonte: JB Online
Exemplo de tenacidade e de coerência, a seringueira do interior do Acre, frágil de saúde, mas gigantesca no idealismo de vencer os mais duros óbices de realizar seu ideal, alfabetizada aos 14 anos pelo Mobral, aprovada no atalho do supletivo, logo ultrapassou os umbrais da recente universidade de Rio Branco, onde se graduou em História. Aos latifundiários de outros Estados da União, no boom de povoar a Amazônia com a pata dos bois avançaram seus investimentos nas terras baratas do Acre. A devastação da floresta, onde a seringueira não era mais que o espantalho da riqueza da borracha, que chegou a ser a segunda fonte de exportação do Brasil dos tempos de exportador de sobremesa (café e açúcar).
Restavam nas matas os imbatíveis remanescentes dos áureos tempos, que começaram a fenecer quando o aventureiro Wickman conseguiu, com preciosa ajuda da aduaneira de Belém, mandar para a Inglaterra, como presente a Sua Majestade Britânixa, 70 mil sementes da hevea brasiliensis. Elas geraram as futuras plantations britânicas no então Ceilão, hoje Sri Lanka que acabaram com os 40 anos de bonanças e dos mitos dos donos das terras acendendo charutos com cédulas de libras esterlinas.
De início ligou-se a Chico Mendes o condotieri dos resistentes às motosserras que abatiam as seringueiras, seu último ganha pão. Passaram os seringueiros a abraçar, todos em círculo, as árvores impedindo a fúria depredadora. Um celerado, que chegara ao Acre pensando enriquecer na pecuária, mandou o filho matar Chico Mendes. O PT aproveitou-se, como o fez em todas as áreas de povos espoliados, para transformá-lo em mártir da ecologia, do que ele entendia tanto quanto minha avó entendia de logaritmo neperiano ou de física quântica. Mártir ele o foi, de fato, abatido traiçoeiramente como nos filmes americanos do far west, Marina perdia um símbolo da resistência ao capitalismo devastador honrou-lhe sempre a memória e, ministra, criou o Instituto Chico Mendes. Mas percebeu que teria de vencer na própria sociedade injusta. Logo alfabetizou-se.
Numa comunidade eclesial de base, onde lhe ensinaram um catolicismo que nela não durou, impregnaram-na dos ensinamentos que têm por base, como depois alertaria João Paulo II, cada vez menos o eclesiástico e cada vez mais a crítica – justa – de Marx ao capitalismo selvagem, o do laissez faire, produtor da injustiça social, palavras que Hayek repudia, ao dizer que as diferenças nascem dos incapazes na competição do mercado. Marina, então, foi o símbolo do PT, que ela sempre viu como um partido de transformação do capitalismo no socialismo utópico da igualdade.
Seu belo exemplo de vida, o PT usou para fazer do Acre um dos primeiros Estados da federação a ser dominado, com a ajuda preciosa da Igreja engajada. Na política chegou à mais alta Casa do Congresso, o Senado. Nele desfraldou o galhardete da ecologia e do indianismo. Elevada à condição de ministra do Meio Ambiente, dedicou-se à ecologia.
Ligou-se aos ambientalistas radicais que trocaram a eloqüência do silêncio pelas ações audazes. Dentre eles destaca-se o Peace Corps e nele foi buscar para compor seu Ministério. Capobianco lhe foi de grande influência e valia, tido como radical, mas de quem li uma frase que sintetiza o ambientalismo racional: não fazer um preservacionismo que impeça qualquer projeto que não atinja qualquer parte da floresta. A isto chamamos de conservação da floreta utilizada sem predação.
Mas o grande líder que tinha como irmão de pensamento e de luta, foi mudando pouco a pouco do que era em 1990. No seu primeiro quadriênio, como Marina reconhece, ele deu todo apoio. Depois cansou de se opor aos transgênicos, exigiu pressa do Ibama na aceitação dos projetos de hidrelétricas do Rio Madeira e outros que estariam retardando "o espetáculo do crescimento". A opção estava tomada: O PAC acima de tudo. Submeteu a ministra a constrangimentos públicos. Antes que recebesse por telefone a exoneração, não a pediu, ao contrário demitiu-se, o que Lula só soube depois de tornada pública pela mídia.
Hosanas à dignidade de Marina.
Fonte: JB Online
PEC aumenta em 7 mil número de vereadores
Em compensação, repasse às Câmaras seria reduzido
Marcio Falcão
Brasília
A composição das próximas câmaras municipais de todo o país está nas mãos dos deputados. A proposta de emenda à Constituição 333/2004, que redefine o número de vereadores por municípios, a chamada PEC dos Vereadores, pode ser votada nesta semana pelo plenário da Câmara e aumenta em mais de 7 mil o número de vereadores. A proposta é ainda mais polêmica – e conta com o lobby dos prefeitos – porque reduz em R$ 1,2 bilhão por ano os recursos que todas as prefeituras têm que repassar para os órgãos legislativos municipais.
O texto propõe que o número de vereadores seja restabelecido de acordo com faixas populacionais. Ao todo, são 24 categorias, que, de acordo com os deputados, estabelecerão uma distribuição proporcional entre os municípios. Para a menor faixa (de até 15 mil habitantes), a Câmara poderá ter, no máximo, nove vereadores. A maior faixa é de 55 vereadores para os municípios com mais de 8 milhões de pessoas. Para se ter uma idéia, hoje, há municípios de 2 mil ou 3 mil habitantes com nove vereadores e municípios com 100 mil habitantes com apenas dez.
Crescimento no Rio
De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam) fez projeções e o Rio de Janeiro seria o Estado com o maior crescimento relativo em relação ao panorama atual, aumentando o seu número de vereadores em 35,3%. Pela proposta, seriam 353 novas vagas, portanto, 1.352 vereadores fluminenses.
Para que a proposta tenha efeitos práticos nas próximas eleições, segundo uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é preciso que a Câmara e o Senado tenham aprovado a matéria até 30 de junho, senão caberá ao TSE determinar a quantidade de cadeiras que estarão em jogo no dia 5 de outubro. A PEC, inclusive, surgiu após resolução do tribunal, em 2004, que reduziu o número de vereadores de 60.276 para 51.875, mas não alterou os recursos repassados às câmaras municipais.
– É uma proposta realmente polêmica, mas o bom senso vai prevalecer para que o cidadão seja bem representando e tenha seus anseios respondidos – diz o líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE).
Apesar de impactar diretamente no número dos vereadores, o ponto central e que ainda não há consenso para alterar o repasse das prefeituras para as câmaras. Pela emenda do presidente da Frente Parlamentar Municipalista, deputado Vitor Penido (DEM-MG), que ganha força para a votação, a média de repasse das Câmaras passaria dos atuais 3,08% para 2,87%.
O teto constitucional para o repasse fica de 4,5% para os municípios com até 100 mil habitantes, de 3,75% para os municípios de 100 mil a 300 mil habitantes, de 3,5% para os com faixa populacional entre 300 mil e 500 mil habitantes, e de 2% para os municípios com mais de 500 mil habitantes.
– É preciso fechar esta torneira. Há muitos gastos irregulares pelas câmaras, com má utilização dos recursos públicos. Por isso, o mais importante da proposta não é a definição dos números, mas cortar esses gastos – justifica Penido.
No texto original da PEC, criado pelo deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), nas cidades com até 100 mil habitantes, o teto do repasse seria reduzido de 8% para 7,5%, e teria percentual máximo de 4% para as cidades com mais de 3 milhões de pessoas. Nos bastidores, o pedetista trabalha para emplacar sua versão.
– O mais importante é que o número de vereadores já está fechado. O acordo quanto aos percentuais de recurso aos poucos se fecha – afirma Mattos.
Fonte: JB Online
Marcio Falcão
Brasília
A composição das próximas câmaras municipais de todo o país está nas mãos dos deputados. A proposta de emenda à Constituição 333/2004, que redefine o número de vereadores por municípios, a chamada PEC dos Vereadores, pode ser votada nesta semana pelo plenário da Câmara e aumenta em mais de 7 mil o número de vereadores. A proposta é ainda mais polêmica – e conta com o lobby dos prefeitos – porque reduz em R$ 1,2 bilhão por ano os recursos que todas as prefeituras têm que repassar para os órgãos legislativos municipais.
O texto propõe que o número de vereadores seja restabelecido de acordo com faixas populacionais. Ao todo, são 24 categorias, que, de acordo com os deputados, estabelecerão uma distribuição proporcional entre os municípios. Para a menor faixa (de até 15 mil habitantes), a Câmara poderá ter, no máximo, nove vereadores. A maior faixa é de 55 vereadores para os municípios com mais de 8 milhões de pessoas. Para se ter uma idéia, hoje, há municípios de 2 mil ou 3 mil habitantes com nove vereadores e municípios com 100 mil habitantes com apenas dez.
Crescimento no Rio
De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam) fez projeções e o Rio de Janeiro seria o Estado com o maior crescimento relativo em relação ao panorama atual, aumentando o seu número de vereadores em 35,3%. Pela proposta, seriam 353 novas vagas, portanto, 1.352 vereadores fluminenses.
Para que a proposta tenha efeitos práticos nas próximas eleições, segundo uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é preciso que a Câmara e o Senado tenham aprovado a matéria até 30 de junho, senão caberá ao TSE determinar a quantidade de cadeiras que estarão em jogo no dia 5 de outubro. A PEC, inclusive, surgiu após resolução do tribunal, em 2004, que reduziu o número de vereadores de 60.276 para 51.875, mas não alterou os recursos repassados às câmaras municipais.
– É uma proposta realmente polêmica, mas o bom senso vai prevalecer para que o cidadão seja bem representando e tenha seus anseios respondidos – diz o líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE).
Apesar de impactar diretamente no número dos vereadores, o ponto central e que ainda não há consenso para alterar o repasse das prefeituras para as câmaras. Pela emenda do presidente da Frente Parlamentar Municipalista, deputado Vitor Penido (DEM-MG), que ganha força para a votação, a média de repasse das Câmaras passaria dos atuais 3,08% para 2,87%.
O teto constitucional para o repasse fica de 4,5% para os municípios com até 100 mil habitantes, de 3,75% para os municípios de 100 mil a 300 mil habitantes, de 3,5% para os com faixa populacional entre 300 mil e 500 mil habitantes, e de 2% para os municípios com mais de 500 mil habitantes.
– É preciso fechar esta torneira. Há muitos gastos irregulares pelas câmaras, com má utilização dos recursos públicos. Por isso, o mais importante da proposta não é a definição dos números, mas cortar esses gastos – justifica Penido.
No texto original da PEC, criado pelo deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), nas cidades com até 100 mil habitantes, o teto do repasse seria reduzido de 8% para 7,5%, e teria percentual máximo de 4% para as cidades com mais de 3 milhões de pessoas. Nos bastidores, o pedetista trabalha para emplacar sua versão.
– O mais importante é que o número de vereadores já está fechado. O acordo quanto aos percentuais de recurso aos poucos se fecha – afirma Mattos.
Fonte: JB Online
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