BRASÍLIA - O Palácio do Planalto comemorou o desempenho do ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil José Aparecido Nunes Pires na sessão de ontem da CPI dos Cartões. Na avaliação de assessores do presidente da República, Aparecido deixou claro que nem a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) nem a secretária-executiva dela, Erenice Guerra, ordenaram a montagem de um dossiê com a relação de gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher, Ruth Cardoso.
Os depoimentos, disseram os assessores, serviram para mostrar, também, que os dados vazados para a imprensa são tão "banais" que não poderiam, como apontou a oposição, servir para chantagear o ex-presidente, parlamentares ou ex-ministros do governo tucano (1995-2002).
O governo gostou do depoimento porque, até agora, foi mantido o script desenhado para tirar o dossiê da berlinda da mídia e do Congresso. A afirmação de Aparecido, de que vazou as planilhas do dossiê "por descuido", faz parte de uma estratégia combinada com o Planalto para blindar a ministra Dilma.
O ex-secretário assume toda a responsabilidade por saber que, entre outros fatos, a sindicância interna do Planalto descobriu que ele pediu que os dados do dossiê fossem copiados para um pen drive de sua propriedade. A partir daí, afirmam no Planalto, ele ficou sem argumentos para dizer que recebera informações de alguém hierarquicamente acima dele.
Na tentativa de virar o jogo, os governistas batem agora na tecla de que a responsabilidade maior pelo vazamento das informações é do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e de seus assessor André Fernandes. Para o governo, a oposição, por meio do senador tucano, criou um "factóide" ao dizer que o dossiê serviria para chantagear a oposição e evitar investigações.
"O mais importante era entender o desfecho dessa novela rocambolesca. Saber por que o senador Álvaro Dias vazou documentos, um pseudodossiê, para prejudicar o ex-presidente Fernando Henrique e Ruth Cardoso, que são do partido dele e, depois, saiu acusando a ministra Dilma.
O Planalto diz, ainda, que, no devido tempo, provará que o que a oposição chamava de dossiê são dados digitados previamente em planilhas Excel para, depois, alimentar o banco de dados com as despesas do governo.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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