Publicado em 14 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Reportagens da Veja desmoralizam Mauri Cid e Moraes
Gilberto Celestino
Os absurdos continuam. Segundo depoimento do então comandante Baptista Junior à PF, em um encontro no Palácio da Alvorada, Bolsonaro teria sugerido atentar contra o regime democrático por meio de instrumentos previstos na constituição, como decretos de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), de Estado de Defesa ou de Estado de Sítio…
Êpa! Atentar contra o regime democrático utilizando instrumentos constitucionais? É isso mesmo? Quer dizer que todo decreto GLO feito até agora violou a Constituição, mesmo estando nela previsto?
BELA NARRATIVA – Ninguém pediu autorização nem confirmação do Congresso Nacional, é claro, porque nunca existiu decreto. Assim, “tramas golpistas” são muitas narrativas ditas e reiteradas por gente que deseja sempre o confronto e polarização política.
Gente que pouco liga para o país e deseja guerra política constante. Gente preguiçosa, que odeia trabalho e gosta muito de dinheiro fácil (dos cofres públicos)…
Ora, utilizando-se Garantia da Lei e da Ordem, as Forças Armadas já foram acionadas em operações de pacificação em comunidades diversas, como no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e no Espírito Santo para garantir a segurança pública nas ruas.
NOVA VERSÃO – Mas, a lacração (criadores de narrativas) quer fazer crer que seria a primeira vez na história que o presidente lançaria mão do recurso constitucional.
Outra: Em grandes eventos como a Copa do Mundo do Brasil em 2014, Copa das Confederações da FIFA e nos Jogos Olímpicos no Rio em 2016, as tropas foram mobilizadas em missões de GLO.
O mesmo ocorreu na visita do papa Francisco ao país na Jornada Mundial da Juventude, em 2013. Naquela oportunidade milhões de peregrinos vieram ao Rio de Janeiro para ver de perto o Sumo Pontífice recém-entronizado.
LIÇÃO HISTÓRICA – Ainda sobre essas medidas constitucionais, deu no Congresso em Foco:
“Comandante do Exército nos governos Dilma e Temer, o general Villas Bôas disse, em entrevista publicada pelo jornal O Globo (…)que o Brasil correu risco institucional durante o impeachment de Dilma Rousseff. Ele disse que a ex-presidente e dois parlamentares de esquerda chegaram a cogitar a decretação de um “estado de defesa”, quando o direito de reunião e de comunicação fica restrito por 30 dias. Mas Dilma negou a acusação e disse que Villas Boas precisava se explicar”.