quarta-feira, junho 25, 2025

Ex-comandante do Exército muda versão e defende Anderson Torres


Ex-comandante Freire Gomes afirma que Bolsonaro discutiu minuta golpista  semelhante à encontrada na casa de

Freire Gomes acusou e agora defende Anderson Torres

Eduardo Barretto
Estadão

O advogado Eumar Novacki, que defende o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, afirmou nesta terça-feira, 24, que Torres não participou de reuniões de teor golpista com o ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-comandantes militares. Mais cedo, Torres e o general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, fizeram uma acareação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesse procedimento, pessoas que deram versões conflitantes em um processo judicial ficam frente a frente para tentar esclarecer os fatos.

GENERAL MENTIU – “A acareação foi importante para esclarecer fatos que a defesa vinha sustentando: o ex-ministro da Justiça não participou de reunião com o ex-presidente e os ex-comandantes das Forças Armadas para discutir qualquer medida antidemocrática e tampouco assessorou o ex-presidente em medidas dessa natureza”, afirmou Novacki à Coluna do Estadão.

Durante a acareação, Freire Gomes mudou sua versão e disse que Torres “jamais opinou no sentido da quebra do Estado de Direito”, e que o ex-ministro “jamais incentivou qualquer ato fora da legalidade”.

O general afirmou não se lembrar de quais reuniões participou com Torres. Genericamente, citou reuniões ministeriais, ressaltando que podem ter acontecido antes da eleição de 2022.

ACUSAÇÃO FORTE – Anderson Torres é réu na ação penal do golpe. Foi acusado pela Procuradoria-Geral da República como uma espécie de assessor jurídico do golpe. A defesa nega que ele tenha escrito a minuta golpista para anular o resultado da eleição de 2022 e decretar intervenção no Tribunal Superior Eleitoral.

O documento foi apreendido pela Polícia Federal na casa de Torres. O advogado afirma que foi dado um “peso descomunal” a um arquivo “absurdo e apócrifo”, acrescentando que o material já circulava na internet.

O ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro ficou preso preventivamente entre janeiro e maio de 2024, por supostos crimes no 8 de Janeiro. Ele era secretário de Segurança Pública do Distrito Federal no dia do ataque golpista aos três Poderes. Desde maio do ano passado, Torres continua usando tornozeleira eletrônica e cumprindo medidas cautelares, como restrições de horário para sair de casa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Não se pode confiar na memória de Mauro Cid ou de Freire Gomes. Ambos são capazes de dar informações gravíssimas que depois são plenamente desmentidas, algo que não condiz com a missão de membros das Forças Armadas. Tenho vergonha dessa gente. (C.N.)


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