domingo, setembro 11, 2022

Nos EUA, Steve Bannon já está preso. Enquanto isso, aqui no Brasil, há uma outra realidade

Publicado em 11 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

EUA: aliado de Trump, Steve Bannon se entrega à Justiça em Nova York

Perdão de Trump a Bannon não tinha validade estadual…

Roberto Nascimento

O marqueteiro e investidor Steven Bannon, arquiteto das fake news que favoreceram a eleição de Donald Trump, foi preso sexta-feira em Nova York, acusado de lavagem de dinheiro, conspiração e formação de quadrilha. Bannon, que ainda é conselheiro da família Bolsonaro, recebia doações de campanha e usava o dinheiro para esquemas multimilionários, fraudando os doadores.

Centenas de investidores republicanos foram vítimas das trapaças de Bannon. Acreditaram nas crenças políticas do marqueteiro, e milhões de dólares foram desviados, objetivando o enriquecimento dele e de seus cúmplices;

PERDÃO PRESIDENCIAL – Uma das acusações é de que Bannon desviou um milhão de dólares das doações feitas para construção do novo muro na fronteira com o México.

Antes de deixar o cargo, Trump concedeu um perdão judicial ao seu marqueteiro, mas não contava que a decisão valesse somente para processos federais. E agora Bannon está sendo encarcerado no processo estadual, em que pode pegar 15 anos de cadeia.

Nos Estados Unidos, Bannon está liquidado, mas continua a influenciar a família Bolsonaro. Em relação à mecânica do Sete de Setembro, com atos nas ruas e discursos nos palanques de Brasília e Rio, a jornalista Malu Gaspar, de O Globo, mostrou que é semelhante à estratégia de Bannon. Além disso, é da grife dele a tática de causar uma desorientação nos eleitores, confundindo as massas através de fake news, posts e vídeos.

NOVA REALIDADE – Aqui no Brasil, a estratégia não está dando muito certo como em 2018, porque os resultados econômicos na vida real das pessoas está muito ruim, devido à carestia nas feiras e nos supermercados.

Nessa fase, os ataques do gabinete do ódio vão aumentar em todas as mídias e subir nas alturas no segundo turno, de modo a tornar o adversário num monstro do mal, para reconquistar votos perdidos devido aos múltiplos erros do governo nestes quatro anos.

Vamos aguardar os próximos capítulos da novela eleitoral, lembrando que No Brasil um deputndo federal também foi perdoado pelo nosso presidente, seguindo o exemplo de Trump. A diferença é que nos EUA a Justiça funciona melhor. Que inveja do sistema penal americano…

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