sábado, setembro 17, 2022

Em dois atos desumanos, Jair Bolsonaro mostrou que não governa para o povo

Publicado em 17 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

No cardápio da merenda escolar, produção agrícola local e familiar — PT no  Senado

Para muitas crianças, a merenda é sua principal refeição

Roberto Nascimento

Na reta final da campanha, o governo de Jair Bolsonaro acaba de dar dois tiros no pé, ao seguir orientação do ministro da Economia, Paulo Guedes, e agir de uma forma absolutamente desumana. O primeiro ato abominável foi o veto presidencial ao aumento da merenda escolar, que não tem reajuste desde 2017, ainda no governo Temer.

Só para ter uma ideia da aberração, para a refeição de cada estudante do Ensino Médio (adolescentes) são direcionados apenas 53 centavos, enquanto no Ensino Fundamental (crianças) para cada aluno são disponibilizados somente 36 centavos.

PRINCIPAL REFEIÇÃO – Sabe-se que, para muitas crianças brasileiras, a merenda escolar é a principal refeição do dia – em alguns casos, a única. A merenda tem o efeito benéfico de reduzir a evasão escolar, porque os pais estimulam seus filhos a não faltar as aulas, para terem melhor alimentação.

Vetar o reajuste seria uma ação de quem fala em Deus toda hora? Claro que não. Está parecendo uma vingança contra os mais pobres, porque a maioria está declarando voto em outro candidato, segundo as pesquisas.

Esta decisão foi terrível. Para mim, pessoalmente, um soco no estômago. Lembrei que, quando criança no Rio de Janeiro, na década de 60, precisava muito de peixe com arroz, macarrão com carne moída, angu com linguiça e ainda tinha o mingau de aveia. O presidente João Goulart exigia a melhor refeição para as crianças.

FARMÁCIA POPULAR – O segundo tiro no pé foi a redução dos repasses para a Farmácia Popular. O governo Bolsonaro (leia-se: Paulo Guedes) forçou a diminuição do ICMS dos Estados, prejudicando diretamente a Educação e a Saúde.

Depois, completou a perversidade, ao vetar o reajuste da merenda escolar e cortar 59% da verba da Farmácia Popular e de outros órgãos fundamentais para a vida do povo carente.

O corte no Orçamento da Farmácia Popular vai prejudicar 21 milhões de brasileiros, que precisam dos remédios de uso contínuo. A grande maioria é de pessoas que não têm condições financeiras para adquiri-los. Muitos estarão condenados à morte, pode-se até dizer.

MAU GOVERNANTE – Bolsonaro não governa para o povo; fez uma opção preferencial pelo centrão, pelas elites, pelos militares e pelos pastores neopentecostais

Um presidente militar, ex-capitão de família pobre, hoje nem liga para as crianças carentes. Vai na onda do seu ministro-parasita, o Guedes do paraíso fiscal, e corta verbas humanitárias. Foi o Guedes quem fez os cortes. Tem coração gelado, de pedra mesmo.

É claro que essas ações contra os pobres vão se refletir negativamente nas urnas em 2 de outubro, porque Bolsonaro dá ao povo com uma das mãos e tira com as duas. Esta é a realidade.

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