segunda-feira, março 28, 2022

Datafolha: 81% posicionam-se contra as fake news nas redes sociais da internet

Publicado em 28 de março de 2022 por Tribuna da Internet

Charge do Duke (otempo.com.br)

Pedro do Coutto

Pesquisa do Datafolha, reportagem de Joelmir Tavares, Folha de S. Paulo de domingo, revela que 81% da população, portanto, do eleitorado, são favoráveis a que as redes sociais excluam rapidamente as publicações que chegam aos seus canais transportando notícias falsas sobre o processo eleitoral.

Esse é o dado mais importante do levantamento que concluiu também que a maioria de 51% é a favor de que sejam suspensos os canais que enfrentam decisões da justiça ou que as ignoram, como foi o caso do Telegram.

FALSIFICAÇÕES – Mas enquanto 51% são favoráveis à exclusão pelos canais, 43% são contra, mas isso não quer dizer que apoiem as notícias falsas. Tanto não apoiam, que 81% pronunciam-se contrários ao veneno colocado para opinião pública que, entretanto, não se deixam iludir pelas falsificações.

A verdade predomina sobre as versões e narrativas que não oferecem solidez. Tanto que ao condenarem as fake news o eleitorado mostrou sua capacidade de distinguir entre o que é verdadeiro e o que é mentiroso. É possível que uma pessoa não saiba explicar algum fato, alguma situação, mas não saber explicar é uma coisa e saber distinguir é outra.

São impulsos que decorrem da comemoração que, no fundo, norteou a condenação por ampla margem de votos às fake news. A mentira nunca prevalece sobre a verdade, não resiste ao passar do tempo por mais rápido que seja.

PIB E DÍVIDA INTERNA – Em artigo publicado na edição de ontem da Folha de S. Paulo, o ex-presidente do Banco Central e fundador do Fundo Gávea de Investimentos, Armínio Fraga, focalizou a dimensão da dívida interna do país comprando-a com o Produto Interno Bruto brasileiro. Defende a colocação de estabilizadores automáticos para o equilíbrio da correlação entre um fator e outro.

Observa que a dívida interna está atingindo 85% do Produto Interno Bruto. Logo, para ele o endividamento interno oscila em cerca de R$ 6 trilhões. A equação é crítica. Armínio Fraga coloca bem a questão e lembra do custo dos juros sobre essa dívida que é gigantesca. Fraga não quis focalizar os números absolutos da incidência das taxas, limitou-se a dizer que o Brasil paga juros reais de 6% ao ano para todos os prazos escalonados para o endividamento e descontou, ao seu ver, a inflação dos juros pagos.

CONTENÇÃO DE DESPESAS – Creio que com base na taxa inflacionária de 2021, 10,7%, os juros pagos foram na realidade de 2 %. Mas essa é outra questão. Armínio Fraga defende uma política fiscal mais rigorosa e uma  redução dos gastos públicos. Sobre esse assunto, defende a contenção de despesas dos Três Poderes da federação, achando com isso que será aberto um espaço para reduzir os subsídios tributários. Aí já é um outro assunto. A maior despesa da União é com os juros, de agora 11,75%, sobre a dívida interna que segundo o cálculo do próprio Armínio Fraga oscila em R$ 6 trilhões.

Paulo Saldaña, em reportagem publicada ontem na Folha de S. Paulo, revela que os pastores do MEC, como são tratados agora Gilmar Santos e Arilton Moura, têm como ponto central de operações o Hotel Grand Bittar, em Brasília. Lá são acertadas as distribuições de recursos do FNDE em troca de depósitos às contas de igrejas evangélicas. A matéria inclui as etapas das negociações, sobretudo as que envolvem o pagamento de comissões em barras de ouro. Incrível.  

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