terça-feira, fevereiro 05, 2019

‘Se surgir necessidade’, será apurado, diz Moro sobre denúncia contra ministro


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Sérgio Moro mantém sua posição independente como ministro
Camila Mattoso e Ricardo Della ColettaFolha
O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou que a revelação envolvendo o ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio (PSL) divulgada nesta segunda-feira (dia 4) pela Folha será apurada “se surgir a necessidade”.
“Particularmente não sei se esta matéria é totalmente consistente. Se surgir a necessidade de apuração, será apurado”, declarou Moro, numa entrevista com jornalistas na qual apresentou um pacote anticrime que será enviado em breve ao Congresso Nacional.
Nesta segunda, a Folha revelou que Álvaro Antônio utilizou um esquema de candidaturas laranjas em Minas Gerais para direcionar verbas públicas de campanhas para empresas ligadas ao seu gabinete.
REPASSE – Durante a campanha eleitoral, o ministro era o presidente do diretório regional do PSL. A direção nacional do partido, após pedido do PSL mineiro, destinou R$ 279 mil a quatro candidatas, sendo que elas repassaram ao menos R$ 85 mil para a conta de empresas ligadas a Álvaro Antônio.
Questionado sobre o caso nesta segunda, Moro disse, num primeiro momento, que “é coisa do passado” “o tempo em que o ministro da Justiça atuava como advogado de membros do governo federal.”
“Não cabe ao ministro da Justiça fazer esse papel de defesa de situações apontadas em relação a membros do governo”, disse.
CABE AO MINISTRO – Apesar da declaração, Moro fez apenas um breve comentário sobre o caso envolvendo seu colega de Esplanada.  “Cabe ao ministro da Justiça assegurar que, havendo informações consistentes, que isso seja devidamente apurado pelos órgãos de investigação competentes”, disse.
“Quando fui convidado a assumir essa posição, o presidente [Jair Bolsonaro] disse muito claramente que ele é intolerante em relação a desvios e que os órgãos deveriam ter plena autonomia em realizar essa apuração. É o que vai acontecer em relação a todos os casos que aparecerem”, concluiu o ministro.
Procurado pela Folha, Álvaro Antônio negou que tenha se beneficiado de um esquema envolvendo laranjas e disse que “a distribuição do fundo partidário do PSL de Minas Gerais cumpriu rigorosamente o que determina a lei”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A Folha está forçando uma barra. O assunto deve ser apurado pela Justiça Eleitoral, se houver indícios consistentes, como diz o ministro Moro. Quanto a candidaturas com poucos votos, é o que mais existem, sem falar em servidores que se candidatam para tirar três meses de férias, outro fato muito comum.(C.N.)  

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