Ex-governador pede desculpas e confessa que mentiu quando chamou James Magalhães de “corrupto e incompetente”
REDAÇÃO
Temendo ser preso e ainda perder os direitos políticos, o ex-governador Ronaldo Lessa se retratou perante o desembargador James Magalhães, a quem chamou de “juiz corrupto e incompetente”. A retratação pública foi assinada por Lessa terça-feira 2, na audiência presidida pelo juiz Guilherme Masaiti Hirata Yendo, da 2ª Vara da Justiça Federal em Alagoas.
"Eu, Ronaldo Lessa, venho de público retratar-se das infundadas acusações que fiz contra o desembargador James Magalhães. Reconheço que tudo o que disse não passa de inverdades, com absoluta ausência de base que permita imputar ao magistrado conduta irregular. Afirmo que ao contrário do que foi dito por mim, o Dr. James Magalhães tem dado mostras de sua competência e honestidade", confessou Lessa na retratação.
O documento com pedido de desculpas e reconhecimento de que mentiu ao acusar o então juiz eleitoral James Magalhães, foi publicado como matéria paga na imprensa local, como decidiu o juiz federal.
Da Redação
Lessa se desculpa com juiz, mas não escapa da sentença de prisão
O ex-governador foi condenado recentemente em ação penal movida pelo juiz Celyrio Adamastor, acusado por Lessa de ser "um juiz corrupto e ladrão" Na sentença, o juiz federal Guilherme Masaiti Hirata Yendo, condenou o ex-governador a 1 ano e 6 meses de prisão, em regime semi-aberto. Em outra ação por danos morais, Lesa foi condenado a pagar indenização de R$ 300 mil ao desembargador Orlando Manso, também chamado de "ladrão" pelo ex-governador.
Com a retratação pública, Lessa não só se livra de uma segunda sentença de prisão como revela ter sido vítima da própria arrogância que caracterizou o seu desgoverno. "Sendo assim, finalizo cabalmente retratando-me de tudo quanto havia dito sobre o magistrado James Magalhães de Medeiros, e de tudo aquilo que o levou a processar-me criminalmente", diz o documento assinado por Lessa.
Lessa cumprirá pena de prisão por chamar outro juiz de ladrão
DO BLOG DE RICARDO MOTA - Depois da queda, o coice. Após ter de se retratar, ontem, das acusações feitas ao desembargador James Magalhães, o ex-governador Ronaldo Lessa se depara com uma decisão judicial ainda mais dura: ele vai ter de cumprir a sentença de prisão determinada pela Justiça Federal - por crime de calúnia e difamação contra o juiz Celyrio Adamastor.
A decisão do juiz da Primeira Vara Federal, Gui-lherme Hirata, já transitou em julgado e está em fase de execução. Segundo a publicação no Diário Oficial de ontem, os advogados do ex-governador perderam o prazo para a apresentação de recurso, que terminou em 19 de janeiro.
De acordo com a publicação, o Embargo apresentado pelos advogados de Lessa foi rejeitado por ser extemporâneo.
A sentença estabelecida pelo magistrado prevê cumprimento de um ano e quatro meses de prisão, transformada em serviços comunitários. Lessa terá, também, de pagar R$ 50 mil de in-denização ao juiz Celyrio Adamastor e ficará obrigado "à reclusão" nos finais de se-mana, na casa de custódia.
O processo teve início em 2005, quando o então governador Ronaldo Lessa acusou o magistrado de ser "corrupto e ladrão", num momento de fúria.
Adamastor estava atuando como Juiz Eleitoral, e o processo correu na Justiça Federal. O que motivou as declarações? O magistrado havia determinado a cassação do mandato do vereador Paulo Corintho, afilhado político de Lessa e acusado de abuso de poder econômico.
O juiz afirmou que vai dar entrada em outra Ação na esfera Cível, por danos morais, mas não quis falar mais sobre o assunto. Esta é uma questão, segundo ele, a ser resolvida pelo advogado Fábio Ferrário, que o representa no processo. .É uma situação complicada: Lessa já foi condenado pelo mesmo crime por acusações contra o desembargador Orlando Manso, sentença que foi confirmada pelo STJ.
Ontem, o ex-governador divulgou uma carta em que desdiz o que havia dito, na mesma época, sobre o então juiz James Magalhães, hoje desembargador. No documento, publicado pela imprensa, Lessa afirma que tudo o que falou "eram inverdades", outro nome dado à mentira.
Fonte: Jornal Extra Alagoas