Em carta encaminhada ao presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), a senadora Marina Silva (AC) comunicou ontem a sua saída da legenda com a justificativa de que o partido não ofereceu “condições políticas” para avanços na questão ambiental. Sem críticas diretas à legenda, Marina disse a Berzoini que sua decisão foi difícil, mas consciente —numa sinalização de que pretende aceitar se filiar ao PV.
“Não fiz nenhum movimento para que outros me acompanhassem na saída do PT, respeitando o espaço do exercício da cidadania política de cada militante. Não estou negando os imprescindíveis frutos das searas já plantadas, estou apenas me dispondo a continuar as semeaduras em outras searas”, diz Marina na carta. A senadora afirma que a resistência a tornar prioridade a discussão sobre a questão ambiental e do desenvolvimento sustentável não é algo exclusivo dos governos, mas também dos partidos políticos —num recado ao PT. “Partidos políticos em geral e vários setores da sociedade reagem a sair de suas práticas insustentáveis e pressionam as estruturas públicas para mantê-las”, disse. Em entrevista na qual anunciou sua decisão de deixar o PT, Marina agradeceu a um grupo de petistas que a pressionaram a permanecer na legenda, como o próprio Berzoini, os senadores Aloizio Mercadante (PT-SP), Tião Viana (PT-AC) e Eduardo Suplicy (PT-SP).
A senadora não mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva porque disse que não discutiu com o petista a sua saída da legenda. “Nós temos relação de respeito, amizade, companheirismo. Tomei para mim as palavras que ele disse a Ciro Gomes de que, quando o desaconselhavam [a disputar a Presidência], ele insistia”, afirmou. Marina evitou vincular sua saída do PT com a filiação ao PV, mas deu sinais claros de que vai aceitar o convite para ingressar nos quadros da legenda. Não seria ético, justo com o PT e com os meus companheiros e a minha trajetória, iniciar as conversações com outro partido. Eu tinha que me sentir livre para iniciar as conversas”, afirmou. A senadora disse que vai definir até o final do mês o seu destino político, quando termina o prazo previsto pela Legislação Eleitoral para filiações dos candidatos que vão disputar as eleições de 2010. Marina também disse que vai decidir, nos próximos meses, se aceitará o convite do PV para disputar a Presidência da República no ano que vem.
Fonte: Tribuna da Bahia
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