Instruir e capacitar técnicos em aproveitamento do umbu. É o que pretende a EBDA, autarquia da Seagri, com o curso que realizará hoje no Centrefértil de Irecê. Os profissionais da empresa serão qualificados para melhor orientar o agricultor familiar sobre a cultura do umbu e seu aproveitamento. Para o chefe do Centrefértil, Raimundo Luiz Rocha, os técnicos capacitados contribuirão mais e melhor no desenvolvimento dos agricultores da região, que passarão a beneficiar um produto disponível em todo o semiárido, usando mão-de-obra familiar, gerando renda adicional. “Com o aumento de conhecimento sobre a cultura, os técnicos, além de colaborar para a sustentabilidade econômica dos agricultores, repassarão as instruções aprendidas para o homem do campo”, explica Raimundo. O curso contará com aulas práticas e teóricas e será ministrado pelo engenheiro agrônomo da EBDA, Arnou da Silva Dourado. As técnicas para melhor aproveitamento de umbu na fabricação de doces, polpas, umbuzada e outras opções de utilização do fruto, além do consumo in natura, serão demonstradas no curso. A iniciativa é resultado da capacitação Convivência com o Semiárido, realizada pela Embrapa Semiárido, para técnicos, que aconteceu em Petrolina (PE). Uma das metas principais dessa capacitação é que os agricultores familiares aprendam a aproveitar o umbu, em todo o seu potencial, de maneira correta, explorando comercialmente a sua produção. O umbuzeiro é uma planta típica do semiárido brasileiro, tendo grande parte de sua concentração no estado da Bahia, onde em muitas regiões a colheita do fruto é fundamental para a sobrevivência das famílias agrícolas. O período de safra do umbu corresponde à entressafra das culturas alimentares tradicionais, e grande número de famílias agrícolas passa a depender da colheita do fruto para o seu sustento. O umbu é uma fruta de sabor agridoce, muito apreciada, porém bastante perecível. Colhida por famílias inteiras de agricultores, sua produção é quase que totalmente comprada por atravessadores, que pagam preços irrisórios pelo produto. Também a falta de tecnologia de produção e de aproveitamento do umbu concorre para o desestímulo dos agricultores em plantar o umbuzeiro de forma sistemática. A produção estadual é extrativista e o mau aproveitamento da planta, que muitas vezes é cortada para a extração da água armazenada nas suas raízes, poderá levar ao risco de extinção.
Fonte: Tribuna da Bahia
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