“A cultura nunca foi encarada como política pública e sempre foi entregue ao sabor dos interesses privados, até o momento em que se inicia o governo Lula”, disse o deputado Emiliano José (PT-BA) em discurso na Câmara Federal.O parlamentar ressaltou que, no governo atual, houve a clareza de que “o ser humano faz cultura sempre, em quaisquer condições”, e apresentou dados do IBGE que revelam que a cultura corresponde a 7% do PIB e a 5% de todo o emprego formal no Brasil. “Lula efetivou mudanças extraordinárias no campo cultural. Pela primeira vez na história temos uma política pública voltada para essa área. Só isso bastaria para marcar esse governo”. Emiliano lembrou a fala do ministro da Cultura, Juca Ferreira: “Quando se iniciou o governo Lula, não se encontrou sequer o conceito de política pública na área cultural. O ministério não tinha relação com o IBGE para que se construíssem informações sobre a cultura. Não se compreendia a cultura como uma necessidade essencial. Agora Lula dispõe de instrumentos elementares: números, indicadores, um retrato em branco e preto da situação do País”. Alguns dos indicadores apontados por ele são: somente 5% dos brasileiros entraram em um museu alguma vez na vida, apenas 13% vão ao cinema uma vez por mês, nenhum dos bens culturais chega a beneficiar 20% da população, mais de 90% dos municípios brasileiros não têm um cinema e/ou teatro. Quanto à Lei Rouanet, Emiliano disse que nos 18 anos de vigência houve concentração de renda, predominância de critérios privados e privilégios para uns poucos. E afirmou que o governo Lula propõe a reformulação da lei de modo a não permitir que o mercado continue a determinar os rumos da cultura no País.“De alguma forma, é preciso culturalizar a política. Aliás, é muito difícil pensar a política separada da cultura. É a cultura que propicia transformações profundas, como aquela que levou o presidente Lula ao governo em 2002. Aquela vitória política não decorreu apenas da luta política. Mas de uma transformação cultural significativa na mente e no coração do povo brasileiro”, concluiu.
Fonte: Tribuna da Bahia
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