quinta-feira, agosto 20, 2009

Médico perde registro e tem a liberdade negada

Luis Kawagutido Agora e Folha de S. Paulo
O médico Roger Abdelmassih, 65 anos, preso desde segunda-feira sob suspeita de cometer 56 estupros, teve seu registro profissional suspenso temporariamente. Ontem, a Justiça também negou a ele o direito de responder ao processo em liberdade.
Defesa vai recorrer ao Supremo
A reportagem apurou que a suspensão temporária do registro foi deliberada pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). Ela impede que Abdelmassih, um dos mais famosos especialistas em reprodução assistida, exerça a profissão caso obtenha o direito de responder ao processo em liberdade. O Cremesp, no entanto, não confirmou a informação.
O órgão deve dar uma decisão definitiva sobre o futuro profissional do médico em seis meses, mas antes disso a defesa de Abdelmassih pode recorrer da decisão tanto na Justiça quanto no Conselho Federal de Medicina.
As penas impostas pelo Cremesp podem ser advertência confidencial, censura pública ou perda do direito de exercer a medicina.
RecursoA decisão de negar ontem um pedido de habeas corpus feito pela defesa de Abdelmassih foi do desembargador José Raul Gavião de Almeida, da 6ª Câmara Criminal. Ele foi favorável à continuidade da prisão preventiva do médico que havia sido decretada pelo juiz Bruno Paes Straforini, da 9ª Vara Criminal Central, na última segunda-feira.
A defesa de Abdelmassih havia baseado seu pedido de liberdade provisória em uma série de argumentos, entre os quais o de que sua prisão havia se transformado em um "espetáculo circense" e de que o suspeito não oferece risco à ordem pública.
O desembargador não concordou com o argumento sobre a exposição na mídia da prisão do denunciado e afirmou que ele é perigoso e não pode ficar solto.
Alguns itens da denúncia foram considerados pelo desembargador para manter a prisão: a quantidade de crimes praticados (56), o longo tempo de atividade criminosa (desde a década de 70, segundo depoimento de uma mulher de Campinas), o fato de Abdelmassih se aproveitar da debilidade momentânea das vítimas --às vezes provocada por sedativos-- e a influência que ele exercia sobre as mulheres por ser médico e o local onde onde os crimes eram praticados, dentro da clínica dele, no Jardim América (zona oeste de SP).
Além de crimes sexuais, Abdelmassih é investigado por suspeita de sonegação fiscal e de executar procedimentos médicos ilegais, como a "sexagem" (escolha do sexo dos bebês) e a "turbinagem"( uso de material genético de mulheres mais novas em pacientes mais velhas). O médico está preso no 40º DP (Vila Santa Maria) desde segunda-feira.
Fonte: Agora

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