Os documentos mostram que os municípios de Jandaíra, Itapicuru, Rio Real, Paulo Afonso (parte), Santa Brígida, Pedro Alexandre, Jeremoabo (parte) Coronel João Sá, Antas, Cícero Dantas, Ribeira do Pombal e Ribeira do Amparo pertenciam a Sergipe.

Completamos no último dia 8 de julho 189 anos de Emancipação Política de Sergipe, todavia, todo ano nessa data vem átona entre nós sergipanos a questão das divisas originais de Sergipe com a Bahia. Posso dizer que ainda paira entre nós sergipanos o desejo de restabelecer as divisas originais. Os documentos históricos mostram que os municípios de Jandaíra, Itapicuru, Rio Real, (vizinhos ao Sul do estado) e Paulo Afonso (em parte), Santa Brígida, Pedro Alexandre, Jeremoabo (em parte) Coronel João Sá, Antas, Cícero Dantas, Ribeira do Pombal e Ribeira do Amparo pertenciam a Sergipe. Lembro que quando foi instalado os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte em 1987, o então senador Francisco Rollemberg apresentou a Emenda 587 que tratava-se da superfície territorial de Sergipe, a referenda emenda visava re cuperar apenas as faixas de terras compreendidas entre os municípios de Jandaíra, Itapicuru, Rio Real, a citada emenda foi acolhida pelo plenário da Constituinte mas doravante transferida para a emenda 586 que tinha como propósito examinar as fronteiras estaduais do país, incluindo ai a questão de Sergipe e Bahia que tinha como linha divisoria entre os dois estados os rios Itapicuru e Rio Real Grande.
Entendemos também que a verdade histórica deve ser acessível as novas gerações que desconhecem o clamor histórico dos nossos antepassados que lutaram bravamente em períodos distintos pra verem restauradas nossas verdadeiras dimensões territoriais. Protestaram sucessivamente os seguintes governadores Manoel da Cunha Galvão, em 1860; Tomaz Alves Júnior, em 1861; Cincinato Pinto da Silva, em 1865; Evaristo Ferreira da Veiga, em 1869; Francisco Cardoso Júnior, em 1869; Josino Menezes, em 1913; Oliveira Valadão, em 1915; Pereira Lobo, em 1920. Este artigo é também sinal que os sergipanos não silenciaram em mostrar também que ao longo dos séculos os sergipanos não esmoreceram e continuam pleiteando a reintegração dos seus territórios não devolvidos pela Bahia.
Muitos deputados defenderam com brilho, a reintegração das terras sergipanas, como observamos em pesquisa que ao longo dos anos Sergipe não se conformou e nem se conformará jamais. Em 1867 o deputado Bitencourt Sampaio, ofereceu um projeto que fixava os limites de Sergipe com Alagoas e Bahia; Em 1882, José Luiz de Coelho e Campos (deputado, senador e ministro do STF) apresentou um projeto também que reclamava para Sergipe o retorno aos limites com que foi elevado a Província; já em 1891 o deputado, o geógrafo e historiador, Filisbelo Freire, também tratou de um projeto que buscava dirimir de vez a questão territorial. No ano de 1913 o então deputado Moreira Guimarães empenhou-se no Congresso buscando uma solução conciliatória que pusesse fim a luta histórica.
Enfim, nessa pesquisa descobrir que os documentos históricos mostram que a querida Bahia se apropriou indevidamente de terras originalmente sergipanas, descobrir também que certa vez o Pe. Alfredo Passos disse:... que, de geração, em geração protestaremos. Portanto, no livro do então senador Francisco Rollemberg cita claramente que o governo da província da Bahia não cumpriu inteiramente o Decreto de 8 de Julho de 1820 e a Carta Régia de 5 de dezembro de 1822. Registra também que a independência SÓ SE CONSUMARÁ QUANDO SERGIPE RECEBER O JUSTO REPARO POR ESSA MUTILAÇÃO QUE FOI VÍTIMA.
*José Augusto dos Santos é editor do jornal Folha da Região/Estância-Se, jornalista, radialista e professor.
Fonte: http://www.joilsoncosta.com.br/
Comentário:
Fazendo uma reflexão a respeito da matéria acima, vou me ater a analisar a situação de Jeremoabo em relação a Sergipe.
Vamos começar pelas estradas, o cidadão sofredor sai de Jeremoabo com destino a Aracaju, se optar via Carira irá amargurar mais ou menos 90 km de estrada de barro muito das vezes intrafegável, quando entra no solo sergipano é estrada de esfalfo.
Trafegando via Cícero Dantas a situação ainda é pior, asfaltos cheios de crateras, só indo melhorar quando entra no Estado de Sergipe em Simão Dias.
Na educação sempre quem tinha condições partia com destino a capital Sergipana; apelando para emprego, a situação é a mesma, como aqui na localidade a quantidade de vagas e ínfima, muitos encontram uma tabua de Salvação também em Aracaju.
Bronca mesmo é na saúde, onde aqui na cidade de Jeremoabo existe um elefante branco apelidado de Hospital, onde há recursos financeiros, haja vista que foram assinados 26 (vinte e seis) contratos com médicos e dentista, só que muitos deles recebem o dinheiro como se trabalhando estivesses, porém são virtuais, iguais à linha imaginária, enquanto isso, a romaria em busca de atendimento médico em Aracaju já se tornou uma constante.
Poderia tecer comentários a respeito de gêneros alimentícios daquele estado que abastece a nossa cidade, ou então o comercio local, onde os principais estabelecimentos são de propriedades de Sergipanos.
Mas saindo dos considerandos e partindo para os finalmente, chegamos ao consenso que Jeremoabo desligou de Sergipe apenas no papel, porque na realidade sobrevive na sua dependência, é igual a filho que sai de casa mas continua na dependência dos pais.