O Governo do Estado, por meio da Embasa, investe R$59 milhões na construção do sistema de esgotamento sanitário no município de Paulo Afonso, no semi-árido, com o objetivo de solucionar o grave e antigo problema de saneamento básico. A rede atual está praticamente inoperante, por quebra ou obstrução, com o esgoto em estado bruto desaguando nos canais e lagoas da cidade, e, sobretudo, no Rio São Francisco, contribuindo para o seu processo de degradação.
O município possui mais de 100 mil habitantes, sendo que 1% da população é atendida com o serviço de saneamento. As obras já foram iniciadas e compreendem 184 km de tubulações em diâmetros diversos e uma estrutura de tratamento dos esgotos que envolvem gradeamento, caixas de areia, seis módulos de Dafa, dez elevatórias, leito de secagem e emissário. O destino final dos efluentes tratados será o São Francisco.
A obra de implantação do sistema exigirá muito esforço de todos os envolvidos na sua execução, pois a sede do município está situada sobre solo rochoso, o que implica numa grande quantidade de detonações para o assentamento das redes.
Os trabalhos são observados com ansiedade pela população. Pessoas como o José Joaquim dos Santos, morador da Rua 21 de Abril, no Bairro BTN 1 - um dos mais populosos da cidade. Enquanto observa a movimentação das máquinas e operários que abrem valas para o assentamento da tubulação, à frente de sua casa, ele comenta que a chegada do esgotamento sanitário vai mudar a vida das pessoas no local.
Antes conhecida apenas por abrigar a usina de geração de energia elétrica da Chesf, Paulo Afonso tem sua força econômica principalmente no comércio, uma atividade em franca expansão, principalmente pela localização estratégica, de fronteira com Alagoas e Sergipe. Quando estiver concluído, o sistema de esgotamento sanitário vai consolidar o seu processo de desenvolvimento.
Situada a 471 km de Salvador, a cidade, em função da topografia acidentada no seu entorno, das lagoas, canyons e do lendário rio que passa por ela, está se firmando no cenário nacional como um dos principais destinos para o chamado turismo de esportes radicais, envolvendo rallye, vela, rappel, bungee jumping, canoagem, entre outros.
Fonte: Tribuna da Bahia
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