Deodato Alcântara A TardePolícia Civil invadindo o Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, nos Aflitos, onde cumpriu mandado de busca e apreensão na sala do tenente-coronel José Augusto Tuy de Britto Oliveira (Departamento de Planejamento da PM); coronéis algemados (inclusive o ex-comandante-geral Antônio Jorge Ribeiro Santana, 56, preso quinta-feira passada junto com os colegas Jorge Silva Ramos e Sérgio Alberto Silva Barbosa); agentes e delegados cumprindo buscas nas casas dos oficiais, em duas delas sem a presença dos presos; isso, sem contar com a suposta exigência de um delegado de Polícia Civil para que oficiais que estavam sendo detidos se referissem a ele como “senhor”.Episódios ocorridos na operação Nêmesis – que prendeu 12 suspeitos em casos de corrupção nas compras da PM –, cuja discussão acirrou ânimos dos coronéis da ativa, em reunião realizada sexta-feira à noite, no QCG, tornaram se pivôs da situação de constrangimento entre as cúpulas das polícias Civil e Militar, que o secretário da Segurança, delegado federal César Nunes, e o governador Jaques Wagner, terão de administrar a partir de hoje.Três dos 28 coronéis presentes à reunião confirmaram o debate a A TARDE – o comandante em Barreiras, 857 km a oeste da capital, não estava; e o 30º, Silva Ramos (apoio logístico da PM), está preso. Os oficiais foram semelhantes nas declarações de que a maioria dos colegas pretende adotar medidas de não-cooperação às iniciativas da Polícia Civil. “Em alguns dias, um de nós vai se pronunciar publicamente sobre o assunto, estamos esperando a soltura dos colegas, com os quais vamos discutir esses episódios na prisão deles”, afirmou um coronel da cúpula da PM, que pediu para não ser identificado, uma vez que, segundo alegou, não teria “autorização do Comando”. Presente ao jogo Bahia x Vitória da Conquista, no Estádio de Pituaçu, ontem, o coronel Nilton Mascarenhas, comandante-geral da PM, não respondeu aos pedidos de A TARDE para comentar o assunto, após três contatos feitos por intermédio do capitão Dourado, que o acompanhava.Enquanto isso, no Quartel do Corpo de Bombeiros, onde os coronéis Santana, Ramos e Barbosa estão presos (no alojamento para oficiais), o domingo foi de várias visitas. Além de parentes, estiveram no quartel o advogado deles, Vivaldo Amaral, e pelo menos seis coronéis (como Franco e Lopes, ambos da Reserva) e oito oficiais de outras patentes.
Fonte: A Tarde
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