BRASÍLIA - O negócio principal da Gautama nos estados, de acordo com as investigações do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF), tinha como finalidade "a obtenção ilícita de lucros na contratação e execução de obras públicas, praticando, para tanto, diversos crimes autônomos, como fraudes a licitações, peculato, corrupção ativa e passiva, crimes contra o sistema financeiro nacional, dentre outros delitos".
A quadrilha envolvia, nas suas negociatas, empresários, servidores públicos e agentes políticos, como governadores e deputados. O esquema começava com a identificação nos ministérios de verbas destinadas a obras públicas nos estados e municípios. Depois, os integrantes cooptavam agentes políticos e servidores locais para que fossem fechados os contratos entre o governo federal e os governos estaduais.
Numa terceira fase, os integrantes da quadrilha agiam para que a Gautama vencesse as licitações para executar as obras. Essa etapa, de acordo com a denúncia, era a mais complexa. Era preciso, nessa fase, "acomodar" os interesses dos concorrentes e corromper os servidores públicos para que garantissem a vitória da Gautama. Superada essa etapa, a quadrilha começava a agir de fato para ganhar dinheiro com "o desvio e a apropriação dos recursos públicos".
"Nesta etapa eram apresentadas as medições periódicas, todas fraudadas, que eram aprovadas e os valores respectivos pagos, mediante a corrupção dos servidores públicos incumbidos de examinar os processos", disseram as subprocuradoras Lindôra Maria Araújo e Célia Regina Delgado, responsáveis pela denúncia encaminhada na segunda-feira ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Nos estados
No Maranhão, conforme as investigações, uma obra fraudada pela Gautama foi a de melhoria no sistema viário em diversas rodovias do estado. No total, a obra foi orçada em R$ 143 milhões. Em Alagoas, a obra fraudada pela Gautama foi a construção da barragem no Rio Pratagy, no valor total de R$ 77,7 milhões. Em Sergipe, a empresa executava a obra de construção do sistema da adutora do Rio São Francisco, cujo valor passava de R$ 128 milhões.
A Gautama teria corrompido os governadores de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), e do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e o ex-governador de Sergipe João Alves. Os três atuaram, de acordo com a denúncia, para beneficiar a empresa.
Somente no Piauí, onde a fraude da Gautama foi no Programa Luz Para Todos, que leva energia elétrica para áreas rurais, o esquema não teria envolvido o governador do estado, Wellington Dias (PT).
Fonte: Tribuna da Imprensa
Em destaque
Derrota de Flávio e Caiado em 2026 pode manter Bolsonaro preso por mais 10 anos
Publicado em 10 de abril de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Valdemar Costa Neto expõe pressão eleitoral no PL M...
Mais visitadas
-
Compartilhar (Foto: Assessoria parlamentar) Os desembargadores do Grupo I, da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Sergip...
-
Tiro no pé : É de se notar que nem os Estados Unidos fizeram barulho sobre o assunto pelo qual se entranhou a mídia tupiniquim
-
Hoje, Domingo de Ramos, 29 de março de 2026, faleceu o senhor Antonio Dantas de Oliveira , carinhosamente conhecido pela alcunha de T onho d...
-
. Nota da redação deste Blog - Que Deus dê todo conforto, força e serenidade para enfrentar este luto.
-
Quase um ano após o início da guerra Lula recebeu o Chanceler alemão Scholz. Na conferência de imprensa falaram da guerra na Ucrânia e Lula ...
-
Por Coisas da Política GILBERTO MENEZES CÔRTES - gilberto.cortes@jb.com.br COISAS DA POLÍTICA Quem cala consente? ... Publicado em 25/02/2...
-
: É com profundo pesar que venho comunicar aos eleitores de Jeremoabo o triste falecimento da Democracia em nossa cidade. No final deste des...
-
"A censura não me acusa de ter violado uma lei existente. Condena a minha opinião porque esta não é a opínião do censor e do seu amo...