quarta-feira, maio 14, 2008

Aparecido não aceita "cair sozinho"

BRASÍLIA - Um dia depois de ter acertado sua saída do Palácio do Planalto, o secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, não havia deixado o cargo até o início da noite de ontem. Ele estaria irritado com a atitude do governo, que decidiu aprovar sua convocação pela CPI Mista dos Cartões Corporativos.
A interlocutores, Aparecido confidenciou que não aceita "cair sozinho" e que poderá envolver publicamente Erenice Guerra, seu desafeto e braço direito da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no imbróglio de montagem do dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
O chefe do gabinete pessoal da Presidência da República, Gilberto Carvalho, foi destacado para tentar acalmar Aparecido. Mas, até a noite, não havia conseguido chegar a um acordo com Aparecido que, àquela altura, se recusava a pedir demissão da Secretaria de Controle Interno.
Ele estaria vinculando a sua saída à demissão de Erenice Guerra. Um dos interlocutores de Aparecido confidenciou que o secretário ficou particularmente irritado com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que anunciou, na véspera, seu afastamento do governo.
Naquele momento, a saída ainda estava sendo negociada entre Gilberto e Aparecido quando foi publicamente divulgada por Jucá. O governo conseguiu ganhar tempo para tentar convencer Aparecido a não fazer nenhuma revelação bombástica com o adiamento de seu depoimento à Polícia Federal, que deveria ter acontecido ontem. Até lá, espera que o secretário seja convencido a não envolver Erenice Guerra, o que conseqüentemente acabaria prejudicando a ministra Dilma Rousseff.
Fonte: Tribuna da Imprensa

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