Estima-se que 30% a 35% das mulheres em idade fértil sejam vítimas da tensão pré-menstrual (TPM). Terror de maridos e afins, a TPM pode provocar também grandes prejuízos à carreira profissional daquelas que sofrem alterações mais bruscas dos níveis de hormônio a cada ciclo de menstruação. Mas, o que poucas vítimas de TPM crônica sabem é que o mal tem cura e é possível conviver com a síndrome. Novos tipos de medicamentos têm revelado eficácia no controle dos sintomas.
Entre eles, humor alterado, irritabilidade e agressividade, acompanhados de dores, sintomas que são capazes de interferir em qualquer relação. Uma vez diagnosticada, a TPM, moderada ou severa, pode ser tratada com uma droga lançada recentemente, o Dieloft TPM. Ministrado durante 14 dias, o medicamento mantém o equilíbrio hormonal, reduzindo os efeitos da síndrome. Novos contraceptivos, com menor concentração hormonal, também têm se mostrado eficazes no controle dos sintomas.
A TPM é provocada pela descarga hormonal que precede a liberação de óvulos, predominantemente do hormônio progesterona. Paralelamente, há uma diminuição da serotonina, substância produzida pelo organismo e que causa sensação de bem-estar. “A progesterona exacerba a dor e a mulher se torna mais suscetível à irritabilidade”, destaca a ginecologista Mara Diegoli, coordenadora do Centro de Apoio à Mulher com TPM, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Contudo, antes da mulher procurar qualquer tipo de terapia, a ginecologista aconselha que o primeiro passo a dar é buscar o autoconhecimento. “Eu recomendo que ela anote num diário todos os sintomas que sente durante o mês: dores de cabeça, cólicas, inchaço, irritação. Se eles desaparecem logo após a menstruação, não se trata de TPM, pode ser um problema psíquico. Mas, se eles vão embora quando a menstruação chega, é preciso investigar para acertar no tratamento”, explica.
Exercícios físicos como terapia
Para os casos mais leves, contudo, o tratamento dispensa medicação, mas requer alguns cuidados. Mara recomenda exercícios físicos para elevar os níveis de serotonina, evitar sal e café, para reduzir os inchaços e a ansiedade, falar apenas o necessário durante os períodos mais críticos, para evitar declarações agressivas, e adiar decisões importantes, a fim de não correr o risco de sair do emprego ou terminar um relacionamento movida por impulso. E o mais importante: pratique o sexo. “A relação sexual, quando seguida de orgasmo, não somente reduz a tensão, mas também a irritabilidade e a congestão pélvica”, garante a ginecologista.
Fonte: Correio da Bahia
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