Após pergunta do senador, ministra se emocionou em depoimento e, para governo, venceu batalha na Casa
Andréia Sadi, do estadao.com.br
José AgripinoSÃO PAULO - O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia, negou que esteja arrependido e disse que foi "mal-interpretado" na Comissão de Infra-Estrutura , quando disse na quarta-feira que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, mentiu, sob tortura, durante o regime militar, e poderia, por isso, estar mentindo agora sobre o dossiê sobre gastos de Fernando Henrique Cardoso. "Não é que eu não me arrependa, eu fui mal-interpretado. Eu procuraria dar a mesma preocupação, sem citar a entrevista que ela deu. Para evitar que ela se emocionasse", disse em entrevista ao estadao.com.br.
A ministra foi convocada a comissão para prestar esclarecimentos sobre o Programa de Aceleração do Crescimento, mas foi questionada sobre o dossiê. Logo no começo da sessão,um pouco exaltada e emocionada, a ministra respondeu que mentiu, sim, porque era impossível dizer a verdade naquelas condições. "O que acontece ao longo do anos 70 é a impossibilidade de se dizer a verdade em qualquer circunstância. No pau de arara, com o choque elétrico e a morte, não há diálogo", disse. E atacou: "Qualquer comparação entre a ditadura e a democracia só pode partir de quem não dá valor a democracia brasileira".
O senador disse que a ministra se aproveitou de sua pergunta e se fez de vítima. " Ela fugiu da minha pergunta, fugiu do foco. Muito espertamente, ela se emocionou e não esclareceu, com isso, as questões sobre o dossiê. Quem fez e porque fez o dossiê, disse.
Para Agripino, o "desejo nacional" saiu enfraquecido com o depoimento da ministra. "Se alguém não ganhou no depoimento de ontem foi a sociedade brasileira, que não ouviu respostas conclusivas em relação ao dossiê".
E completou: "O PAC também, as respostas foram burocráticas. O PAC é na verdade uma peça de marketing. As respostas da ministra foram burocráticas".
Fonte: Estadão
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