sexta-feira, setembro 12, 2025

Placar de 4 a 1 em julgamento restringe recursos de Bolsonaro no STF

Foto: Ton Molina/STF/Arquivo
O ex-presidente Jair Bolsonaro12 de setembro de 2025 | 06:32

Placar de 4 a 1 em julgamento restringe recursos de Bolsonaro no STF

brasil

A definição nesta quinta-feira (11) do placar de 4 a 1 pela condenação de Jair Bolsonaro (PL) na Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) deve restringir as possibilidades de recursos a serem apresentados pela defesa do ex-presidente da República.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes —abolição do Estado democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado—, sob acusação de liderar uma trama para permanecer no poder.

Votaram pela condenação do ex-presidente o relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Apenas Luiz Fux votou pela absolvição.

O debate sobre a dosimetria das penas foi iniciado ainda nesta quinta-feira, por volta das 18h, após a conclusão do voto de Zanin.

Passado o julgamento, a corte ainda terá que publicar o acórdão com o resultado e os termos finais dos votos de cada ministro. Somente a partir daí é que começará a contar o prazo para a apresentação dos recursos possíveis.

Com o placar de 4 a 1, a tendência é que os recursos para o ex-presidente da República se limitem aos embargos de declaração. Os embargos infringentes, que poderiam levar o julgamento para o plenário do STF, não devem ser admitidos com esse placar.

Os embargos infringentes são cabíveis quando há voto divergente a favor do réu. Não se trata, porém, de algo garantido, porque precedentes do Supremo dos últimos anos têm imposto limites adicionais ao uso desse tipo de recurso.

Especialistas ouvidos pela Folha afirmam que, caso os ministros sigam o mesmo entendimento de um precedente anterior, Bolsonaro precisaria de dois votos que o absolvessem de pelo menos um dos crimes para que a tramitação dos embargos infringentes fosse admitida, o que não ocorreu.

Outros especialistas, por outro lado, não descartam que o processo atual possa levar a uma nova discussão sobre esses parâmetros.

Já os embargos de declaração —outro tipo de recurso possível— são reservados para situações em que a defesa entende que houve obscuridade, imprecisão, contradição ou omissão na sentença. Nesse caso, a discussão não vai para o plenário, mas para a Turma que julgou o caso. Ou seja, retornaria para os ministros Moraes, Dino, Fux, Cármen Lúcia e Zanin.

O prazo para a apresentação dos embargos de declaração é de cinco dias, contados a partir da publicação do acórdão.

Não há limite para a apresentação desses embargos, mas, caso a corte entenda que os recursos têm apenas a intenção de atrasar o encerramento do processo, poderá declarar que ele é meramente protelatório. O mesmo se aplica aos embargos infringentes.

Há, ainda, outras ferramentas processuais possíveis, como habeas corpus e mandado de segurança.

Marcelo Toledo/Folhapress

Politica Livre 

PF prende “Careca do INSS” e empresário suspeitos de fraudes contra aposentados

 Foto: Divulgação/Arquivo

A PF prendeu o Careca do INSS nesta sexta12 de setembro de 2025 | 06:59

PF prende “Careca do INSS” e empresário suspeitos de fraudes contra aposentados

brasil

A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (12) Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti, ambos suspeitos de envolvimento em um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A informação é do G1.

De acordo com a investigação, associações e entidades que prestavam serviços a aposentados cadastravam beneficiários sem autorização, usando assinaturas falsas, para descontar mensalidades diretamente das aposentadorias e pensões. Antunes é apontado como lobista e “facilitador” do esquema. O prejuízo estimado entre 2019 e 2024 pode chegar a R$ 6,3 bilhões. Em abril, quando a fraude veio à tona, o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi demitido.

Os agentes também cumprem mandados de busca e apreensão na residência de Antunes, suspeito de transferir R$ 9,3 milhões a pessoas ligadas a servidores do INSS entre 2023 e 2024. Camisotti é investigado como sócio oculto de uma entidade e um dos beneficiários diretos das fraudes. Em São Paulo, a PF também realiza buscas na casa e no escritório do advogado Nelson Willians.

Politica livre


Deputados dos EUA acusam Trump de minar a democracia brasileira ao proteger Bolsonaro ‘golpista’ e pedem fim de sanções

 Foto: Daniel Torok/Arquivo/Divulgação

Donald Trump12 de setembro de 2025 | 08:42

Deputados dos EUA acusam Trump de minar a democracia brasileira ao proteger Bolsonaro ‘golpista’ e pedem fim de sanções

mundo

Deputados democratas lançaram uma carta na noite de quinta (11), logo depois da condenação de Jair Bolsonaro pelo STF (Supremo Tribunal Federal), afirmando que o presidente Donald Trump abriu uma guerra comercial para “defender o seu colega líder da tentativa de golpe”.

Eles pedem que Trump encere “imediatamente seus esforços para minar a democracia brasileira”, suspendendo “tarifas ilegais que afetam a economia americana”.

Depois da condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, o chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, disse que ela foi injusta e que os EUA “responderão adequadamente a esta caça às bruxas”.

Afirmam ainda que o STF considerou Bolsonaro “culpado de conspirar para derrubar os resultados das eleições presidenciais de 2022” e que os EUA “devem apoiar o povo brasileiro neste momento em que começa a superar essa ameaça à sua democracia”.

“Esse caminho, no entanto, foi prejudicado pelos esforços do governo Trump para interferir nas instituições democráticas do Brasil, tendo imposto uma tarifa ilegal de 50% ao país para manipular esse processo judicial”, dizem os parlamentares.

Segundo eles, Trump atingiu também “as famílias americanas, que foram afetadas pelo que são, na prática, impostos”.

“Os interesses econômicos e de segurança nacional dos EUA sofreram danos colaterais, uma vez que o Brasil exporta cada vez mais os seus produtos para a China em detrimento dos Estados Unidos”, dizem.

O documento é assinado pelos deputados Gregory W. Meeks, membro do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes, Joaquin Castro, membro do Subcomitê do Hemisfério Ocidental, e Sydney Kamlager-Dove, co-presidente do Brazil Caucus, frente suprapartidária que trata das relações com o Brasil.

Novas adesões são esperadas para o documento, lançado no fim da noite de quinta.

Leia, abaixo, a íntegra:

“O sistema judiciário brasileiro concluiu o processo criminal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e o considerou culpado de conspirar para derrubar os resultados das eleições presidenciais de 2022. Os Estados Unidos devem apoiar o povo brasileiro neste momento em que começa a superar essa ameaça à sua democracia. Esse caminho, no entanto, foi prejudicado pelos esforços do governo Trump para interferir nas instituições democráticas do Brasil, tendo imposto uma tarifa ilegal de 50% ao país para manipular esse processo judicial.
“O facto de Trump ter travado uma guerra comercial para defender o seu colega líder da tentativa de golpe não só rompeu as relações entre os EUA e o Brasil, como também prejudicou as famílias americanas, que foram afetadas pelo que são, na prática, impostos. Os interesses econômicos e de segurança nacional dos EUA sofreram danos colaterais, uma vez que o Brasil exporta cada vez mais os seus produtos para a China em detrimento dos Estados Unidos.
“Exortamos Trump a encerrar imediatamente seus esforços para minar a democracia brasileira e acabar com essas tarifas ilegais que afetam a economia americana. Só então poderemos trabalhar para reconstruir essa parceria fundamental.”

Mônica Bergamo/FolhapressPolitica livre

Trump ameaça o Brasil e Eduardo Bolsonaro amplia crise diplomática com os EUA



Especialistas projetam cenários de prisão e perda de patente para Bolsonaro


PL suspende agenda de Michelle e concentra forças na sobrevivência política de Bolsonaro


Michelle viajaria ao Mato Grosso no próximo sábado

Luísa Marzullo
O Globo

O PL decidiu cancelar um evento que Michelle Bolsonaro faria no próximo sábado, em Sorriso, no Mato Grosso. A atividade estava marcada para o dia seguinte ao encerramento do julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), previsto para sexta-feira, e acabou sendo suspensa para que a ex-primeira-dama permaneça ao lado do marido no momento decisivo.

Em nota, o PL informou que “a decisão foi tomada em razão da atual situação pela qual o seu marido e presidente de honra do Partido Liberal, Jair Bolsonaro, está passando, de modo que a Sra. Michelle Bolsonaro ficará ao seu lado durante o desfecho do julgamento. Dessa forma, ela não poderia estar presente no evento em Sorriso”.

AGENDA – A legenda afirmou que o evento será reagendado e agradeceu a compreensão de apoiadores que já haviam se inscrito. O evento seria parte das ações do PL Mulher, em que a ex-primeira-dama tem viajado pelo país. O cancelamento tem peso simbólico. Michelle vinha assumindo papel cada vez mais ativo nas caravanas do PL.

O encontro em Sorriso seria mais uma oportunidade para consolidar sua imagem como porta-voz do bolsonarismo, que busca renovação. Dentro do partido, a avaliação é que não seria possível sustentar uma agenda de mobilização um dia após o julgamento que pode condenar o ex-presidente.

ALTERAÇÃO – Não é a primeira vez, nesta semana, que a agenda da legenda é alterada. O ato de filiação do ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, também foi adiado. Marcado para 12 de setembro, o evento acabou transferido para o dia 21, após integrantes da sigla afirmarem que o evento se tornaria o “velório de Bolsonaro”.

O julgamento de Bolsonaro na Primeira Turma do STF foi retomado na manhã desta terça-feira, com o voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes. Também estão previstas sessões para os próximos dias. Além do ex-presidente, outros sete são réus na trama do golpe.

Luiz Fux ganha 15 minutos de fama e consegue alegrar o irascível Trump


Fux cita inompetência do STF para julgar ação contra Bolsonaro | Agência  Brasil

Ministros se constrangeram com o tom ríspido de Fux

Vicente Limongi Netto

Voto solitário do vaidoso ministro Luiz Fux será trucidado no plenário da Suprema Corte no momento oportuno.  Apenas os ministros André Mendonça e Nunes Marques, notórios bolsonaristas,  estarão perfilados com ele. Sejamos práticos. Não precisa muita ginástica mental para saber que os outros 8 ministros seguirão o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes.

Como já fez o ministro Flávio Dino e fará a ministra Carmen Lúcia. Fux está encantado com o singelo e romântico voto longo e cansativo que proferiu na primeira turma.   Tornou-se o novo ídolo do centrão e dos bolsonaristas. Não sei, e muitos menos estudantes de direito, se este caviloso troféu vale a pena ostentar no peito.

REPERCUSSÃO – Fux mereceu migalhas do Jornal Nacional. Certamente já está pautado por correspondentes estrangeiros de revistas e jornais. Mas, e daí? É a vaidade de Fux contra argumentos irretocáveis, sólidos e irrefutáveis dos autos. David contra Golias.

Fux vai falar em Faculdades. Vai ser página amarela daquela revistinha pornográfica. Vai ganhar títulos de Honoris Causa, ao manter como santos o abominável homem das trevas, Jair Bolsonaro, e os outros 7 réus.

Merecem ser canonizados. O presidente do PL, Valdemar Costa Netto, já está providenciando. Não duvidem que aproveitando os momentos de glória do voto proferido, Fux se torne o novo xodó de Donald Trump.

E NO FUTURO… – Neste caso, quando se aposentar no Supremo Tribunal Federal (STF), e não está longe, poderá tornar-se consultor jurídico da Casa Branca para a América Latina. Ou, quem sabe, embaixador dos Estados Unidos no Brasil.

Será a glória para o jurista eterno defensor dos pobres e oprimidos. Com direito a visto perpétuo para passear na Disney, acompanhado pelos fujões Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo.

O espelho da casa de Luiz Fux está mais feliz do que pinto no lixo. Fux não sai de casa sem trocar ideias com ele. Para não perder o hábito, Fux pergunta com os olhos brilhando: “Espelho meu, há alguém mais vaidoso do que eu no judiciário brasileiro?”.


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