segunda-feira, junho 30, 2025

Demitido do PL após críticas a Michelle, Wajngarten reaparece em ato com Bolsonaro

 Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/Arquivo

Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social no governo de Jair Bolsonaro (PL)29 de junho de 2025 | 20:01

Demitido do PL após críticas a Michelle, Wajngarten reaparece em ato com Bolsonaro

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Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social no governo de Jair Bolsonaro (PL), esteve presente em manifestação na avenida Paulista, neste domingo (29), em São Paulo.

“Nunca abandonarei o meu grupo político. Mais do que nunca, com essa perseguição desenfreada, injustificada, inadmissível. Quanto mais gente, mais forte e maior o êxito”, afirmou Wajngarten.

“Eleição sem Bolsonaro em 2026 é uma eleição antidemocrática”, prosseguiu.

Foi Wajngarten, inclusive, quem organizou a cobertura da imprensa neste domingo, permitindo o acesso dos jornalistas ao hotel que concentrou Bolsonaro, deputados e governadores que discursaram na avenida Paulista, além do pastor Silas Malafaia.

Tido como braço direito do ex-presidente, Wajngarten foi demitido do PL em maio, após serem divulgadas mensagens dele com críticas a uma possível candidatura de Michelle Bolsonaro à Presidência da República.

Em mensagens de celular para o tenente-coronel Mauro Cid, Wajngarten uma notícia de que Michelle era cotada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, para concorrer à Presidência. Cid responde: “Prefiro o Lula”, com uma gargalhada. Wajngarten concorda e pergunta “em que mundo o Valdemar está vivendo?”.

Anna Virginia Balloussier e Carlos Petrocilo, FolhapressPolitica livre

Disputa em Alagoas ameaça futuro político de Lira e trava nomeação ao STJ

 Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/Arquivo

Arthur Lira, presidente da Câmara30 de junho de 2025 | 07:00

Disputa em Alagoas ameaça futuro político de Lira e trava nomeação ao STJ

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Até cinco meses atrás um dos personagens mais poderosos da República, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP) vê ameaçada a pretensão eleitoral em seu estado, Alagoas, fruto de uma disputa política que vem travando há oito meses a indicação pelo presidente Lula (PT) do próximo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

O preenchimento da vaga no tribunal foi, inclusive, um dos temas da conversa entre Lira e Lula no último dia 14, no Palácio da Alvorada.

Adversários do ex-presidente da Câmara afirmam que ele é o responsável por atrasar a indicação da procuradora Maria Marluce Caldas Bezerra, do Ministério Público de Alagoas, até que haja algum acerto sobre a formação das chapas majoritárias no estado em 2026, o que ele nega.

O ex-presidente da Câmara tem afirmado a interlocutores que não se opõe à indicação de Marluce e se queixa do que classifica ser uma narrativa falaciosa para enfraquecê-lo.

Lira tem a pretensão de disputar uma das duas vagas ao Senado, mas a lógica desse tipo de eleição em estados do Nordeste exige uma composição política prévia para aumentar as chances de êxito.

Tradicionalmente, os candidatos favoritos contam com apoio de clãs locais e principalmente de prefeitos, que atuam como cabos eleitorais destinados a cabalar o maior número de votos em suas cidades.

O plano A de Lira é concorrer ao Senado tendo como competidor viável apenas Renan Calheiros (MDB), que é seu adversário político e que vai disputar a reeleição. Com isso, a vitória de ambos estaria mais ou menos precificada.

Ocorre que recentes entendimentos entre o clã Calheiros e o prefeito de Maceió, JHC (PL), têm ameaçado esse plano.

De acordo com políticos locais, há a possibilidade de JCH deixar o PL e, em vez de disputar o Governo de Alagoas, como era o previsto, se candidatar ao Senado em dobradinha com Renan, criando obstáculos a Lira.

Se isso se confirmar, a chapa JHC-Renan seria completada pela candidatura ao governo de Renan Filho (MDB), senador licenciado e ministro dos Transportes.

É aí que a indicação da procuradora ao STJ entra.

Marluce é tia de JHC, que trabalha para emplacá-la no tribunal. De acordo com políticos alagoanos, o prefeito teria se comprometido a abandonar o barco de Lira e abrir caminho para Renan Filho na disputa estadual caso Lula confirme a indicação.

Com isso, Lula teria em 2026 um forte palanque em Alagoas, com seu atual ministro dos Transportes disputando o governo estadual, além de uma chapa ao Senado fiel, que incluiria um nome hoje popular em Maceió e que se desgarraria do PL e do bolsonarismo.

O problema, dizem adversários do ex-presidente da Câmara, é Lira.

Aliados do ex-presidente da Câmara afirmam que a equação vendida por JHC, que estaria se comprometendo com os diferentes atores políticos, não para em pé, já que algumas dessas possibilidades vão de encontro ao que teria sido acertado previamente: a candidatura do prefeito ao governo estadual, não o Senado.

A sinalização de aproximação de JHC com Lula é vista com cautela por aliados do presidente, já que o prefeito trocou o PSB pelo PL entre o primeiro e segundo turno das eleições presidenciais de 2022 para apoiar Jair Bolsonaro (PL), adversário do petista na disputa. JHC tem ensaiado há meses deixar o PL, mas até o momento esse movimento não foi concretizado.

Além de ainda manter grande influência no Congresso, tendo emplacado o seu sucessor, Hugo Motta (Republicanos-PB), Lira relata uma das principais propostas de interesse do governo, a que isenta o Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000.

De um lado, o grupo dos Calheiros critica Lira dizendo que ele foi responsável por levar um problema local ao presidente da República. De outro, aliados do ex-presidente da Câmara falam que foi culpa dos Calheiros envolver o petista nessa situação.

Um adversário de Lira diz que a lógica seria Lula atender aos Calheiros, que são seus aliados históricos, diferentemente do ex-presidente da Câmara. E que qualquer movimento diferente disso pode trazer ruídos na relação com essa ala do MDB que apoia o petista.

O motivo da ida de Lira ao Palácio da Alvorada no último dia 14 é fruto de controvérsia, de acordo com versões de pessoas a par do teor das conversas.

Alguns dizem que o ex-presidente pediu para acompanhar Hugo Motta no encontro, em que foi discutido com Lula a crise do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e o represamento das emendas parlamentares. Outros afirmam que Lira foi chamado.

Adversários do ex-presidente da Câmara dizem que ele pediu a Lula para não decidir a nomeação para a vaga ao STJ enquanto persistir a falta de acordo para a chapa majoritária em Alagoas em 2026.

Além de Marluce, integram a lista tríplice elaborada pelo STJ Sammy Barbosa Lopes, do Ministério Público do Acre —que também conta com apoios de peso, como o do corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell— e Carlos Frederico Santos, do Ministério Público Federal.

Aliados de Lira dizem que o presidente chamou o parlamentar para conversas de temas variados —como já ocorreu em outras ocasiões neste ano— e não com a premissa de falar do cenário em Alagoas. Ao final do encontro, que durou mais de duas horas, teria partido do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), trazer a indicação do STJ à tona.

Rui teria afirmado que eventual indicação de Lula não terá relação com o cenário político, e o petista repetido que não tomará nenhuma decisão sem discutir mais a fundo o tema com Lira.

O ex-presidente da Câmara tem dito a aliados que será candidato ao Senado em qualquer situação. O desejo do parlamentar é lançar um de seus filhos para uma vaga na Câmara.

Ranier Bragon e Victoria Azevedo/FolhapressPolitica Livre

Corregedoria abre sindicância sobre possível superfaturamento em obra do anexo do TJ-BA

 Foto: Divulgação

A licitação estabelecia um teto de R$ 60,2 milhões30 de junho de 2025 | 08:03

Corregedoria abre sindicância sobre possível superfaturamento em obra do anexo do TJ-BA

exclusivas

Uma investigação interna foi iniciada na última semana pela Corregedoria Geral de Justiça da Bahia para apurar possível superfaturamento em obras no prédio anexo do Tribunal de Justiça do Estado (TJ‑BA). O caso envolve um aditivo contratual de R$ 10 milhões, que elevou o valor total do projeto para aproximadamente R$ 68,7 milhões.

A obra, destinada à reforma e ampliação do anexo localizado no Centro Administrativo da Bahia, havia sido inicialmente orçada em mais de R$ 58 milhões. A construtora contratada, Andrade Mendonça, venceu a licitação e, posteriormente, firmou um aditivo que elevou o custo em cerca de 17,7%, acima dos limites previstos originalmente.

O fato ocorreu em setembro de 2019 na gestão de Gesivaldo Brito, conforme matéria publicada no site do TJ-BA (veja aqui).

A licitação estabelecia um teto de R$ 60,2 milhões. O aditivo, aprovado sob a justificativa de ajustes técnicos e ampliação de escopo, incluiu obras no térreo, reforço da estrutura metálica, revestimentos, adequações ao quarto pavimento e abertura de nova via de acesso.

O TJ‑BA justificou na ocasião que tais ajustes são comuns em projetos em execução e que o percentual de aumento permanecia dentro dos parâmetros legais. Alega-se que as alterações visavam garantir a segurança estrutural e a funcionalidade do edifício, com foco no interesse público e nas necessidades do serviço público.

A sindicância aberta pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Roberto Maynard Frank, abrange investigação dos contratos e possíveis atos irregulares cometidos por até cinco servidores do tribunal. A construtora também será convidada a apresentar explicações no prazo de dez dias.

Política Livre

Hugo Motta se reúne com 50 empresários na casa de João Doria em meio à crise com Lula

 Foto: Kayo Magalhães/Arquivo/Câmra

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados30 de junho de 2025 | 08:17

Hugo Motta se reúne com 50 empresários na casa de João Doria em meio à crise com Lula

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) se reúne nesta segunda (30) com cinquenta empresários em um jantar na casa do ex-governador de São Paulo João Doria.

O encontro se dará em meio à maior crise já enfrentada por Lula no Congresso Nacional em seu atual mandato, e no momento em que o presidente da República decide partir para o enfrentamento com o Centrão e com grupos econômicos que, na visão dele, rejeitam pagar mais impostos no Brasil.

Nesta semana, o PT lançou uma peça publicitária nas redes afirmando que “é hora de rachar a conta Brasil de forma mais justa: quem tem mais paga mais. Quem tem menos paga menos. E quem é a favor do povo, aprova essa ideia”.

Motta afirmou a interlocutores que o convite de Doria para o jantar foi feito antes do acirramento dos problemas entre ele e o governo.

O encontro, no entanto, está sendo lido como uma demonstração de apoio de empresários da Faria Lima ao presidente da Câmara.

Na semana passada, junto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Motta liderou a maior derrota do atual governo no Congresso.

Sem avisar o governo e nem os líderes partidários, Motta pautou a votação sobre os três decretos editados por Lula que aumentavam as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Por 383 votos para a derrubada do texto presidencial e 98 pela manutenção, os decretos foram suspensos.

Com isso, o Congresso retirou do líder petista, segundo cálculos de deputados aliados, cerca de R$ 10 bilhões, impedindo que ele avance em programas sociais e comprometendo sua disputa pela reeleição em 2026.

Lula, como antecipou a coluna, decidiu partir para o enfrentamento contra o Congresso e grupos econômicos representados por deputados no parlamento, abrindo a maior crise que seu governo já enfrentou neste mandato.

Mônica Bergamo/FolhapressPolitica Livre

Netanyahu e Trump representam uma ameaça concreta ao mundo

Publicado em 29 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Netanyahu agradece a Trump pelo “apoio comovente” - Crusoé

Netanyahu e Trump estão desequilibrando a ordem mundial

Marcos Augusto Gonçalves
Folha

O ataque “preventivo” contra o Irã determinado pelo premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, com a ajuda do presidente dos EUA, Donald Trump, é um sonoro e perigoso desastre. Em desrespeito às regras do direito internacional, um país foi agredido sob a alegação de que estaria prestes a produzir um artefato nuclear —paradoxalmente, no transcorrer de um processo de negociações diplomáticas a respeito do assunto.

Os dois líderes, notórios trampolineiros à frente de países com poderio nuclear, investiram numa ação irresponsável, acenando com resultados que não foram atingidos. O cenário global poderá agravar-se, oferecendo ao regime iraniano mais motivos para buscar a bomba, que lhe daria capacidade de defesa e influência regional.

DIZ O ISRAELENSE – Netanyahu justificou os ataques ao considerar que o Irã representa ameaça existencial a seu país. Como deveria então ser classificada a operação genocida em Gaza, que já vai muito além do que seria uma resposta legítima ao atentado terrorista do Hamas?

“Ameaça existencial” parece pouco para designar a campanha criminosa contra o povo palestino, que o palavreado oficialista chama de “obliteração” de Gaza — a destruição, a matança indiscriminada de civis, crianças e mulheres e a inominável tortura pela supressão de víveres.

E o que dizer da colonização o da Cisjordânia? Algum adulto na sala realmente acredita que Netanyahu tem em mente uma “solução de dois Estados”?

GUERRAS INEXPLICÁVEIS -Trump, que tende a considerar as manifestações de exaustão de boa parte da sociedade americana com guerras longínquas e injustificáveis, deixou-se atrair para a aventura, quem sabe por não resistir à tentação de exibir mais uma vez ao mundo o falo geopolítico e militar de seu país, que agora se confunde com o seu.

Os dois colegas de supremacismo e inclinações autocráticas são na realidade uma ameaça existencial a um mundo melhor. O republicano do movimento Maga (Make America Great Again) investe contra a ordem liberal, o livre comércio, as instituições democráticas e os direitos civis. Netanyahu é um criminoso de guerra, que coloca suas ambições acima de tudo.

Nada disso faz da teocracia que substituiu o regime do xá Reza Pahlavi alguma coisa menos sinistra do que sempre foi. O mundo não é um lugar de líderes virtuosos com índole secular e democrática.

SEM DIPLOMACIA – A realidade, para chover no molhado, é complexa, e o caminho da diplomacia e do multilateralismo seria o mais razoável, embora —ou por isso mesmo— poucas vezes tenha sido tão sabotado.

São sugestivos os sinais de que a ordem mundial de Trump leve em conta, do ponto de vista militar, o respeito às áreas de influência das superpotências —Rússia, China e sua América.

A Europa, ainda um polo de defesa de direitos e princípios civilizatórios, é empurrada para um limbo geopolítico —e o resultado será investir mais em militarização.

DITADURAS E AMEAÇAS – No Oriente Médio, Trump tenta dar as mãos para a ditadura monárquica da Arábia Saudita e o governo da extrema direita de Israel. Rússia e China se manifestam discretamente e não se metem.

Sendo assim, enquanto o conflito na Ucrânia prossegue e a guerra liderada por Israel também, não é improvável que a China logo se sinta mais à vontade para realizar seu projeto de anexação de Taiwan. Ameaça é o que não falta.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Excelente artigo. A pax mundial está realmente ameaçada, mas parece que ninguém liga mais para isso(C.N.)

Haddad entrou na fritura e Lewandowski está cada vez mais enrolado

Publicado em 29 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Nenhuma proposta de Haddad busca eficiência do gasto, diz Cbic

Haddad se acha “perseguido” pela Câmara e pelo Senado

Elio Gaspari
O Globo

A trombada do governo com o Congresso que resultou na revogação do aumento do IOF trincou o cristal de Fernando Haddad como ministro da Fazenda. Ele acreditou na mágica dos combos montados por sua ekipekonomika, atropelou colegas que poderiam vir a ser seus aliados, levou água para a banda que o detesta e jogou o governo num desastre parlamentar que estava agendado para o ano que vem.

Juscelino Kubitschek dizia que Deus poupara-o do sentimento do medo. O Padre Eterno não deu a Lula a graça da gratidão. Mesmo tendo sido um ministro da Fazenda leal e correto, depois do desastre do IOF, o companheiro Haddad não será mais o mesmo.

EREMILDO, O IDIOTA – Eremildo não entende Lewandowski. Realmente, é difícil, porque o entorno do ministro Ricardo Lewandowski não se aquieta. Tentaram criar uma poderosa Polícia Ostensiva Federal a partir da Policia Rodoviária e envenenaram um projeto de fortalecimento do aparelho de segurança pública.

Batidos, saíram-se com outra e tentam uma agência para combater o crime organizado. Eremildo é um idiota e até hoje não entendeu porque o ministro e sua turma querem criar novas repartições, quando o Ministério da Justiça tem no seu organograma a Polícia Federal, uma das poucas coisas que funcionam direito em Pindorama.

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