terça-feira, junho 24, 2025

A homenagem de Luiz Gonzaga que anima todo ano a Festa de São João


Os Grandes Momentos de Luiz Gonzaga

Luiz Gonzaga, o rei do Baião

Paulo Peres
Poemas & Canções

A festa de São João (24 de junho), ápice dos festejos juninos, com a trezena de Santo Antônio (13 de junho) e São Pedro (29 de junho), inspirou o sanfoneiro, cantor e compositor pernambucano Luiz Gonzaga do Nascimento (1912-1989), o popular Rei do Baião, a compor em parceria com José Fernandes a música “Olha Pro Céu Meu Amor”, cuja letra retrata uma estória de amor numa noite de São João.

Essa “marcha joanina” foi gravada por Luiz Gonzaga em 1951, pela RCA Victor.

OLHA PRO CÉU MEU AMOR
José Fernandes e Luiz Gonzaga

Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha praquele balão multicor
Como no céu vai sumindo

Foi numa noite, igual a esta
Que tu me deste o coração
O céu estava, assim em festa
Pois era noite de São João

Havia balões no ar
Xote, baião no salão
E no terreiro
O teu olhar,
que incendiou
Meu coração!


Ao pretender regular redes sociais, STF acabou caindo numa armadilha

Publicado em 24 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Polarização política é armadilha para STF ao regular as redes sociais, diz professor da ESPM | WWDeu na CNN

O Supremo Tribunal Federal (STF) se colocou em uma situação complexa ao direcionar o debate sobre a regulação das plataformas digitais para questões que polarizam a sociedade. Esta é a avaliação do advogado Marcelo Crespo, professor e coordenador do curso de Direito da ESPM, durante sua participação no programa WW Especial, da CNN.

O programa, apresentado pelo William Waack, abordou a responsabilização de plataformas digitais por conteúdos postados por usuários. O assunto é tema de julgamento no Supremo, que deverá retomá-lo nesta quinta-feira, dia 25.

POLARIZAÇÃO – Segundo Crespo, o debate no STF acabou se concentrando em aspectos que pressionam a sociedade de forma midiática, resultando em uma polarização entre esquerda e direita.

“É bastante comum a gente ver pessoas discutindo esse tema, dizendo que se você defende o Supremo você está defendendo a esquerda, e se você defende a liberdade de expressão você está defendendo a direita”, explica o professor.

O especialista destaca que o STF acabou amplificando o debate sobre o artigo 19 do Marco Civil da Internet, que estabelece a necessidade de decisão judicial para remoção de conteúdo. “É uma tese muito ingrata você discutir se um dispositivo legal criado por meio do Congresso Nacional, debatido na sociedade, e que demanda uma decisão judicial para a remoção de conteúdo, estabelecer que isso é inconstitucional”, pondera Crespo.

EM OUTRO CONTEXTO – Na visão do professor, se esse debate ocorresse em outro contexto, fora da polarização entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL) e dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, o Supremo poderia ter adotado uma postura mais cautelosa.

“Me parece que eles entraram numa espécie de armadilha, estão amplificando a aplicação do que eles vão ter que modular para algo muito mais amplo do que seria o ideal num debate sobre a constitucionalidade do artigo 19”, afirma.

Crespo ressalta que o modelo que será colocado à prova não tem paradigmas, o que dificulta a previsão das principais consequências. O professor conclui que o STF terá que modelar sua decisão, mas questiona como fazê-lo, se esse debate está acontecendo nos bastidores e como o ministro Barroso está buscando alinhar os votos para alcançar um consenso sobre a liberdade de expressão.


Israel e Irã respeitaram o cessar-fogo, mas Gaza e Ucrânia seguem em guerra

Publicado em 24 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Guerra na Ucrânia: Veja mapas e fotos das batalhas mais importantes do 1º  ano do conflito | Mundo | Valor Econômico

Enquanto isso, na Ucrânia, nada de novo no front ocidental

Jamil Chade
do UOL

O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou nesta terça-feira Israel e Irã de violarem o acordo de cessar-fogo. Segundo a Casa Branca, ele teria ligado do Air Force One, nave que o transportava para a cúpula da OTAN, ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, dando uma mensagem “direta” sobre a necessidade de suspender os ataques.

“O primeiro-ministro entendeu a gravidade da situação e as preocupações expressas pelo presidente Trump”, disse a Casa Branca. Em seguida, Netanyahu anunciou que seu país se abstém “de novos ataques”.

EXPECTATIVAS – “Na ligação, o presidente Trump expressou seu profundo apreço por Israel, dizendo que o país havia alcançado todos os objetivos da guerra. Ele também expressou confiança na estabilidade do cessar-fogo”, disse o comunicado do governo dos EUA.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que respeitará o acordo de trégua se Israel também o fizer. ”Se o regime sionista não violar o cessar-fogo, o Irã também não o violará”, afirmou durante uma conversa telefônica com o primeiro-ministro malaio, Anwar Ibrahim, de acordo com o site da presidência.

Fontes diplomáticas confirmaram ao UOL, entretanto, que o status do cessar-fogo “é uma grande incógnita”. A esperança de negociadores é de que as acusações e disparos da madrugada desta segunda-feira sejam apenas um esforço político de ambos os lados para ter “a última palavra” antes de os canhões silenciarem.

TRAGA SEUS PILOTOS – Diante das acusações mútuas entre Israel e Irã, Trump foi às redes sociais e ordenou que Israel parasse os ataques. “Israel, não jogue essas bombas. Se vocês fizerem isso, será uma grande violação. Traga seus pilotos para casa agora”, disse. Minutos depois, o presidente afirmou que Israel não atacaria o Irã. “Todos os aviões vão fazer a volta e ir para casa”, afirmou, reassegurando a validade do cessar-fogo.

Na segunda-feira, para a surpresa da comunidade internacional, Trump afirmou que tanto Israel como o Irã tinham aceitado o acordo e que ele iria entrar em vigor seis horas depois daquela declaração, à meia-noite do horário de Washington.

Os dois países, porém, se mantiveram em silêncio e houve dúvida se o acordo existia de fato. Mas, no horário estabelecido, o governo israelense confirmou que concordou com a proposta, 12 dias após dar início ao conflito militar direto com o Irã.

CONFIRMAÇÃO – “Israel agradece ao presidente Trump e aos EUA por seu apoio na defesa e sua participação na eliminação da ameaça nuclear iraniana”, disse o governo.

“Em vista da realização dos objetivos da operação e em total coordenação com o presidente Trump, Israel concordou com a proposta do presidente para um cessar-fogo bilateral”.

O acordo, porém, foi atingido depois de Israel ter “alcançado todos os objetivos da operação, removendo a dupla ameaça existencial imediata de si mesmo – tanto no campo nuclear quanto no de mísseis balísticos”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Temos uma oportuna e fugaz esperança de paz, até porque Israel e Irã já estavam ficando sem munição. Infelizmente, porém, seguem os ataques em Gaza, porque Israel não recua do sonho da usurpação de todo aquele litoral. E neste eterno mundo cão, nada de novo no front ocidental. (C.N.)

Perfil do Instagram investigado no STF com críticas a delação é vinculado a email de Mauro Cid

 Foto: Ton Molina/STF/Arquivo

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL)23 de junho de 2025 | 20:40

Perfil do Instagram investigado no STF com críticas a delação é vinculado a email de Mauro Cid

brasil

Um documento enviado pela Meta ao STF (Supremo Tribunal Federal) mostra que o perfil no Instagram @gabrielar702 foi aberto em 19 de janeiro de 2024 em email vinculado ao tenente-coronel Mauro Cid.

O email maurocid@gmail.com foi criado pelo militar em 2005, no início de sua carreira como oficial do Exército. O mesmo endereço já foi citado em outras investigações contra o tenente-coronel, como a da venda dos presentes de Estado recebidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A resposta da Meta, que é proprietária da plataforma, reforça a suspeita de que Mauro Cid era o dono do perfil na rede social que manteve contato com o advogado Luiz Eduardo Kuntz sobre detalhes de sua delação premiada com a Polícia Federal.

O tenente-coronel negou ao Supremo a titularidade da conta. “Esse perfil não é e nunca foi utilizado por Mauro Cid, pois, ainda que seja coincidente com o nome de sua esposa, com ela não guarda qualquer relação”, disse a defesa de Cid.

O uso da conta no Instagram ficou conhecido após o chefe da equipe de defesa de Bolsonaro, Celso Vilardi, ter perguntado ao militar durante depoimento em 9 de junho se havia usado o perfil para conversar com amigos.

Cid disse que não tinha usado o perfil e que o desconhecia. Na última semana, porém, Kuntz apresentou ao STF a íntegra das conversas que supostamente manteve com Mauro Cid de janeiro a março de 2024 por meio da rede social.

O perfil da rede social enviou mensagens, em primeira pessoa, com críticas ao processo de delação, alegando que se sentiu pressionado pela PF em depoimentos e que os investigadores teriam um objetivo preestabelecido de prender Bolsonaro.

Cézar Feitoza/FolhapressPolitica Livre

Bolsonaro admite que Eduardo não concorrerá ao Senado e se irrita com disputa por vaga

 Foto: Saulo Cruz/Arquivo/Agência Senado

O ex-presidente Jair Bolsonaro24 de junho de 2025 | 07:22

Bolsonaro admite que Eduardo não concorrerá ao Senado e se irrita com disputa por vaga

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Jair Bolsonaro (PL) já admite a interlocutores que o filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), não concorrerá ao Senado por São Paulo. Nas conversas, o ex-presidente demonstra irritação com o fato de a corrida pela vaga já ter sido aberta, com políticos se colocando como pré-candidatos sem consultá-lo —e sem ter nem mesmo certeza de que o filho já abriu mão da disputa.

Bolsonaro disse que a escolha do substituto de Eduardo Bolsonaro para concorrer à vaga será dele, e de ninguém mais. Entre os que já manifestaram o desejo de disputar a vaga estão o deputado pastor Marco Feliciano (PL-SP), o ex-secretário da Cultura do governo Bolsonaro, Mário Frias (PL-SP), o presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL-SP), e o de Ricardo Salles (Novo-SP), que teria maior dificuldade por não ser mais filiado ao PL.

Em desabafo recente, disse: “Essa escolha é minha”, segundo relatos feitos à coluna.

Aliados do ex-presidente afirmam que as falas do ex-presidente indicam dois caminhos possíveis: Eduardo não volta mais dos EUA, e fica sem cargo eletivo a partir de 2027 _ou, o que é mais provável, volta para se candidatar a presidente da República ou a vice na chapa de algum candidato de direita abençoado pelo pai.

A demora de Bolsonaro em admitir que não será candidato a presidente da República tem inquietado políticos de direita. Em encontro recente com empresários em Brasília, o líder do PP na Câmara, doutor Luizinho, afirmou que o ex-presidente está “atrapalhando a direita” ao não apontar quem terá seu apoio na corrida ao Planalto.

A escolha definirá também quem será o vice —que, tudo indica, será da própria família Bolsonaro.

Mônica Bergamo/FolhapressPolitica Livre

Histórico militar eleva pressão sobre tenente-coronel Cid em acareação com general Braga Netto

 Foto: Ton Molina/STF/Arquivo

O tenente-coronel Mauro Cid24 de junho de 2025 | 07:26

Histórico militar eleva pressão sobre tenente-coronel Cid em acareação com general Braga Netto

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O ex-ministro Walter Braga Netto e o tenente-coronel Mauro Cid vão ficar frente a frente no STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (24) para a primeira acareação do processo sobre a trama golpista de 2022.

O principal ponto a ser esclarecido nessa fase será a suposta entrega de dinheiro vivo do general da reserva Braga Netto ao ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL). Segundo a denúncia, o recurso foi utilizado para ações golpistas de militares.

Braga Netto é amigo do pai de Cid desde a década de 1970, quando se conheceram na Academia Militar das Agulhas Negras. Foram contemporâneos no Alto Comando do Exército. As esposas dos generais são amigas de longa data, e o ex-ministro conhece o delator desde criança.

A nova fase na história das famílias, colocando o general do lado oposto do tenente-coronel, faz da acareação um dos momentos mais tensos da ação penal contra o núcleo principal da trama golpista.

Dois generais ouvidos sob reserva pela Folha destacam que o histórico militar dos dois deve tornar a audiência ainda mais sensível. Mauro Cid, tenente-coronel treinado para viver sob rígida hierarquia e disciplina, terá de se contrapor ao general quatro estrelas Braga Netto.

A audiência foi solicitada por Braga Netto, que está preso desde dezembro. A acareação é utilizada em processos judiciais para confrontar pessoas que prestaram declarações divergentes sobre os mesmos fatos. Neste caso, os dois réus devem ficar na mesma sala para discutir as diferenças das versões.

Além de Cid e Braga Netto, uma segunda acareação será feita entre o réu Anderson Torres —ex-ministro da Justiça— e o ex-chefe do Exército Marco Antônio Freire Gomes, testemunha do processo. As sessões serão fechadas à imprensa, sem transmissão.

A principal controvérsia que deve ser colocada na acareação entre Cid e Braga Netto é a suposta entrega de dinheiro do ex-ministro para um militar que, segundo a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República), planejava a prisão e o assassinato de Moraes.

Cid disse ao Supremo que recebeu dinheiro vivo do ex-ministro, no fim de 2022, para que os recursos fossem entregues para um militar que planejava a prisão e o assassinato do ministro Alexandre de Moraes.

Em depoimento há duas semanas, Cid foi questionado sobre o episódio pela defesa de Braga Netto. O militar disse que não se lembrava de detalhes importantes do caso, como dia, horário e local em que o dinheiro teria sido entregue.

“Eu deixei [a caixa com o dinheiro] no batente da minha mesa, para ninguém ver. Me foi entregue; o local efetivo, não me lembro. Se foi na garagem ou outro lugar. Mas lembro que me marcou porque eu deixei do lado do meu pé, para ninguém mexer”, afirmou.

Braga Netto negou ao Supremo que tenha buscado dinheiro a pedido de Cid. Ele disse que a declaração do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro foi um “equívoco”.

O general disse que Cid o procurou pedindo dinheiro. Ele afirmou acreditar que se tratava de contas de campanha atrasadas e que, por isso, o orientou a procurar a tesouraria do PL

“Morreu o assunto. Eu não tinha, como eu disse, contato com empresários, então eu não pedi dinheiro para ninguém e não entreguei dinheiro nenhum para o Cid”, afirmou.

Os depoimentos de Braga Netto e Cid também divergem sobre uma reunião entre os dois e militares amigos do tenente-coronel ocorrida na casa do general em 12 de novembro de 2022.

Cid disse ao Supremo que o encontro foi marcado a pedido dos militares amigos —e também réus— Rafael Martins de Oliveira e Hélio Ferreira Lima.

No encontro, segundo a versão de Cid, os militares reclamaram da eleição de Lula e se colocaram à disposição para auxiliar em ações que pudessem mostrar apoio popular ao ex-presidente Bolsonaro.

“Foi uma conversa nesse nível, inicialmente desse nível: o que poderia ser feito, o que deveria ser feito, sempre nessa toada. Mas não teve nada, naquele momento que eu estava presente, de radicalismo ou de planejamento, ou de apresentação formal de alguma ideia”, disse Cid.

O tenente-coronel disse que saiu da casa de Braga Netto cerca de 15 minutos depois do início da conversa porque tinha assuntos da Presidência a tratar. Ele afirmou ainda que foi orientado pelo próprio ex-ministro a deixar sua casa porque seriam discutidos “assuntos operacionais”.

Braga Netto disse que Cid mentiu em seu depoimento e que só recebeu os militares porque eram amigos do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

No caso envolvendo Anderson Torres, a defesa dele questiona declarações do ex-comandante do Exército sobre a participação em reuniões para tratar da trama golpista.

Freire Gomes disse que o ex-ministro esteve em reuniões com os chefes das Forças Armadas para dar explicações jurídicas sobre as minutas de decreto golpista que circulavam pelo Palácio da Alvorada em 2022.

“Que participou de algumas reuniões com a presença do então ministro da Justiça Anderson Torres; que nas reuniões Anderson Torres explanando o suporte jurídico para as medidas que poderiam ser adotadas”, diz trecho do termo de depoimento do militar.

No último mês, como testemunha do processo, Freire Gomes voltou a afirmar que lembra que Torres participou de “apenas uma ou duas” reuniões com os ex-comandantes na época. “Ele nunca interferiu, nunca me procurou particularmente e, mesmo nas reuniões, ele não opinava sobre esse assunto, que eu me lembre”, disse.

A defesa de Anderson Torres nega. Como prova de que os dois não estiveram juntos, o advogado Eumar Novacki pretende levar os registros de entrada e saída do Palácio do Alvorada para argumentar que a versão de Freire Gomes é falsa.

Cézar Feitoza/FolhapressPolitica Livre

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