sexta-feira, junho 20, 2025

“Nova tática” eleitoral dificilmente supera o cansaço em relação a Lula


LULA VOLTA AO TRABALHO DEPOIS DO TOMBO, ENQUANTO A OPOSIÇÃO PREPARA UM NOVO  PEDIDO DE IMPEACHMENT - Jônatas Charges - Política Dinâmica

Charge do Jônatas (Arquivo Google)

William Waack
Estadão

O público-alvo são as faixas de renda de até dois salários mínimos, nas quais Lula costumava manter sólida vantagem eleitoral sobretudo no Nordeste. É nesse segmento que políticas de assistência social têm funcionado menos, mas é onde se espera que a tática do “ricos contra pobres” produza algum tipo de galvanização.

Ocorre que o grande problema é exatamente o eixo central em torno do qual tudo gira: Lula. É impossível para os estrategistas no Planalto admitirem que na erosão estrutural da imagem do presidente reside seu maior obstáculo. O que se cristaliza em largas parcelas do eleitorado é a percepção de um governo inoperante, sem liderança efetiva, sem uma mensagem clara.

MAIS LULA – Empenhado agora em ampliar a exposição de Lula, o que equivale a insistir numa tática que as pesquisas demonstram não estar funcionando – Lula aumentou o tempo de palanque, mas os números a favor não subiram.

É insistir no enredo e formato da época em que uma novela parava o País, quando agora o “streaming” está substituindo a novela – também nas faixas mais pobres.

É difuso, porém extraordinariamente poderoso, o tipo de sentimento que está se sedimentando em relação a Lula e seu governo. Chama-se cansaço. Para combate-lo estão vestindo o velho personagem com as roupas empoeiradas de antigamente. Até isso cansa.

A “fórmula mágica” adotada pelo Planalto para manter esperanças de vitória em 2026 é basicamente retornar ao Lula do “rico contra os pobres” de uns 30 anos atrás. É quando ele perdia eleições.

MUITO DESGASTE – Implícita nessa postura está a constatação, também dentro do Planalto, de que o “simples” assistencialismo não funciona mais como fábrica de votos. Daí a “pegada” mais agressiva, abraçada também pelo ministro da Fazenda – que está devolvendo ao “mercado” o aberto desprezo com que vem sendo tratado nos bastidores.

Assim, em vez de “luta de classes”, fala-se em “justiça fiscal” para explicar aumento de impostos para empresas e classe média” – de onde se pretende extrair os tapa buracos no orçamento público causados pela política fiscal irresponsável (aliás, não só do Executivo). Afinal, são “ricos”, então paguem. E, se estão reclamando, é porque nós (o governo) estamos fazendo a coisa certa.

CONTA DE LUZ – Uma medida de caráter descaradamente populista, como baixar a conta de luz para uma faixa encarecendo para outra, sai envernizado de “faremos os ricos pagarem as contas dos pobres”. Esse tom transparece nas falas de Lula na recente reunião do G-7, descrito como uma espécie de “clube dos ricos” em contraste com o G-20, que tem ali um certo número de países “pobres”.

O público-alvo são as faixas de renda de até dois salários mínimos, nas quais Lula costumava manter sólida vantagem eleitoral sobretudo no Nordeste. É nesse segmento que políticas de assistência social têm funcionado menos, mas é onde se espera que a tática do “ricos contra pobres” produza algum tipo de galvanização.

Ocorre que o grande problema é exatamente o eixo central em torno do qual tudo gira: Lula. É impossível para os estrategistas no Planalto admitirem que na erosão estrutural da imagem do presidente reside seu maior obstáculo. O que se cristaliza em largas parcelas do eleitorado é a percepção de um governo inoperante, sem liderança efetiva, sem uma mensagem clara.

É difuso porém extraordinariamente poderoso o tipo de sentimento que está se sedimentando em relação a Lula e seu governo. Chama-se cansaço. Para combatê-lo estão vestindo o velho personagem com as roupas empoeiradas de antigamente. Até isso cansa.

No Forró Caju de Emília quem recepcionou Mitidieri foi Amorim

Anfitriã do Forró Caju, a gestora não recepcionou o líder pedessista na primeira noite da festa instalada na praça dos mercados centrais.


 Uma foto postada nas redes sociais pelo governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), chamou a atenção pela ausência da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (PL). Anfitriã do Forró Caju, a gestora não recepcionou o líder pedessista na primeira noite da festa instalada na praça dos mercados centrais. A fidalga deixou essa incumbência para o mandachuva do PL no estado, empresário Edvan Amorim. Como uma imagem fala mais do que mil palavras, 10 em cada 10 sergipanos enxergaram na fotografia um recado do governador para Emília, principalmente depois que ele ameaçou orientar os vereadores sobre sua tutela a se posicionarem contra a Prefeitura de Aracaju. Alguém pode dizer: Ah, mas a foto foi feita no camarote da Câmara Municipal. Ora, no mundo virtual em que vivemos, se quisesse ser festejado pela dona do evento, Mitidieri a teria avisado que estaria indo ao Forró Caju tal hora. A verdade é que, ao preferir se encontrar com o “dono” do PL, o governador deixou transparecer que escanteou a prefeita após concluir que ela “quer publicamente pisar no meu pé, me derrotar no ano que vem”. Portanto, tudo leva a acreditar que, a partir de agora, quando quiser tratar sobre alguma questão relacionada à Prefeitura de Aracaju, Fábio Mitidieri vai sentar com Edvan Amorim, homem com fortíssima influência na administração de Emília. 

Corrêa. Marminino!

Agenda política

O ministro Márcio Macêdo (PT) aproveitou o feriado de ontem para cumprir uma agenda oficial e política. Foi a Boquim, Pedrinhas e Arauá assinar ordens de serviço e entregar residências construídas pelo programa Minhas Casa Minha Vida. Pré-candidato a senador, o ilustre aproveitou para medir sua popularidade junto aos três prefeitos, lideranças políticas e os eleitores da região sul de Sergipe. Além de botar os pés na estrada, Márcio Macêdo terá que convencer a direção do PT estadual a apoiá-lo, pois se o partido não referendar sua candidatura a vaca pode ir pro brejo. Arre égua!

Contra o líder

Mesmo sendo de autoria do vereador Isac Silveira (União), líder da prefeita na Câmara Municipal, o projeto criando a loteria de Aracaju (Lotaju) recebeu voto contrário da vereadora Moana Valadares (PL).  Apesar do discurso da bolsonarista condenando a iniciativa por, segundo ela, prejudicar os pobres, a propositura foi aprovada por 14 votos favoráveis e apenas seis contra. Resta saber agora se a prefeita Emília Corrêa (PL) vai sancionar o projeto de seu líder ou vetá-lo visando atender a aliada Moana, que vem a ser esposa do deputado federal Rodrigo Valadares (União), aliado da gestora aracajuana. Home vôte!

Amigado com a direita

Fundado em 1980 para ser um partido de centro-esquerda, o PT chegou aos 45 anos amigado com a direita. A legenda nunca subiu ao altar com as siglas direitistas, porém vive se amasiando com elas em troca de apoio político.  Nestas mais de quatro décadas, o PT frequentou e foi frequentado pela direita, ora no escurinho da política, ora às claras, mas sempre tão felizes quanto um casal apaixonado, que faz vistas grossas para as desavenças entre suas famílias.  Agora mesmo, o presidente Lula da Silva (PT) tem feito das tripas coração para impedir que congressistas da direita atropelem o governo dele. Cruz, credo!

De técnico a político

Criado em 1969 para fiscalizar as ações do Executivo e do Legislativo, o Tribunal de Contas de Sergipe, que deveria ser apenas um simples órgão técnico da Assembleia, se transformou num biombo político. Alí, quase todos os conselheiros têm herdeiros com mandatos ou ocupando importantes cargos comissionados. Estranho nisso tudo é que ninguém fiscaliza essa estreita e suspeitíssima relação do TCE com a política partidária. É papel da sociedade exigir que se apure até que ponto os filhos e cônjuges interferem nas decisões dos conselheiros – se é que o fazem – para beneficiar chefes políticos. Virgem santíssima!

https://infonet.com.br/blogs/adiberto/no-forro-caju-de-emilia-quem-recepcionou-mitidieri-foi-amorim/

CONGRESSO DERRUBA VETO DO PRESIDENTE LULA E MANTÉM SUBSÍDIOS PARA BENEFICIAR USINEIROS

Por: Luis Celso


 As bancadas são grupos de parlamentares que defendem interesses e objetivos comuns. O discurso político do palanque não se alia com as ações comerciais e inclinações políticas desenvolvidas durante o mandato. 𝗢𝘀 𝘀𝗲𝗿𝗲𝘀 𝗵𝘂𝗺𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗻𝗮𝘀𝗰𝗲𝗺 𝗶𝗴𝗻𝗼𝗿𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀, 𝗺𝗮𝘀 𝘀𝗮̃𝗼 𝗻𝗲𝗰𝗲𝘀𝘀𝗮́𝗿𝗶𝗼𝘀 𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗲𝗱𝘂𝗰𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼𝘀 𝘁𝗼𝗿𝗻𝗮𝗿 𝗯𝗼𝗹𝘀𝗼𝗻𝗮𝗿𝗶𝘀𝘁𝗮𝘀, 𝗳𝗿𝗮𝗰𝗼𝘀, 𝘃𝘂𝗹𝗴𝗮𝗿𝗲𝘀, 𝗿𝗮𝘀𝘁𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀, 𝘀𝗲𝗺 𝗵𝗼𝗻𝗿𝗮, 𝘀𝗲𝗺 𝗰𝗮𝗿𝗮́𝘁𝗲𝗿 𝗲 𝗲𝘀𝘁𝘂́𝗽𝗶𝗱𝗼𝘀.


CONGRESSO DERRUBA VETO DO PRESIDENTE LULA E MANTÉM SUBSÍDIOS PARA BENEFICIAR USINEIROS


O Congresso Nacional derrubou vetos presidenciais, o que obriga a Eletrobras a contratar energia mais cara, especialmente de termelétricas, gerando potencial aumento nas tarifas de energia elétrica. 


O Congresso Nacional derrubou vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um projeto de lei do setor elétrico, restabelecendo dispositivos que determinam a contratação compulsória de energia, mesmo sem demanda real. A medida pode gerar um aumento de mais de 7,5% na conta de luz, impactando diretamente os consumidores. 


A medida vai gerar um custo superior a R$ 197 bilhões até 2050, que será repassado aos consumidores por meio de encargos na conta de luz. A decisão obriga a Eletrobras a contratar energia de usinas, incluindo termelétricas, mesmo que não haja necessidade real, elevando os custos do sistema. 


A medida inclui dispositivos, conhecidos como "jabutis", que não estavam relacionados ao tema original do projeto, mas foram inseridos pelos deputados e senadores bolsonaristas eleitos por você.


𝗔 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗽𝗼𝗹𝗶́𝘁𝗶𝗰𝗮 𝗱𝗮 𝗽𝗼𝗽𝘂𝗹𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗯𝗿𝗮𝘀𝗶𝗹𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗲́ 𝘂𝗺 𝗮𝗻𝘁𝗶𝗴𝗼 𝗽𝗿𝗼𝗷𝗲𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗳𝗿𝗮𝗰𝗮𝘀𝘀𝗼 𝘁𝗼𝘁𝗮𝗹. Precisamos de um banho de Cidadania. Somente a Cidadania plena conduz à democracia. Não existe outra forma de ser Cidadão que não seja através da educação ideológica e política.

Fonte: Esaquerda,  Brasil Sempre

Cuidado com esse papo furado de “a sociedade não aguenta mais imposto”...


Crítica Construtiva e Diálogo Aberto: A Gestão Democrática de Tista de Deda e o Espaço para Reflexões Populares

 

Crítica Construtiva e Diálogo Aberto: A Gestão Democrática de Tista de Deda e o Espaço para Reflexões Populares

A gestão pública deve estar, acima de tudo, aberta ao diálogo. E é exatamente esse o perfil que o prefeito Tista de Deda tem demonstrado em Jeremoabo. Ao abrir as portas para críticas — acolhendo as procedentes com humildade e descartando, com sabedoria, as improcedentes — Tista demonstra maturidade política e compromisso com uma administração participativa. Nesse espírito, republicamos aqui uma crítica que, em nosso entendimento, é construtiva e merece ser considerada.

Durante a tradicional Alvorada, que marca o início das festas juninas no município, um cidadão manifestou sua insatisfação com a escolha do cantor principal do evento. Segundo ele, o destaque dado ao pagode — em detrimento do forró — contrariou a essência do São João nordestino. E, convenhamos, há um ponto válido nesse argumento.

O forró não é apenas um estilo musical; é uma expressão cultural profundamente enraizada na identidade do Nordeste. O baião, o xote e o arrasta-pé fazem parte da alma das festas juninas e são o que o povo espera ouvir quando chega o mês de junho. Ainda que a diversidade musical seja bem-vinda e reflita a pluralidade da nossa sociedade, o protagonismo do forró nas festas juninas é praticamente um dever cultural.

Vale ressaltar que a organização dos festejos juninos não recai apenas sobre o prefeito. Existe uma comissão responsável, composta por representantes de secretarias municipais e outros colaboradores, que toma decisões sobre a programação e logística dos eventos. Dessa forma, é injusto atribuir exclusivamente ao gestor a escolha de um ou outro artista.

Contudo, a crítica do cidadão é válida, respeitosa e, sobretudo, coerente com a preservação das nossas tradições. Cabe agora ao prefeito Tista de Deda e à comissão organizadora refletirem sobre o tema, ponderarem os diferentes pontos de vista e, se entenderem necessário, ajustarem futuras programações para que o forró nunca perca o seu espaço de honra nos festejos de Jeremoabo.

Em suma, críticas construtivas como essa ajudam a fortalecer a gestão pública e manter viva a essência da cultura local. O governo que escuta seu povo, cresce com ele. Que o São João de Jeremoabo continue sendo uma celebração de identidade, alegria e, acima de tudo, respeito à tradição.

quinta-feira, junho 19, 2025

Jornalista baiano abrilhanta a ABI

 

Tempo Presente

Por Da Redação, com Paulo Leandro e Miriam Hermes

Publicado quinta-feira, 19 de junho de 2025 às 3:30 h | Autor:

Jornalista baiano abrilhanta a ABI

Confira a coluna Tempo Presente nesta quinta-feira

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A defesa dos valores da democracia, embora como toda democracia, não tenha qualquer pretensão a “regime perfeito”, seguramente o melhor possível se cotejado a aristocracia, a tirania e às ditaduras.

Este é o compromisso do representante da Bahia na nova chapa eleita na Associação Brasileira de Imprensa: Fábio Costa Pinto, empossado no Conselho Deliberativo para o mandato nos próximos três anos.

Para Fábio Costa Pinto, a ABI é uma entidade de luta histórica pelos direitos sociais e democráticos. Na perspectiva do jornalista, “a democracia venceu e a Bahia continuará vencendo”.

– A vitória não é só minha, é sua e de todos os baianos, associados ou não. De uma sociedade carente e desacreditada dos seus direitos. Uma vitória de esperança, onde juntos podemos somar – afirmou.

Descendente de Carlos Aguiar Costa Pinto, uma das principais lideranças da juventude baiana no início da Era Moderna, o jornalista compartilha com os amigos e colegas a responsabilidade e a alegria pela vitória.

Homenageado no nome de um dos principais museus da cidade, no Corredor da Vitória, o tio bisavô do jornalista da ABI tem seu nome fortemente relacionado à história do desporto da Bahia.

https://atarde.com.br/colunistas/tempopresente/jornalista-baiano-abrilhanta-a-abi-1331328

São João de Jeremoabo: Entre a Liberdade e a Valorização dos Pratas da Casa

 


São João de Jeremoabo: Entre a Liberdade e a Valorização dos Pratas da Casa

O São João é, sem dúvida, uma das festas mais aguardadas no Nordeste, e em Jeremoabo não é diferente. A cidade se prepara para celebrar as tradições juninas, e a escolha das atrações musicais é sempre um ponto de grande interesse e debate entre os munícipes. Nos bastidores dessa organização, emerge a percepção de que o prefeito Tista de Deda adota uma gestão que confere plena liberdade, mas com responsabilidade, aos secretários encarregados das contratações de bandas para os festejos.

Essa autonomia, se por um lado pode otimizar a agilidade e a expertise técnica na seleção dos artistas, por outro, levanta questionamentos sobre a ausência de nomes locais de peso na programação. Um exemplo eloquente dessa discussão é a não contratação de Nadja Meireles.

Nadja, uma talentosa artista nascida em Jeremoabo, possui um currículo invejável, com apresentações em diversas capitais, incluindo o renomado Pelourinho em Salvador neste mesmo São João, além de shows em muitas outras cidades. Sua voz potente e carisma a consolidaram como um nome de destaque no cenário musical, levando o nome de sua terra natal por onde passa.

Ainda assim, para a surpresa e, por vezes, lamento de muitos jeremoabenses, Nadja Meireles não figura entre as atrações do São João da sua própria cidade. Essa situação reaviva um antigo ditado popular: "Santo de casa não faz milagre". A impressão é que, apesar do inegável talento e reconhecimento em outras praças, artistas locais encontram barreiras em sua própria terra.

É compreensível que a gestão municipal busque um leque variado de atrações, visando agradar a todos os públicos e garantir a grandiosidade da festa. No entanto, a valorização dos talentos da terra é um pilar fundamental para fortalecer a identidade cultural local, incentivar novos artistas e, acima de tudo, retribuir o carinho e o orgulho que esses nomes carregam ao representar Jeremoabo.

A liberdade com responsabilidade delegada aos secretários é um modelo de gestão que pode trazer muitos benefícios. Contudo, talvez seja o momento de reavaliar se essa liberdade não está inadvertidamente criando um distanciamento da valorização dos pratas da casa. O prefeito Tista de Deda tem em suas mãos a oportunidade de quebrar esse tabu, demonstrando que a grandeza de um São João também se constrói ao celebrar e apoiar seus próprios "milagres" artísticos.

A comunidade de Jeremoabo, que tanto se orgulha de seus filhos talentosos, certamente anseia por ver seus artistas brilhando no palco de sua própria cidade, comprovando que, sim, "santo de casa" pode e deve fazer milagre.

‘Abin paralela’: Carlos Bolsonaro comandou estratégia de desinformação, diz PF

 Foto: Flávio Marroso/CMRJ/Arquivo

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ)18 de junho de 2025 | 20:05

‘Abin paralela’: Carlos Bolsonaro comandou estratégia de desinformação, diz PF

brasil

O relatório final da investigação da “Abin paralela” afirma que o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), acusado de integrar o núcleo político do esquema clandestino de espionagem na agência, teve “papel de comando na estratégia de desinformação e na articulação de estruturas clandestinas”.

De acordo com a Polícia Federal, Carlos foi um dos principais responsáveis pela concepção e manutenção da estrutura conhecida como “gabinete do ódio”, que atacava supostos inimigos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“O investigado figura no cerne das ações delituosas da organização criminosa e conforme corroborado por testemunhas foi o idealizador da ‘inteligência paralela’ formada por um delegado e três agentes, por não confiar nas estruturas oficiais”, diz a PF.

Segundo o relatório, o produto ilícito da estrutura paralela municiou o núcleo político para atacar opositores políticos, instituições democráticas (em especial o Poder Judiciário e o sistema eleitoral) e promover a agenda da organização.

A PF também apontou para uma tarefa de contrainteligência que seria destinada a “proteger” o núcleo familiar de investigações oficiais, em que recorriam a Alexandre Ramagem, então diretor da Abin e hoje deputado federal pelo PL, para saber sobre investigações em curso na PF.

A polícia ainda afirma que eram reverberadas campanhas de desinformação pelo núcleo político para obter vantagens de ordem política, desacreditando o sistema eleitoral e ataques a opositores.

“Carlos Bolsonaro declarou, reforçando sua posição, ser responsável junto com Jair Bolsonaro, pelas redes sociais deste, plataformas utilizadas sistematicamente para a disseminação da desinformação e ataques a opositores. Neste sentido, evidências relacionadas a sua assessora reforçam a participação do investigado diretamente em campanhas de desacreditação do processo eleitoral”, diz a PF.

Carlos foi indiciado sob suspeita do crime de organização criminosa armada. A PF optou por não indiciar Jair Bolsonaro neste crime, por considerar que já existe ação penal em curso sobre esta conduta.

Apesar disso, incluiu o ex-presidente no núcleo político da organização criminosa acusada de estar por detrás da conduta ilícita atribuída ao órgão.

Em seu perfil no X, Carlos insinuou perseguição após a revelação sobre seu indiciamento no caso. “Alguém tinha alguma dúvida que a PF do Lula faria isso comigo? Justificativa? Creio que os senhores já sabem: eleições em 2026? Acho que não! É só coincidência!”, disse.

Constança Rezende/FolhapressPolitica Livre

Ramagem usou drones da Abin em motociata e ato por voto impresso e postou imagens nas redes

 Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/Arquivo

O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem18 de junho de 2025 | 22:00

Ramagem usou drones da Abin em motociata e ato por voto impresso e postou imagens nas redes

brasil

O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem autorizou o uso de drones da agência para acompanhar manifestações públicas em defesa do voto impresso e motociatas do então presidente Jair Bolsonaro (PL) e, depois, utilizou as imagens em suas próprias redes sociais.

A informação consta no relatório final da Polícia Federal (PF) sobre o esquema de espionagem ilegal conhecido como “Abin Paralela”, tirado do sigilo pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 18.

Segundo a investigação, essas imagens beneficiariam diretamente o “núcleo político” do esquema, composto pelo ex-presidente e pelo seu filho vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ). Procuradas, as defesas do ex-presidente, do vereador e do ex-diretor da agência ainda não se manifestaram.

Apesar do acompanhamento dos drones para garantir ações de segurança do então presidente estejam dentro da alçada da agência, o uso das imagens obtidas para fins particulares revela desvio de finalidade.

Segundo a investigação, o diretor-adjunto da Abin, Frank Márcio de Oliveira, questionou o coordenador geral de Operações de Inteligência, Paulo Magno de Deus Rodrigues, sobre em quais cidades havia drones. As manifestações foram gravadas pelos equipamentos em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife e Belo Horizonte.

Apenas Fortaleza, que também tinha o equipamento, ficou de fora, porque a equipe teria sido abordada Polícia Militar e, “dado o cenário político do Estado”, não iriam mais subir o equipamento.

As manifestações acompanhadas pelos drones ocorreram em 10 de julho de 2021, em motociatas com Bolsonaro, e em 31 de julho, em que o então presidente e aliados pediram “voto impresso”.

Karina Ferreira/EstadãoPolitica Livre

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