domingo, junho 15, 2025

G7 tem volta de Trump e presença de Lula, com conflito Irã-Israel e tarifas na pauta

 Foto: Wilton Junior/Estadão e Evan Vucci/AP Photo

Lula e Trump15 de junho de 2025 | 12:56

G7 tem volta de Trump e presença de Lula, com conflito Irã-Israel e tarifas na pauta

mundo

A Cúpula do Grupo dos Sete (G7) começa neste domingo, no Canadá, com tensões elevadas em razão da escalada do conflito entre Israel e o Irã e da ameaça de uma guerra comercial global, faltando menos de um mês para o fim da trégua tarifária anunciada em abril pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou presença na semana passada e deve chegar amanhã à noite para participar do encontro dos países mais ricos do mundo

Além do Brasil, Austrália, Ucrânia, Coreia do Sul, México e Índia foram convidados para participar da cúpula do G7 neste ano O encontro acontece entre hoje e terça-feira, em Kananaskis, Alberta, no Canadá. Essa é a 50ª reunião do grupo, formado por EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá.

Será a primeira vez que Lula e Trump estarão na mesma mesa de negociações desde a posse do republicano, em janeiro. O presidente brasileiro deve aproveitar a alta cúpula global para encontros bilaterais, em especial com Trump. Uma das reuniões já pré-acordadas deve ser com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, que busca apoio para a guerra contra a Rússia. Se realizada, será a segunda reunião entre ambos. A primeira ocorreu durante a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2023, em Nova York, após a tentativa frustrada de um encontro durante o G7 daquele ano, no Japão.

O petista confirmou sua participação na cúpula somente na semana passada, após convite formal feito pelo primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, durante telefonema, a poucos dias do evento nas montanhas canadenses. A presença de Lula na cúpula do G7, contudo, já era prevista. Em visita a Paris, o brasileiro fez, inclusive, uma brincadeira sobre o assunto e disse que iria ao Canadá enquanto os Estados Unidos não anexassem o país vizinho. “Vou participar do G7 antes que os EUA anexem o Canadá como estado americano. Aproveitar esse pouco tempo de respiro que o Canadá tem como soberano”, disse Lula, na ocasião.

Para a vice-diretora do Centro de Geoeconomia do Atlantic Council, Ananya Kumar, o convite do G7 a países como o Brasil ocorre em meio ao maior peso dessas nações na economia global, em detrimento da menor representatividade das mais desenvolvidas Em 1992, quando a Rússia participou pela primeira vez do G7, as economias combinadas dos cinco países fundadores do bloco Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics) respondiam por menos de 9% do Produto Interno Bruto (PIB) global, enquanto o Grupo dos Sete concentrava 63%. “Hoje, a participação do G7 é de 44% do PIB mundial e a dos membros fundadores do Brics mais que dobrou, chegando a quase 25%”, destaca Kumar.

Neste ano, a cúpula do G7 deve ser marcada pela escalada de novos conflitos entre Israel e o Irã, com reflexos na segurança e na economia mundial devido ao salto nos preços do petróleo. A renovada tensão no Oriente Médio tende a pautar parte da reunião, consumindo a agenda dos líderes para outros assuntos. Os membros do G7 devem tentar persuadir Trump, único líder com real influência sobre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Israel solicitou ao governo americano que se juntasse à guerra contra o Irã para eliminar o programa nuclear de Teerã, segundo a imprensa estrangeira.

Fim da trégua tarifária

As atenções com os conflitos no Oriente Médio dividem o palco com as tarifas de Washington, faltando menos de um mês para o fim da pausa das novas taxas, anunciadas em abril. Há expectativa de avanço nos acordos entre os EUA e países como Japão e Canadá durante a cúpula. Até o momento, os americanos selaram acordo apenas com o Reino Unido e avançaram em tratativas preliminares com a China.

O primeiro-ministro do Canadá afirmou que uma reunião bilateral com Trump, à margem do encontro do G7, será determinante para avaliar o quão próximos os dois países estão de um acordo sobre tarifas dos EUA. “A cúpula do G7 em Alberta será importante por várias razões”, disse Carney, em entrevista à emissora Radio-Canada.

Em comunicado, o G7 lista três prioridades para 2025: proteção mundial, com o combate à interferência estrangeira e a melhoria de respostas conjuntas a incêndios florestais; segurança energética e aceleração da transição digital; e parcerias para ampliar os investimentos privados, com a geração de empregos mais bem remunerados. “A Cúpula de Líderes do G7 em Kananaskis é um momento para o Canadá trabalhar com parceiros confiáveis para enfrentar os desafios com união, propósito e força”, diz o primeiro-ministro do Canadá, em nota do bloco.

O G7 se reúne anualmente para debater as principais questões econômicas e políticas globais. O grupo foi criado em 1975, quando a França convidou os líderes, juntamente com a Itália, para a primeira cúpula oficial. No ano seguinte, o Canadá juntou-se ao bloco dos países mais ricos do mundo, criando o G7. A União Europeia também participa das reuniões, mas não é considerada membro oficial.

Nos últimos anos, grandes mercados emergentes têm sido convidados para participar da cúpula, a exemplo de Brasil, Índia, México, África do Sul e até mesmo a China, cujo papel na economia global tem sido debatido no bloco. “O comunicado dos líderes do ano passado foi especialmente crítico em relação à China, que foi mencionada vinte e nove vezes?”, observa Kumar, do Atlantic Council. A Rússia foi suspensa em 2014, devido à anexação da Crimeia.

Aline Bronzati / FolhapressPolitica Livre

Advogado diz que Cid não deve explicações sobre viagem da família e manda PGR se danar

 Foto: Tom Molina / STF

Mauro Cid15 de junho de 2025 | 17:59

Advogado diz que Cid não deve explicações sobre viagem da família e manda PGR se danar

brasil

Chefe da equipe de defesa de Mauro Cid, o advogado Cezar Bitencourt afirmou que o tenente-coronel não deve explicações sobre a viagem de sua família aos Estados Unidos e disparou contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“Dane-se o PGR. A vida do Cid segue indiferente à existência do processo”, escreveu Bitencourt à reportagem.
O comentário foi feito após Gonet pedir a prisão do militar por suspeitar que o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) planejava sua fuga do Brasil.

Na petição enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal), o PGR afirmou que as viagens dos familiares de Cid associada às suspeitas de que o ex-ministro do Turismo Gilson Machado -do governo de Jair Bolsonaro (PL)- tentava conseguir um passaporte português para o militar indicaram possibilidade de o réu tentar fugir do país.

Machado foi preso pela Polícia Federal no Recife, mas teve a prisão preventiva revogada na noite de sexta-feira (13). Contra Cid, por sua vez, foi iniciada uma operação para investigar um possível plano de fuga, suspeita desencadeada após a viagem da família dele aos Estados Unidos.

Segundo a defesa de Cid, os policiais chegaram à casa do militar com um mandado de prisão, mas foram informados, já na residência do oficial, que a detenção havia sido revogada pelo ministro Alexandre de Moraes, responsável por autorizar a operação.

A assessoria do STF confirmou que o militar não foi preso, sem dar detalhes. Cid chegou à sede da PF em Brasília por volta das 11h de sexta para prestar depoimento.

A família de Mauro Cid viajou aos Estados Unidos no dia 30 de maio para as comemorações do aniversário de 15 anos da sobrinha do militar. Os pais, a esposa e uma das filhas de Cid pegaram um voo da Copa Airlines de Brasília (DF) rumo a Los Angeles, com escala na Cidade do Panamá.

Para o advogado, a família do tenente-coronel não tem “nada a ver” com o processo que Cid enfrenta no Brasil e não precisar se justificar. Ele afirma ainda que os familiares não têm previsão de retorno ao Brasil, contradizendo as compras de passagens de volta para o dia 20 de junho, conforme mostrou a Folha de S.Paulo.

“[A família] está nos EUA SEM DATA PREVISTA PARA RETORNAR. Ela não tem nada a ver com o processo do Cid e não deve explicação a ninguém! O Cid não pode viajar há mais de ano! E ninguém morre por não poder viajar! Ele está bem e cumprindo as condições processuais!”, escreveu Bitencourt em mensagem.

Parte da família de Cid mora nos Estados Unidos. Daniel, irmão do militar, mora na Califórnia e abriga uma das filhas do tenente-coronel há pelo menos três anos. O pai de Cid também morou nos EUA durante o governo Bolsonaro, nomeado para comandar o escritório da Apex em Miami de 2019 a 2022.

A reportagem procurou a PGR, mas o órgão falou que não iria se manifestar.

Mauro Cid deu entrada em 11 de fevereiro de 2023 em um pedido de reconhecimento de sua cidadania portuguesa. A mãe do militar é cidadã de Portugal, o que dá ao tenente-coronel o direito de ter a carteira de cidadão do país. O processo junto à Embaixada de Portugal foi concluído em 2024, e o militar recebeu uma carteira de identidade com validade até 3 de janeiro de 2035.

“É necessário ressaltar, ainda, que a carteira portuguesa é apenas um documento de identificação, válida somente no país de origem, e que contém informações pessoais do seu titular de modo [a] permitir acesso em diversos serviços públicos e privados sem a efetiva necessidade de outros documentos, limitada, tão somente, a identificação”, disse a defesa de Cid ao STF em fevereiro.

Cézar Feitoza e Mariana Brasil / FolhapressPoliticaLivre

Tempestade global, com o mundo em rota de colisão

Publicado em 15 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Publicado em  12 Comentários | 

“É um jogo muito sujo, muito difícil”, desabafa o advogado do delator Mauro Cid

Publicado em 15 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Advogado diz que Cid "assumiu tudo" e não responsabilizou Bolsonaro

Cesar Bitencourt conseguiu soltar Cid depois do depoimento

Basília Rodrigues
da CNN

A defesa do ex-ajudante de ordens da Presidência Mauro Cid avalia que o delator da tentativa de golpe passou a ser alvo de uma série de acusações infundadas após o depoimento desta semana, no qual confirmou as informações prestadas em seu acordo de delação premiada.

“É um jogo muito sujo, muito difícil. Toda hora, temos que nos defender de acusações absurdas, como aquelas mensagens veiculadas pela mídia na quinta-feira, claramente montadas de um suposto perfil fake que o tenente-coronel Cid teria se utilizado, que são claramente uma montagem grotesca. Imediatamente, pedimos providências ao STF para que isso seja averiguado e os responsáveis punidos por isso”, disse à CNN.

DIZ A VEJA – Nesta quinta-feira (12), reportagem da revista Veja revelou prints de um perfil supostamente utilizado por Mauro Cid para se comunicar com integrantes do núcleo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apesar de uma ordem contrária do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Segundo a publicação, Cid fazia um jogo duplo e apresentava versões distintas à acusação e aos aliados de Bolsonaro.

Agora, Mauro Cid também é suspeito de planejar uma fuga do Brasil para Portugal com o apoio do ex-ministro do Turismo, Gilson Machado. Mais uma vez, o tenente-coronel teve celulares apreendidos, nesta sexta-feira (13).

De homem de confiança, Mauro Cid passou a ser tratado como inimigo por integrantes do antigo governo Bolsonaro.

ONZE DEPOIMENTOS – O tenente-coronel já tinha prestado dez depoimentos à Polícia Federal desde 2023, abordando temas que vão desde a suposta fraude no cartão de vacina ao desvio de joias sauditas — sendo as revelações mais relevantes relacionadas à tentativa de golpe de Estado.

E nesta sexta-feira prestou o décimo-primeiro depoimento, desta vez sobre as afirmações da revista Veja. Além da busca e apreensão, o ministro Alexandre de Moraes chegou a mandar prender Mauro Cid mas uma vez, porém depois voltou atrás, prendendo apenas o ex-ministro do Turismo da gestão Bolsonaro, Gilson Machado, que teria tentado liberar um passaporte para Cid fugir do país.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como disse Luiz Fux nesta semana, quem teve de prestar nove depoimentos, na verdade não prestou nenhum. Ou seja, seus depoimentos são imprestáveis. E depois dessa frase de Fux, o El Cid da Suprema Corte teve de prestar mais dois, para esclarecer o que dissera antes, nesse processo kafkiano. (C.N.)


Conflito de Israel e Irã reacende temores geopolíticos e pressiona mercados globais

Publicado em 15 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Irã contra Iraque: a guerra de mártires que levou 2 países à devastação - Patria Latina

O primeiro efeito é sempre o aumento do petróleo bruto

Celso Ming
Estadão

O acirramento das hostilidades entre Israel e Irã impõe desdobramentos não apenas sobre a geopolítica local, mas, também, sobre a economia global.

As questões geopolíticas ainda dependem de como o conflito evoluirá e isso, por sua vez, dependerá do tempo e de como os objetivos militares e políticos das partes direta e indiretamente envolvidas forem atingidos.

QUESTÃO NUCLEAR – O Irã é signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear, ou seja, está sujeito a inspeções da Organização das Nações Unidas, que o governo iraniano vem sabotando por negar transparência em seus programas de desenvolvimento nuclear.

Uma das leituras do que começou a acontecer é a de que Israel dedica-se, agora, a prestar novo serviço aos Estados Unidos, que é o de forçar o Irã a assinar o acordo nuclear proposto pelo presidente Trump.

Essa prestação de serviço por Israel pode ter outra contrapartida: a de garantir a continuidade dos ataques em Gaza e, dessa maneira, a manutenção do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu no poder – apesar do aumento da oposição a ele no Knesset, o parlamento de Israel, e na sociedade civil.

TRUMP PRESSIONADO – Cisões na base de apoio de Trump o pressionam contra envolvimento em conflito no Oriente Médio. Israel destruiu parte das principais centrais nucleares do Irã, mas programa atômico segue de pé. Por que Israel atacou o Irã — e o que pode acontecer agora?

O maior risco geopolítico é o de que esse novo foco de conflagração acabe por envolver diretamente os demais países do Oriente Médio e, assim, estender as hostilidades para o campo regional, com amplo impacto internacional.

O desdobramento econômico imediato pode ater-se à área de energia, uma vez que o Oriente Médio continua sendo um dos mais importantes centros de produção e de exportação de petróleo e de gás. Na última sexta-feira, o barril (156 litros) do petróleo tipo Brent, negociado para agosto, fechou com alta de 7%, a US$ 74,23. No acumulado do mês, o preço do Brent disparou 18,9%.

ESTOQUES BAIXOS – O bombardeio do Irã por Israel pegou o mercado global de petróleo com estoques relativamente baixos, dado o aparentemente bom andamento das conversações comerciais entre Estados Unidos e China.

A evolução futura das cotações dependerá da disposição do cartel da Opep de continuar a aumentar a produção e as vendas. Não está claro quanto esse aumento do custo dos combustíveis e da energia elétrica acabará por aumentar a inflação no mundo e no Brasil.

De todo modo, os grandes bancos centrais terão de levar esse fator em conta na definição das suas políticas de juros.

INDÚSTRIA BÉLICA – Outro desdobramento está na indústria e comércio de armas e equipamentos militares. A Europa e o Japão já vinham sendo empurrados pelos Estados Unidos ao aumento dos seus orçamentos para a Defesa.

A Guerra na Ucrânia atiçou o desenvolvimento de novas armas, como os drones, que agora vêm sendo mais amplamente testados e passaram a exigir novas tecnologias de detecção e destruição pelas potências atacadas.

Se já eram muitas, agora as incertezas na economia global ganham novo impulso, especialmente no curto prazo, quando não se conhecem a extensão e a duração desse novo conflito.

Bolsonaro já aceitaria apoiar Tarcísio a presidente se Michelle sair de vice

Publicado em 15 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Tarcísio sai em defesa de Bolsonaro e diz que ex-presidente provará  inocência | Band

Bolsonaro começa a entender que Tarcísio vence Lula

Pedro Augusto Figueiredo
Estadão

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sinalizou ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) que está disposto a apoiá-lo como candidato a presidente na eleição de 2026 em uma chapa que teria como vice a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

A informação circula entre membros do primeiro-escalão do governo paulista e parlamentares de direita. Pelo menos dois interlocutores de Tarcísio confirmaram a informação. Outro reforçou ao Estadão que a possibilidade da chapa Tarcísio-Michelle “esquentou” nos últimos dias.

ASSESSORIA NEGA – A assessoria de imprensa do governador negou que tenha havido sinalização de Bolsonaro e disse que Tarcísio é candidato à reeleição. Procurada, a assessoria de imprensa do ex-presidente não se posicionou. O espaço segue aberto.

O advogado Fabio Wajngarten, que faz a intermediação de Bolsonaro com a imprensa, disse que está focado no caso do ex-ministro Gilson Machado (PL), preso preventivamente nesta sexta-feira, 13, sob a suspeita de ajudar o tenente-coronel Mauro Cid a planejar uma fuga do Brasil.

Segundo pessoas com trânsito entre ambos, o plano traçado é que Bolsonaro dê à bênção pública ao governador somente na reta final do prazo de desincompatibilização, em abril de 2026, para não perder força política em meio ao processo que enfrenta no Supremo Tribunal Federal (STF).

MENOS DESGASTE -Na outra ponta, a estratégia também beneficiaria Tarcísio, evitando o desgaste de se colocar como candidato cedo demais.

Um interlocutor que conversa com o governador periodicamente disse ao Estadão que o tom dele mudou. Há alguns meses, segundo essa fonte, Tarcísio era taxativo de que não iria disputar o Palácio do Planalto, possibilidade que passou a admitir recentemente.

Um dos argumentos utilizados por Tarcísio no final de abril para rechaçar a candidatura a Presidência era a falta de garantia de que teria o apoio de Bolsonaro.

NO PALÁCIO – Bolsonaro ficou hospedado no final de semana anterior na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes, onde mora Tarcísio, para se preparar para o depoimento à Primeira Turma do STF na ação da tentativa de golpe.

O ex-presidente e o governador estarão juntos novamente na próxima terça-feira, 17, quando participam de uma feira agropecuária em Presidente Prudente (SP).

Tarcísio tem repetido publicamente que não é candidato, mas tem dado sinalizações que pode embarcar na disputa presidencial.

PROGRAMAS SOCIAIS – Ele lançou recentemente um programa de combate à pobreza que classificou como “mais amplo” do que o Bolsa Família, marca associada ao PT, tem feito críticas à política econômica do governo Lula e há 20 dias afirmou ao lado de diversos caciques do Centrão que o “grupo estará unido, tem projeto para o Brasil e vai fazer a diferença”.

Na mesma ocasião, a filiação de Guilherme Derrite ao PP, o presidente do partido, Ciro Nogueira (PP), declarou que o País chamará Tarcísio de presidente “muito em breve, ou agora ou em 2030″.

O dirigente disse que defenderá Derrite como candidato a governador se essa hipótese se concretizar no ano que vem — o evento de filiação foi lido por bolsonaristas como lançamento da pré-campanha de Derrite ao governo de São Paulo.

NÃO HÁ DÚVIDA -Embora ainda não haja uma sinalização pública do governador, nos bastidores a avaliação de parte dos aliados é que que a dúvida não é mais se Tarcísio é candidato a presidente, mas quem disputará a eleição paulista como seu sucessor.

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB) e o secretário de Governo, Gilberto Kassab (PSD), também estão no páreo.

Essa avaliação, porém, não é unânime, já que outra ala de aliados ainda enxerga o cenário como indefinido diante da possibilidade de Michelle encabeçar a chapa ou o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro(PL), que tem manifestado intenção de representar o pai na eleição presidencial.


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