domingo, junho 15, 2025

IFS: inscrições para cursos com mais de 1000 vagas vão até 8 de julho

 Seleção oferece vagas em diversas áreas e campi

(Foto: Freepik)

O Instituto Federal de Sergipe (IFS) recebe, até 8 de julho, as inscrições para os cursos técnicos subsequentes e cursos de graduação, cujos processos seletivos foram lançados no último dia 5 de junho. Os editais são para ingresso no segundo semestre letivo de 2025

Ao todo, são ofertadas 1.264 vagas, sendo 839 para cursos técnicos subsequentes (para quem já concluiu o ensino médio) e 425 para cursos de graduação. As oportunidades estão distribuídas entre os campi de Aracaju, Estância, Lagarto, Itabaiana, São Cristóvão, Propriá, Socorro e Tobias Barreto.

Para os cursos de graduação, a seleção será realizada por meio das notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aceitando resultados de edições entre 2014 e 2024. Já os candidatos aos cursos técnicos subsequentes serão classificados por sorteio eletrônico público, garantindo maior democratização do acesso às vagas. Em ambos os casos, é necessário comprovar a conclusão do ensino médio no ato da matrícula.

Cotas

O Processo Seletivo segue as diretrizes da Lei nº 14.723/2023, que atualiza a política de cotas no país. Metade das vagas é reservada a estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas. Dentro dessa reserva, há subdivisões para candidatos com renda familiar de até 1 salário mínimo per capita, além de critérios étnico-raciais (pretos, pardos e indígenas), pessoas com deficiência e oriundos da educação do campo, de acordo com os percentuais específicos do estado de Sergipe.

Oferta

Entre os cursos ofertados na graduação estão Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo, Licenciatura em Química, Física e Matemática, Tecnologia em Saneamento Ambiental, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Gestão de Turismo, Agroecologia, entre outros. Já na modalidade técnica subsequente, destacam-se áreas como: Edificações, Eletrotécnica, Agroindústria, Segurança do Trabalho, Manutenção e Suporte em Informática, etc.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site https://processoseletivo.ifs.edu.br, entre os dias 9 de junho e 8 de julho. Os candidatos deverão preencher o formulário eletrônico com seus dados, escolher o curso, campus e modalidade de concorrência, além de informar, no caso da graduação, as notas de Português e Matemática do Enem.

Aqueles que optarem por concorrer às vagas reservadas deverão apresentar documentação comprobatória conforme especificado nos editais. O IFS reforça a importância de leitura atenta dos documentos oficiais antes da inscrição, uma vez que o número gerado na inscrição servirá como identificação do candidato ao longo de todo o processo.

Cronograma

As inscrições para o Processo Seletivo ocorrerão de 9 de junho a 8 de julho. As matrículas dos aprovados em ampla concorrência e cotas (grupos B e C) ocorrerão em julho: de 21/07 a 04/08 para graduação; e de 16 a 25/07 para subsequente. O sorteio eletrônico público para os cursos subsequentes está marcado para 14/07, com divulgação do resultado no mesmo dia.

A convocação geral dos excedentes e a matrícula ocorrem em datas distintas: 11 a 19/08 na graduação, e 15 a 22/08 no subsequente. Já as chamadas públicas para vagas ociosas serão divulgadas em 21/08 (graduação) e 25/08 (subsequente), com matrículas previstas até 19 de setembro em ambas as modalidades. O início das aulas está previsto para 22 de setembro.

Para mais informações, acesse os editais completos:

EDITAL Nº 12/2025/DGI/PROEN – TÉCNICO SUBSEQUENTE

EDITAL Nº 13/2025/DGI/PROEN – GRADUAÇÃO

Com informações do IFS

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Montalvão Advogados Associados: Um Legado Jurídico de Geração em Geração

 



Montalvão Advogados Associados: Um Legado Jurídico de Geração em Geração

A história do escritório Montalvão Advogados Associados é um testemunho da força e da resiliência de um legado familiar no campo do Direito. Com raízes que remontam à cidade de Jeremoabo, na Bahia, e hoje solidamente estabelecido em Paulo Afonso, o escritório representa mais do que uma banca de advocacia; é uma instituição onde a prática jurídica e a gestão são transmitidas de geração em geração, moldando uma trajetória de décadas de sucesso.

Fundado pelo visionário João Isaías Montalvão, o escritório lançou as bases de uma tradição que se perpetuaria. Sua dedicação e expertise não apenas estabeleceram uma reputação sólida, mas também pavimentaram o caminho para que as gerações seguintes pudessem dar continuidade e expandir a atuação do Montalvão Advogados Associados.

Hoje, sob a liderança de Antônio Fernando Montalvão, o escritório mantém sua essência, combinando a sabedoria acumulada com uma visão contemporânea do Direito. Antônio Fernando, herdeiro direto desse valioso legado, tem a missão de honrar a tradição enquanto impulsiona o escritório rumo ao futuro.

A continuidade desse legado é ainda mais evidente com a atuação de seu filho, o advogado Igor Matos Montalvão. Representando a nova geração, Igor não apenas abraça a paixão pela justiça transmitida por sua família, mas também busca aprimoramento constante. Através da renomada Escola Brasileira de Atuação nos Tribunais Superiores, Igor está se especializando em Atuação no Supremo Tribunal Federal, uma área de suma importância e complexidade no cenário jurídico brasileiro. Essa especialização demonstra o compromisso do escritório em se manter na vanguarda do Direito, oferecendo aos seus clientes uma representação ainda mais qualificada e estratégica nas mais altas instâncias judiciais do país.

O Montalvão Advogados Associados, com sua longa história e forte senso de identidade, é um exemplo notável de como a paixão pelo Direito, aliada a uma gestão familiar dedicada, pode construir um legado duradouro, impactando positivamente a vida de inúmeras pessoas e contribuindo para a justiça ao longo de várias gerações. É a prova de que a tradição, quando aliada à inovação e ao aprimoramento contínuo, é um pilar fundamental para o sucesso e a longevidade no universo jurídico.

Nota da Redação Deste Blog - Assessoria Especializada em Gestão Pública 

O comprometimento do Montalvão Advogados Associados com a excelência se estende também à área de gestão e consultoria. O escritório tem o privilégio de contar com a expertise de José Montalvão, que oferece consultoria e assessoria. José Montalvão, graduado e pós-graduado em Gestão Pública, agrega um valor inestimável ao escritório, trazendo um olhar estratégico e aprofundado sobre as nuances da administração pública. Essa colaboração fortalece a capacidade do Montalvão Advogados Associados em atender às demandas complexas de seus clientes, especialmente em questões que envolvem o setor público, garantindo uma abordagem completa e eficiente.


sábado, junho 14, 2025

Mauro Cid mentiu, Veja traz mais provas e o teatro do golpe vai desmoronando

Publicado em 14 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Reportagens da Veja desmoralizam Mauri Cid e Moraes

Gilberto Celestino

Os absurdos continuam. Segundo depoimento do então comandante Baptista Junior à PF, em um encontro no Palácio da Alvorada, Bolsonaro teria sugerido atentar contra o regime democrático por meio de instrumentos previstos na constituição, como decretos de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), de Estado de Defesa ou de Estado de Sítio…

Êpa! Atentar contra o regime democrático utilizando instrumentos constitucionais? É isso mesmo? Quer dizer que todo decreto GLO feito até agora violou a Constituição, mesmo estando nela previsto?

BELA NARRATIVA – Ninguém pediu autorização nem confirmação do Congresso Nacional, é claro, porque nunca existiu decreto. Assim, “tramas golpistas” são muitas narrativas ditas e reiteradas por gente que deseja sempre o confronto e polarização política.

Gente que pouco liga para o país e deseja guerra política constante. Gente preguiçosa, que odeia trabalho e gosta muito de dinheiro fácil (dos cofres públicos)…

Ora, utilizando-se Garantia da Lei e da Ordem, as Forças Armadas já foram acionadas em operações de pacificação em comunidades diversas, como no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e no Espírito Santo para garantir a segurança pública nas ruas.

NOVA VERSÃO – Mas, a lacração (criadores de narrativas) quer fazer crer que seria a primeira vez na história que o presidente lançaria mão do recurso constitucional.

Outra: Em grandes eventos como a Copa do Mundo do Brasil em 2014, Copa das Confederações da FIFA e nos Jogos Olímpicos no Rio em 2016, as tropas foram mobilizadas em missões de GLO.

O mesmo ocorreu na visita do papa Francisco ao país na Jornada Mundial da Juventude, em 2013. Naquela oportunidade milhões de peregrinos vieram ao Rio de Janeiro para ver de perto o Sumo Pontífice recém-entronizado.

LIÇÃO HISTÓRICA – Ainda sobre essas medidas constitucionais, deu no Congresso em Foco:

Comandante do Exército nos governos Dilma e Temer, o general Villas Bôas disse, em entrevista publicada pelo jornal O Globo (…)que o Brasil correu risco institucional durante o impeachment de Dilma Rousseff. Ele disse que a ex-presidente e dois parlamentares de esquerda chegaram a cogitar a decretação de um “estado de defesa”, quando o direito de reunião e de comunicação fica restrito por 30 dias. Mas Dilma negou a acusação e disse que Villas Boas precisava se explicar”.


União Brasil e PP formam federação para 2026 e vão romper com Lula

Publicado em 14 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

União Brasil de Antônio de Rueda e PP de Ciro Nogueira devem formar federação para 2026

A nova federação surge com 109 deputados e 13 senadores

Augusto Tenório
Metrópoles

Novo leviatã do Centrão, a federação União Progressista (União Brasil + PP) escancarou nesta quarta-feira (11/6) que deve romper de vez com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As siglas fizeram uma declaração conjunta anunciando que seriam contra a Medida Provisória (MP) com medidas arrecadatórias para substituir o reajuste do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que sequer foi enviada.

O senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, afirmou que o estatuto da federação deve ser fechado no dia 9 de julho. Em seguida, discutirão a proibição de qualquer filiado participar do atual governo. A fala foi aplaudida por parte da bancada que acompanhava o discurso, mas sem reação expressa do presidente do União Brasil, Antônio Rueda, cujo partido tem três ministérios na Esplanada.

HADDAH FOI AVISADO – Nos bastidores, caciques de ambas as siglas afirmaram ao Metrópoles que avisaram ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que se pronunciariam publicamente contra a MP.

Deram o recado de que a sequência seria um desembarque do governo Lula, segundo esses líderes do Centrão, deixaram isso claro. Na prática, a federação, que tenta se colocar como uma força de centro-direita, usou a crise do IOF para marcar posição política.

Alas minoritárias das legendas demonstram interesse em permanecer com representação no governo, principalmente os parlamentares do Nordeste. Mas o ímpeto de romper relações com o Planalto e assumir uma postura de independência é amplamente majoritário.

LULA DESPREZADO – O cálculo das legendas é que o presidente Lula não terá tempo, orçamento ou auxiliares capazes de reverter seu quadro político de desaprovação, principalmente após um turbulento início de 2025.

Somente no primeiro semestre deste ano, avalia o Centrão, a própria Esplanada criou três problemas para o próprio governo: a crise do Pix no início do ano, com falhas na comunicação e recuo na medida; o escândalo das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que na avaliação do Congresso, poderia ter sido diferente se a divulgação fosse melhor planejada; e a medida do IOF, vista como mais um aumento de imposto.

O desembarque pode complicar a vida do governo no Congresso. Juntos, União e PP somam 109 deputados e 13 senadores, se tornando a maior bancada da Câmara e a terceira do Senado.

APOIO MÍNIMO – Apesar de serem aliados de Lula, os partidos não seguiam a orientação do Planalto em temas ideológicos, mas ajudavam em pautas econômicas.

Enquanto isso, o União Brasil tem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência da República. Já Ciro Nogueira é cotado como vice, seja do gestor goiano ou de outra candidatura da direita que a federação venha a apoiar. O presidente do Progressista foi ministro da Casa Civil no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O União Brasil conta com três ministérios: Comunicações, com Frederico de Siqueira Filho; Turismo, com o deputado licenciado Celso Sabino; e Desenvolvimento Regional, com Waldez Góes, nome da cota pessoal do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
E assim o PT vai se enfraquecendo, antes mesmo da campanha eleitoral. É sinal dos tempos. Lula vai chegando aos 80 anos cheio de problemas e de dúvidas em relação ao futuro que lhe está reservado. (C.N.)
     

Um Triunfo Dedicado a um Sonho: Do Limiar do Encerramento à Excelência Acadêmica

Um Triunfo Dedicado a um Sonho: Do Limiar do Encerramento à Excelência Acadêmica

Por: José Montalvão

A vida, com sua poesia muitas vezes dura e inesperada, nos conduz por caminhos que os olhos não veem de imediato. Por vezes, estamos à beira de desistir, diante do silêncio da dúvida e da incerteza. Mas é nesse exato ponto — onde muitos enxergam um fim — que a esperança, discreta e corajosa, sussurra: continue.

Foi assim que, mesmo diante da iminência do encerramento do meu “ciclo de estudos” — esse espaço sagrado que montei com carinho, dedicação e esforço — decidi persistir. Entre livros abertos, anotações espalhadas e madrugadas vencidas pelo cansaço, floresceu uma vitória que carrego com orgulho e emoção: a nota máxima de 100 pontos na minha Pós-Graduação em Gestão Pública.(100 pontos no TCC),

Esse número, embora frio e exato, é, para mim, carregado de vida. Ele não representa apenas excelência acadêmica — ele traduz um capítulo inteiro da minha história. Um sonho acalentado por anos, impulsionado pelo desejo de realização pessoal, mas principalmente alimentado pela memória viva de meu pai.

Ele, que já não está fisicamente entre nós, nunca chegou a ver minha graduação, embora a esperasse com olhos brilhantes e o coração repleto de esperança. Foi ele quem primeiro acreditou. Foi ele quem, mesmo em silêncio, me encorajava a prosseguir. Cada conquista que tive na vida, cada passo que dei, teve o eco de sua confiança. E agora, essa nota perfeita na pós-graduação vem como um presente tardio — não para compensar sua ausência, mas para celebrar sua presença eterna em mim.

Apresentar esse resultado não é apenas uma satisfação pessoal. É uma homenagem. Uma reverência ao amor paterno que transcende o tempo, ao esforço que desafia o desânimo, e à educação como ferramenta de transformação.

Essa jornada é também um lembrete de que os maiores sonhos resistem. Mesmo quando a estrutura parece ruir, mesmo quando o “circo” ameaça desmontar, a chama do propósito, se verdadeira, permanece acesa. E é ela quem nos guia, mesmo no escuro, até a luz da realização.

A quem lê estas palavras, deixo mais do que um relato. Deixo uma inspiração: não desista no limiar. Muitas vezes é ali, no ponto mais difícil, que a vida prepara seus maiores milagres. Dedico essa conquista ao meu pai — e, através dele, a todos que sonham com o sucesso de quem amam.

Que este triunfo seja testemunho de que o conhecimento é eterno, e que nenhum sonho nutrido com amor morre em vão.


Entenda as próximas fases da ação no STF no julgamento do golpe após interrogatórios

 Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE

Interrogatórios terminaram na última terça-feira14 de junho de 2025 | 12:46

Entenda as próximas fases da ação no STF no julgamento do golpe após interrogatórios

brasil

Os interrogatórios do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos outros sete réus por golpe de Estado ao Supremo Tribunal Federal (STF) terminaram nesta terça-feira, 10. Ao encerrar a sessão, o ministro relator do caso, Alexandre de Moraes, já intimou as partes para eventuais requerimentos e diligências complementares.

Ao final da sessão, Moraes também revogou a medida cautelar que impôs em 26 de janeiro de 2024 de proibição dos réus manterem contato entre si.

Os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa, que ocorreram entre 19 de maio e 2 de junho, e os interrogatórios dos oito réus fazem parte da fase de instrução processual.

Nessa fase, as defesas ainda podem solicitar novos pedidos ao relator, como apresentar novas evidências e requerer perícias ou outras ações sobre fatos que a Polícia Federal (PF) já investigou. Qualquer solicitação será analisada por Moraes, que pode acatar ou recusar o pedido.

O ministro também poderá convocar acareações, procedimento judicial de confronto de pessoas que deram versões diferentes sobre os mesmos fatos, para esclarecer as divergências, e .

Embora não tenha prazo estabelecido para essa fase terminar, o relator poderá entender que os pedidos estão sendo feitos apenas para atrasar o julgamento e negá-los.

Ouvidos os réus e encerrada a fase de instrução, o processo segue para a fase de alegações finais, em que a Procuradoria-Geral da República (PGR), que é a acusação, e a defesa dos réus apresentam seus últimos argumentos.

Ao fim das alegações de todas as partes envolvidas, o julgamento final poderá ser marcado pelo presidente da Primeira Turma do Supremo, o ministro Cristiano Zanin. Nessa sessão, ou nessas sessões, o relatório final de Moraes sobre o caso será lido, e o magistrado, enquanto relator, apresentará seu voto. Os outros ministros votam em seguida, pela absolvição ou condenação dos oito réus para cada crime imputado.

Se os votos para condenar Bolsonaro e os demais forem a maioria, os ministros farão a dosimetria penal, que é o cálculo da pena da sentença, considerando-se os atenuantes e agravantes previstos na lei.

Karina Ferreira / Estadão Conteúdo

Entenda as próximas fases da ação no STF no julgamento do golpe após interrogatórios

 Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE

Interrogatórios terminaram na última terça-feira14 de junho de 2025 | 12:46

Entenda as próximas fases da ação no STF no julgamento do golpe após interrogatórios

brasil

Os interrogatórios do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos outros sete réus por golpe de Estado ao Supremo Tribunal Federal (STF) terminaram nesta terça-feira, 10. Ao encerrar a sessão, o ministro relator do caso, Alexandre de Moraes, já intimou as partes para eventuais requerimentos e diligências complementares.

Ao final da sessão, Moraes também revogou a medida cautelar que impôs em 26 de janeiro de 2024 de proibição dos réus manterem contato entre si.

Os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa, que ocorreram entre 19 de maio e 2 de junho, e os interrogatórios dos oito réus fazem parte da fase de instrução processual.

Nessa fase, as defesas ainda podem solicitar novos pedidos ao relator, como apresentar novas evidências e requerer perícias ou outras ações sobre fatos que a Polícia Federal (PF) já investigou. Qualquer solicitação será analisada por Moraes, que pode acatar ou recusar o pedido.

O ministro também poderá convocar acareações, procedimento judicial de confronto de pessoas que deram versões diferentes sobre os mesmos fatos, para esclarecer as divergências, e .

Embora não tenha prazo estabelecido para essa fase terminar, o relator poderá entender que os pedidos estão sendo feitos apenas para atrasar o julgamento e negá-los.

Ouvidos os réus e encerrada a fase de instrução, o processo segue para a fase de alegações finais, em que a Procuradoria-Geral da República (PGR), que é a acusação, e a defesa dos réus apresentam seus últimos argumentos.

Ao fim das alegações de todas as partes envolvidas, o julgamento final poderá ser marcado pelo presidente da Primeira Turma do Supremo, o ministro Cristiano Zanin. Nessa sessão, ou nessas sessões, o relatório final de Moraes sobre o caso será lido, e o magistrado, enquanto relator, apresentará seu voto. Os outros ministros votam em seguida, pela absolvição ou condenação dos oito réus para cada crime imputado.

Se os votos para condenar Bolsonaro e os demais forem a maioria, os ministros farão a dosimetria penal, que é o cálculo da pena da sentença, considerando-se os atenuantes e agravantes previstos na lei.

Karina Ferreira / Estadão Conteúdo

Na Justiça, há a caça chinesa ao rato e a caça brasileira ao gato


13/06/2025 - Jaguar | Folha

Charge do Jaguar (O Dia)

Mario Sabino
Metrópoles

Depois de Lula e Janja pedirem ao ditador Xi Jinping que enviasse um emissário ao Brasil para ajudar a “regulamentar” as redes sociais, em especial o TikTok, temos o modelo chinês servido à mesa pelo STF. Esta semana, no julgamento que jogou no lixo o artigo 19 do Marco Civil da Internet, o decano do tribunal disse:

“Nós todos somos admiradores do regime chinês, né, do Xi Jinping, né, que diz assim: ‘O importante… A cor do gato não importa, o importante é que ele cace o rato.’”

FRASE DE DENG – O decano foi corrigido imediatamente pelo presidente do STF: a frase é de Deng Xiaoping, ditador chinês que sucedeu Mao Tsé-Tung.

Uma metáfora para dizer que não importava o modo de produção da economia, desde que ele promovesse desenvolvimento e bem-estar. Deng Xiao Ping justificava, assim, as reformas capitalistas na China comunista.

No caso do decano, o gato a que Gilmar se referia é a instância que vigiará oficialmente as plataformas digitais no Brasil. Os semideuses do STF ainda não decidiram qual será o órgão de censura da nova democracia brasileira.

ENTREGAR AO PT – Há ministros que defendem que seja a Procuradoria-Geral da República. Meto o meu bedelho para dizer que sou partidário da criação de uma secretaria especializada a ser entregue ao PT, e de maneira permanente. Fica mais parecido com o modelo chinês, que tanto admiramos.

De qualquer forma, não importa mesmo a cor do gato, o essencial é que ele cace o rato politicamente incômodo. Esse é o rato que preocupa, não tanto o rato predador sexual ou o rato estelionatário, que estão aí apenas para dar pretexto.

Do Palco ao Esquecimento: A Lição de Humildade na Política


Hoje faz exatamente um ano que o ex-prefeito de Jeremoabo era tratado como uma celebridade. Era ovacionado por muitos, bajulado por correligionários e aliados de ocasião, dançava animadamente no palco ao lado de artistas e bandas, e desfilava em cima dos trios elétricos como um verdadeiro rei popular. Naquele tempo, era o “martelo”: ditava regras, decidia destinos, promovia e exonerava, aplaudido em praça pública como se o poder fosse eterno.

Mas o tempo, que é implacável, tratou de inverter os papéis. Hoje, aquele que outrora era martelo, virou “bigorna”. Já não há palco, nem festa. As palmas sumiram, os amigos rarearam, e o prestígio se transformou em indiferença – quando não em cobrança ou escárnio. Aquela euforia passageira cedeu lugar à solidão política e ao peso das consequências de suas próprias decisões.

Essa mudança drástica é, por si só, uma aula pública sobre a fragilidade do poder, a efemeridade do sucesso e a importância da humildade na vida pública. A política, como a vida, é cíclica. Hoje no topo, amanhã na planície. A escada da ascensão é longa, mas a queda costuma ser rápida – e dolorosa.

Essa trajetória nos oferece algumas lições indispensáveis para qualquer gestor ou aspirante a cargo público:

1. O poder é transitório

Ninguém é eterno em cargo algum. A cadeira do executivo tem data de validade, e o prestígio popular não resiste a desmandos, prepotência ou má gestão. Saber disso é o primeiro passo para cultivar a humildade.

2. A responsabilidade de hoje define o futuro

Os atos cometidos no exercício do poder reverberam muito além do fim do mandato. O desrespeito à população, o autoritarismo, os desvios e a perseguição política voltam como sombra inevitável. Quem planta vento, colhe tempestade.

3. A humildade é escudo e guia

O gestor que governa com os pés no chão, ouvindo mais do que falando, respeitando mais do que se impondo, terá mais chances de ser lembrado com dignidade, mesmo após deixar o cargo.

4. Valorize a jornada, não só os holofotes

Os trios, os palanques, os palcos e os discursos empolgados duram pouco. A verdadeira glória está no legado construído com ética, trabalho e compromisso com o bem comum.

Este ex-prefeito, que já foi símbolo de poder incontestável, hoje nos mostra o que a política não perdoa: a soberba. Que seu exemplo sirva como alerta para os atuais e futuros líderes de Jeremoabo e de qualquer outro lugar.

A verdadeira grandeza de um gestor não está nos aplausos que recebe quando governa, mas no respeito que permanece quando ele já não manda mais.


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