domingo, maio 25, 2025

Haddad está perdido e desesperado, perdeu inteiramente a credibilidade


Fernando Haddad, ministro da Fazenda, mostrou falta de convicção no episódio do IOF

Lula, Gleisi e PT conseguiram destruir a imagem de Haddad

Carlos Andreazza
Estadão

O ministro da Fazenda está perdido. Perdidaço. Suas últimas entrevistas foram constrangedoras. Suas decisões mostram incapacidade – falta de recursos para avaliações técnicas e políticas – e fraqueza. Fernando Haddad não tem convicção. Comunica isolamento. Foi atropelado.

Anunciou conjunto de medidas – o pacote original de aumentos no IOF, com implicações em câmbio e crédito – como um “pequeno ajuste”. Um grupo de iniciativas – para repressão financeira – que propunha controle de capitais: “pequeno ajuste”. São leitores assim, sob tal desconexão com o mundo real, que tomam decisões econômicas no Brasil.

VALE TUDO – A lógica que fundamenta as decisões econômicas deste Dilma III: arrecadar; arrecadar para gastar. Só o crescimento da despesa é seguro. Por criativo que seja o agente arrecadador, em algum momento a engenhosidade se esgotará.

Não tardaria até que acionassem o botão do IOF. A regra é clara – a história ensina: apelou para o IOF, girou a chave da agonia. Recorreu ao IOF, declarou o vale tudo.

(O cronista chama a atenção para a fila de espera a que cidadãos possam alcançar o direito à aposentadoria-pensão: eram 914 mil os que aguardavam quando Lula assumiu. São quase 2,7 milhões agora. Dados da própria Previdência Social, que não os divulgava desde dezembro. A falta de transparência nos autorizando a especular sobre se o governo do povo estaria represando gastos à custa dos nossos mais velhos e vulneráveis.)

PELA REELEIÇÃO – Vem aí a eleição e nós – de novo – financiaremos a tentativa de reeleição de um presidente. Não há de onde tirar mais grana. E a rapaziada nunca cortará despesas estruturalmente.

Restaria convocar o IOF para pedalar a conta e rolar o explosivo adiante – dinheiro extra a nos ser cobrado também para que os haddads finjam cumprir as regras frouxas do tal arcabouço fiscal que eles mesmos criaram. Pronto.

Um conjunto de ações – mais IOF, em 2025 – por meio do qual a turma acreditava estar colaborando com o Banco Central. Conjunto que onera o crédito às empresas, que tributa meios de produção, que interfere na economia real – e a Fazenda avaliando que ajudaria o BC no combate à inflação. Delirante.

“CREDIBILIDADE” – Um conjunto de ações por meio do qual – falou o secretário do Tesouro Nacional – a galera imaginava “gerar credibilidade”. Uau!

E então o recuo. Recuo parcial decidido em reunião sem Haddad. Decisão que seria produto “de diálogo e avaliação técnica”. Os técnicos que optaram por voltar atrás: Rui Costa, Gleisi Hoffmann e Sidônio Palmeira.

O ministro da Fazenda está perdido e desesperado. Recorrer ao IOF é expressão de desespero. As reações que colhe sendo menos em função do impacto material do bicho. Se estão lançando a cartada do IOF já agora, ao que apelarão até a eleição? Lembre-se de que Simone Tebet declarou que o mundo acabará em 2027, quando explodirá a bomba fiscal que engordam e empurram.


Crise do IOF abala relacionamento entre o ministro Haddad e Galípolo


Galípolo não foi consultado pela Fazenda sobre aumento do IOF - Estadão

Galípolo não foi consultado , protestou e Haddad mudou

Josias de Souza
do UOL

Nos bastidores do governo, a crise produzida pelo vaivém na elevação das alíquotas do Imposto Sobre Operações Financeiras, o IOF, é tratada como uma “barbeiragem” de Fernando Haddad e sua equipe.

No Planalto, o recuo que evitou que a fumaça emanada do mercado evoluísse para um incêndio é parcialmente atribuído a um alerta transmitido a Lula pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

RELACIONAMENTO – A crise produziu uma trinca no relacionamento entre Haddad e Galípolo, que foi seu braço direito na pasta da Fazenda antes de ser transferido por Lula para o BC. O estranhamento entre os dois acentuou-se na noite de quinta-feira.

Galípolo irritou-se porque o secretário-executivo de Haddad, Dario Durigan, disse aos repórteres que ele havia sido consultado sobre as medidas. Ficou subentendido que o presidente do BC avalizara a derrapagem.

Haddad viu-se compelido a desmentir Durigam. Numa postagem feita na rede X às 20h20m de quinta-feira, o ministro anotou que “nenhuma” das providências foi “negociada com o BC.”

ANTIPATIA – Nesta sexta-feira, Galípolo cuidou de tornar pública sua “antipatia” e “resistência” à utilização do IOF como ferramenta para atingir as metas fiscais que a equipe econômica se antoimpôs.

O chefe do BC participou por videoconferência de seminário promovido pela FGV, no Rio de Janeiro. A alturas tantas, foi instado a comentar o receio dos operadores do mercado de que a elevação do IOF sobre fundos de investimento no exterior seria um prenúncio de controle cambial.

O temor do mercado não fazia nexo, pois o Brasil registra um fluxo positivo de entrada de capitais. De resto, possui um nível confortável de reservas em dólar. Mas o receio levou ao recuo do governo.

MAIS RECEITA – Em sua resposta, Galípolo soou como se compreendesse que o objetivo do Ministério da Fazenda da era o aumento da arrecadação, não o controle do câmbio:

“Não está dentro do meu mandato a questão da alíquota do IOF, mas sempre foi minha posição quando disse que não gosto da proposta. Ficou bastante evidente que o objetivo [da proposta] era o objetivo fiscal, da meta de superávit”, afirmou.

Mas Galípolo não deixou dúvidas quanto à sua avaliação de que o objetivo não justificava o risco: “Minha antipatia, resistência, de não gostar da ideia de você utilizar a alíquota de IOF como expediente para você tentar perseguir a meta fiscal, decorre justamente desse receio [do mercado].”

GESTÃO FISCAL – Sob refletores, Galípolo soou compreensivo ao falar sobre a complexidade da gestão fiscal: “Tenho visto meus amigos Simone Tebet e Fernando muito engajados em tentar produzir esse debate”.

Longe dos holofotes, o ex-número 2 de Haddad empenhou-se em tomar distância da “barbeiragem” da Fazenda nas conversas que manteve com seus contatos no mercado financeiro.

Fazenda e BC vivem uma fase glacial. A quebra do gelo exigirá muita conversa.


CPI do INSS pode ser CPI da Sucessão e dificultar muito a reeleição de Lula

Publicado em 24 de maio de 2025 por Tribuna da Internet

Davi Alcolumbre

Alcolumbre, capanga de Lula, faz o jogo e atrasa a CPI

Josias de Souza
do UOL

A maior lente de aumento de Brasília é Davi Alcolumbre olhando para si mesmo. Tudo parece girar ao redor do umbigo do presidente do Senado e do Congresso. Ele acionou a barriga para empurrar da próxima terça-feira para 17 de junho a sessão em que seria formalizada a criação da CPI mista sobre o assalto contra os aposentados.

Bem pago pelo Planalto, Alcolumbre alegou que não faria sentido convocar uma sessão agora apenas para a leitura do requerimento de CPI. Faltou definir sentido. Supondo-se que a nova data seja para valer, o requerimento da CPI será lido no plenário do Congresso em meio às festas juninas e às vésperas do recesso parlamentar de julho.

Os partidos seriam, então, convidados a indicar os seus representantes. Com mais um ou dois golpes de barriga, o Planalto conseguiria facilmente retardar para agosto a instalação da CPI.

MUDAR DE NOME – Com a popularidade periclitante, Lula imagina que, até o início do segundo semestre, o avanço das investigações da Polícia Federal e a eventual descoberta de uma fórmula mágica para devolver o dinheiro às vítimas tornariam irrelevante a CPI.

Lula e seus operadores ainda não se deram conta de que a demora produzirá apenas a mudança do nome do problema. Enterrada ou instalada, a CPI do INSS vai sendo gradativamente rebatizada de CPI da sucessão. Com idade avançada, os aposentados já não se importam com o passar do tempo. O que incomoda é ser tratado como detrito. O custo eleitoral pode ser alto.

Imagine um país assim, onde a Justiça domina até a confederação de futebol

Publicado em 24 de maio de 2025 por Tribuna da Internet

Charge do Mário César (Arquivo Google)

Conrado Hübner Mendes
Folha

Imagine país fictício. País onde realismo fantástico ganha contorno de legalismo fantástico. Lá, juiz decano da corte suprema é também empresário. Empresário do agro, empresário da educação, promoter e host de encontros multissetoriais da riqueza concentrada. Não reconhece conflitos de interesse quando julga caso da banca que remunera a esposa nem de patrocinador de sua empresa.

Ativista da política de nomeação para cargos judiciais e executivos, interlocutor partidário, amigo dos chefes de imprensa. Nenhuma das fontes geradoras de recursos de poder lhe escapa. Sem recato, ataca colega, ataca promotor, ataca legislador, ataca povos originários, ameaça ONGs, jornalistas e professores.

E MUITO MAIS – Organiza simpósios entre agentes políticos e econômicos do país hipotético. Simpósio, entenda bem, no sentido grego de “festejar junto”. Mas um festejar mais avacalhado e profano. Saem filosofia e poesia, entram magistocracia e oligarquia.

No banquete não tem Aristóteles nem Sófocles, não tem pergunta filosófica ou espiritual. Não há chistes contemplativos nem janela para humor inteligente e contra-hegemônico. Sobram impulsos espoliatórios e negociações extrativistas, inquietações desregulatórias e o fim de direitos trabalhistas. Permutas constitucionais em defesa do “interesse nacional”.

Desses simpósios participam quase todos os juízes de cortes superiores. Avessos à solidão, topam todo convite para comer com a advocacia que os paquera e para palestrar ao empreiteiro que estende a mão da amizade. Um campeonato de partidas e contrapartidas.

TUDO EM FAMÍLIA – Muitos dos juízes têm parentes-advogados. Homens de família e de bens, lutam pelo sucesso de filhos e esposas. A ponto de tornarem difícil praticar advocacia sem que advogados plebeus façam “parcerias” com advogados do patriciado dinástico.

Até a confederação de futebol desse país quimérico se joga na rede desse influencer de toga, no sentido latino, pré-digital.

A mídia não se sente livre para tratar do assunto. Não se atreve nem a perguntar, que dirá investigar e criticar. Sua coragem se encerra num cochicho privado. Pois tem medo das consequências.

MAIOR JOGADOR – Tamanho poder vertical de intimidação e retaliação faz do juiz imaginário o jogador mais granular e eficaz do Estado.

Nesse país zombeteiro, há jurisprudência lotérica sobre honra e liberdade de expressão para cidadãos comuns. E existe jurisprudência segura e previsível sobre a honra do juiz ornitorrinco. Toda uma jurisprudência da honra para si. Jurisprudência de um homem só.

Se “jurisprudência lotérica” e “jurisprudência individual” soam oxímoros, bem-vindo às charadas desse Estado de Direito tropical, em que jornalistas não podem interpelar cúpulas magistocráticas por sua libertinagem. Uma zona pouco franca aonde liberdade de imprensa e liberdade acadêmica não têm autorização para chegar.

O QUE TEMER? – A autoridade mais alta de proteção de direitos é a mesma que pode te assediar e punir. Por crítica objetiva e bem informada. Em língua culta.

E assim se faz a alquimia do legalismo fantástico: contra a lei, o maior operador da lei. De seu porrete se faz legalidade, dominação e silêncio.

Estamos em Magistocondo, cidade que García Márquez, tivesse mais preguiça e menos refino, poderia ter inventado: 500 Anos de Colusão (com pitadas de Acordão).

PT lança campanha em favor de Janja nas redes sociais, mas a ideia não colou

Publicado em 24 de maio de 2025 por Tribuna da Internet

PT lança campanha em defesa de Janja após primeira-dama ser alvo de  críticas nas redes sociaisSamuel Lima
O Globo

O Partido dos Trabalhadores (PT) convocou uma campanha nas redes sociais em defesa da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, que tem sido alvo de críticas desde que veio à tona a informação de que ela teria atacado o algoritmo do TikTok em jantar com o presidente da China, Xi Jinping, alegando que este favorece influenciadores de extrema-direita.

“A primeira-dama Janja tem se posicionado com firmeza por um ambiente digital mais seguro, especialmente para mulheres, crianças e adolescentes, as maiores vítimas dos crimes virtuais”, afirma a peça de divulgação, que tentou levantar a tag #EstouComJanja.

FOI UM FRACASSO – Apesar do esforço, o assunto passou longe dos trending topics do Twitter, lista que aponta os termos que mais ganham relevância a cada hora. Fatos políticos como o depoimento do ex-ministro Aldo Rebelo no inquérito dos atos do 8 de Janeiro e o recuo do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em alterar a cobrança do IOF tiveram mais repercussão.

Já na contagem do Instagram, foram menos de 100 publicações.

Enquanto isso, perfis de direita seguem explorando o assunto. O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS), compartilhou trecho de entrevista de Janja para o jornal Folha de S. Paulo para dizer que a primeira-dama defende “o modelo chinês de prisão por opinião”.

ATO DE MACHISMO – Janja declarou na mesma entrevista que considera o vazamento da informação sobre o encontro a portas fechadas com o presidente da China um ato de machismo.

Em entrevista a jornalistas após a repercussão da conversa, Lula afirmou que foi ele que tomou a iniciativa de abordar o tema e Janja “pediu a palavra” para mencionar os abusos cometidos na rede.

— Fui eu que fiz a pergunta. Eu perguntei ao companheiro Xi Jinping se era possível ele enviar para o Brasil uma pessoa da confiança dele para a gente discutir a questão digital, e sobretudo o TikTok. E aí a Janja pediu a palavra para explicar o que está acontecendo no Brasil, sobretudo contra as mulheres e contra as crianças.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É uma novela ao vivo, contando a repisada história de um homem velho, importante e rico, que se apaixonou por uma mulher mais jovem e pobre, que na época devia cerca de R$ 200 mil em condomínio. Casou-se com ela, que tenta ser famosa e quer aparecer a todo custo. O resultado aí está. O público que ainda tem paciência para assistir à novela odeia a personagem dela. E o homem velho, importante e rico se desespera cada vez mais… Comprem pipocas, porque essa bagaça não vai dar certo. (C.N.)


Comprovado! Fraude no INSS é culpa de Dilma, mas Lula vai atribuir a Bolsonaro


Dilma cai cocô charge

Charge do Zappa (humortadela.com.br)

Hugo Marques
Veja

O Instituto Lula, que pertence ao presidente da República, divulgou nota informando que a fraude no INSS começou na gestão do presidente Michel Temer, que governou o Brasil a partir de 2016, após o impeachment de Dilma Rousseff. Na mesma nota, Lula ressalta que a fraude passou a ser investigada no seu mandato.

Essa é a estratégia que o atual governo pretende adotar caso o Congresso instale uma CPMI para investigar o golpe contra os aposentados. “Tudo começou com ‘facilidades’ criadas por Michel Temer, em 2016 – após o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff. Uma transformação digital iniciada em 2017, ocorreu sem o devido aperfeiçoamento dos controles internos por parte do governo golpista”, diz a nota.

CULPA DE BOLSONARO – A mesma nota reproduz uma frase do presidente da República, acusando Jair Bolsonaro. “Estamos desmontando uma quadrilha que foi criada em 2019, e vocês sabem quem governava o Brasil em 2019. Vocês sabem quem era Ministro da Previdência em 2019, quem era chefe da Casa Civil em 2019. A gente poderia ter feito um show de pirotecnia. Mas a gente não quer uma manchete de jornal. A gente quer apurar. E aquelas entidades que roubaram vão ter seus bens congelados. Desses bens vamos repatriar o dinheiro para que a gente possa pagar as pessoas”, ressaltou Lula.

O Instituto Lula também tenta reforçar que lhe coube a atual gestão a descoberta das fraudes. “Somente com Lula começou a ser investigada. Após inquérito aberto pela Polícia Federal (PF), milhares de aposentados receberão seu dinheiro de volta graças às medidas determinadas por Lula”, diz a nota do Instituto.

NA VERDADE, PORÉM – A investigação não foi uma iniciativa do governo. Pelo contrário. Informado sobre as fraudes, o Ministério da Previdência nada fez para coibi-la. Coube à Polícia Federal e à Controladoria-Geral da União (CGU) – instados por denúncias publicadas pela imprensa – a apuração do caso.

Conforme mostrou Veja desta semana, depois de revelado o escândalo, o governo Lula chamou de volta a procuradora Márcia Eliza Souza para a direção de benefícios do INSS.

Em 2019, ela conseguiu enfrentar as associações que impunham cobranças indevidas aos aposentados do INSS, cobrando a devolução do dinheiro e suspendendo acordos de cooperação com a autarquia.

SUSPENSÃO E INQUÉRITO – Em maio daquele ano, Maria Elisa suspendeu por 60 dias os descontos realizados por uma das associações em função do volume considerável de reclamações que o INSS recebeu, o que gerou a abertura de um inquérito no Ministério Público de São Paulo.

Diante da ação do INSS, as associações tiveram de dar explicações ao Ministério Público sobre o esquema de arrecadação.

 Uma das pessoas ouvidas na época foi o sindicalista Canindé Pegado, da CGT, responsável pelo acordo da Centrape com o INSS, assinado em dezembro de 2015, durante o governo Dilma Rousseff – documento que, na sequência, permitiu à entidade descontar ilegalmente mensalidades das pensões dos aposentados.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como se vê, o PT está pronto para atribuir a Bolsonaro mais essa herança política podre, que na verdade foi autorizada pela Dilma no início de seu segundo mandato. Parafraseando o que diz a Bíblia, vamos dar a César o que é de César, e a Dilma o que é de Dilma(C.N.)

Lula diz que vai intensificar viagens pelo país para reagir a 'fake news

 

Lula diz que vai intensificar viagens pelo país para reagir a 'fake news'

Por Leonardo Vieceli e Pablo Rodrigo | Folhapress

Lula diz que vai intensificar viagens pelo país para reagir a 'fake news'
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

O presidente Lula (PT) afirmou neste sábado (24) que vai "fazer política" e andar pelo país a partir do mês que vem para combater o que chamou de "mentira", "canalhice" e "fake news".
 

As declarações ocorreram durante viagem ao interior de Mato Grosso, onde ocorreu a cerimônia de lançamento do programa Solo Vivo, que prevê recuperar áreas de solo degradado e fortalecer a agricultura familiar, segundo o governo.
 

"No mês que vem, vou fazer política nesse país. No mês que vem, eu vou começar a andar esse país porque acho que chegou a hora de a gente assumir a responsabilidade de não permitir que a mentira, a canalhice, a fake news, ganhe espaço e que a verdade seja soterrada nesse país", afirmou o presidente.
 

Ele continuou: "Nós fazemos parte daquele tipo de político que pelo menos não quer perder o direito de andar na rua de cabeça erguida. Fui criado por uma mãe analfabeta, e a coisa que ela mais exigia da gente é que a gente não mentisse e que a gente respeitasse os outros".
 

As falas ocorrem após Lula passar por crises intensificadas por publicações da oposição nas redes sociais. Nesta semana, o governo correu contra o tempo para anunciar o recuo em mudanças no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) ainda no final da noite de quinta-feira (22) por temer a repetição da traumática experiência da crise do Pix, em janeiro.
 

À época, a disseminação de informações distorcidas sobre taxação de operações feitas pelo sistema invadiu as redes e afetou a popularidade do presidente.
 

"Estou convencido de que nós aqui temos a obrigação moral de fazer com que a verdade derrote a mentira nesse país", disse Lula neste sábado.
 

O petista associou as mentiras a "gente maldosa" e "agressiva", "que não respeita adversário" e "que não sabe viver democraticamente", embora não tenha citado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu principal rival.
 

Ele voltou a defender a regulação de redes sociais e mencionou, nesse momento, a proibição de celulares nas escolas.
 

O presidente visitou o assentamento Santo Antônio da Fartura, no município de Campo Verde (a cerca de 130 km de Cuiabá). A agenda também teve entrega de chaves de máquinas agrícolas.
 

Lula esteve acompanhado por ministros e políticos locais, incluindo o governador de Mato Grosso, o bolsonarista Mauro Mendes (União Brasil).
 

Sentado ao lado do presidente, Mendes foi alvo de vaias ao ser citado em mais de uma ocasião durante a cerimônia. Também ouviu gritos de "Mauro, faz o L", uma referência do público à letra inicial de Lula.
 

O governador apoiou Bolsonaro nas eleições de 2022 e participou nos últimos meses de manifestações de apoiadores do ex-presidente por anistia a envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
 

Outro nome presente na cerimônia, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, fez um discurso com elogios a Mendes, procurando destacar projetos desenvolvidos em parceria entre o governo federal e a gestão estadual.
 

Mas também causou constrangimento ao ironizar, diante do bolsonarista, o episódio em que um apoiador de Bolsonaro se pendurou em um caminhão em um protesto após a eleição de 2022.
 

Em discurso, o governador exaltou sua própria gestão e parabenizou o presidente pela iniciativa do projeto. Ao mencionar grandes produtores rurais, disse que o público não deveria vaiá-los.

Em destaque

Motta nega irregularidade em voo alvo de investigação da PF e diz que sua bagagem foi inspecionada

  Motta nega irregularidade em voo alvo de investigação da PF e diz que sua bagagem foi inspecionada Por Marcos Hermanson/Folhapress 12/05/2...

Mais visitadas