terça-feira, fevereiro 18, 2025

Entenda as novas regras para cancelar plano de saúde por dívida

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil/Arquivo
Neste mês, entraram em vigor as novas regras para o cancelamento de contratos de planos de saúde18 de fevereiro de 2025 | 07:34

Entenda as novas regras para cancelar plano de saúde por dívida

brasil

Neste mês, entraram em vigor as novas regras para o cancelamento de contratos de planos de saúde por inadimplência, determinadas pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), que se aplicam a todos os contratos assinados a partir de dezembro de 2024.

Com a mudança, o cancelamento só poderá ocorrer após o atraso de pelo menos duas mensalidades, consecutivas ou não. Anteriormente, o plano podia ser cancelado quando o beneficiário estivesse com pelo menos uma fatura vencida há mais de 60 dias, consecutivos ou não, dentro de um período de um ano.

O advogado e especialista em direito à saúde e sócio do Vilhena Silva Advogados, Caio Henrique Fernandes, afirma que as mudanças se aplicam a diferentes tipos de beneficiário, não existindo distinção entre planos individuais e familiares.

As alterações são regulamentadas pela resolução normativa nº 593/2023. Segundo o Procon-SP, as novas regras atendem uma antiga reivindicação, que busca evitar que consumidores tenham seus planos cancelados por falhas de comunicação.

Outra mudança implementada é a definição de que a exclusão do plano só poderá acontecer após dez dias de notificação, desde que o débito não tenha sido quitado. Também é responsabilidade da operadora comprovar que a notificação foi enviada ao consumidor.

Além disso, o cliente pode discordar do valor ou da cobrança das mensalidades não pagas. Nesses casos, a notificação poderá ser contestada sem que isso afete o prazo para o pagamento do débito.

“Na prática, essas mudanças trazem mais segurança aos consumidores e diminuem as práticas abusivas das operadoras”, afirma o especialista.

COMO A NOTIFICAÇÃO DEVE ACONTECER?
Aqueles que possuem contratos assinados até o dia 30 de novembro de 2024 deverão ser comunicados das seguintes maneiras:

Carta com aviso de recebimento (AR);
Pessoalmente, por um representante da operadora;
Por publicação em edital;
Por meios eletrônicos previamente definidos em norma de 2019.
Os que são contemplados pela nova norma poderão receber a notificação por:

Email, com certificado digital ou confirmação de leitura;
Mensagem de texto (SMS ou WhatsApp), mediante resposta do beneficiário;
Ligação telefônica gravada, com validação de dados;
Carta com AR, ou entrega por representante da operadora, com comprovante de recebimento.

COMO FUNCIONAVA?
Fernandes explica que, para os contratos assinados antes de dezembro de 2024, é caracterizada inadimplência quando o consumidor apresenta um registro de fatura vencida há mais de 60 dias, consecutivos ou não, nos últimos 12 meses.

Ainda que o pagamento da dívida seja realizado, os dias de mensalidade atrasada continuavam sendo contabilizados pelo plano de saúde. Com a nova norma, após a quitação das dívidas, os dias de pagamento em atraso deixam de ser contados como período de inadimplência.

SE O CONSUMIDOR NÃO FOR NOTIFICADO, É POSSÍVEL QUESTIONAR A RESCISÃO?
Para que o cancelamento de contrato aconteça, é necessário que as operadoras comprovem o envio de notificação. Caso o cliente fique sem acesso ao plano, mas comprove que a notificação não foi realizada corretamente, Caio Fernandes diz que é possível exigir reparação ou indenização por danos materiais e morais causados pela suspensão indevida.

“É necessário, no entanto, que o consumidor tenha cuidado para verificar e comprovar que a falha foi da operadora”, alerta o advogado.

E SE O ERRO DE COBRANÇA FOR DA OPERADORA?
Caso a mensalidade não seja cobrada por erro da operadora, o período de débito também não será válido para a suspensão do plano.

É POSSÍVEL REGULARIZAR O PLANO DEPOIS DOS DEZ DIAS DE NOTIFICAÇÃO?
Se o consumidor não fizer o pagamento do débito no prazo de dez dias regulamentado pela ANS, não será possível ter acesso ao plano novamente. Nesses casos, aqueles que desejarem retomar o acesso ao plano deverão procurar o Judiciário.

Caio Fernandes diz, no entanto, que é comum que o Judiciário entenda que se o consumidor sempre realizou o pagamento do plano de forma pontual e, em um ano específico, o acúmulo de faturas ocorrer por problemas financeiros, o cancelamento do contrato pode ser considerado uma medida desproporcional. Esse entendimento, contudo, não é determinado legalmente.

O QUE FAZER SE O DIREITO DO CONSUMIDOR NÃO FOR RESPEITADO?
Fernandes explica que é possível seguir os seguintes passos:

1) É possível buscar a ANS por meio do espaço NIP (Notificação de Intermediação Preliminar). Neste canal, o consumidor poderá relatar problemas com operadoras.
2) Quando possível, procurar o sistema Judiciário por meio de uma ação judicial.
O Procon-SP e outros órgão de defesa do consumidor também podem ser procurados. Para evitar problemas no envio de notificações, a ANS recomenda que usuários mantenham seus dados atualizados.

Júlia Galvão/Folhapress 

Penduricalhos alavancam remunerações no Ministério Público a até R$ 376 mil

 Foto: Divulgação/Arquivo

Sede do MPF na Bahia18 de fevereiro de 2025 | 06:41

Penduricalhos alavancam remunerações no Ministério Público a até R$ 376 mil

economia

O Ministério Público da União pagou até R$ 376 mil líquidos a procuradores e promotores em dezembro de 2024, com valores recheados de penduricalhos e retroativos que, na prática, superam o teto do funcionalismo.

O contracheque de integrantes do MPT (Ministério Público do Trabalho), MPDFT (do Distrito Federal e Territórios), MPF (Federal) e MPM (Militar) foi turbinado com indenizações, remunerações temporárias e quantias referentes a exercícios anteriores.

Indagadas, as instituições afirmaram em nota que todos os pagamentos seguem as regras previstas na Constituição e nas regulamentações da categoria, mas não especificaram o que motivou o desembolso. O MPT não se manifestou.

O dispêndio segue a mesma lógica vista no Judiciário. Leis, atos administrativos e medidas aprovadas pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) autorizam o pagamento de vantagens fora do limite constitucional.

O teto remuneratório dos membros do Ministério Público da União é o valor fixo e mensal que recebem os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal): atualmente na casa dos R$ 46 mil, mas cerca de R$ 44 mil em dezembro do ano passado.

Naquele mês, a remuneração média desses procuradores e promotores variou de R$ 60 mil a R$ 88 mil, mas casos específicos saltam ainda mais aos olhos, em especial no MPT, onde os vencimentos acrescidos de benefícios atingem as centenas de milhares.

Por exemplo, três procuradores do trabalho embolsaram montantes acima de R$ 300 mil líquidos em um mês: Anderson Luiz Corrêa da Silva (R$ 376 mil), Luciano Aragão Santos (R$ 344 mil) e Alpiniano do Prado Lopes (R$ 321 mil).

Se o recorte for de R$ 200 mil, considerados o rendimento total e as verbas referentes a exercícios anteriores, ambos líquidos, o número sobe para 13, todos do Ministério Público do Trabalho, incluindo os três já citados.

As cifras destoam até do padrão observado nos demais ramos do Ministério Público. A remuneração líquida de maior valor de um procurador do MPF foi de R$ 181 mil líquidos, do subprocurador-geral da República Luciano Mariz Maia.

No MPDFT, por sua vez, quem mais recebeu em dezembro foi o promotor de Justiça Thiago André Pierobom de Ávila, com R$ 140 mil líquidos. No caso do MPM, foi a subprocuradora-geral de Justiça Militar Herminia Celia Raymundo, com R$ 69 mil.

A análise considerou rendimentos totais líquidos, verbas referentes a exercícios anteriores, remunerações temporárias e verbas indenizatórias. Os dados foram coletados pelos portais de transparência de cada órgão.

Não são computadas para efeito do teto constitucional verbas de caráter indenizatório, como pagamento por férias não tiradas e licenças convertidas em dinheiro, e de caráter eventual ou temporário, caso de algumas bolsas de estudo.

Apesar de ser o ramo do Ministério Público da União que mais pagou pelos critérios da análise, o MPT disse que não se manifestaria quando questionado sobre o que tinha motivado os pagamentos e qual era o posicionamento do órgão sobre eles.

O MPF afirmou que a análise de contracheques deve ser individual, considerando a situação concreta de cada membro ou servidor, previsões legais e eventualmente decisões judiciais, mas não esclarece por que os pagamentos foram feitos. Diz ainda que todos estão sujeitos às regras estabelecidas pelo CNMP e pela Constituição.

O MPDFT e o MPM responderam aos questionamentos em notas encaminhadas separadamente, mas com conteúdo idêntico. Disseram que as indenizações pagas em dezembro se referem a compromissos reconhecidos anteriormente, mas cujo desembolso foi realizado naquele mês em razão de disponibilidade orçamentária.

Afirmaram que o motivo é uma “medida reconhecida em lei e regulamentada pelo Ministério Público da União”, sem especificar, e que “todo e qualquer pagamento relacionado a verbas indenizatórias é feito em conformidade com o que está estabelecido em lei e autorizado no âmbito do MPU”.

Acrescentam que, no mês, também são pagas gratificação natalina e indenizações por férias trabalhadas e que a observação da folha de pagamento apenas do mês de dezembro não reflete a realidade remuneratória dos membros dos órgãos.

“[O MPDFT e o MPM] observa[m] rigorosamente os limites do teto de remuneração da Constituição. Todos os pagamentos de pessoal realizados pela[s] instituiç[ões] são objeto de acompanhamento e fiscalização por parte da Auditoria Interna do MPU, do CNMP e do TCU, não havendo registro advindo desses órgãos quanto a pagamentos fora dos parâmetros legais.”

Arthur Guimarães de Oliveira/FolhapressPoliticaLivre

Otto liga para Dino e cobra emendas: ‘Ele tem seguro de saúde e não imagina o prejuízo’

 Foto: Geraldo Magela/Agência Senado/Arquivo

O senador Otto Alencar (PSD)17 de fevereiro de 2025 | 19:46

Otto liga para Dino e cobra emendas: ‘Ele tem seguro de saúde e não imagina o prejuízo’

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O senador Otto Alencar (PSD), aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e favorito para comandar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, telefonou para o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e fez um apelo para que o magistrado revise suas decisões e libere as emendas parlamentares.

“Na área de saúde, a retenção desses recursos vai dar um prejuízo muito grande para a população porque não tem como funcionar sem essas emendas”, disse Alencar ao jornal O Estado de São Paulo. “É uma situação que você não pode imaginar. Ele (Dino) também não imagina. Tem seguro de saúde, então ele não imagina. Isso me incomoda muito.” O ministro Flávio Dino e o STF não comentaram as declarações.

O ministro Flávio Dino suspendeu o pagamento das emendas em agosto do ano passado, apontando falta de transparência e desrespeito às regras fiscais. Em dezembro, os recursos foram liberados, mas sob uma série de condições com as quais os parlamentares não concordam.

Nos últimos anos, emendas bancaram compra de tratores superfaturados, asfalto com indícios de sobrepreço, shows artísticos em cidade que estavam em calamidade e desvios na área de saúde. Além disso, o governo e o Congresso tiraram dinheiro de órgãos essenciais para turbinar os recursos de interesse eleitoral.

Todas essas práticas foram condenadas pelo STF e pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A Polícia Federal começou a investigar parlamentares, assessores e prefeitos por suspeita de desvios. Na última semana, a polícia deflagrou uma operação no Rio Grande do Sul e identificou até um “contrato de propina” em hospital no Rio Grande do Sul com dinheiro de emenda.

Agora, segundo as regras do STF, recursos do orçamento secreto e das emendas de comissão só devem ser liberados quando o governo identificar e dar transparência sobre quem são os parlamentares beneficiados. As emendas Pix terão que passar por aprovação dos ministérios. Os repasses para a saúde, por sua vez, dependerão do aval do Sistema Único de Saúde (SUS) e das comissões formadas por gestores federais, estaduais e municipais. Além disso, o dinheiro das emendas pode ser cortado de crescer mais que outras despesas.

Congresso ameaça só votar Orçamento com emendas liberadas

O Congresso aumentou a pressão sobre o STF e sobre o governo Lula para a liberação das emendas. Integrantes do Legislativo dizem que só vão votar o Orçamento de 2025, que autoriza os gastos da União, após uma nova decisão favorável do Judiciário. É no Orçamento que estão as verbas para o governo tocar os projetos prioritários e também os recursos do Supremo.

Segundo Alencar, a conversa com Dino ocorreu há uma semana. A principal queixa do senador é com as emendas de bancada direcionadas à saúde. Emendas de bancada são recursos indicados pelo conjunto de parlamentares de cada Estado no Orçamento da União. O ministro proibiu que os congressistas dividam entre si a indicação dos recursos, como se cada um tivesse um naco individual do bolo, prática conhecida como “rachadão”. Na área de saúde, o STF exigiu que as emendas sejam aprovadas pela máquina federal do SUS.

No final de dezembro, Dino liberou excepcionalmente as emendas de saúde para cumprir o piso constitucional, que determina um mínimo que a União deve gastar na área. Mas, de acordo com o senador, mesmo com os recursos liberados, os gestores públicos temem usar a verba na ponta com receio de cair em práticas condenadas pelo magistrado. “A secretária estadual de Saúde da Bahia não se sente segura para repassar o recurso porque ele não deu uma decisão clara. E com razão, porque recai sobre o CPF dela.”

As palavras do senador ecoam uma queixa constante nos bastidores do Congresso. O presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), deputado Julio Arcoverde (PP-PI), deixou claro que os parlamentares estão esperando o STF liberar as emendas para só depois votar o Orçamento do governo. “É contraproducente aprovarmos o relatório da LOA sem a decisão final do STF sobre as emendas. Precisamos de segurança jurídica para garantir um orçamento sólido e responsável. Entendo as dificuldades enfrentadas pelos prefeitos e estou trabalhando diariamente para que os municípios brasileiros não fiquem desamparados”, afirmou o parlamentar.

Os parlamentares prometem dar transparência a partir de agora, pedindo a liberação dos recursos. Foi a mesma promessa feita em 2022, quando o Supremo declarou o orçamento secreto inconstitucional. As práticas que levaram à derrubada do esquema, porém, se repetiram com outros tipos de emendas. No próximo dia 27, Dino deve receber o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Davi Alcolumbre (União-AP), para conversar sobre o impasse. Os dois foram eleitos para presidir as casas legislativas prometendo defender as emendas e cobram uma decisão favorável do Judiciário.

Daniel Weterman/EstadãoPoliticaLivre

Bolsonaro se prepara para virar réu no golpe e também nas joias

Publicado em 17 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Aproximação com Trump "racha" defesa de Bolsonaro às vésperas de denúncia da PGR | Brasil 247

Jair Bolsonaro teria sido “líder” de um golpe desarmado

Igor Gadelha
Metrópoles

Auxiliares de Jair Bolsonaro preveem que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, deve denunciar o ex-presidente ao Supremo Tribunal Federal (STF) nos próximos dias.

Com a expectativa da denúncia iminente, auxiliares do ex-presidente já começam a preparar reação. Bolsonaro, inclusive, deve permanecer em Brasília durante a semana para alinhar sua defesa.

DENÚNCIA IMEDIATA? – Conforme noticiou a coluna, a expectativa no Ministério Público é de que Gonet denuncie o ex-presidente antes do jantar que o presidente Lula terá com ministros do STF nesta quarta-feira (19/2).

A avaliação a é de que a denúncia sairá antes do jantar para não dar brechas a interpretações de que Lula teria discutido a peça da Procuradoria com os ministros do STF e com o próprio procurador Gonet, que foi convidado para o encontro.

Como noticiou a coluna, integrantes da defesa de Bolsonaro esperam que Gonet faça um gesto ao ex-presidente em pelo menos um dos inquéritos nos quais ele foi indiciado pela Polícia Federal.

DUAS DENÚNCIAS – Nos bastidores, advogados de Bolsonaro já dão como certo que o ex-presidente será denunciado por Gonet para virar réu em dois inquéritos: o que apura a tentativa de golpe e o que investiga a fraude em certificados de vacinação.

A defesa de Bolsonaro tem esperança, no entanto, que o procurador-geral da República não denuncie o ex-presidente no caso das joias sauditas que ganhou de presente e vendeu no exterior.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O caso das joias é uma bobagem, porque Bolsonaro recuperou o único relógio vendido e devolveu à Presidência sem que à época se soubesse se era bem pessoal dele ou não. A denúncia mais grave é do golpe, que foi planejado, porém não chegou a ser tentado. Mesmo assim, o ministro Moraes pretende condenar Bolsonaro ao máximo possível de anos de prisão, por considerar o 8 de janeiro como terrorismo e tentativa de golpe. Ou seja, Bolsonaro teria sido “líder” de um golpe desarmado(C.N.)

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Equipe de Alcolumbre não cabe no gabinete e terá de haver um revezamento

 


Alcolumbre sonha (?) em continuar presidente do Senado, alterando a  Constituição - Flávio Chaves

Charge do Genildo (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Duas primorosas notícias da premiada colunista Denise Rothenburg no Correio Braziliense (14/02), sobre o monumental Davi Alcolumbre, enchem de orgulho o noticiário político. Denise é esmerada em notas interessantes e profundamente jornalísticas. A emoção é imensa, para este veterano repórter, ao tratar do tema. As pernas tremem, as mãos enfraquecem.

Denise mostra que o colunismo impresso continua vivo. Iluminando as letras do jornal. Na primeira espetacular e interessante nota, Denise destaca a felicidade de Alcolumbre por Lula pisar com ele solo do Amapá. Por pouco Denise não disse que Lula não vive sem Davi. Dois fofos. 

VAI SE REELEGER – Denise completa a maravilhosa informação revelando para o Brasil e para o mundo que, desde já, Alcolumbre é pule de dez para se reeleger. para a presidência do Senado, na próxima legislatura.

A segunda nota de Denise, sempre adoçando o leitor com sensacionais revelações em primeira mão sobre Alcolumbre, diz que a numerosa equipe do senador não cabe toda no gabinete da presidência do senado. Para evitar briguinhas e ciumeiras, os servidores vão fazer sorteio e revezamento para saber quais serão os felizardos que ficarão ao lado do divino chefe e os outros que ficarão em casa.

O próprio Alcolumbre cunhou o seguinte lema para as servidoras fantasmas e rachadistas do gabinete dele, no primeiro mandato como presidente do Senado: “Vocês me ajudam e eu ajudo vocês”. Os arquivos da revista Veja não mentem.  Quem perder, ficará longe do cativante sorriso do pançudo Davi. A depressão será enorme. 

UM NOVO BONÉ – Com fogos e banda de música, a coluna Eixo Capital ( 09/02) informa que vice-governadora Celina Leão abriu garbosamente a temporada dos bonés, em Brasília. Com um vistoso boné azul, Celina foi taxativa: “Nosso compromisso é com o DF”. Bom saber. Fico aliviado.   

Como acredito na sinceridade da vice-governadora, sugiro que ela mande fazer outros sugestivos lindos bonés, para circular pelo Distrito Federal. O sucesso e o apoio popular estarão garantidos:  “Brasília esburacada”, “Brasília mal iluminada”, “Caos completo na saúde do DF”, “Estacionamento medonho”, “Insegurança dói na alma”, “Crianças com fome nas ruas” e “Feminicídio, praga que não acaba”. 

Bonés de Celina e do fracassado governador Ibaneis iluminam o céu de Brasília. 

ILANA DE NOVO – Cumprimentos â nova Mesa Diretora do Senado pela confirmação da competente servidora, Ilana Trombka, como Diretora-Geral da Câmara Alta. Há 10 anos na função, Ilana dedica seu tempo em benefício da valorização do servidor do Senado.

Faz palestras, escreve artigos para jornais, revistas e redes sociais, publica livros e comanda a eficiente e exemplar “Liga do Bem”, iniciativa que ajuda famílias carentes de todo o Brasil, com a participação efetiva de funcionários do Senado e voluntários. Atitude marcante, que ilumina corações grandiosos.

Senadores e senadoras só têm elogios à atuação vigilante e atenciosa de Ivana Trombka. 

Governo Lula desesperado é um perigo e aumenta risco Brasil


Avaliação do governo Lula é negativa para 90% do mercado - BPMoney

Encurralado, Lula não sabe o que fazer, e isso é um perigo

Carlos Andreazza
Estadão

Importam mais as reações à pesquisa do que aquilo fotografado pelo levantamento. Governo sem firmeza, que não tem identidade, que é desprovido de projeto, responde à impopularidade oscilando entre desânimo e desespero.

Desespero é um perigo. Como sentimento de quem controla o Tesouro, é mesmo uma ameaça. O governo Lula está desesperado. Condição essencial para se fazer o diabo. O tiro é curto até o ano eleitoral e a caixa de ferramentas já está aberta. Será arreganhada.

PERPLEXIDADE – No caso do governo popular impopular, do presidente que deveria ser – que já foi – quase unanimidade, o desespero vai robustecido pela perplexidade. A turma do Planalto, que não sabe o que fazer ante a novidade da desaprovação espalhada, fica mais suscetível aos cantos das respostas rápidas, repetidas e erradas.

Por exemplo: a retomada – de novo – da indústria naval brasileira. Filme já visto; a rapaziada voltando ao local do… A rapaziada voltando ao set. A Transpetro em cena. A Petrobras mais uma vez usada para revitalizar um setor que não compete sem estímulos estatais.

O petismo pressiona por radicalização. Será objetivamente atendido, com Gleisi Hoffmann ministra palaciana.

ESQUERDIZAÇÃO – O discurso – pela guinada ainda mais à esquerda – é delirante: para que se interrompa a agenda de “ajuste fiscal”. Agenda que nunca teve lugar neste Dilma III – governo fundado pela gastadora PEC da Transição. Governo do pacotinho fiscal. Do Auxílio Gás, prometido gratuitamente para 22 milhões de famílias, à margem do Orçamento.

Delirante também é a reação da Fazenda à impopularidade. A pasta ora preocupada com os riscos de um “cavalo de pau” na economia. A mãe do arcabouço natimorto fiscal, da meta cumprida com bilhões despejados parafiscalmente, de repente preocupada com a possibilidade de Lula radicalizar na gastança.

A mãe de um programa educacional – o Pé de Meia – que, custando R$ 15 bilhões, só tem previsto R$ 1 bilhão na proposta orçamentária, preocupada com barbaridades fiscais.

CORTE DE DESPESAS – Cavalo de pau seria o presidente ordenar corte de despesas – um verdadeiro – para 2025. Não rolará, pedalada a bomba para 2027. Acelerar gastos, em variadas frentes, é apenas dar novo ritmo à continuidade. É dobrar a aposta. Para – encharcando os pobres de créditos estatais (e endividando as famílias) – sustentar o voo de galinha até 2026.

No Pará, na sexta, o presidente deu a letra sobre como bancará a corrida de cobre-descobre com a inflação: “O Brasil vai crescer mais, porque tem uma coisa acontecendo nesse país. Temos o menor nível de desemprego da história, crescimento da massa salarial e a quantidade de crédito que nunca teve. E vamos anunciar mais três políticas de crédito nesse país”.

A radicalização, na economia, está contratada.

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