segunda-feira, janeiro 13, 2025

Caminho da esquerda no Brasil e no EUA seria o populismo?


Os populistas amam tanto os pobres que os multiplicam” - Blog do Ari Cunha

Charge do Wilmar (Arquivo Google)

Bruno Boghossian
Folha

O estrategista James Carville, ligado ao Partido Democrata, estava errado. Dias antes da eleição de 2024, ele publicou no New York Times a previsão de uma vitória de Kamala Harris. Agora, ele voltou para reconhecer a falha e discutir suas razões.

O erro de Carville teve um aspecto particular. Ao fazer a previsão, o estrategista ignorou a máxima que ele mesmo cunhou, em 1992, ao estabelecer que o fator determinante de qualquer eleição “é a economia, estúpido”.

EFEITO 2024 – A derrota de 2024 levou o Partido Democrata à constatação de que sua plataforma econômica não convence mais o eleitorado e empurrou classes trabalhadoras para Trump.

Carville sugere uma alternativa que representa um mergulho profundo (para padrões americanos) no que descreve como um programa populista.

O argumento central é que a esquerda precisa enfrentar a direita na arena econômica recorrendo a uma frustração parecida com aquela que foi instrumentalizada por Trump e obrigando os republicanos a recuarem aos pontos impopulares de sua agenda.

FALSAS BANDEIRAS – Para isso, o establishment de esquerda deveria assumir bandeiras consideradas extravagantes, como o aumento do salário mínimo de US$ 7,25 para US$ 15 por hora, forçando a direita a se opor à ideia.

Assim, os republicanos ficariam com o peso de defender o corte de impostos para os mais ricos e o aumento do custo da saúde para os mais pobres.

O termo populismo aparece na definição de Carville sem a carga pejorativa das últimas décadas. A palavra se refere principalmente à oposição entre povo e elites que, no ciclo político atual, também vem sendo explorada por líderes de direita pelo mundo.

CASO DO PT -No caso da esquerda americana, a ideia de uma guinada populista remete à bifurcação que os democratas enfrentaram em 2016, quando seguiram o establishment atrás de Hillary Clinton em vez de abraçar Bernie Sanders, que tinha uma plataforma digna daquele adjetivo.

O caminho aparece, com suas nuances, diante de uma esquerda brasileira que procura se reconectar às classes trabalhadoras.

Não à toa, o tópico mais citado como trunfo nesses setores é a proposta de redução expressiva da jornada de trabalho.


Denúncia: Um Caminho para os Órgãos Competentes


Denúncia: Um Caminho para os Órgãos Competentes

Na última semana, publiquei um artigo sobre a incompatibilidade de horários no serviço público, um tema que gerou bastante repercussão. Hoje, recebi um vídeo de um cidadão de Jeremoabo, que, por razões de privacidade, solicitou que seu nome não fosse identificado. Ele questiona como é possível que um diretor, ocupante de um cargo de livre nomeação e exoneração – que, por sua natureza, exige dedicação integral e disponibilidade total – esteja simultaneamente prestando serviços em uma emissora de rádio e na prefeitura, acumulando uma carga horária de 40 horas semanais.

Primeiramente, quero deixar claro aos leitores deste blog e ao remetente do vídeo que a minha postura é pautada pela imparcialidade e compromisso com a verdade. Desde o primeiro mandato de Tista de Deda até o final da gestão do ex-prefeito Deri do Paloma, tenho me indisposto com prefeitos e gestores quando necessário, sempre em prol de uma administração mais justa e transparente.

Contudo, é fundamental destacar que meu papel enquanto comunicador e cidadão é expor os fatos e apontar os erros, mas jamais atuar como denunciante. Denunciar é uma atribuição que cabe a vereadores, ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA). Esses órgãos existem exatamente para fiscalizar, investigar e agir diante de irregularidades.

No caso em questão, se há indícios de incompatibilidade de horários ou acúmulo irregular de funções, é dever das autoridades competentes averiguar e tomar as medidas cabíveis. Aos leitores que se deparam com situações semelhantes, recomendo que busquem os canais apropriados para formalizar suas denúncias, garantindo que os procedimentos legais sejam seguidos.

Daqui em diante, continuarei publicando informações relevantes, apontando falhas e promovendo o debate sobre a gestão pública. Porém, minha atuação se limitará à divulgação e análise dos fatos, deixando a tarefa de denunciar às instâncias responsáveis. Afinal, uma sociedade mais justa e transparente depende da atuação de cada um no seu papel específico.

Reflexão Final
A administração pública exige comprometimento e respeito às leis. Cargos de confiança, como o de diretor, demandam dedicação integral, e qualquer desvio desse princípio precisa ser investigado. Por isso, reforço: o papel dos vereadores, do Ministério Público e do TCM-BA é essencial para garantir que a máquina pública funcione de forma ética e eficiente. Que cada um cumpra seu papel, e juntos construiremos uma Jeremoabo melhor

Após declaração de estado de calamidade financeira, MP-BA recomenda a prefeito de Juazeiro que avalie realização do Carnaval 2025

 Foto: Divulgação

Prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves (MDB)13 de janeiro de 2025 | 09:33

Após declaração de estado de calamidade financeira, MP-BA recomenda a prefeito de Juazeiro que avalie realização do Carnaval 2025

exclusivas

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) recomendou ao prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves (MDB), que avalie a viabilidade da realização do Carnaval 2025 com despesas pagas pelo próprio Município enquanto perdurar o estado de calamidade financeira, que foi decretado pelo gestor este mês. O evento está previsto para ocorrer no período de 13 a 16 de fevereiro.

Na recomendação, o MP-BA lembra que a realização do Carnaval acarreta incalculáveis custos diretos, decorrentes, principalmente, do sobrecarregamento dos serviços de saúde, segurança pública, iluminação pública e limpeza urbana, “que já são deficitários”, aliado aos custos com a contratação de bandas, locação de serviços de som, palco, banheiros, dentre outros.

A Instituição ressalta ao prefeito a responsabilidade que lhe recai por priorizar a realização de despesas com o Carnaval em detrimento do pagamento das despesas correntes e das demandas de atendimento primário da população, como as que decorrem da saúde, educação, limpeza urbana e segurança.

O próprio Município afirmou, por meio do Decreto nº 035/2025, que passa por expressiva perda da capacidade em manter continuidade da prestação de serviços públicos, fundado em “aprofundado endividamento”, registram os promotores de Justiça Joseane Nunes, Alexandre Lamas, Andrea Costa, Heline Esteves, Márcio Henrique Oliveira, Mayumi Kawabe, Raimundo Moinhos, Renata Aguiar, Roberta Masunari e Sammuel Luna.

Os promotores de Justiça recomendam ao gestor que, caso opte pela realização da festa no presente momento, apresente ao MPBA, no prazo de dez dias, um cronograma do Carnaval de 2025, com identificação de todas as apresentações artísticas.

Além disso, um plano de segurança pública para o evento, indicando toda a logística de funcionamento dos órgãos estaduais e municipais que atuarão na segurança pública e no sistema de garantias de direitos da política municipal da infância e da juventude; e a relação de todos os custos do evento e fontes de custeio, observando-se estritamente os termos previstos na Lei Orçamentária Anual de 2025.

O MP-BA recomendou ainda que seja realizado estudo prévio do impacto financeiro do festejo e de eventual retorno a nível de desenvolvimento econômico e social para o Município. Em dezembro, durante reuniões entre as equipes de transição com participação do Ministério Público, foi destacada a urgência do plano de logística do Carnaval de 2025 de Juazeiro.

Política Livre

Lula sanciona lei que proíbe uso de celular nas escolas em todo o país

 Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

O presidente Lula (PT)13 de janeiro de 2025 | 17:15

Lula sanciona lei que proíbe uso de celular nas escolas em todo o país

brasil

O presidente Lula (PT) sancionou, na tarde desta segunda-feira (13), o projeto de lei que proíbe o uso de celular em escolas públicas e privadas de todo o país.

A proposta foi aprovada de forma simbólica (sem a contagem de votos no painel) no Senado, em dezembro. A restrição ao uso de celular nas escolas ganhou tração no Congresso Nacional depois que o Ministério da Educação decidiu abraçar a mudança.

A expectativa do governo federal, no final do ano, era de colocar o PL em prática no começo do ano letivo.

A sanção ocorreu em evento fechado, mas transmitido na internet, com ministros e parlamentares no Palácio do Planalto. O texto ainda será publicado no Diário Oficial da União, mas segundo o governo não terá vetos.

Países como França, Espanha, Grécia, Dinamarca, Itália e Holanda já possuem legislações que restringem uso de celular em escolas.

O projeto foi aprovado com amplo apoio no intervalo de uma semana. Na Câmara dos Deputados, o texto foi votado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) de forma terminativa, pulando o plenário. No Senado, a oposição se dividiu sobre o projeto —e saiu derrotada.

A proibição ao uso de celular e outros dispositivos eletrônicos móveis (como tablets e relógios conectados à Internet) por parte dos alunos vale em todo o ambiente escolar, tanto nas aulas quanto nos recreios, intervalos e em atividades extracurriculares.

O secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha (PSD-RJ), reassumiu o mandato de deputado federal para relatar o projeto na Câmara. A capital foi pioneira no banimento de celulares em escolas, no começo do ano.

O estado de São Paulo aprovou uma lei de teor semelhante. No caso das escolas paulistas, a legislação é mais clara sobre o armazenamento dos aparelhos: devem ser guardados de forma que os alunos não tenham acesso a eles, o que descarta mochilas e armários individuais.

No caso do projeto de lei nacional, não existe determinação específica para o armazenamento dos equipamentos. Esse detalhe poderá ser resolvido por meio de regulamentação nacional posterior ou por meio de legislações locais.

Pesquisa Datafolha realizada em outubro mostrou que a maioria (62%) dos brasileiros a partir dos 16 anos é favorável à proibição do uso de celulares por crianças e adolescentes nas escolas, tanto em sala de aula quanto nos intervalos.

Na parcela da população que tem filhos de até 12 ou de até 18 anos o apoio à proibição é um pouco maior: 65%.

É ainda maior o número dos que consideram que o celular traz mais prejuízos do que benefícios ao aprendizado de crianças e adolescentes: 76% da população e 78% entre os que são pais de crianças.

Marianna Holanda/FolhapresspOLITICAlIVRE

A população do Rio e do Brasil não aguenta mais tanta violência e medo

Publicado em 13 de janeiro de 2025 por Tribuna da Internet

Marketing não resolve inflação, dengue, má gestão nem base aliada

Publicado em 13 de janeiro de 2025 por Tribuna da Internet

Arquivos marketing - Mindflow - Divulgando a Divulgação Científica

Charge do Cazo (Blogo do AFTM)

Eliane Cantanhêde
Estadão

Demorou, mas aconteceu o que Brasília inteira previa: o petista gaúcho Paulo Pimenta sai e o baiano Sidônio Palmeira entra na Secretaria de Comunicação da Presidência, com “carta branca” para montar a própria equipe e dar ordem de comando para que ministros e altos funcionários defendam o presidente Lula, o governo e eles próprios de ataques e fake news.

Daqui pra frente, tudo será diferente? Bem… marketing não faz milagre.

DIZEM OS NÚMEROS – Nenhum gênio da comunicação e do marketing tem poderes extraordinários para esconder, ou de preferência apagar, dados objetivos e oficiais.

Dois exemplos fresquinhos, de 2024: a inflação fechou em 4,83%, muito acima do centro da meta, 3%, e até do teto, 4,5%, e as mortes por dengue dispararam para 6.041, 400% a mais do que no ano anterior e ultrapassando a soma de 2015 a 2023.

Economia e Saúde são áreas críticas em qualquer país, para qualquer governo e não dá para jogar os números e a realidade debaixo do tapete.

ALTA DE PREÇOS – Além de pressionar juros e ameaçar os bons índices de crescimento que o Brasil vem atingindo no terceiro mandato de Lula, a inflação, sobretudo de alimentos, é um dos fatores econômicos que mais impactam a política e a popularidade dos governantes. Foi decisiva, por exemplo, para a derrota dos democratas para Donald Trump nos EUA.

O que falar da Saúde, que foi trágica no governo Bolsonaro e poderia ter gerado uma comparação nitidamente favorável para Lula? Não se viu nem ouviu nenhuma ação direta ou manifestação de Lula diante da dengue, que atingiu mais de seis milhões de brasileiros, nem se vê ou ouve um grande programa ou um grande sucesso do Ministério da Saúde.

Ao contrário, há registros de falta de vacinas, especialmente para crianças, contra catapora, Covid, meningite, hepatite…

CARTA BRANCA – As primeiras providências de Sidônio, engenheiro civil que se converteu ao marketing político, foram botar Fernando Haddad e o próprio Lula para desarmar as fake news contra mudanças no Pix e trocar a equipe de Pimenta, inclusive a responsável pelas redes sociais, amigona de Janja. Um teste e tanto para a tal carta branca.

E ele já assume com a Meta (Instagram, Facebook e WhatsApp) gerando um deus-nos-acuda e deixando rolar interesses políticos, religiosos, conservadores e financeiros nas redes.

É um desafio para o mundo democrático e o Brasil. Não dá para combater bomba atômica com armas convencionais, nem mísseis digitais com munição analógica. Sidônio sabe muito bem.

MÁ SITUAÇÃO – Lula chega a 2025 com aliança de Trump e big techs para agitar a extrema direita internacional, o que tem reflexos no Brasil.

E mais: falta de marca, críticas na gestão e na economia, Congresso guloso e arisco, popularidade claudicando, a candidatura à reeleição incerta e Haddad, o “plano B”, cercado por todos os lados.

Sidônio vem a calhar, mas não é salvador da lavoura nem da Pátria.

Sem Marçal, Bolsonaro supera Lula em 2026, diz Paraná Pesquisas

Publicado em 13 de janeiro de 2025 por Tribuna da Internet

Buscas por Lula superam Bolsonaro na Wikipédia pela 1ª vez desde 2018 |  Metrópoles

Bolsonaro e Lula parecem duas faces da mesma moeda

Lucas Schroeder e Renata Souza
CNN , São Paulo

Em cenário sem a presença de Pablo Marçal (PRTB), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) supera o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presencial de 2026 em números absolutos, segundo levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas nesta segunda-feira (13).

Pela margem de erro, de 2,2 pontos percentuais, há empate técnico entre Bolsonaro e Lula. Foram ouvidas 2.018 pessoas entre os dias 7 e 10 de janeiro, e o nível de confiança é de 95%.

INELEGÍVEL – Bolsonaro está inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que entendeu que o ex-presidente cometeu abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação ao fazer uma reunião com embaixadores em julho de 2022 e atacar, sem provas, o sistema eleitoral.

Na pesquisa, quando excluído Pablo Marçal, o resultado é o seguinte: Jair Bolsonaro (PL): 37,3%; Lula (PT): 34,4%; Ciro Gomes (PDT): 11,7%; Ronaldo Caiado (União Brasil): 5,4%; Helder Barbalho (MDB): 1,4%; Nenhum/Branco/Nulo: 6,2%; Não sabe/Não opinou: 3,6%

EMPATE TÉCNICO – Com o nome de Marçal na disputa, Lula e Bolsonaro surgem empatados tecnicamente: Lula (PT): 34,0%; Jair Bolsonaro (PL): 33,9%; Ciro Gomes (PDT): 11,3%; Pablo Marçal (PRTB): 6,1%; Ronaldo Caiado (União Brasil): 4,7%; Helder Barbalho (MDB): 1,2%; Nenhum/Branco/Nulo: 5,6%; Não sabe/Não opinou: 3,3%.

Já em cenário sem Bolsonaro, Lula vence a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Lula (PT): 34,5%; Michelle Bolsonaro (PL): 20,7%; Ciro Gomes (PDT): 12,9%; Pablo Marçal (PRTB): 11,5%; Ronaldo Caiado (União Brasil): 6,6%

COM TARCÍSIO – Em um quarto cenário, sem as presenças de Bolsonaro e Marçal, Lula também derrota o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Lula (PT): 35,2%; Tarcísio de Freitas (Republicanos): 25,3%; Ciro Gomes (PDT): 15,2%; Ronaldo Caiado (União): 7,4%; Helder Barbalho (MDB): 1,8%; Não sabe/não opinou: 4,3%; Nenhum/Branco/Nulo: 10,9%

O instituto também avaliou um cenário espontâneo – quando não são apresentados os nomes dos candiatos aos eleitores. Veja os detalhes:

Lula (PT): 20,1%; Jair Bolsonaro (PL): 16,7%; Tarcísio de Freitas (Republicanos): 1,6%; Ciro Gomes (PDT): 1,2%; Pablo Marçal (PRTB): 0,7%; Ronaldo Caiado (União Brasil): 0,5%; Eduardo Bolsonaro (PL): 0,4%; Gusttavo Lima (Sem partido): 0,4%; Michelle Bolsonaro (PL): 0,4%; Outros nomes citados: 1,2%; Ninguém/Branco/Nulo: 6,8%; Não sabe/Não opinou: 49,8%.

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