sábado, outubro 28, 2023

Veja como votaram os países na aprovação da resolução da ONU sobre guerra de Israel




Assembleia da ONU aprova resolução de países árabes sobre guerra de Israel

Resolução que pede "trégua humanitária" no conflito foi aprovada na ONU

Brasil está entre os 120 votos favoráveis ao projeto; Israel foi contra

Por Leonardo Rodrigues

A Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma proposta de resolução da Jordânia e dos países árabes sobre o conflito entre Israel e o grupo radical islâmico Hamas nesta sexta-feira (27).

Na votação, 120 países se posicionaram a favor do texto, que pede uma “trégua humanitária imediata” na guerra. 14 foram contra e 45 se abstiveram.

Veja como cada país votou:

A favor:

    Afeganistão;
    África Central;
    África do Sul;
    Andorra;
    Angola;
    Antígua e Barbuda;
    Arábia Saudita;
    Argélia;
    Argentina;
    Armênia;
    Azerbaijão;
    Bahamas;
    Bahrein;
    Bangladesh;
    Barbados;
    Belarus;
    Bélgica;
    Belize;
    Butão;
    Bolívia;
    Bósnia;
    Botsuana;
    Brasil;
    Brunei;
    Catar;
    Cazaquistão;
    Chade;
    Chile;
    China;
    Colômbia;
    Comores;
    Congo;
    Costa Rica;
    Costa do Marfim;
    Cuba;
    Coreia do Norte;
    Congo;
    Djibouti;
    Dominica;
    Egito;
    El Salvador;
    Emirados Árabes;
    Equador;
    Espanha;
    Eslovênia;
    Guiné Equatorial;
    Eritreia;
    França;
    Gabão;
    Gâmbia;
    Gana;
    Granada;
    Guiné;
    Guiné-Bissau;
    Guiana;
    Honduras;
    Ilhas Salomão;
    Indonésia;
    Irã;
    Irlanda;
    Jordânia;
    Kuwait;
    Iêmen;
    Ilhas Maurício;
    Quirguistão;
    Laos;
    Líbano;
    Lesoto;
    Líbia;
    Liechtenstein;
    Luxemburgo;
    Madagascar;
    Malawi;
    Malásia;
    Maldivas;
    Mali;
    Malta;
    Mauritânia;
    México;
    Mongólia;
    Montenegro;
    Marrocos;
    Moçambique;
    Mianmar;
    Namíbia;
    Nepal;
    Nicarágua;
    Níger;
    Nigéria;
    Noruega;
    Nova Zelândia;
    Omã;
    Paquistão;
    Peru;
    Portugal;
    Quênia;
    República Dominicana;
    Rússia;
    Santa Lúcia;
    São Cristóvão e Névis;
    São Vicente e Granadinas;
    Senegal;
    Serra Leoa;
    Singapura;
    Somália;
    Sri Lanka;
    Sudão;
    Suriname;
    Síria;
    Tajiquistão;
    Tailândia;
    Tanzânia;
    Timor-Leste;
    Trinidad e Tobago;
    Turquia;
    Uganda;
    Uzbequistão;
    Vietnã;
    Zimbábue.

Contra:

    Áustria;
    Croácia;
    Estados Unidos;
    Fiji;
    Guatemala;
    Honduras;
    Ilhas Marshall;
    Israel;
    Micronésia;
    Nauru;
    Papua-Nova Guiné;
    Paraguai;
    Tchéquia;
    Tonga.

CNN

O cangaceiro e o sociólogo




Quando Lampião foi morto, Oswald de Andrade declarou: “Não adianta. Mataram Lampião mas Gilberto Freyre continua vivo”.

Por Josias Teófilo (foto)

Por muito tempo, Lampião (pernambucano de Serra Talhada) não pisou em Pernambuco. O motivo era a política, feita pelo governador Estácio Coimbra, instigada pelo sociólogo Gilberto Freyre. A ação governamental ia na fonte do problema do cangaço: atacava os coiteiros, aqueles que forneciam mantimentos aos cangaceiros. Freyre era chefe de gabinete do governador do estado de Pernambuco e teve de lidar diretamente com esse problema que afligia as regiões interioranas do Nordeste do Brasil.

Lampião, o rei do cangaço, além do banditismo, teve uma atuação cultural. Escreveu poemas que foram reproduzidos à exaustão, especialmente na literatura de cordel, compôs músicas, concebeu e costurou as próprias roupas e do seu bando, com um grau de sutileza e originalidade jamais vistos.

É por isso que o padre Frederico Bezerra Maciel, autor de uma biografia em sete volumes do cangaceiro, escreveu: “O ‘bandido’ em Virgulino era apenas um ‘acidente’. Sua indiscutível genialidade superaria tudo o mais!”.

Mais do que a atuação direta produzindo cultura, como sujeito inspirado que era (os estudos de Frederico Pernambucano de Mello – parente de Gilberto Freyre – mostram o refinamento que tinham as roupas do bando de Lampião), sua figura ensejou a produção artística como poucos. É incontável o número de livros, peças, filmes, figurinos, que inspirou. Ele está em filmes do Cinema Novo, em peças do Movimento Armorial – sendo a mais famosa delas O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. A ex-BBB Juliette, por exemplo, quando quis se caracterizar de nordestina, usou o chapéu de Lampião.

De alguma forma a existência do rei do cangaço moldou a identidade e a cultura do Nordeste do Brasil. O que não deixa de ser salutar, uma vez que ele era um bandido sanguinolento – ele e seu bando mataram, torturaram e roubaram muita gente. Pensar num bandido como agente cultural causa certa estranheza. Existe um lugar-comum moderno que opõe violência e cultura. Não raro vemos cartazes em manifestações que dizem: “Mais cultura, menos violência” ou “mais livros, menos armas”.

O escritor francês René Girard, porém, vê na violência a origem do sagrado, e também da cultura. Diz ele: “É a violência que constitui o verdadeiro coração e a alma secreta do sagrado”. A tragédia grega é um bom exemplo da violência – sacrifício ritual – transformada em cultura. A tragédia tem origem religiosa arcaica e situa-se em um período de transição para a ordem moderna, estatal e judiciária, que vai sucedê-la.

Também a história de Lampião se insere num período de transição. Os lugares em que ele circulou, o Vale do Pajeú e o sertão nordestino, eram lugares que mantinham arcaísmos, vinganças, rixas sangrentas entre famílias. O cangaço, por exemplo, remonta à época da colonização – do qual Virgulino é o derradeiro e mais brilhante representante. Ele representava uma ordem passada, ou melhor, uma desordem, em que o estado ainda não tinha o controle completo do território brasileiro.

Gilberto Freyre também foi visto como representante de uma ordem passada. Quando Lampião foi morto, Oswald de Andrade declarou: “Não adianta. Mataram Lampião mas Gilberto Freyre continua vivo”. Para Oswald, Freyre representava o reacionarismo, sua presença na cultura brasileira era perniciosa para a juventude – daí o paralelo cruel com Virgulino.

Na realidade, Freyre teve uma atuação importantíssima para o modernismo brasileiro. Sua visão da modernidade, no entanto, era diferente daquela da Semana de 22. O modernismo de Freyre era a seu modo tradicionalista, mas principalmente regionalista – se bem que Otto Maria Carpeaux ressaltou o universalismo do seu regionalismo – e ficou registrado especialmente no Congresso Regionalista de 1926. Dele, surgiram grandes artistas como Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Rachel de Queiroz. Até o Movimento Armorial, que esse mês de outubro faz 53 anos, é herdeiro do movimento iniciado por Freyre.

Por outro lado, não há nordestino do interior que não tenha uma história de Lampião para contar. A história de violência, que terminou com uma brutalidade sem precedentes (com os cangaceiros sendo decapitados, as cabeças expostas e os corpos deixados insepultos para os urubus comerem) terminou repercutindo profundamente na cultura. O cangaceiro e o sociólogo moldaram decisivamente a cultura nordestina.

Revista Crusoé

Novo vírus desvia Pix copia e cola em compra online no computador; entenda

 28 de outubro de 2023 | 09:01

Novo vírus desvia Pix copia e cola em compra online no computador; entenda

BRASIL

Um novo vírus frauda compras online realizadas pelo computador alterando o destinatário do Pix no momento da transferência.

O programa infecta a máquina do usuário e pode prejudicar qualquer site que aceite essa forma de pagamento, segundo a Kaspersky. A empresa de segurança digital divulgou informações sobre o vírus, batizado de GoPix, na quinta-feira (26).

O pesquisador Fábio Marenghi descobriu que um dos pontos de infecção era um site falso do WhatsApp Web, versão para navegadores do app de mensagens.

Esse site falso aparecia na primeira posição da pesquisa do Google quando usuários digitavam WhatsApp com a grafia errada “Watsap Web.” O site foi retirado do buscador após contato da Kaspersky. Marenghi também encontrou um instalador do GoPix que usava o site dos Correios como isca.

Nos computadores infectados, o programa espiona a vítima por um tempo até detectar o momento de compra online via Pix —aquela feita escaneando um QR Code ou copiando um código. Segundo a Kaspersky, o vírus funciona apenas caso a pessoa escolha a transferência na modalidade copia e cola.

Quando alguém copia o texto, esse trecho é armazenado na memória do computador, na chamada “área de transferência”. O GoPix, então, troca o código guardado por outro, cujo destino é a conta do criminoso.

Os usuários podem evitar o golpe ao checar o destinatário do Pix, que nesses casos será diferente da loja ou instituição para a qual a transferência seria feita.

Para se prevenir de instalar o vírus, os cuidados são os usuais: buscar baixar programas apenas de sites oficiais, verificar erros ortográficos no endereço do portal, checar se o site tem criptografia atual a partir do código “https” no início da URL e ter um antivírus instalado.

A vítima só é infectada se abrir o programa baixado ao acessar o site falso.

No caso do GoPix, os cibercriminosos ainda adotam estratégias para tentar burlar os antivírus. O site falso do WhatsApp, por exemplo, apresentava a opção de download do vírus apenas depois de verificar que a pessoa que o acessava tinha indícios de comportamento humano, para despistar bots de monitoramento.

Além disso, o portal falso rodava um teste para checar a presença de antivírus no computador da vítima. Caso houvesse, o link de download levava a uma pasta compactada, formato “.zip”, com um atalho para o programa. Esse passo também dificultava a detecção do vírus, normalmente um arquivo executável, em formato “.exe.”

Vírus que monitoram a área de transferência não são novidade, segundo a empresa de cibersegurança, mas esta foi a primeira vez que a empresa encontrou um programa desses dedicado a fraudar Pix.

O antivírus afirma que já bloqueou o GoPix no Brasil em 10 mil ocasiões até outubro deste ano —a primeira vez foi em novembro de 2022. Esse número se refere apenas a quem tem o antivírus da Kaspersky instalado.

Foi só neste mês que o pesquisador Fábio Marenghi conseguiu rastrear a cadeia de aplicação desse golpe desde o início.

Em smartphones Android, já foram identificados vírus que desviam Pix no aplicativo bancário ou acessam o celular de maneira remota para fazer transações fraudulentas, golpe que ficou conhecido como “mão fantasma.”

Pedro S. Teixeira / Folha de São Paulo

Militares que furtaram armas do Exército podem receber pena superior a 50 anos de prisão

 

Militares que furtaram armas do Exército podem receber pena superior a 50 anos de prisão
Foto: Polícia Civil/RJ / Reprodução

Os militares acusados de furtar 21 metralhadoras do Arsenal de Guerra do Exército, em Barueri, na Grande São Paulo, podem receber pena superior a 50 anos de prisão caso sejam condenados pela pena máxima de todos os crimes, considerando os agravantes de todas as punições.

 

De acordo com publicação do Blog da Andréia Sadi, a pena pode chegar a 53 anos de prisão e será definida após julgamento de cada caso e a definição do grau da participação de cada um desses militares no desvio das armas. 

 

Anteriormente o Exército já tinha solicitado à Justiça Militar a prisão preventiva dos suspeitos de participarem diretamente do desvio das armas. Caso as prisões sejam decretadas, os militares investigados serão levados para o 2° Batalhão de Polícia do Exército (BPE), em Osasco, onde ficarão presos em celas.

 

Os militares que participaram diretamente do desvio podem responder por furto, peculato, receptação e desaparecimento, consunção ou extravio, de acordo com o Exército. Alguns dos crimes possuem qualificadoras, o que interfere no aumento da pena. 

 

O Código Penal Militar diz que o furto simples pode resultar na prisão de um a seis anos. Mas se for praticado à noite, a pena muda de dois a oito anos. Outro termo previsto é relacionado no caso de furto de bem pertencente à Fazenda Nacional, que aumenta a penalidade em até seis anos.

 

Caso o furto seja praticado com destruição ou rompimento de lacre, por exemplo, com abuso de confiança ou mediante fraude, com emprego de chave falsa e/ou com a participação de duas ou mais pessoas, a pena vai de três a dez anos de prisão.

 

Já em caso de peculato a pena varia de três a 15 anos de prisão e pode aumentar em um terço caso o objeto desviado tenha valor superior a 20 vezes o salário mínimo.

Lula assume culpa por derrota em indicação e fala em pedir voto no Congresso

 

Lula assume culpa por derrota em indicação e fala em pedir voto no Congresso

O presidente Lula (PT) disse, nesta sexta-feira (27), que não negocia com o centrão, mas com partidos políticos, e reconheceu que fez acordos com PP e Republicanos.
 

Ele afirmou que é direito dos partidos reivindicar o comando da Caixa Econômica Federal. A declaração foi dada durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, e ocorre na semana da demissão de Rita Serrano do comando da Caixa Econômica Federal para abrigar Carlos Antônio Vieira Fernandes, um nome sugerido pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
 

"Eu fiz um acordo com o PP, com Republicanos, acho que é direito deles, que gostariam de ter espaço com governo, indicar uma pessoa que esteve na Caixa, já foi da Caixa, já teve no governo da Dilma, já foi do Ministério das Cidades, uma pessoa que tem currículo para isso. E eles [os partidos] juntos têm mais de 100 votos, eu precisava desses votos para continuar o governo", disse Lula.
 

Lula também disse que precisa dos votos destes partidos para governar. Ainda afirmou que é "possivelmente" culpado pela rejeição no Senado do nome de Igor Roque para o comando DPU (Defensoria Pública da União).
 

"Eu não fiz negociação com o centrão, eu não converso com o centrão, vocês nunca me viram fazer reunião com o centrão. Eu só que converso com partidos políticos que estão aí legalizados, que elegeram bancadas, e que portanto com eles que eu tenho que conversar, para estabelecer um acordo", disse o presidente.
 

Nas horas seguintes à demissão de Rita Serrano, a Câmara destravou a votação da proposta de taxação de offshores e de fundos de super-ricos com amplo apoio do centrão.
 

O texto, que se arrastou nas últimas semanas em meio à pressão do grupo para conseguir mais espaço no governo, foi aprovado por 323 votos a 119.
 

Em entrevista à Folha de S.Paulo, em setembro, Lira afirmou que o comando da Caixa fazia parte do acordo para a entrada do centrão no governo.
 

Após a entrevista, integrantes do governo, como o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) negaram que o banco estivesse incluído.
 

"O fato de não ter aprovado o Igor para a DPU, possivelmente eu tenha culpa. Eu estava hospitalizado, eu não pude conversar com ninguém a respeito dele, não pude sequer avaliar se ele fosse ser votado ou não. Lamento profundamente, eu não sei com quantos senadores ele conversou, se conversou com líderes do governo", afirmou Lula sobre a indicação à Defensoria. 

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