segunda-feira, junho 26, 2023

Assessor de Lira e fornecedor de kit robótica estiveram juntos em órgão do MEC

 

Assessor de Lira e fornecedor de kit robótica estiveram juntos em órgão do MEC

Por Paulo Saldaña e Fabio Serapião | Folhapress

Foto: Divulgação/ Câmara dos Deputados

O mais próximo assessor de Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, e o sócio da empresa fornecedora de kits robótica a prefeituras alagoanas estiveram juntos no órgão do MEC (Ministério da Educação) responsável pela liberação do dinheiro que abasteceu as compras sob investigação da Polícia Federal.
 

Os dois são investigados pela PF e foram alvos de operações no início do mês.
 

Luciano Cavalcante, uma das pessoas de maior confiança de Lira, e Edmundo Catunda, sócio da empresa Megalic, foram recebidos na manhã de 3 de fevereiro de 2021 na sede do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento à Educação), durante o governo Jair Bolsonaro (PL).
 

Cavalcante deu entrada no prédio, em Brasília, às 8h11, e Catunda, às 8h15, segundo dados oficiais obtidos pela Folha de S.Paulo por meio da Lei de Acesso à Informação.
 

Parte das visitas de Catunda ao FNDE coincidem tanto com liberações de recursos quanto com encontros com Lira. O presidente da Câmara foi procurado e não quis se pronunciar.
 

A PF já encontrou com Luciano documentos com citações a Lira e uma lista de pagamentos atrelados ao nome de "Arthur". O documento apreendido lista R$ 834 mil em valores pagos em 2022 e 2023, como a Folha de S.Paulo mostrou neste domingo (25) --desse total, ao menos R$ 650 mil tem à frente do valor o nome "Arthur".
 

Luciano integrava grupo de WhatsApp chamado "Robótica Gerenciamento" do qual fazia parte a sócia da Megalic, Roberta Lins, mulher de Catunda. A apuração policial ainda descobriu que o empresário repassou R$ 550 mil à empresa que construiu a casa em que Luciano mora.
 

Luciano é conhecido como uma das pessoas mais próximas de Lira, companhia de agendas diversas e viagens. Em 2021, quando esteve no FNDE, era vinculado à Liderança do PP na Câmara, partido de Lira --ele foi exonerado no início do mês, após ser alvo de busca e apreensão da Polícia Federal.
 

O registro de entrada no FNDE reforça a proximidade entre os dois investigados e também mostra que o grupo tinha bom trânsito no órgão durante o governo Bolsonaro. Essa foi a única data em que Luciano teria estado no FNDE no período, mas Edmundo Catunda era presença constante no órgão.
 

O empresário, cuja família tem relação com Lira, esteve 29 vezes no FNDE do início de fevereiro de 2021 a 24 de março de 2022.
 

Em abril de 2022, a Folha de S.Paulo revelou que o governo destinara R$ 26 milhões para sete cidades alagoanas comprarem kits robóticas apesar de sofrerem com graves deficiências de infraestrutura.
 

Todas as cidades tinham contrato com a mesma empresa, a Megalic, de Edmundo Catunda e Roberta Lins. Os recursos federais, liberados e transferidos em velocidade incomum, eram das chamadas emendas de relator, parte bilionária do orçamento da União controlada por Lira.
 

O FNDE foi transformado, sob Bolsonaro, em uma espécie de balcão político, com a predominância de liberações de recursos sem critérios técnicos.
 

O controle do órgão foi dado a políticos do centrão --ele foi presidido entre junho de 2020 e dezembro de 2022 por Marcelo Lopes da Ponte, ex-assessor de Ciro Nogueira (PP-PI). O ex-presidente do FNDE não respondeu aos questionamentos da reportagem.
 

Edmundo Catunda também não respondeu à reportagem. A equipe do advogado Eugênio Aragão, que representa a Megalic, disse que seu trabalho não se estende a Catunda como pessoa física. A defesa nega qualquer irregularidade cometida pela empresa.
 

O advogado André Callegari, que defende Luciano, afirmou que "ele esteve poucas vezes no FNDE para tratar exclusivamente de assuntos do partido político". Em outras manifestações, houve a negativa de que Luciano tivesse relações com a Megalic.
 

Além de Catunda, um de seus filhos, João Pedro Loureiro Pessoa Catunda, 23, também esteve com frequência no órgão no mesmo período. Ele visitou 23 vezes o FNDE, sendo nove vezes em companhia do pai. Ele era vinculado ao gabinete de outro deputado alagoano, Marx Beltrão, correligionário de Lira no PP.
 

Beltrão, que tem relações próximas com a família Catunda, empregou João Pedro como assessor entre 31 de maio de 2021 e dezembro de 2022. Das 23 vezes em que esteve no FNDE, em 19 delas João Pedro constava na equipe de assessores de Marx Beltrão.
 

Procurados, Marx Beltrão e João Pedro não responderam.
 

A PF rastreou transferências e saques suspeitos dinheiro de Edmundo e Roberta e também de pessoas e empresas ligadas aos dois.
 

Foi a partir deste trabalho que a polícia chegou, por exemplo, a suspeitos de operar valores para o grupo, ao próprio Luciano Cavalcante e a um policial que mantinha R$ 4,4 milhões em um cofre e em cujo nome há um veículo usado por Cavalcante e também pela campanha de Lira, que nega irregularidades.
 

João Pedro consta como investigado pela PF. As investigações indicam que ele teria recebido do pai depósitos suspeitos no valor total de R$ 941 mil entre abril de 2020 e março de 2022. Ainda realizou cinco saques de R$ 49 mil cada que teriam como objetivo, segundo a investigação, a burla dos limites regulatórios para o rastreio de transações.
 

A proximidade entre os investigados e Lira é pública, e algumas datas de encontros coincidem com visitas ao FNDE e liberações de recursos.
 

No dia 8 de março de 2022, Catunda e o filho João Pedro estiveram no órgão do MEC no fim da tarde e, no mesmo dia, reuniram-se com o presidente da Câmara e outros aliados. A foto do encontro mostra que Luciano Cavalcante compunha o grupo.
 

Outro filho de Catunda, o vereador de Maceió João Victor Catunda (PP-AL), estava no encontro --ele também é citado nas investigações. O vereador foi levado por Lira a uma reunião no STF (Supremo Tribunal Federal) no dia seguinte, 9 de março.
 

Dois pagamentos do FNDE a prefeituras beneficiadas, e com contratos com a Megalic, ocorreram nos mesmos dias em que Catunda, dono da empresa, esteve no órgão: em 8 de fevereiro de 2022 a cidade de Maravilha (AL) recebeu o depósito de R$ 2,1 milhões e Barra de Santo Antonio, de R$ 2,4 milhões.
 

Essas transferências foram resultado de empenhos (primeira etapa da execução orçamentária) realizados no ano anterior, todos por emendas de relator. Em 16 de dezembro de 2021, o FNDE empenhou R$ 19 milhões para quatro cidades (Canapi, União dos Palmares, Santana do Mundaú e Flexeiras). Catunda esteve no FNDE às 11h27 daquele dia.
 

Em nota, o FNDE sob a gestão do governo Lula (PT) disse que está à disposição para esclarecimentos. "Neste ano de 2023, não há registro de acesso ao prédio das pessoas citadas nas perguntas enviadas", diz o texto.

Senadora faz pedido ao CMN para exoneração de Campos Neto

 

Senadora faz pedido ao CMN para exoneração de Campos Neto

Por Redação

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil

A senadora Ana Paula Lobato (PSB) anunciou o envio de um ofício ao CMN (Conselho Monetário Nacional), solicitando formalmente a exoneração do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. O pedido foi realizado na última sexta-feira (23). As informações são via BP Money, parceiro do Bahia Notícias.

 

O pedido foi feito em um momento em que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aliados, empresários e até alguns integrantes do mercado financeiro estavam incomodados com o atual patamar da taxa básica de juros (Selic), que foi mantida em 13,75% pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na semana passada, durante sua sétima reunião consecutiva.

 

Segundo o ofício da  parlamentar, o desempenho de Campos Neto “não está sendo suficiente” para que a instituição alcance os objetivos estabelecidos em lei, de assegurar a estabilidade de preços e, sem prejuízo deste, zelar pela estabilidade e pela eficiência do sistema financeiro, suavizar as flutuações do nível de atividade econômica e fomentar o pleno emprego.

 

Ela também alega que Campos Neto age politicamente para prejudicar o governo de Lula, que há meses tem pressionado por uma flexibilização da política monetária. Tanto o círculo político do presidente do PT quanto membros da equipe econômica expressaram preocupação com o possível impacto dos juros elevados sobre a atividade econômica e a sustentabilidade fiscal do país.

 

“Ao decidir manter a taxa Selic nesse elevadíssimo patamar, resta evidenciada uma clara atuação política do Presidente do BC no sentido de prejudicar o atual governo de modo a impossibilitar um maior crescimento econômico e, com isso, inviabilizar uma maior entrega de políticas públicas”, diz a senadora no ofício.

 

No comunicado sobre a última reunião, o Copom enfatizou que a conjuntura atual requer prudência e cautela na condução da política monetária, mesmo diante de indícios de desaceleração da inflação no futuro. O comunicado não forneceu indicações claras de que os juros começarão a ser reduzidos na próxima reunião, que está agendada para agosto. No entanto, há expectativas no mercado de que um ciclo de flexibilização possa ser iniciado nesse momento.

 

“A manutenção da taxa de juros em patamar tão elevado, como é do conhecimento de Vossas Excelências, embora seja um mecanismo de controle da inflação, encarecendo o crédito para empresas e famílias e gerando um arrefecimento do consumo, também faz com que as empresas adiem ou até mesmo descartem novos investimentos”, continua a senadora, em ofício.

 

Campos Neto assumiu a presidência do Banco Central em fevereiro de 2019, por indicação do então presidente Jair Bolsonaro (PL), após aprovação do plenário do Senado Federal. Seu mandato vai até dezembro de 2024.

 

Confira:

STF decide que cálculo que reduz a pensão por morte do INSS é constitucional

 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

Previdência Social26 de junho de 2023 | 17:00

STF decide que cálculo que reduz a pensão por morte do INSS é constitucional

ECONOMIA

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que o cálculo da pensão por morte do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) após a reforma da Previdência de 2019 é constitucional. Pela regra, quem fica viúvo tem direito de receber 50% do benefício do segurado que morreu, caso estivesse aposentado, ou da aposentadoria por invalidez a que o segurado teria direito, mais 10% por dependente, até o limite de 100%.

Uma viúva sem filhos, por exemplo, recebe um valor mínimo de 60% sobre a aposentadoria do segurado que morreu ou de sua aposentadoria por invalidez.

A regra era questionada pela Contar (Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais) na ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 7.051. Para a associação, há prejuízo para a viúva do segurado que morreu antes de se aposentar, já que a pensão seria paga sobre o valor de uma aposentadoria simulada.

O julgamento —realizado no plenário virtual— chegou ao final na última sexta-feira (23). Por oito votos, venceu a tese da constitucionalidade defendida pelo ministro relator do caso, Luís Roberto Barroso. Votaram com ele os ministros Dias Toffoli, André Mendonça, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Nunes Marques.

A divergência havia sido aberta pelo ministro Edson Fachin, que já deu voto contrário ao de Barroso em outras ações da reforma da Previdência. Para ele, há pontos inconstitucionais nas novas regras. Além de Fachin, a ministra Rosa Weber também julgou como inconstitucional o cálculo.

Em seu relatório, o ministro Roberto Barroso aponta o déficit da Previdência, o aumento da expectativa de vida da população e a queda no número de filhos por mulher como um dos fatores que reforçam a necessidade de fazer uma reforma, mudando as regras.

Segundo ele, em 2017, o Brasil gastava 10% de seu PIB (Produto Interno Bruto) para pagar aposentadorias, pensões e demais benefícios, enquanto os países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico gastavam uma média de 8% do PIB ao ano em 2015.

“Reformas na Previdência Social voltadas a combater o déficit produzem impactos macroeconômicos positivos que não podem ser ignorados”, diz em parte do texto.

Na decisão, o ministro afirma que o cálculo da pensão por morte na reforma da Previdência não é inconstitucional porque não desrespeitou nenhuma cláusula pétrea da Constituição nem o princípio da dignidade da pessoa humana. Para reforçar o entendimento, afirma que a emenda constitucional 103 garantiu que seja pago, no mínimo, o salário mínimo quando o cálculo da pensão resultar em valor menor.

“Desde logo, reconheço que a EC nº 103/2019 provocou um decréscimo relevante no valor do benefício, que exigirá um planejamento financeiro maior dos segurados com dependentes. Isso não significa, contudo, que tenha violado alguma cláusula pétrea. Não se pode afirmar que o núcleo essencial do direito à previdência social e do princípio da dignidade da pessoa humana ofereça parâmetros precisos para o cálculo da prestação pecuniária”, afirma.

Segundo a advogada Gisele Kravchychyn, diretora de atuação judicial do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário) e conselheira da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a decisão do STF encerra as discussões sobre o cálculo da pensão após a reforma.

“Na questão da inconstitucionalidade, o Supremo teria dado a posição final no sentido de que é constitucional esse novo formato de cálculo. Existem outras possibilidades de revisão, mas essa questão especificamente fica pacificada pelo Supremo já em ação direta de inconstitucionalidade”, diz.

PENSÃO POR MORTE FOI IMPACTADA POR AO MENOS TRÊS REDUTORES

Antes da emenda constitucional 103, a pensão por morte correspondia a 100% do valor da aposentadoria que o segurado recebia ou daquela a que teria direito se estivesse aposentado por invalidez na data de sua morte. Com a reforma, o benefício passou a ser por cota. Há uma cota familiar de 50% mais 10% por dependente.

Além disso, houve alteração no cálculo da média salarial e também na conta que é feita para o pagamento da aposentadoria por incapacidade permanente, antiga aposentadoria por invalidez.

Como os demais benefícios, a aposentadoria por invalidez, que antes correspondia a 100% da média salarial do segurado, é calculada sobre 60% da média salarial mais 2% a cada ano extra de contribuição além do mínimo exigido.

No caso da média salarial, pelas regras antigas, o INSS utilizava os 80% maiores salários dos beneficiários desde julho de 1994 —data em que entrou em vigor o Plano Real— e descartava os 20%. Agora, são utilizados 100% dos salários, incluindo os menores, o que reduz a média salarial em comparação com a norma antiga.

Segundo Gisele, havia certa esperança de que o cálculo da pensão pudesse ser considerado inconstitucional. “Havia esperança. Inclusive, a gente tinha dois votos pela inconstitucionalidade e muitas turmas recursais estavam declarando inconstitucional o cálculo”, afirma.

O ministro Edson Fachin votou pela inconstitucionalidade de parte das regras, no que diz respeito ao cálculo da aposentadoria por invalidez, indicando que fosse considerada a fórmula antiga. “No mérito, divirjo para julgar parcialmente procedente o pedido e declarar a inconstitucionalidade da expressão “ou daquela a que teria direito se fosse aposentado por incapacidade permanente na data do óbito” do art. 23, caput, da EC nº. 103/2019, de modo a assegurar que o cálculo da pensão por morte daqueles que não estão aposentados utilize, para fixação do salário de benefício, o regramento anterior ao advento da EC nº. 103/2019″, diz.

Para ele, o valor menor a ser pago na pensão acentua as desigualdades sociais no país. “Esse decréscimo significativo relega a família ao desamparo e desconsidera a contingência social do falecimento.”

OUTRAS AÇÕES

Há ainda no Supremo ao menos outras 12 ações em trâmite que tratam sobre a reforma da Previdência, todas elas sob a relatoria do ministro Barroso. Uma delas começou a ser julgada na sexta (23) e pode ser concluída até sexta (30).

Nesta ação, os ministros discutem se a instituição da idade mínima na aposentadoria especial, o fim da possibilidade de conversão do tempo especial em comum e a mudança na regra do cálculo do benefício ferem ou não a Constituição.

Cristiane Gercina/Folhapress

Lula quebra sua promessa, imita Bolsonaro e destrava emendas sem dar transparência

Publicado em 26 de junho de 2023 por Tribuna da Internet

Nani Humor: Liberadas emendas parlamentares

Charge do Nani (nanihumor.com)

Mateus Vargas e Thiago Resende
Folha

O presidente Lula (PT) começou a destravar a verba que herdou das extintas emendas de relator, mas o governo não deu a transparência prometida sobre a liberação desses recursos. A falta de transparência no pagamento desse tipo de emenda era criticada pelo petista durante a gestão Jair Bolsonaro (PL). As emendas de relator eram o principal mecanismo de moeda de troca entre o governo Bolsonaro e o Congresso, mas foram declaradas inconstitucionais pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em dezembro.

O Executivo então incorporou o dinheiro ao orçamento dos ministérios, mas fez um acordo político com o Congresso pelo qual R$ 9,9 bilhões seriam distribuídos como se fossem emendas parlamentares, com transparência.

SEM AUTORIA – O dinheiro está registrado como orçamento dos ministérios. No entanto, por não ser considerado formalmente uma emenda (verba usada conforme orientação do Congresso), e não foram divulgados dados sobre qual parlamentar ou gestor público solicitou o repasse.

A Folha mostrou na terça-feira (20) que o Palácio do Planalto começou a distribuir essa verba, sendo que a primeira liberação privilegiou estados dos ministros Carlos Fávaro (Agricultura) e Jader Filho (Cidades). O governo não informou quais foram os autores das indicações dos recursos.

Os dois ministros são considerados cotas de partidos de centro na negociação que Lula conduziu no fim do ano passado para atrair partidos para a base – PSD, de Fávaro, e MDB, de Jader Filho.

ABSOLUTA TRANSPARÊNCIA? – Em resposta dada em março via LAI (Lei de Acesso à Informação), a SRI (Secretaria de Relações Institucionais), responsável pela articulação política, informou que a execução da verba de R$ 9,9 bilhões rebatizada com o fim das emendas de relator seria feita com “absoluta transparência e critérios técnicos, para assegurar a máxima efetividade dos investimentos a serem realizados”.

À época, a pasta disse que diretrizes para garantir a transparência estavam sob elaboração “internamente” no governo. Em maio, a secretaria publicou uma portaria determinando que ministérios fizessem uma seleção de propostas de aplicação da verba, além da publicação do resultado dessa análise.

Dias mais tarde, o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) disse que havia mudado “da água para o vinho” o modo de liberação dessas verbas na gestão Lula. “Tanto que vocês conseguem dizer exatamente para quem foi liberado os recursos.”

DIZ O MINISTRO – Em resposta apresentada à Folha via LAI na quinta (22), a pasta afirmou ainda que “a essas dotações não se aplicam quaisquer tipos de indicações de beneficiários por seus autores”.

Assim, sem mostrar o resultado das análises das propostas, o governo Lula já empenhou (etapa que antecede o pagamento) R$ 210,2 milhões do recurso que migraram ao caixa do Executivo com o fim das emendas de relator.

Desse valor, R$ 145 milhões foram liberados pelo Ministério da Agricultura, principalmente para obras de recuperação de estradas em Mato Grosso, estado representado politicamente pelo ministro Fávaro. A Agricultura afirmou, em nota, que observa prioridades regionais, entre outros fatores, ao liberar a verba. E disse ter avaliadou mais de 8.000 propostas de transferência de recursos. A pasta disse ainda

SEM TRANSPARÊNCIA – Segundo o ministério comandado por Fávaro, “não há identificação de autor ou beneficiário parlamentar fixado” pois o recurso está dentro das despesas discricionárias do governo federal.

O centrão se irritou ao saber que o governo usou a verba que herdou das extintas emendas de relator para destinar dinheiro para as bases eleitorais de ministros. Como mostrou a Folha, o Planalto cobrou explicações dos ministérios e determinou que parte dos repasses seja desfeita para evitar nova crise com parlamentares.

Durante a campanha eleitoral, Lula chegou a chamar as emendas de relator de o “maior esquema de corrupção da atualidade”, “orçamento secreto” e “bolsolão”. A gestão petista, porém, driblou a decisão do Supremo e negociou a partilha desse recurso a partir de acordos feitos com o Congresso para ampliar sua base de apoio.

SEM CONTROLE – Nos últimos anos, o Congresso pulverizou bilhões de emendas com tratores, asfalto e repasses para a saúde sem observar critérios técnicos e prioridades regionais. Líderes da Câmara e do Senado não querem abrir mão desse poder no governo Lula 3.

O acordo firmado pela gestão Lula e o Congresso prevê que os R$ 9,9 bilhões que passaram para a mão dos ministérios também sirvam para atender os interesses de deputados e senadores.

Na prática, Lula criou um novo mecanismo para destinar verbas ao Congresso e ampliar sua base de apoio. Também estabeleceu que, para gastar o dinheiro, os ministérios deverão seguir a articulação política do Executivo. E o novo sistema de transparência ainda estaria em elaboração.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Tudo como antes no quartel de Abranches ou nada de novo no front ocidental. Os nomes não são divulgados, mas os autores das emendas sabem se divulgar. O deputado Juarez Costa (MDB-MT) pediu licença de 120 dias para fazer visitas e vistorias a obras financiadas com recursos direcionados por ele a vários municípios por meio das emendas ao Orçamento. Nada mudou, com toda certeza. (C.N.)

“Não é justo associar reunião com embaixadores a ataque à democracia”, diz Bolsonaro


Bolsonaro discursou na Alesp e se defendeu das acusações

Luiz Vassallo
Estadão

Sob o risco de ficar inelegível, o ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniu com parlamentares federais e estaduais do PL na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) na manhã desta segunda-feira, 26, em São Paulo. Como mostrou o Estadão, o encontro integra um roteiro de viagens que o ex-presidente tem feito pelo País em uma tentativa de construir uma imagem de “perseguido”.

“É justo cassar os direitos políticos de alguém que se reuniu com embaixadores? Não é justo falar: atacou a democracia. Aperfeiçoamento, buscar, colocar camadas de proteção, isso é bom para a democracia”, afirmou o ex-presidente após a reunião com correligionários.

ATÉ MULTA LEVOU – “Eu já fui multado, no meu CPF, em R$ 20 mil, por causa daquela reunião com embaixadores. O que não podemos aceitar passivamente no Brasil é que possíveis críticas ou sugestões de aperfeiçoamento no sistema eleitoral seja tido como um ataque à democracia”, afirmou.

O ex-presidente também afirmou “não ser insubstituível”, mas deu a entender que se mantém como personagem central de seu partido.

“Não existe ninguém insubstituível. Tem muita gente no momento muito mais competente do que eu, mas não tem o conhecimento nacional que eu tenho. Além de eu ter 28 anos de Parlamento, 15 de Exército brasileiro, eu tive 4 de presidente da República. E eu consegui graças a Deus o carinho de uma parte considerável da população”.

SEGUE O JULGAMENTO – Durante a reunião desta segunda,26, parte dos parlamentares continuou a resistir ao apoio do PL a Nunes. O ex-presidente evitou cravar quem será seu candidato na capital paulista. “Não quero entrar em detalhes de prefeitura. Tive uma conversa com ele (Nunes). Da última reunião que tive com ele, um empresário falou: ‘anuncie apoio ao Ricardo Nunes’. E o que eu falei naquele momento? Vamos ter que tomar muitas tubaínas juntos ainda”.

Nesta terça-feira, 27, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma o julgamento que pode cassar por oito anos os direitos políticos de Bolsonaro.

Ele é acusado de abuso de poder político, conduta vedada, desordem informacional e uso indevido dos meios de comunicação em uma ação que como pano de fundo uma reunião com embaixadores estrangeiros em julho de 2022 no Palácio da Alvorada.

 

Receber uma Emenda Palamentar logo após os festejos juninos é uma temeridade, principalmente após um cachê pago no valor de R$ 700 mil.



O Deputado Federal Mario Negromonte Junior encaminhou uma Emenda Parlamentar para a Saúde de Jeremoavbo no valor de R$ 700.000.00  coincidindo com o cachê do cantor Safadão. 

Os vereadores da oposição devem ficar com os olhos bem abertos, isso porque até hoje nas  reuniões da Câmara de Vereadores reinteram constantemente a mesma pergnta: " Cadê o dinheiro da Emenda dos R$ 7.000,000,00(sete milhões)que deveriam ser usados para reparos no Hospital, só que segundo os vereadores, o resparos segundo palavras do prefeito foram efetuados com recursos próprios, por isso mesmo que os vereadores perguntam: " Cadê os Sete Milhões"?

Será que agora os vereadores irão virar o disco para perguntar: " Cadê os setecentos mil reais"?

O choro é livre: As reportagens deste Blog concernentes aos festejos juninos em Jeremoabo bombaram, credibilidade não se compra ou se vende, se adquire


                                                             Foto Divulgação - 

Foram várias reprtagens deste Blog que bombaram pelo Brasil concernentes aos festejos juninos em Jeremoabo,  conteúdos com credibilidade e imparcialidade que não se compram. 

Esse Blog nunca ficou na dependência do poder público, ou dos políticos para funcionar, é mantido exclusivamente pelo crédito de confiança  depositado  pelos leitores,

Assumir  como componente do  grupo de Deri ou de Tista de Deda  não é problema. Muito pelo contrário. Talvez seja uma solução. Assumir um lado é o melhor, pois não haverá mentira e nem desilusão por parte do leitor.

Canalha é quem se vende como imparcial ou diz que não tem relação alguma com a base ou com a oposição, mas que quando se consome o conteúdo fica claro notar que existe uma forte tendência. E repetimos: não tem nada de errado se tomar um lado. Blog ou site  não é uma concessão pública e pode tomar tal atitude. Mas a situação se torna mais crônica quando não se assume o seu lado, levando o leitor ao engodo.

O Blog Dede Montalvão ja completou dezenas de anos  de publicação ininterrupta. Passaram governos dos mais diversos partidos e o veículo nunca deixou de publicar o que deveria ser publicado. Independentemente de quem está no poder, o nosso compromisso é com a verdade e com os milhares de leitores que o leem diariamnete.

Posso ter errado e errarei novamente. Isso é lógico! No entanto, sempre procuro corrigir e perseguir a imparcialidade para manter a nossa credibilidade. Isso mesmo com todas as limitações e dificuldades de se fazer jornalismo em uma cidade tão surreal como é  Jeremoabo. Entendemos que as vezes erramos , porém nunca deixamos de lado o nosso compromisso com a verdade.

Por isso seguimos nos colocando a disposição da população Jeremoabense para tentar informar sempre com imparcialidade e credibilidade de quem sempre  percorre as ruas da Jurema e Flor pensando em um município mais justo para todos.

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