quarta-feira, junho 21, 2023

Narrativa da “criminalização” da política se transforma numa fábula de “vitimização”


Corrupção nos noticiários e a volta do Papai Noel nas charges dos jornais  de sexta-feira - Região - Correio de Gravataí

Charge do Tacho (Jornal NH)

Malu Gaspar
O Globo

Há alguns dias, a presidência da Câmara convocou uma sessão extraordinária para colocar em regime de urgência alguns projetos de lei. Entre eles, havia um especial. Apresentado pela deputada Dani Cunha (União-RJ) — filha dele mesmo, Eduardo Cunha —, o texto torna crime “injuriar, ofender ou discriminar” políticos denunciados ou condenados em primeira e segunda instância cujos processos não tenham transitado em julgado (não tenham esgotado todos os recursos).

Também pune bancos e instituições financeiras que “discriminem” agentes públicos, políticos e seus parentes — conhecidos como “pessoas politicamente expostas”, ou PEPs.

NEM VOTARAM – Apesar da pressa, a urgência não foi sequer votada. O vice-presidente da Câmara, Marcos Pereira (Republicanos-SP), que comandou a sessão, afirmou haver um acordo de líderes partidários para aprová-lo em votação simbólica, mas alguém roeu a corda. “Tô percebendo que vai ter (votação) nominal, e eu não gostaria de enfrentar.”

Só o fato de alguém achar razoável propor uma lei assim já deveria ser espantoso, que dirá considerá-la urgente. Mas parece haver boa chance de o projeto passar quando ninguém estiver prestando atenção.

Para que não fique dúvida: não se trata de punir quem imputar crimes a um inocente. Para isso já existem os crimes de calúnia, injúria ou difamação. A coisa vai além e atinge até a liberdade de expressão, já que torna crime chamar alguém de corrupto se condenado por corrupção apenas em primeira e segunda instância.

NORMAS DO BC – Além disso, o escrutínio dos bancos nas contas de políticos e seus parentes ou cônjuges, os PEPs, não é gratuito. Segue normas do Banco Central e acordos internacionais contra a lavagem de dinheiro de que o Brasil é signatário. A legislação permite que os bancos até recusem um PEP como cliente, caso identifiquem um risco muito alto — como o dinheiro ter origem ilícita.

O objetivo não é apenas combater a corrupção, mas também o tráfico de drogas, o terrorismo e outros crimes. Nesse caso, o que os deputados pretendem fazer? Revogar todo esse arcabouço legal para impedir a terrível discriminação contra essa minoria desfavorecida que são os políticos?

No ano passado, o Congresso fez algo semelhante, aprovando uma lei que Jair Bolsonaro sancionou sem polêmica: o novo estatuto da advocacia, com um artigo tornando possíveis os contratos verbais de prestação de serviços.

FICA COMBINADO… – Agora, não é mais necessário um advogado sob investigação comprovar que trabalhou no processo, escreveu pareceres, participou de reuniões e audiências com juízes. É só dizer que tem um “contrato verbal” que justifique a dinheirama, e está tudo certo.

Esse dispositivo foi incluído no Projeto de Lei em novembro de 2020, dois meses depois da etapa da Operação Lava-Jato que avançou sobre escritórios de advocacia suspeitos de fazer parte de um esquema de tráfico de influência a partir de contratos falsos com Fecomércio, Sesc e Senac do Rio de Janeiro.

A lista de alvos era eclética. Ia de Frederick Wassef a Cristiano Zanin, que Lula acaba de indicar para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. O processo foi todo anulado quando a Segunda Turma do STF decidiu que o juiz Marcelo Bretas não tinha competência legal para tocar o caso.

IDEAL PARA FLÁVIO – A nova lei acabou servindo mesmo a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que não conseguia apresentar provas dos serviços advocatícios pelos quais dizia ter recebido os R$ 6 milhões usados na compra de sua mansão em Brasília.

Agora, Flávio não precisa se preocupar. Basta dizer que recebeu por um contrato verbal, que está tudo certo.

A Lava-Jato acabou, Lula já ganhou as eleições, Deltan Dallagnol (Podemos-PR) já foi cassado e há grandes chances de Sergio Moro (União-PR) seguir o mesmo caminho. E o argumento da criminalização da política continua sendo empunhado para desmontar o aparato de combate à corrupção.

HÁ COMPLICAÇÕES – Às vezes, a coisa complica. Na semana passada, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), foi “desdenunciado” e inocentado por unanimidade pelo STF de uma acusação de corrupção e lavagem de dinheiro, ao mesmo tempo que protestava contra uma operação da Polícia Federal que dizia ser movida por perseguição política por parte do governo Lula.

 Claro que são casos diferentes, e cada um tem sua especificidade. O difícil, nestes dias, é achar quem tenha autoridade e coragem para distinguir com clareza a vítima do perseguidor.

Afinal, qualquer hora dessas a lei de Dani Cunha é aprovada, e aí irá para a cadeia quem se atrever a dar nomes aos bois.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Excelente artigo de Malu Gaspar. Mostra a que ponto chegou no Brasil a proteção aos corruptos, com certificado de garantia da impunidade. Mas o lobby da corrupção ainda não está satisfeito e exige ainda maiores salvaguardas, para desviar à vontade os recursos públicos. E assim a Justiça se transformou na maior vergonha nacional. (C.N.).


Gestão Pública e a Garantia dos Direitos Fundamentais - Prof. Dr. Júlio ...

Zanin é aprovado no Senado por 58 a 18 e será ministro do STF

 Foto: Pedro França/Agência Senado

O advogado Cristiano Zanin21 de junho de 2023 | 19:11

Zanin é aprovado no Senado por 58 a 18 e será ministro do STF

BRASIL

O Senado aprovou nesta quarta-feira (21), por 58 votos a 18, a indicação de Cristiano Zanin, 47, para integrar o STF (Supremo Tribunal Federal).

Primeiro indicado por Lula (PT) no atual mandato para a corte, Zanin é amigo do presidente, para quem advogou nas ações da Operação Lava Jato, e precisava do voto de ao menos 41 senadores (maioria do total de 81 integrantes da Casa) para ser aprovado.

Ele ocupará a vaga de Ricardo Lewandowski, que se aposentou em abril, e poderá ficar no STF até novembro de 2050, quando completa 75 anos, limite para ministros da corte.

Antes da aprovação pelo plenário do Senado, Zanin passou por sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa, onde teve seu nome aprovado por 21 votos a 5.

A análise do nome de Zanin no Senado ocorre 20 dias após a indicação de seu nome pelo presidente.

A escolha enfrentou questionamentos de que poderia representar uma violação ao princípio da impessoalidade.

Lula também sofreu pressão dentro e fora do governo para indicar uma magistrada negra. O advogado, porém, conseguiu a simpatia de ministros do STF e de grande parcela de políticos após ter se notabilizado pelos questionamentos à Lava Jato.

Ao longo da semana passada, o indicado de Lula fez um périplo pelos gabinetes do Senado para se aproximar dos parlamentares e angariar apoio mesmo entre evangélicos e opositores do atual governo.

A sabatina transcorreu sem sobressaltos e com elogios ao advogado, inclusive de opositores do presidente. Senadores se manifestaram de forma positiva, sobretudo, ao perfil garantista de Zanin —ou seja, que reforça o direito de ampla defesa de acusados e investigados.

Com parte dos senadores investigados e outra parte em busca de blindagem para evitar problemas judiciais, a avaliação nos últimos meses foi de que a postura jurídica de observar com atenção o respeito às garantias dos investigados teria grande peso no voto dos parlamentares.

Quase metade da atual composição do Senado já foi alvo de inquérito ou de processo criminal conduzido pelo Supremo.

Em seu discurso inicial, antes de iniciar a etapa das perguntas na sabatina desta quarta, Zanin se defendeu de ser chamado de termos como “advogado pessoal” e “advogado de luxo” de Lula.

“Sou advogado. Alguns me rotulam como advogado pessoal, porque lutei contra interesses pessoais, sempre respeitando as leis brasileiras e a Constituição”, afirmou.

“Também me classificam como advogado de luxo, porque defendi, estritamente com base nas leis brasileiras causas empresariais de agentes institucionais importantes para a economia e que empregam milhares de pessoas. Ainda me chamam de advogado de ofício, como se fosse um demérito”.

Questionado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) se o fato de ter sido advogado de Lula pode constrangê-lo em julgamento ou comprometer sua imparcialidade, Zanin afirmou que, uma vez nomeado, vai se guiar pela Constituição e não estará subordinado “a quem quer que seja”.

“Em minha visão, e acredito que também é a visão do presidente da República que me indicou, um ministro do Supremo Tribunal Federal só pode estar subordinado à Constituição da República”, afirmou.

O advogado disse ao senador Sergio Moro (União Brasil-PR) que irá analisar caso a caso os processos da Lava Jato antes de se declarar impedido ou suspeito.

A esperada interação dos dois na sabatina girou em torno da possibilidade de o advogado julgar processos da operação e ocorreu sem sobressaltos.

Zanin e Moro têm rusgas desde que o advogado defendeu Lula na Lava Jato, da qual Moro era juiz.

“Num passado recente, quase tudo o que funcionava em varas especializadas criminais muitas vezes recebia a etiqueta de Lava Jato. Isso não é para mim um critério para um controle jurídico, mas sim aquele que a lei prevê, que é analisar as partes e o conteúdo”, afirmou.

“Uma vez identificada uma hipótese de impedimento e suspeição, não terei o menor problema em declarar o impedimento ou a suspeição e não participar do julgamento”.

Durante a sua carreira como advogado de Lula, Zanin ficou conhecido por questionar a imparcialidade dos juízes que julgavam as ações contra o presidente, muitas vezes apontando o que considerava serem relações suspeitas.

Lula teve condenações anuladas porque o Supremo considerou parcial o ex-juiz Sergio Moro, a partir de um recurso apresentado por Zanin.

Na articulação para ser aprovado, o advogado contou com a ajuda de ministros do STF que têm boa relação com o mundo político, como Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, e até dos indicados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a corte, como Kassio Nunes Marques e André Mendonça.

Na sabatina, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou sua fala para fazer críticas ao julgamento do seu pai Jair Bolsonaro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ao inquérito aberto pelo ministro Alexandre de Moraes.

Uma das perguntas feitas nesta quarta-feira (21) por Flávio foi sobre o que Zanin pensa da “famigerada prática de ‘fishing expedition'”. “É uma pescaria, como chamado no mundo jurídico, na qual se joga uma rede, puxa e se vê o que é que vem agarrado nela, mesmo sem fundamento nenhum”, explicou o termo.

“Sabe como é que é, quando se diz que vai buscar o cartão de vacinação na casa de alguém para pegar o telefone celular?”, continuou.

A referência de Flávio é à investigação sobre fraudes no cartão de vacinação de Bolsonaro, que apreendeu o celular do tenente-coronel Mauro Cid, que foi ajudante de ordem do ex-presidente.

Em resposta, Zanin disse que a prática do fishing expedition deve ser condenada. “O estado não pode eleger alguém como alvo e depois buscar provas contra esse alvo”, afirmou, acrescentando que essa prática tem levado à anulação de processos.

Flávio também comparou o processo que pode levar à inelegibilidade do seu pai no TSE, sobre o encontro com embaixadores no qual repetiu mentiras sobre urnas eletrônicas, ao que absolveu a chapa Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB) em 2017.

“Eu quero crer que o TSE, em especial o ministro Alexandre de Moraes julgará uma ação movida pelo PDT com a mesma lisura que julgou a ação do PSDB em 2017, que manteve Temer no poder e, graças a isso, Alexandre de Moraes hoje é ministro do Supremo Tribunal Federal”, acrescentou.

E perguntou: “O senhor entende que processos instruídos sem o devido processo legal, contraditório ou com provas fora do prazo legal são passíveis de nulidade?”.

Zanin disse que não conhece o caso concreto e que não comentaria. Mas acrescentou que “de modo geral, os processos têm um rito e cada fase que é encerrada não pode ser reaberta”.

Zanin ficou conhecido em sua carreira sobretudo por ter feito uma defesa aguerrida de Lula. Acabou se tornando alvo inclusive do próprio PT por sua estratégia durante a prisão de 580 dias do presidente.

Desde o início deste ano, Lula já dava sinais de que indicaria Zanin à corte. Ao anunciar a sua escolha, o presidente disse achar que “todo mundo esperava” que o advogado seria o escolhido.

“[Indiquei] não só pelo papel que teve na minha defesa, mas simplesmente porque eu acho que Zanin se transformará num grande ministro da Suprema Corte desse país”, disse o presidente.

“Conheço as qualidades como advogado, conheço as qualidades dele como chefe de família e conheço a formação dele. Ele será um excepcional ministro do STF se aprovado pelo Senado, e acredito que será, e acho que o Brasil vai se orgulhar de ter o Zanin como ministro da Suprema Corte”, afirmou.

José Marques/Folhapress

EUA cobram que Lula reconheça o que Biden fez para evitar um golpe no Brasil


Matéria do Financial Times mostra como os EUA atuaram

Nelson de Sá
Folha

Com a chamada na primeira página “A discreta campanha dos EUA para defender a eleição do Brasil”, o Financial Times publica que “o governo Biden pressionou políticos e generais a respeitar resultado em meio a especulações sobre tentativa de golpe”.

O jornal diz ter ouvido “seis ex e atuais autoridades dos EUA”, as segundas mantidas anônimas, e que “todas se esforçaram em sublinhar que a maior parte do crédito por salvar a democracia do Brasil pertence aos brasileiros, mas também foi resultado de campanha de pressão do governo dos EUA”.

RASGAR ACORDOS – O jornal menciona, de um brasileiro não identificado, que militares americanos teriam ameaçado “rasgar acordos com o Brasil, de treinamento a operações conjuntas”. E registra que “o Departamento de Estado e algumas autoridades brasileiras pediram a autoridades taiwanesas prioridade a semicondutores” para as urnas eletrônicas, história veiculada dias antes pelo site The Brazilian Report.

Grande parte do relato do FT cita “Tom Shannon, ex-alto funcionário do Departamento de Estado”, que é quem dá voz à cobrança ao presidente brasileiro, no relato do jornal:

“Para o governo Biden, as relações melhoraram, mas há atritos com o novo governo. Lula mostrou pouco reconhecimento da campanha dos EUA. Sua visita a Washington em fevereiro foi discreta e durou um dia. Em abril, ele levou grande delegação à China para três dias em duas cidades.

E LULA FOI ALÉM – Naquela viagem, Lula rejeitou as sanções dos EUA à empresa Huawei, criticou o apoio militar do Ocidente à Ucrânia e endossou a iniciativa de Pequim por alternativas ao dólar.

‘As pessoas aqui entendem que haverá diferenças’, diz Shannon. “Mas há um tom de raiva e ressentimento subjacente a tudo isso que realmente pegou as pessoas de surpresa… É como se ele não soubesse ou não quisesse reconhecer o que nós fizemos’.”

Um porta-voz de Lula insiste que ele falou em Washington sobre ‘a defesa da democracia e as ameaças da extrema direita’ e que uma viagem mais longa está sendo considerada.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Nessas brigas entre matriz e filial, é melhor a gente nem se meter. Mas o fato concreto é que a tensão está aumentando, como a aproximação de Lula a Putin e a Jinping. Para a filial aqui, a melhor política sempre foi a neutralidade. (C.N.)

No entendimento popular poderá entender que o jogo partirá para o segundo tempo.

 JUSTIÇA ELEITORAL

 051ª ZONA ELEITORAL DE JEREMOABO BA 

 

AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL (11527) Nº 0600512-30.2020.6.05.0051 / 051ª ZONA ELEITORAL DE JEREMOABO BA

AUTOR: DIRETORIO MUNICIPAL DO PARTIDO SOCIAL DEMOCRATICO EM JEREMOABO -BA

Advogados do(a) AUTOR: RAFAEL DE MEDEIROS CHAVES MATTOS - BA16035-A, TAMARA COSTA MEDINA DA SILVA - BA15776-A, BARBARA MARQUES PUTRIQUE - RN15414

INVESTIGADO: DERISVALDO JOSÉ DOS SANTOS, JOSE FABIO DOS SANTOS

Advogado do(a) INVESTIGADO: MICHEL SOARES REIS - BA14620-A
Advogado do(a) INVESTIGADO: CARLOS ANDRE DO NASCIMENTO - BA19413

 

 

 

Para a indústria não há atividade que possa pagar os juros que os bancos cobram

Publicado em 21 de junho de 2023 por Tribuna da Internet


Ministro de Lula não quer nem saber das leis e abre festival de gastos sem licitação

Publicado em 21 de junho de 2023 por Tribuna da Internet

Lula e Waldez Góes, ministro da Integração e Desenvolvimento Regional - Metrópoles

Lula deixa Waldez Góes à vontade para agir fora da lei

Paulo Cappelli
Metrópoles

Escolhido por Lula para comandar o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes inverteu a lógica dos gastos públicos. Em apenas seis meses de governo, acumula mais despesas sem licitação do que as realizadas pela pasta nos quatro anos da gestão Bolsonaro.

O atual ministro já gastou R$ 510 milhões por meio de dispensa ou inexigibilidade de licitação. Em todo o governo anterior, as despesas sem licitação da pasta somaram apenas R$ 99 milhões.

VIROU BAGUNÇA – Com gastos sem licitação atingindo 97% do total, Waldez Góes está longe de seguir o artigo da Constituição Federal que estabelece que licitar deve ser regra, não exceção.

Antes de o ministro assumir, os gastos sem licitação eram bem mais modestos. Em 2019, as despesas sem concorrência somaram 7% do total; em 2020, 4%; em 2021, 5%; e, em 2022, 1,6%.

Ex-governador do Amapá, Waldez Góes é filiado ao PDT e chegou a ser preso pela Polícia Federal em 2010 na Operação Mãos Limpas. Ele foi acusado pelo Ministério Público Federal de fraude em licitação. Os crimes de peculato e associação criminosa também constaram na denúncia.

CHEGOU A SER PRESO – Waldez Góes ficou preso preventivamente por 10 dias e, sete anos depois, o Superior Tribunal de Justiça decidiu arquivar o caso. O STJ considerou que as provas apresentadas não foram suficientes para comprovar as acusações.

Em outro caso, de 2019, o então governador do Amapá foi condenado pelo STJ a seis anos de prisão, à perda do cargo e a devolver R$ 6 milhões aos cofres públicos, porque Waldez Góes atrasou o pagamento a bancos de valores recolhidos na folha de pagamento de servidores que haviam tomado empréstimo consignado.

Em 2020, no entanto, o ministro Dias Toffoli, do STF, suspendeu a ação penal. Então presidente do Supremo, o magistrado decidiu que o STJ não tinha competência para julgar Góes.

Desde janeiro, Waldez Góes comanda Ministério da Integração no governo Lula, por indicação do senador Davi Alcolumbre (União-AP).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A oportuna matéria foi enviada de Brasília pelo comentarista José Antonio Perez Jr., sempre atento e criticando os retrocessos no combate à corrupção. “Estamos vivendo uma república da cleptocracia. O STJ aliviou esse cretino uma vez e o Toffoli agora por último. É um criminoso vulgar, laranja do Alcolumbre, que é chamado de Batoré no Amapá. No Brasil, a corrupção é um pesadelo”, disse Perez, ao nos enviar a denúncia(C.N.)


Ao vivo: CCJ sabatina Cristiano Zanin para o Supremo Tribunal Federal – ...

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