quarta-feira, dezembro 14, 2022

Kakay, o advogado, estaria mesmo cotado para assumir a embaixada na França?


José Carlos Werneck

A imprensa noticia que assessores do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva defenderam a indicação do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, para o cargo de embaixador em Paris, na França. A hipótese teria sido aventada na diplomação no Tribunal Superior Eleitoral,nesta segunda-feira, e na festa oferecida por ele em sua casa depois da cerimônia.

A justificativa para a escolha de Antônio Carlos de Almeida Castro, seria a sua identificação com o país. “A sugestão deve ser porque eu gosto do bom vinho francês e tenho casa lá. Acho legal o presidente indicar quatro ou cinco embaixadores de fora da carreira”, disse o advogado.

PONTO NOBRE – O endereço da representação brasileira na capital da França fica próximo à luxuosa Avenida Champs-Élysées, conhecida pelo comércio de alto luxo, a cerca de 4 km da casa de Kakay, no bairro Saint-Germain-des-Prés.

Políticos que acompanharam a cerimônia de diplomação da chapa eleita, feita no início da tarde desta segunda-feira, foram convidados para a celebração na casa de Kakay.

A festa foi organizada pela mulher de Lula, a futura primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, que foi responsável pela lista de convidados.

Bolsonaristas esperam levar um milhão de pessoas a Brasília para impedir a posse


Vandalismo em Brasília: Terroristas bolsonaristas queimam 8 carros e 5  ônibus - CUT - Central Única dos Trabalhadores

Foi uma pequena amostra do caos que acontecerá na posse

José Antonio Perez

A situação em Brasília é muito preocupante. Um repórter que está cobrindo o acampamento bolsonarista e que até já levou pancada, juntamente com sua equipe de produtor e cinegrafista, mesmo não sendo da TV Globo, revelou nesta terça-feira que cerca de um milhão de bolsonaristas estão sendo esperados de todos os Estados para tumultuar a posse do presidente eleito Lula no dia 1º de janeiro.

Exageros à parte, porque um milhão de pessoas não cabem nas ruas, precisam dormir, se alimentar e fazer suas necessidades, seria o caos absoluto na capital, o que o repórter está dizendo é que o vandalismo que aconteceu nesta segunda-feira foi apenas um pequena amostra do caos que vai ocorrer no dia da posse, na presença de delegações dos mais diferentes países.

LEMBRANDO O RIOCENTRO – Como no caso do Atentado do Riocentro, em 30 de abril de 1981, o badernaço de segunda-feira tem várias versões, porém todo mundo sabe quem está por trás e também ficou claro que as forças de segurança deixaram o “pau quebrar” e não prenderam ninguém.

O motivo da inação das forças de segurança é que a quase totalidade dos policiais militares e dos militares é de bolsonaristas, devido aos privilégios, claro, com aumentos reais de salários e de soldos, enquanto os servidores civis não receberam sequer a inflação passada, pois estão com quatro anos de congelamento.

Outro privilégio é a aposentadoria com 30 anos de contribuição para os homens e 25 para as mulheres, mas com contagem do tempo do Colégio Militar. Assim, conseguem se reformar com 40 e poucos anos, é um acinte em relação aos servidores civis.

CLIMA PÉSSIMO – O futuro ministro da Justiça, Flávio Dino, deu declarações dizendo que os baderneiros serão punidos, mas ele só assume no dia 1º, caso Lula assine o decreto de nomeação logo após tomar posse. Até lá, o comando da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária e da Guarda Nacional continua com o ministro bolsonarista Anderson Torres, que ainda não fez nada nem irá fazer.

Esses bolsonaristas não têm limites. O clima aqui em Brasília está péssimo. A indicação é de que, mesmo se conseguirem parar as manifestações, Lula não terá sossego um instante sequer.

Quanto à posse, tudo dependerá do número de manifestantes que os bolsonaristas conseguirem trazer para Brasília. A única maneira de evitar esse megaprotesto é estabelecer barragens nas rodovias e fazer retornar os ônibus e caminhões, e em locais bem distantes da cidade, para que os manifestantes não possam chegar a pé.  Mas não há autoridade que possa determinar isso no atual governo. Por isso, é grave a crise.

Pacheco avisa a Lira que o Senado não aprovará mandato vitalício a Bolsonaro


Pacheco e Lira buscarão reeleição à presidência do Senado e da Câmara -  Brasil 247

Lira apoia os “senadores vitalícios”, mas Pacheco é contra

Bernardo Mello Franco

O Senado não aprovará uma mudança na Constituição para dar mandato vitalício aos ex-presidentes da República. O recado foi dado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ao presidente da Câmara, Arthur Lira.

Em conversa na noite de domingo, Pacheco disse a Lira que a proposta de emenda constitucional não tem chance de ser aprovada na Casa que comanda. A ideia era costurada em silêncio pelo líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes, como antecipou no domingo o colunista Lauro Jardim.

FORO PRIVILEGIADO – O objetivo da emenda era claro: manter Jair Bolsonaro com foro privilegiado após deixar a Presidência. O que significaria blindá-lo da caneta de juízes de primeira instância. Esses senadores vitalícios teriam direito a todas as prerrogativas do posto (salário, assessores, gabinete, direito de falar na tribuna, etc.), menos votar.

Até o governador eleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas. já conversou com Jair Bolsonaro na tentativa (por enquanto em vão) de convencê-lo a empunhar essa bandeira.

Muita gente gosta da ideia, sobretudo pela contrapartida: nenhum desses senadores vitalícios poderia voltar a se candidatar à Presidência da República.

 


terça-feira, dezembro 13, 2022

TCM FAZ VISTORIA EM ESCOLAS MUNICIPAIS DA BAHIA

13 de dezembro de 2022

Auditores estaduais de controle externo e de infraestrutura do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia estão em campo, desde o mês de novembro, realizando um amplo levantamento sobre a estrutura das escolas públicas municipais, especialmente sobre as condições sanitárias das cozinhas e a qualidade da merenda escolar oferecida aos estudantes do ensino fundamental do Estado. Até o momento, nada menos que 104 unidades escolares, localizadas em 17 municípios baianos já foram minuciosamente vistoriadas por auditores do TCM. A ação faz parte do programa de Auditorias Temáticas programada para 2022.

Neste trabalho, os auditores do tribunal têm priorizado escolas que – com base em informações do último censo escolar – são relacionadas entre as mais precárias, e que não possuem sequer abastecimento de água ou utilizam um sistema inadequado para atender as necessidades dos alunos até mesmo para a indispensável hidratação durante as aulas, ou seja, beber. O foco do levantamento foi assim definido porque o TCM aderiu – através de Acordo de Cooperação Técnica – ao “Projeto Sede de Aprender”, uma ação nacional que visa garantir água potável em todas as unidades de ensino do país.

Além do fornecimento de água nas unidades, os auditores também estão analisando a qualidade das instalações das cozinhas e refeitórios, o quadro de nutricionistas da rede de educação municipal, a elaboração, disponibilização e cumprimento do cardápio, bem como a logística de abastecimento das escolas de gêneros alimentícios.

A auditoria conta com a participação de 34 auditores, das 17 Inspetorias Regionais de Controle Externo do TCM, localizadas na capital e cidades de todas as regiões do interior do Estado. A coordenação das atividades é realizada pela 3ª Diretoria de Controle Externo do TCM, e vem sendo desenvolvida desde o mês de agosto, contemplando as etapas de planejamento seleção dos municípios a serem auditados, treinamento das equipes envolvidas, seleção das escolas a visitadas, inspeção in loco, análises e relatórios.

Para o diretor da 3ª DCE, Vitor Maciel, os pontos observados neste trabalho impactam diretamente na dignidade, higiene, saúde e alimentação dos estudantes, professores e servidores das unidades escolares e repercutem também na qualidade do ensino público municipal.

Projeto Sede de Aprender – O projeto, criado inicialmente pelo Ministério Público do Estado de Alagoas, foi adotado e ampliado pelas representações estaduais do ministério público de todo o país. A Atricon – Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil e o Instituto Rui Barbosa (IRB), procurados pelos promotores de justiça, passaram a apoiar a iniciativa que visa garantir água potável em todas as unidades de ensino do país, e mobilizaram todos os tribunais de contas em apoio à iniciativa.

Veja algumas das irregularidades identificadas durante as visitas:

Barata dentro do pacote de pão.

Morcego no teto da cozinha da escola.

Forro do teto danificado.

Bebedouro com tubulação desconectada.

Cozinha improvisada com equipamentos danificados.

Paredes da cozinha com mofo e infiltração..

TCM-BA

Bolsonaristas tentam atribuir vandalismo a infiltrados e black blocs, mas Polícia contesta


Manifestantes quebram carros e tentam invadir sede da PF em Brasília

Em sua maioria, vândalos estavam vestidos de verde e amarelo

Samuel Lima
Estadão

Aliados do presidente Jair Bolsonaro tentam, em postagens nas redes sociais, dissociar os atos de vandalismo praticados na noite desta segunda-feira, 12, em Brasília, das manifestações que contestam a vitória do petista Luiz Inácio Lula da Silva na eleição e pedem intervenção militar no Brasil.

A tese, replicada por apoiadores em plataformas abertas e aplicativos de mensagens, é a de que as cenas de violência foram protagonizadas por supostos infiltrados de esquerda e grupos radicais conhecidos como black blocs. O objetivo seria desestabilizar as manifestações em frente aos quartéis.

Mais desde cedo, autoridades do Distrito Federal, no entanto, afirmam que parte dos envolvidos eram mesmo manifestantes que estavam alojados nos arredores do Quartel General do Exército.

PRISÃO DO INDÍGENA – Nesta segunda-feira, mesmo dia em que Lula foi diplomado, bolsonaristas incendiaram ônibus, carros, depredaram prédios públicos e privados e tentaram invadir a sede da Polícia Federal, na área central de Brasília. A depredação foi iniciada depois que uma liderança entre os apoiadores de Bolsonaro, o líder indígena José Acácio Serere Xavante, teve a prisão temporária decretada pela Justiça.

Ao longo desta terça-feira, o termo “infiltrados” permaneceu nos trending topics do Twitter, lista dos assuntos que ganham mais atenção na rede social, com 297 mil publicações. As citações superavam o termo “bolsonaristas” (231 mil) e tinham cerca de metade da incidência de “Brasília” (606 mil), no começo da tarde.

O Monitor de Redes do Estadão, criado em parceria com a empresa Torabit, mostrava tanto o termo ‘infiltrados’ entre as palavras mais comentadas quanto a presença de hashtags de apoio aos atos antidemocráticos, como #primaverabrasileira, #vemproalvorada e #brazilwasstolen.

CIRO NOGUEIRA – O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (Progressistas-PI), foi um dos que contestaram a ligação no Twitter. “Eles têm cara de Black Blocs, jeito de Black Blocs, fúria de Black Blocs, cheiro de Black Blocs e violência dos Black Blocs, que não existiram durante todo o governo Bolsonaro. Será coincidência ou a volta deles?”, escreveu o político, um dos líderes do Centrão.

Outros parlamentares e influenciadores passaram a espalhar fotos e vídeos para alegar que se trata de uma armação. A deputada federal Bia Kicis (PL-DF), por exemplo, reproduziu em suas redes um print de uma suposta página black bloc do ABC paulista — a foto de dois homens com roupas de uma torcida organizada do Corinthians, porém, é antiga e não tem relação com os atos de Brasília, como mostrou o Estadão Verifica.

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) postou um vídeo alegando que pessoas que atearam fogo em um ônibus gritavam “Fora, Bolsonaro”. A gravação é feita de um prédio e não é possível saber quem de fato gritou a frase. Mesmo assim, o parlamentar escreve que a “tática terrorista” pertence a organizações de esquerda e que “infiltrados devem ser investigados e punidos”.

REPÓRTER DESMENTE – A cena foi registrada por uma repórter do jornal O Tempo, que depois desmentiu a história e informou que as palavras foram proferidas por pessoas que estavam em um hotel ao lado.

Há ainda entre apoiadores, como o deputado federal Marco Feliciano (PL-SP), a alegação ainda de que o Brasil viveu “40 dias de manifestações pacíficas”, ignorando confrontos com as forças de segurança registrados em diferentes pontos do País por conta de bloqueios de rodovias.

“É precipitada a atribuição de autoria a bolsonaristas radicais”, opina o senador Marcos Rogério (PL-RO), dizendo haver “indícios” de ação de infiltrados de esquerda, mas sem apresentá-los. “Não fazem parte dos movimentos conservadores. A quem interessa esse tumulto?”, escreveu Gilson Machado, ex-ministro do Turismo.

PT PROTESTA – A oposição reagiu ao cenário de violência em Brasília com críticas ao presidente Jair Bolsonaro e cobranças pela atuação das forças de segurança e a punição legal dos envolvidos. A principal reclamação incide sobre a ausência de prisões até o momento e a continuidade dos atos que pedem intervenção militar.

“Passou da hora de desmobilizar as frentes de quartéis, não tem nada de liberdade de expressão, só golpismo”, escreveu a presidente do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR).

O ex-governador do Maranhão e futuro ministro da Justiça no governo Lula, Flávio Dino (PT), afirma que “as medidas de responsabilização jurídica prosseguirão, nos termos da lei”. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) anunciou que pediria investigação dos que financiaram e apoiaram os atos em Brasília dentro de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).

Sindicatos patronais marcam reunião para afastar o presidente da Fiesp, ligado a Lula


Lula quer presidente da Fiesp no comando da Indústria - 01/11/2022 - Painel  S.A. - Folha

Amigo de Lula, presidente da Fiesp está está sendo fritado

Fábio Matos
Metrópoles

Sindicatos patronais que fazem oposição ao presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, ligado ao presidente eleito Lula da Silva, convocaram uma assembleia extraordinária para o dia 21 de dezembro com o objetivo de destituir o empresário do comando da entidade.

A reunião do dia 21 foi marcada à revelia do comando da federação. A Fiesp foi informada na semana passada sobre a intenção do grupo. Procurada pela reportagem do Metrópoles, a entidade informou que não se manifestará sobre o caso. Até o momento, Josué também não fez comentários.

PODER DE VOTO – A ideia inicial dos representantes de 86 dos 106 sindicatos com poder de voto na Fiesp era a de convocar uma assembleia para esta segunda-feira (12/12), mas não houve tempo hábil para viabilizar o encontro.

Caso Josué Gomes seja destituído do cargo, o estatuto da Fiesp determina que assuma o primeiro vice-presidente. Atualmente, esse posto é ocupado por Rafael Cervone, que também preside o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

A crise política na Fiesp foi deflagrada em outubro, quando membros de 78 sindicatos apresentaram um pedido de convocação de assembleia. Em reunião da diretoria no início de novembro, Josué rechaçou a ofensiva, alegando que não havia elementos que justificassem a assembleia.

REMANDO CONTRA – Um dos principais opositores de Josué é Nicolau Jacob, presidente emérito da Fiesp, que hoje representa o Sindicato da Indústria de Móveis de Junco e Vime e Vassouras e de Escovas e Pincéis do Estado de São Paulo.

Além dele, o nome de Paulo Skaf, ex-presidente da entidade (de 2004 a 2021), é citado como um dos defensores do grupo que deseja afastar Josué.

O pano de fundo da crise é político. As declarações de Josué durante a campanha, simpáticas à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República, desagradaram a Skaf – apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) – e a integrantes da diretoria da Fiesp.

ATRELADO A LULA – A decisão de divulgar uma carta “em defesa da democracia”, em agosto, foi considerada um equívoco por expor a Fiesp e atrelar a instituição à candidatura do petista – e o documento teve apoio de apenas 14% dos sindicatos industriais.

Apesar de ter sido cogitado inicialmente como candidato a vice e depois como ministeriável de Lula, Josué jamais declarou seu voto publicamente.

Mas a proximidade com Lula fez com que Josué Gomes da Silva se tornasse um dos nomes mais cotados para assumir o Ministério da Indústria e Comércio Exterior. Empresário da Coteminas, ele é filho de José Alencar (1931-2011), vice-presidente da República entre 2003 e 2010, nos dois governos de Lula.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Como presidente da Fiesp, Paulo Skaf fazia muito mais política do que Josué Gomes. A diferença é que Skaf falava em seu próprio nome, não tomava atitudes políticas em nome da Fiesp, como o inexperiente amigo de Lula veio a fazer, infantilmente. (C.N.)

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