sexta-feira, novembro 18, 2022

AL-BA: Adolfo diz que indicação para o TCM ‘não tem pressa’; favoritos despontam nos bastidores

sexta-feira, 18/11/2022 - 00h00

por Mauricio Leiro / Lula Bonfim

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Foto: Divulgação

Nos bastidores da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputados estaduais têm estranhado a demora para que seja pautada na Casa a indicação do próximo conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). A cadeira está vaga há quase 1 ano e quatro meses, sem que o parlamento baiano se debruce sobre a escolha do novo membro da Corte.

 

Procurado pelo Bahia Notícias, o presidente da AL-BA, Adolfo Menezes (PSD), justificou que não há um prazo legal para que o legislativo indique um nome para o TCM. Segundo ele, neste momento, a Casa tem outras prioridades e a tendência é que a decisão fique para 2023.

 

“Não tem pressa. Não há prazo. Não existe regra de tempo para você indicar aqui na Assembleia. Houve as eleições, que eram prioridade. Agora, temos outros projetos para serem aprovados, como a LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2023]. Depois que tudo isso passar, nós vamos pautar a indicação para o TCM”, disse o presidente da AL-BA, em entrevista ao BN.

 

De acordo com Adolfo, nenhum dos atuais deputados interessados na vaga o procurou para a revelar candidatura e o que ele sabe teria sido revelado pela imprensa. Quem buscou o presidente da AL-BA para conversar sobre o tema, porém, foi o deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos).

 

Derrotado na sua tentativa de reeleição à Câmara dos Deputados no início de outubro, Nilo tem conversado com lideranças da AL-BA, buscando apoio para se viabilizar o próximo conselheiro do TCM baiano.

 

Deputados do grupo político de Nilo, entretanto, revelaram ao Bahia Notícias, sob condição de anonimato, que a chance dele conseguir a vaga é praticamente nula. “Ele não tem como se viabilizar. Perdeu força”, avaliou um parlamentar oposicionista.

 

Os demais postulantes à vaga seriam os atuais deputados estaduais Alex Lima (PSB), Fabíola Mansur (PSB) e Fabrício Falcão (PCdoB), todos integrantes da base de apoio do governador Rui Costa (PT).

 

“Marcelo Nilo esteve comigo, conversamos e ele me sinalizou que tem o interesse na vaga. Os demais nomes eu soube pela imprensa: Fabíola, Alex Lima e Fabrício. Eles não me procuraram, mas li que devem ser candidatos”, afirmou Menezes para o Bahia Notícias.

 

Conforme informações apuradas pelo Bahia Notícias junto a interlocutores do grupo governista, apesar da indicação do nome para essa vaga ser uma responsabilidade da AL-BA, o governador Rui Costa (PT) tem tentado influenciar as articulações para a escolha do novo conselheiro. O favorito do gestor estadual seria o deputado Alex Lima, que sequer disputou a reeleição neste ano.

 

Enquanto isso, nos bastidores fala-se de um suposto acordo no grupo governista para que a indicação seja do PCdoB, o que favoreceria Fabrício Falcão, deputado reeleito em outubro. Porém, fontes ligadas à gestão estadual negam a existência desse compromisso.

 

Fabíola, que não conseguiu se reeleger e enfrenta problemas no relacionamento com o seu partido (relembre aqui), também demonstra interesse na cadeira, mas a indicação da parlamentar é vista como pouco provável por integrantes da base governista.

 

Há a expectativa na AL-BA de que Rui Costa e até mesmo o senador Jaques Wagner (PT) sejam nomeados por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o primeiro escalão do governo federal, levando com eles quadros políticos da Bahia. A partir disso, outros espaços podem ser abertos na administração de Jerônimo Rodrigues (PT) no estado, definindo novas condições para a escolha da AL-BA para o novo conselheiro. Com isso, a indicação para o TCM deve ser definida apenas em 2023.

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PT cederá em exceção permanente para Bolsa Família, mas exige ao menos 4 anos

sexta-feira, 18/11/2022 - 07h00

por Folhapress

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Foto: Lula Marques / Divulgação / PT

O governo eleito planeja ceder para tentar aprovar a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Transição, mas não abre mão de que o aumento de gastos tenha validade de quatro anos –todo o mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
 

Há uma orientação para não negociar um prazo menor, sobretudo no Senado. A intenção é aprovar a medida na Casa com uma boa votação para que ela chegue com força à Câmara.
 

Alguns aliados de Lula dizem que, se fosse para aprovar uma medida por apenas um ano, não seria necessário o desgaste para aprovar uma PEC, que exige 308 votos na Câmara e 49 votos no Senado.
 

Uma ala do Centrão e partidos que ainda negociam adesão ao governo eleito têm ampliado a articulação para que o Congresso aprove a medida apenas para o primeiro ano do novo governo. A avaliação é que o Legislativo perderá poder de barganha se autorizar o aumento de despesas por todo o mandato do petista.
 

Para tentar costurar um acordo no Senado, por onde a PEC começará a tramitar, o PT conta com o apoio do presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
 

Alcolumbre foi presidente do Senado entre 2019 e 2020. A eleição dele ao comando da Casa foi sustentada por aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL), mas o senador conseguiu renovar o mandato em outubro com o apoio do PT do Amapá e tem feito acenos ao partido.
 

O parlamentar conversou pessoalmente com alguns senadores durante o feriado da Proclamação da República, e disse que pretende procurar os 27 integrantes da CCJ para articular a aprovação da proposta.
 

Nesta quarta-feira (16), ele assumiu a linha de frente na reunião com o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), que apresentou a versão preliminar da PEC no Senado. O presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), estava no Egito, na COP27.
 

O plano inicial do PT, segundo articuladores, era que a PEC fosse votada direto no plenário do Senado, mas Alcolumbre pediu para o texto seguir o rito normal, e passar primeiro pela CCJ. Com isso, o senador ganha poder de negociação e passa a ter créditos com o governo eleito.
 

No encontro, ele informou aos aliados de Lula que boa parte do Congresso preferiria o prazo de um ano e indicou que trabalharia para ajudá-los a passar a proposta com quatro anos.
 

Alcolumbre e o senador Alexandre Silveira (PSD-MG) têm sido apontados como potenciais relatores da PEC. O nome do senador mineiro seria mais forte, no entanto, pela proximidade com o presidente do Senado, na avaliação de parlamentares.
 

A intenção do governo eleito é aprovar o texto na CCJ e no plenário do Senado no mesmo dia, na última semana do mês de novembro. Petistas afirmam que é preciso garantir votação expressiva na comissão para que a PEC seja levada ao plenário à tarde com força.
 

Pelas contas do PT, seria possível garantir, no mínimo, o apoio de 16 dos 27 integrantes da comissão. Reservadamente, interlocutores de Lula afirmam, no entanto, que o número poderá ser bem maior, e que a base de Bolsonaro terá dificuldades para votar contra uma medida que envolve o Bolsa Família.
 

O plano do partido é falar individualmente com todos os membros da CCJ e aproveitar o esforço concentrado do Senado, na semana que vem, para buscar os demais senadores, incluindo o filho mais velho do presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
 

A tarefa de conversar com os senadores foi dividida entre o líder da sigla no Senado, Paulo Rocha (PT-PA), o senador eleito Wellington Dias (PT-PI) —escalado para negociar o Orçamento de 2023— e o senador Jaques Wagner (PT-BA).
 

A ideia é deixar claro que o debate, a partir de agora, após a apresentação da minuta da PEC, não estará restrito ao PT, e que o texto é apenas um esboço. Cada senador, segundo um dos interlocutores de Lula no Congresso, será tratado como uma "instituição".
 

Rocha, por exemplo, ficou com a missão de falar com o líder do governo Bolsonaro, Carlos Portinho (PL-RJ), que reclamou à Folha que o texto estava sendo discutido em uma "confraria do PT".
 

Outros líderes fizeram reclamações semelhantes ao presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O parlamentar relatou a interlocutores de Lula que muitos senadores criticaram a condução da articulação política do governo eleito, e estão se sentindo excluídos por não terem sido procurados.
 

Depois das críticas, Rocha e Portinho conversaram nesta quinta. O parlamentar do PL disse que o governo eleito "perdeu tempo", mas afirmou que a base de Bolsonaro está disposta a conversar sobre a manutenção do Auxílio Brasil no valor de R$ 600 e sobre a recomposição do salário mínimo.
 

O líder do governo atual reclamou, no entanto, do prazo de quatro anos para o benefício social ser mantido fora do teto, e cobrou uma definição acerca do Ministério da Economia. Portinho também criticou a intenção da equipe de Lula de votar a PEC na CCJ e no plenário do Senado no mesmo dia.
 

Embora outros senadores estejam ajudando na articulação, como Alexandre Silveira (PSD-MG), Carlos Fávaro (PSD-MT) e o próprio presidente da CCJ, petistas avaliam que os parlamentares também fazem questão de conversar com o grupo que está no entorno de Lula para se sentirem prestigiados.
 

O PT conta ainda com o apoio da senadora Simone Tebet (MDB-MS) para a articulação no Senado. Tebet —candidata derrotada à Presidência que apoiou Lula no segundo turno e hoje integra a equipe de transição na área de desenvolvimento social— foi presidente da CCJ antes de Alcolumbre e hoje é membro titular da comissão.
 

Há uma preocupação com o prazo apertado para aprovar a PEC. No cenário mais otimista, com pouca obstrução da oposição bolsonarista, o texto seria promulgado em três semanas. O grupo com líderes do Senado e da Câmara ajudaria a conciliar posições e aparar eventuais arestas.
 

No Senado, dois nomes são apontados como potenciais relatores da PEC: o de Alcolumbre e o de Silveira. O do senador mineiro seria mais forte pela proximidade com o presidente do Senado, na avaliação de parlamentares.
 

CONGRESSO QUER DEFINIR PARA ONDE VÃO RECURSOS LIBERADOS COM A PEC
 

Líderes do Congresso já articulam outra alteração no texto da PEC. Eles querem dar poder ao Legislativo para também definir como serão gastos os recursos a serem liberados no Orçamento de 2023.
 

Um artigo incluído na versão preliminar da PEC prevê que apenas o governo de transição poderá indicar mudanças no projeto de Orçamento para prever quais programas receberão os R$ 105 bilhões de despesas a serem liberados.
 

O dispositivo irritou principalmente aliados do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O argumento de parlamentares é que esse mecanismo é uma espécie de antecipação de mandato de Lula, e que cabe ao Congresso aprovar o Orçamento. Portanto, deputados e senadores também devem ter o poder na distribuição dos recursos.
 

Pela versão costurada por Alckmin, que coordena a transição, o relator do Orçamento, senador Marcelo Castro (MDB-PI), seria o responsável por acatar ou não as indicações do governo eleito. Castro é aliado de Lula.
 

Uma ideia que vem sendo debatida por líderes do Centrão é retirar todo esse dispositivo ou dar o mesmo poder de Castro ao presidente da CMO (comissão mista de Orçamento), deputado Celso Sabino (União Brasil-PA), que é próximo de Lira.
 

A equipe de Lula quer usar esses recursos para conceder um aumento real (acima da inflação) para o salário mínimo em 2023, além de expandir obras de infraestrutura e aumentar o orçamento de órgãos do governo, como Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e programas sociais na área de habitação (que deve voltar a se chamar Minha Casa, Minha Vida) e também o Farmácia Popular.
 

Em outra frente de articulação, a equipe de transição também decidiu criar um grupo com líderes da Câmara e do Senado de partidos aliados para discutir a aprovação da PEC. O grupo deve se reunir na próxima quarta-feira (23).
 

A medida foi anunciada durante a reunião do conselho político desta quinta, que contou com a presença de Alckmin. Parlamentares afirmam que a intenção é montar uma espécie de "comissão mista" para negociar o texto com deputados e senadores simultaneamente.
 

Há uma preocupação com o prazo apertado para aprovar a PEC. No cenário mais otimista, com pouca obstrução da oposição bolsonarista, o texto seria promulgado em três semanas. O grupo com líderes do Senado e da Câmara ajudaria a conciliar posições e aparar eventuais arestas

Bahia Notícias

Feira de Santana: TJ-BA determina repasse de 60% de precatórios do Fundef para professores

 

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Foto: Reprodução / Acorda Cidade

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou o bloqueio de 60% dos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) de Feira de Santana em favor dos professores. A decisão é desta quinta-feira (17) e foi tomada pelo desembargador Lidivaldo Britto após recurso movido pela APLB sindicato.

 

Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a prefeitura feirense terá de repassar o valor referido aos professores da rede municipal.

 

 “Destarte, presente a probabilidade do direito do Recorrente, buscando assegurar que, ao menos, 60% dos valores oriundos da Ação Civil Originária nº 648 – STF seja repassado aos profissionais do Magistério, inclusive aposentados e pensionistas, na forma de abono, imperiosa a determinação de bloqueio do quantum”, diz trecho da decisão.

Bahia Notícias

Comunicação caolha!Beli não resolveu.Mitidieri terá coragem p/ mudar?

 em 18 nov, 2022 4:08

   Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
                        “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

É inegável que os governos de Belivaldo e de Jackson, não têm comparação. Belivaldo teve coragem de resolver gargalos em várias pastas colocando técnicos, como, por exemplo, na Fazenda, na Ação Social, Saúde, entre outras. Porém, duas pastas importantes foram renegadas ao segundo plano: comunicação e turismo. Sobre esta última na próxima semana o blog fará uma reflexão, hoje vai se deter a insossa e a caolha comunicação governamental.

Com a justificativa de cortar gastos, Belivaldo, em abril de 2020, extinguiu a Secretaria de Comunicação Social que virou uma mera superintendência. Um apêndice do gabinete. O secretário da época, Sales Neto, ao invés de bater o pé, aceitou calado, já que ganhou como prêmio de consolação a pasta do turismo.

O jornalista e amigo Givaldo Ricardo, que assumiu a superintendência é um excelente profissional, mas não preenche os requisitos para gerir uma pasta que deveria ter como maior premissa o interesse público e não corporativista. Givaldo hoje é um mero porta voz do governador e, a preocupação, é em manter em dia o pagamento de meia dúzia de veículos de comunicação com nomes sonoros, para não desgastar o governador. Aliás, está ficando feia essa parceria desnudada esta semana onde alguns veículos já começaram a fazer lobby para manter Givaldo no cargo.

Choque de gestão como ocorreu em 2007

Ao assumir o governo em 2007, o professor Marcelo Déda surpreendeu muita gente ao anunciar o nome da então pouco conhecida Eloísa Galdino para o comando da comunicação. Este jornalista lembra que quando foi conversar com ele, ainda na transição numa sala no antigo CIC, quando ele disse: “é preciso fazer uma ruptura nesta estrutura viciada.”

Eloísa passou quase dois anos e meio na pasta, mas foram suficientes para ela implementar um novo jeito, com a preocupação maior no interesse público e não apenas no interesse político e empresarial de alguns poucos.

Se quiser começar bem, Fábio Mitidieri precisa realizar um novo choque de gestão na comunicação. Não apenas retornar à secretaria, mas nomear alguém jovem, com uma visão nova e moderna, com experiências em todas as áreas da mídia moderna e com a confiança não só dele (o governador), mas do grupo de gestão.

Com certeza, ao lado dele, nestes anos todo de político, Fábio Mitidieri deve ter pelo menos um nome que possa “vestir” com transparência e ética este choque de gestão em busca de uma comunicação voltada não apenas para o interesse de meia dúzia de veículos e profissionais que se intitulam “donos das maiores audiências” (engraçado, hoje em Sergipe os programas de rádios matinais cada um tem o “ibope” para chamar de seu) e muitas vezes extrapolam o limite da defesa do interesse público para o interesse empresarial.

A Comunicação de Sergipe precisa ser o retrato dessa gestão que prometeu ser jovem e inovadora. Chega dos mesmos nomes.

É aguardar! Que o novo governo realmente assuma este desafio. De mudar a forma de relacionamento empresarial, para um relacionamento saudável tendo como princípio basilar o interesse público.

 

1992: Luiz Mitidieri, perde para Jackson eleição para prefeito de Aracaju. 30 anos depois, o filho, Fábio vence eleição para o governo e, de quebra, arrasta Jackson para um fim melancólico na política Em 1992, Jackson Barreto, após ter elegido Paixão em 1988, que rompeu com ele no meio do mandato, retornou a Prefeitura de Aracaju, com cerca de 66% dos votos válidos. Jackson era a maior liderança da oposição naquele momento. Foram derrotados Ismael Silva, Luiz Mitidieri, Reinaldo Moura e Clóvis Silveira.

A política não é brincadeira e é cruel com quem não sabe a hora de parar. 30 anos depois, depois de um governo nefasto, Jackson rompe com o grupo e lança o candidato a vice, Sérgio Gama. Uma das causas da derrota de Rogério foi a altíssima rejeição do pior governador da história de Sergipe. Fim melancólico para quem foi uma das maiores lideranças de Sergipe nas décadas de 80 e 80.

INFONET

Hospital de Cirurgia é autorizado a transplantar rim e fígado

 em 17 nov, 2022 18:01


(Foto: Ascom Cirurgia)

O Ministério da Saúde autorizou o Hospital de Cirurgia de Aracaju a realizar cirurgias de retirada e transplante de rim e fígado em sua unidade. A autorização foi publicada nesta quinta-feira, 17, por meio das portarias Nº 766 de 20 de outubro e Nº 770 de 21 de outubro publicadas no Diário Oficial da União.

De acordo com a publicação, a decisão foi tomada levando em consideração algumas portarias, um parecer técnico e a manifestação favorável dada pela Central Estadual de Transplantes (CET), da Secretaria Estadual de Saúde de Sergipe (SES).

Ainda conforme a publicação, a autorização permite que apenas alguns especialistas da unidade hospitalar realizem os procedimentos. Para realizar a retirada e transplante de rim, apenas sete médicos estão autorizados, sendo eles dois urologistas, três nefrologistas, um cirurgião geral e um cirurgião geral/urologista.

Já para retirada e transplante de fígado, oito especialistas estão autorizados a realizar o procedimento, sendo eles um hepatologista, dois gastroenterologistas, dois anestesiologistas, um cirurgião geral, um cirurgião geral e do aparelho digestivo e um cirurgião geral/oncológico.

A autorização concedida pelo Ministério da Saúde, conforme portaria, tem validade de dois anos.

Por Luana Maria e Verlane Estácio

INFONET

Desempregados e sem dinheiro, brasileiros em Portugal pedem ajuda ao Consulado para voltar

Publicado em 17 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Sonho de morar em Portugal ignora crise, desemprego e transforma o europeu  no povo mais acolhedor do mundo

Sonho de morar em Portugal ignora a crise e o   desemprego

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Um grupo cada vez maior de brasileiros que estão em Portugal tem procurado o Consulado do Brasil em Lisboa pedindo ajuda para retornar ao país. Alegam que estão desempregados e sem dinheiro para bancar as passagens de volta. Vários não têm recursos sequer para comer.

Os pedidos de socorro crescem num momento em que o governo de Portugal dá incentivos para que brasileiros migrem para o território luso a fim de procurar emprego. Para isso, foi criado um visto especial, que permite a estrangeiros ficarem até 180 dias em Portugal tentando se encaixar no mercado de trabalho.

SONHO E ILUSÃO – Muitos dos brasileiros que estão pedindo ajuda ao consulado viajaram para o país europeu iludidos de que arrumariam emprego logo e teriam condições de se manterem em euro. A realidade, porém, é dura. Portugal sofre com inflação acima de 9% ao ano, os preços dos aluguéis não param de subir e os salários são baixos.

Por isso, é importante que aqueles que se animaram a migrar para Portugal se aproveitando da flexibilização das leis de imigração se organizem muito bem, para não caírem em armadilhas e ficarem em situação difícil como a vivida atualmente por centenas de brasileiros que não se prepararam adequadamente para a mudança de país.

“Estamos muito preocupados com o que pode ocorrer com a nova leva de brasileiros que decidirem se mudar para Portugal achando que vão resolver suas vidas”, diz um funcionário do consulado. “Muitos acreditam que Portugal é o paraíso, mas não é bem assim. O custo de vida está cada vez maior, e os salários estão achatados”, acrescenta.

MAIS 10 MIL – O governo de Portugal informa que, desde que foram abertas as inscrições para os novos vistos de trabalho, no início de novembro, quase 10 mil brasileiros se inscreveram no site do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), o primeiro passo da licença para entrar no país europeus dentro das novas condições.

“É muita gente”, ressalta um integrante da embaixada do Brasil em Portugal. Ele lembra que, pelas novas regras, os interessados em procurar empregos em território luso devem provar ter renda para se manter ao longo dos 180 dias — o mínimo é de R$ 11 mil, o correspondente hoje a três salários mínimos portugueses (2.115 euros).

O problema é que esses recursos não são suficientes para todas as despesas. Basta ver o que acontece com os brasileiros que já estão em Portugal. Vários são obrigados a viver em condições sub-humanas, pois não conseguem pagar nem uma vaga em um quarto, têm de dividir camas — um dorme de dia, outro, de noite.

DURA REALIDADE – “Não é isso que queremos para os imigrantes brasileiros que vivem em Portugal. O ideal é que, ao se mudarem para o país europeu, tenham o mínimo de condição de vida”, reforça o integrante da embaixada.

“Infelizmente, muitos são iludidos e acabam caindo na situação que estamos vendo hoje junto ao consulado”, emenda.

Oficialmente, a comunidade brasileira com autorização para morar em Portugal passa de 250 mil pessoas. Esse número, porém, pode passar dos 300 mil, pois há aqueles que ainda não conseguiram regularizar a situação. Entraram em terras lusitanas como turistas e foram ficando, mesmo em condições precárias.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Sonhar ainda não é proibido nem paga imposto. Muitos pensam que mudar de país resolve tudo, num passe de mágica. Porém, como diz a Bíblia, muitos são chamados e poucos são escolhidos. Muitos brasileiros estão se inscrevendo em um programa das Nações Unidas pedindo ajuda para voltar de Portugal ao Brasil. E vida que segue, como dizia João Saldanha. (C.N.)

Amizade inabalável com empresário corrupto do jatinho prejudica Lula e também Alckmin

Publicado em 18 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Dono de avião que leva Lula ao Egito está na comitiva - 14/11/2022 - Mônica  Bergamo - Folha

Corrupto e trapalhão, Seripieri está na comitiva presidencial

Bruna Komarchesqui
Gazeta do Povo

Muito já se falou sobre o empresário que deu uma “carona” para Lula em seu jatinho particular até a COP-27, no Egito, e faz parte da comitiva presidencial. Todos sabem que ele vive metido em armações financeiras e já foi até preso em desdobramentos da Lava Jato, comprometeu-se a devolver R$ 200 milhões aos cofres públicos. Mesmo assim, continua a ser amigo de políticos como Lula, seu vice Geraldo Alckmin e o senador José Serra.

Nesta eleição, José Seripieri Filho, conhecido como Júnior, doou mais de R$ 1 milhão à campanha de Lula e foi anfitrião de um jantar da pré-campanha do petista com empresários, em junho. Ele também foi um dos convidados do casamento de Lula e Janja, no mês de maio.

PLANOS DE SAÚDE – Em 1997, José Seripieri Filho fundou a Qualicorp, uma das maiores empresas de planos de saúde do Brasil, pioneira na oferta de planos coletivos por adesão.

Um importante salto da Qualicorp, que garantiu a Júnior o ingresso no grupo dos bilionários, ocorreu com a entrada na Bolsa, em 2009. Quase dez anos depois, ele comandou uma operação com a empresa que foi alvo de investigação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Na época, o empresário recebeu R$ 150 milhões da empresa, em um acordo em que se comprometia a não criar concorrentes em um período de seis anos.

No dia seguinte, as ações da Qualicorp caíram 30%. Acionistas minoritários e a XP alegaram que o acerto beneficiaria o empresário em detrimento da companhia. Júnior sugeriu, então, reinvestir os R$ 150 milhões na Qualicorp. Em outubro de 2019, os seis conselheiros que tinham aprovado o acordo se ofereceram para pagar R$ 1,2 bilhão a encerrar o caso, mas a CVM rejeitou a proposta. 

UM PÉ NA POLÍTICA – Próximo de figuras expressivas do cenário político nacional, como Lula, Serra e Geraldo Alckmin, as festas de Seripieri Júnior são conhecidas por reunir autoridades, incluindo o ministro do STF, Alexandre de Moraes, na época em que era ministro da Justiça.

Segundo afirmou à Procuradoria na delação, sua relação com boa parte dessas autoridades era institucional ou de amizade, sem envolver ilegalidades. Investigadores envolvidos na delação, no entanto, afirmaram na época que a cereja do bolo das revelações do empresário era sua relação com políticos do Congresso, inclusive para a aprovação de benesses.

Nesse ponto, apareceriam nomes como Renan Calheiros e Romero Jucá, segundo ele, diretamente envolvidos nas manobras políticas.

PRÓXIMO A GILMAR – Com esse currículo sujo, em junho deste ano, o empresário aparece na lista de participantes de uma mesa de discussão sobre regulação no Brasil no Fórum Jurídico de Lisboa, em Portugal.

O evento foi organizado pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), fundado pelo ministro do STF Gilmar Mendes. Dois meses antes, ele esteve em terras lusitanas pela mesma organização, discutindo o setor de saúde.

De acordo com o portal de notícias políticas O Bastidor, mesmo após o acordo de delação com a PGR, Júnior segue sendo investigado pela PF. O motivo seria a omissão de informações relevantes pelo empresário.

LAVAGEM DE DINHEIRO – Investigações da Polícia e da Receita Federal dão indícios de operações de lavagem de dinheiro em conjunto com o escritório da família Claro, conhecida por intermediar negociatas políticas.

A publicação mostra que delações dos sócios do escritório Claro, extratos bancários, planilhas de doleiros e depoimentos “revelam fortes evidências” do pagamento de R$ 2,5 milhões em propina a três auditores da Receita por dirigentes da Qualicorp, em 2014.

O intuito seria impedir multas à empresa. A investigação aponta dinheiro saindo das contas da companhia de Seripieri, passando por contas da Claro e girando em empresas de fachada de doleiros, antes de ser entregue em espécie aos auditores.

AMIGO DE LULA – Júnior e Lula se conhecem há mais de uma década. Quando o petista deixou a presidência, passou a frequentar a casa de veraneio do empresário em Angra dos Reis, chegando a ser convidado para o Réveillon de 2015. De acordo com a revista Veja, ele também costumava usar helicóptero e jatinho de Seripieri emprestados para deslocamentos.

O empresário também esteve entre os seletos convidados do casamento de Lula e Janja em maio, sentando-se à mesma mesa que Gilberto e Flora Gil, Marta Suplicy e o marido dela, Márcio Toledo, de acordo com a Folha de S. Paulo.

No ano passado, interlocutores de Lula e Seripieri revelaram que o petista demonstrou uma mágoa em relação ao empresário, que se distanciou dele depois de prosperar em seu governo. Porém, durante a pré-campanha, Júnior foi anfitrião de um jantar entre Lula e empresários. Ele também fez expressivas doações à campanha presidencial petista.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Enviada pelo economista Celso Serra, a matéria é muito longa, tivemos de resumi-la. Mesmo assim, fica claro que Lula não deveria se meter com esse tipo de gente. Seu vice Alckmin se arrepende muito de ter se tornado amigo do empresário. Seu filho mais novo, Thomaz Alckmin, trabalhava como piloto de Seripieri e morreu em 2915 na queda de um dos helicópteros do empresário. E vida que segue, diria João Saldanha, já de olho na Copa. (C.N.)

Nos EUA, republicanos vão controlar a Câmara, mas com maioria menor que esperavam

Publicado em 18 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

O republicano McCarthy sera o novo presidente da Câmara

Thiago Amâncio
Folha

Depois de o Partido Democrata assegurar uma vitória significativa e garantir a manutenção do controle do Senado pelos próximos dois anos, seus rivais republicanos confirmaram nesta quarta-feira (16) a maioria na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. A nova configuração vai alterar a governabilidade do presidente Joe Biden na segunda metade de seu mandato.

A composição geral do Legislativo, porém, ainda garante algum fôlego ao democrata, que estava sob risco de perder o controle das duas Casas em meio a um momento de baixa em sua popularidade.

MAIORIA NA CÂMARA – O Partido Republicano alcançou a marca de 218 deputados eleitos nas midterms, eleições de meio de mandato, com as projeções das emissoras americanas para o 27º distrito da Califórnia. O pleito, realizado no último dia 8, renova toda a Câmara e um terço do Senado, entre outros cargos estaduais.

Com a nova maioria na Câmara, a democrata Nancy Pelosi, aliada de Biden e notória opositora de Donald Trump, deixará a presidência da Casa. Kevin McCarthy (também da Califórnia), líder da minoria reeleito nesta terça, deve ser o indicado para o posto.

Logo após as projeções desta quarta, Biden divulgou comunicado em que afirma que as eleições demonstraram “a força e a resiliência” da democracia americana. “Houve forte rejeição aos negacionistas das eleições, à violência política e à intimidação. Houve uma afirmação enfática de que, nos EUA, prevalece a vontade do povo”, diz a nota.

AÇÃO EM CONJUNTO – Biden parabenizou McCarthy e afirmou estar pronto para trabalhar com deputados do partido adversário. “Eleitores expressaram claramente suas preocupações: a necessidade de reduzir custos, proteger o direito de escolha e preservar a democracia. O futuro é muito promissor para ficar preso a uma guerra política. Trabalharei com qualquer um disposto a trabalhar comigo para entregar resultados para a população.”

O deputado, por sua vez, usou maiúsculas para comentar o resultado no Twitter. “O governo democrata de um partido ACABOU. Estamos prontos para trabalhar junto ao povo americano e cumprir nosso compromisso com os EUA com maioria republicana na Câmara.”

Sem maioria, o presidente terá mais dificuldade em aprovar projetos caros a sua agenda, como pacotes de combate à crise do clima e controle do acesso a armas. Também pode ver republicanos abrirem comissões de investigação contra a gestão federal, à semelhança da que apura o ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio — que, aliás, corre o risco de ser suspensa; Trump havia sido intimado a depor ao colegiado até esta segunda (14).

OUTRAS INVESTIGAÇÕES – Especula-se que as possíveis novas apurações mirem o processo caótico de retirada das tropas americanas do Afeganistão, negócios suspeitos de Hunter Biden, filho do presidente, e um suposto uso político do Departamento de Justiça em processos contra Trump.

A demora na definição do controle da Câmara se deveu sobretudo à contagem de votos na costa oeste do país, com muitas disputas extremamente concorridas na Califórnia, mas também no Arizona e em Colorado. O quadro contrasta com o de midterms anteriores. Em 2018, por exemplo, a CNN conseguiu projetar que os democratas teriam o controle da Câmara às 23h do mesmo dia da eleição.

Perder o controle do Legislativo (ou de parte dele) no meio do mandato é comum. Desde Jimmy Carter (1977-1981), só George W. Bush (2001-2009) conseguiu manter maioria do Congresso nas midterms, em 2002, no pós-11 de Setembro —em 2006, em seu segundo mandato, porém, ele saiu derrotado. Mas desta vez o resultado no fim saiu melhor do que a encomenda para Biden.


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