quarta-feira, novembro 16, 2022

Militares leem a Constituição como querem e ‘assumem’ poder de moderação que não têm


Brum ar Twitter: "Charge da Tribuna do Norte #brum #charge #chargespoliticas #governobolsonaro #militares #militarizacao #cargoscivis #governomilitar https://t.co/ck1G1T7XUp" / Twitter

Charge do Brum (Tribuna do Norte)

Lenio Luiz Streck
O Globo

Hermes era um semideus que fazia a intermediação entre os deuses e os mortais. Nunca se soube o que os deuses disseram; só se soube o que Hermes disse que os deuses disseram. Dependendo de como se olha, hermenêutica é uma delinquência. Rouba sentidos. Diz o que quer. O dilema é: controlar Hermes, para que não vire um ditador.

Pois, no Brasil, parece que as Forças Armadas se arvoram em novos hermeneutas. Com a vantagem de não serem — e não terem — intermediários. Afinal, (de)têm a força.

PODER MODERADOR – Leem a Constituição como querem. Dizem que o artigo 142 da Constituição lhes dá “o poder de moderação”, algo como “todo o poder emana das Forças Armadas”.

Antes do julgamento do famoso habeas corpus de Lula, em 2018, o general Villas Bôas usou o argumento da força, admoestou o Supremo Tribunal e deixou os hermeneutas “nas chinelas”. Sem maiores “epistemologias”, fez um “alerta” à Suprema Corte, usando, em vez da força da hermenêutica, a hermenêutica da força. E vimos o resultado.

Agora, passada a eleição, quando deveria vir a bonança da democracia, retornam os novos hermeneutas. Ou deuses. Desta vez lançam nota que coloca combustível na tempestade que substitui a bonança.

LEITURA SELETIVA – Os comandantes militares fazem uma leitura seletiva da nova Lei 14.197/2021, que diz que “não constitui crime […] a manifestação crítica aos poderes constitucionais nem a atividade jornalística ou a reivindicação de direitos e garantias constitucionais, por meio de passeatas, de reuniões, de greves, de aglomerações ou de qualquer outra forma de manifestação política com propósitos sociais”.

Pela hermenêutica verde-oliva, os militares são os defensores dos manifestantes que fazem manifestações pacíficas. Dizem que os protegerão, desde que não façam arruaça. O que é isto —a “arruaça”? Perguntemos aos hermes camuflados.

Qual parte ficou de fora da hermenêutica verde-oliva? Simples. O dispositivo da nova lei não foi feito para servir de haraquiri. Por isso foi posto, no final do artigo, que as manifestações pacíficas seriam toleradas sempre que fossem com “propósitos sociais”.

PROPÓSITOS SOCIAIS – Ora, não consta a ninguém do mundo jurídico que movimentos que clamem pelo fim da democracia, com a intervenção deles mesmos, os militares, sejam considerados com “propósitos sociais”. E não consta que “manifestação crítica aos Poderes” possa significar “acabar com esses Poderes”. Sabotagem: eis o nome da coisa.

Assim não há institucionalidade que funcione. Se a força vale mais que a lei, então já não te(re)mos direito. Pois é ele que filtra e controla a força. Imaginem se fosse o MST acampado à frente dos quartéis…! Para os militares, não seria democrático, e os tirariam em minutos. A tapa.

Quando os militares se transformam em “deuses intérpretes” da Constituição, há que perguntar onde foi que erramos. Fracassamos mesmo? Dá para brincar de fazer hermenêutica? Não? Que bom!

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No Egito, Lula vive dias de encantamento e nem lembra dos problemas que o aguardam


Lula se reuniu na COP 27 com John Kerry e Xie Zhen Hua, representantes de Estados Unidos e China para o clima — Foto: Ricardo Stuckert/ PT

Lula com John Kerry, dos EUA, e Xie Zhen Hua,, da China

Elio Gaspari
O Globo/Folha

Lula desceu gloriosamente em Sharm el-Sheikh. Ele vive alguns dos melhores dias de sua vida. Chegou à COP 27 colocando o Brasil de volta no mundo e deixou para trás um país com a esperança de melhores dias. Quando voltar, encontrará os velhos e os novos problemas. Os velhos não foram criados por ele, assim como os novos não serão do governo que vai embora.

Lula ainda não anunciou seu ministério, e a arrogância de Guido Mantega criou-lhe problema ao insinuar um veto do novo governo ao nome do economista Ilan Goldfajn à presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

FALAR BEM E MAL – Mantega foi ministro da Fazenda durante o consulado petista, e Goldfajn foi presidente do Banco Central durante o governo de Michel Temer. Formam uma rara dupla. Não se conhece quem fale bem da passagem de Mantega pela Fazenda, nem quem fale mal de Goldfajn no Banco Central.

Mantega deu sua canelada em Goldfajn enquanto dizia que não seria ministro do novo governo e era confundido como um dos integrantes da equipe de transição: “Eu saio dessa vanguarda e fico na retaguarda, ajudando com conselhos e tudo mais…”.

Põe retaguarda nisso. Mantega não seria ministro nem integrava formalmente a equipe de transição porque, por decisão do Tribunal de Contas da União, está impedido de ocupar função pública até 2030.

ÁGUA E SABÃO – A canelada de Mantega foi pública, mas não foi a única. Espera-se que o novo governo passe água e sabão em milhares de nomeações feitas durante os últimos quatro anos. Espera-se também que esse governo respeite os funcionários de carreiras do Estado, bem como suas folhas de serviço. Vinganças, como o peixe estragado, são percebidas pelo olfato.

Houve algo de surto na meteórica aparição de Mantega e seria injusto atribuí-la a Lula. Já a sua utilização da jato Gulfstream, do empresário do setor de saúde privada José Seripieri Filho, foi coisa exclusiva do presidente eleito. Com autonomia para voar sem escalas até o Egito, o jato pode levar até 12 pessoas.

Seripieri foi preso por alguns dias pela Polícia Federal numa investigação sobre financiamentos ilegais de campanhas. Pagou uma multa de R$ 200 milhões e fez delação premiada, reconhecendo seus malfeitos. Esse documento não se tornou público.

ALCKMIN AMACIA… – Indagado a respeito do uso do Gulfstream, o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin disse: “A informação que eu tenho é que não é emprestado (o avião). O proprietário está indo junto para a COP. Ele também vai participar da COP, está indo junto. Não tem empréstimo. Estão indo juntos no mesmo avião. Estão indo mais pessoas, ex-governador, lideranças políticas, ambientais, todos juntos.”

Alckmin é sempre cuidadoso com as palavras e por isso disse: “A informação que eu tenho”. Se acredita nela, é outra questão.

Em quatro anos, Bolsonaro encheu o Brasil de problemas e por isso perdeu a eleição. A vitória de Lula foi soberana e o que o país menos precisa é que velhos problemas reapareçam, fazendo-se passar por novos, fingindo-se banais. Explicações astuciosas convencem os convertidos, mas hoje Lula tem adversários e, pela primeira vez, inimigos mobilizados.


Nova primeira-dama precisará ter um papel mais compatível com sua experiência de vida


Janja Lula: em sua primeira COP, futura primeira-dama diz estar otimista e espera rever amigos | Exame

Janja acompanha Lula na COP 27 e dá palpite em tudo

Deu em O Globo

Foi Rosângela Lula da Silva, a Janja, mulher do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, quem telefonou à senadora Simone Tebet depois do primeiro turno para colocá-la em contato com o marido, de modo a garantir apoio na campanha vitoriosa ao Planalto. “Não tenho nenhum papel de articulação política”, contou Janja em entrevista ao Fantástico. “Pode ter acontecido, mas não que tenha sido uma coisa planejada.”

Em comparação com Michele Bolsonaro e cônjuges de outros candidatos, porém, Janja foi bem mais ativa politicamente.

ESTILO PROPOSITIVO – A futura primeira-dama já escalou quem entrava em reuniões ou voos com o marido, participou de encontros reservados e nunca deixou de dar sua opinião quando quis. Recentemente, ganhou espaço na transição, com a missão de organizar a festa da posse.

A própria Janja se descreve como “propositiva”, alguém que será “uma soma” ao marido no futuro governo. Na entrevista ao Fantástico, falou em “ressignificar o conteúdo do que é ser primeira-dama” e se disse disposta a assumir um papel de articulação com a sociedade civil em pautas importantes, como violência contra as mulheres, garantia da alimentação ou racismo.

Revelou buscar inspiração em nomes como Evita Perón e Michelle Obama.

UMA QUESTÃO ANTIGA – Cada nova eleição traz de volta a questão antiga, ainda sem solução ideal: o poder concedido aos cônjuges dos candidatos eleitos. A História traz exemplos de quem manteve discrição, sem surfar na onda de popularidade levantada pelos detentores de mandato. Mas também de quem assumiu funções incompatíveis com as atribuições de alguém que não recebeu um só voto.

No primeiro grupo está Denis Thatcher. Nos 11 anos em que sua mulher Margaret esteve no poder no Reino Unido, ele se manteve alheio aos círculos do poder britânico. Ou Joachim Sauer, cujo nome é pouquíssimo conhecido fora da Alemanha — ele é o marido da ex-chanceler Angela Merkel, que governou por 16 anos.

No extremo oposto está Hillary Clinton. Quando seu marido Bill assumiu o primeiro mandato nos Estados Unidos, em 1993, ela passou a ter uma sala na Ala Oeste da Casa Branca e foi responsável pelo projeto (fracassado) de mudanças na Saúde. Depois de eleita senadora, Hillary foi derrotada em duas tentativas de chegar à Presidência.

CURRÍCULO DE JANJA – Formada em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná, Janja trabalhou por mais de 10 anos na Itaipu Binacional e por cinco na Eletrobras. Embora seja filiada ao PT desde 1983, não tem histórico de cargos eletivos nem de altos postos no partido. Seu currículo não parece justificar a influência que adquiriu na campanha.

Mulheres ou maridos de chefes do Executivo necessariamente passam por uma adaptação uma vez no poder. A eleição exige mudança de casa ou cidade, paciência com o olhar constante da imprensa, uma agenda infindável de reuniões, eventos e problemas a resolver.

Igualmente desafiador é encontrar um papel a cumprir como primeira-dama ou primeiro-cavalheiro. O mais importante é sempre lembrar quem foi eleito para tomar decisões.

AO VIVO: LULA NA COP27 | Discurso no Egito

Otto Alencar e outros nomes baianos farão parte da equipe de transição do governo Lula

quarta-feira, 16/11/2022 - 12h54

por Nicole Angel, de Brasília

Imagem sobre Otto Alencar e outros nomes baianos farão parte da equipe de transição do governo Lula
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou, na tarde desta quarta-feira (16), novos nomes que vão integrar o gabinete de transição. Entre os nomes, está o do senador baiano Otto Alencar, que irá integrar o grupo técnico de Desenvolvimento Regional.

 

Além do senador Otto, outros nomes baianos também foram anunciados como o de Flávio Silva Gonçalves, mestre em Políticas de Comunicação, diretor-geral do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia, que irá integrar o GT de Comunicação Social.

 

Também está o de Jonas Paulo Neres, sociólogo, foi coordenador-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do estado da Bahia, que irá integrar o GT de Desenvolvimento Regional, juntamente com Otto Alencar.

 

E por último Ailton Cardozo, advogado e Procurador do Estado na Procuradoria Geral do Estado da Bahia, que irá integrar o GT de Transparência, Integridade e Controle.

 

O anúncio foi feito na sede do gabinete, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, com a presença da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e o ex-ministro Aluizio Mercadante.

 

Ao todo, 17 novos grupos técnicos foram anunciados: Agricultura; Ciência; Comunicação; Desenvolvimento Agrário; Desenvolvimento Regional; Justiça e Segurança Pública; Meio Ambiente; Minas e Energia; Pesca; Povos Originários; Previdência Social; Relações Exteriores; Saúde; Trabalho; Transparência; Integradidade e Controle; Turismo;

 

Entre os nomes anunciados estão os de governadores, deputados, senadores, ex-ministros, ex-parlamentares e especialistas em diversas áreas e lideranças indígenas. Confira os grupos e os nomes anunciados nesta quarta:

 

Agricultura: Carlos Fávero; Evandro Gussi; Joe Vale; Katia Abreu; Luiz Carlos Guedes; Neri Geller; Silvio Crestana; Tatiana de Abreu Sá.

 

Ciência e Tecnologia: Alexandre Navarro; André Leandro Magalhães; Celso Pansera; Ildeu de Castro Moreira; Glaucius Oliva; Ima Vieira; Iraneide Soares da Silva; Leoni Andrade; Luis Manuel Rebello Fernandes; Luiz Antônio Elias; Ricardo Galvão; Sergio Machado Resende.

 

Comunicação Social: André Janones; Antonia Pelegrino; Flavio Silva Gonçalves; Florestan Fernandes Junior; Helena Chagas; Hélio Doyle; João Brant; Laurindo Leal Filho; Manoela D’Ávila; Otávio Costa; Tereza Cruvinel; Viviane Ferreira.

 

Desenvolvimento Agrário: Célia Watanabe; Elisangela Araújo; Givanilson Porfírio da Silva; João Grandão; José Josivaldo Oliveira; Luiz Henrique Gomes de Moura; Maria Josana Lima Oliveira; Miguel Rossetto; Pedro Uczai; Robervonia Nascimento; Vanderlei Ziger.

 

Desenvolvimento Regional: Camilo Santana; Esther Bemerguy; Helder Barbalho; Jonas Paulo Neves; Otto Alencar; Randolfe Rodrigues; Raimunda Monteiro; Tânia Bacellar.

 

Justiça e Segurança Pública: Andrei Passos Rodrigues; Camila Nunes; Carol Proner; Cristiano Zanin; Flávio Dino; Gabriel Sampaio; Jaqueline Sinhoretto; Márcio Elias Rosa; Marco Aurélio Carvalho; Marivaldo Pereira; Martha Machado; Omar Aziz; Paulo Teixeira; Paulo Cruz Bottini; Sheila Carvalho; Tamires Gomes Carvalho; Wadih Damous.

 

Meio Ambiente: Carlos Minc; Izabella Teixeira; Jorge Viana; José Carlos da Lima Costa; Marilene Correia da Silva Freitas; Marina Silva; Pedro Ivo; Silvana Vitorassi.

 

Minas e Energia: Anderson Adauto; David Barcelar; Fernando Ferro; Giles Azevedo; Guto Quintela; Ícaro Chaves; Jean Paul Prates; Magda Chambriard; Mauricio Tomasquin; Nelson Hubner; Robson Sebastião Formica; William Nozaki.

 

Pesca: Altemir Gregolin; Antonia do Socorro Pena da Gama; Carlos Alberto da Silva Leão; Carlos Alberto Pinto dos Santos; Cristiano Ramalho; Ederson Pinto da Silva; Flavia Lucena Fredou; João Felipe Nogueira Mathias.

 

Povos Originários: Ashaninka; Celia Nunes Correia; Celia Xakriaba; Davi Yanomani; João Pedro Gonçalves da Costa; Joenia Wapichana; Juliana Cardoso; Marcio Meira; Marivelton Baré; Sonia Guajajara; Tapir Iwalapiti.

 

Relações Exteriores: Aloysio Nunes Ferreira; Aldo Faleiro; Celso Amorim; Cristovan Buarque; Monica Valente; Pedro Abramovay; Romênio Pereira.

 

Saúde: Alexandre Padilha; Arthur Chioro; Humberto Costa; José Gomes Temporão; Fernando Pigatto; Lucia Souto; Ludhmila Hajjar; Maria do Socorro de Souza; Miguel Srougi; Nísia Trindade Lima; Regina Fátima Feio Barroso; Roberto Kalil Filho.

 

Trabalho: Adilson Araújo; André Calistre; Clemente Lúcio; Fausto Augusto Junior; Laís Abramo; Miguel Torres; Patrícia Vieira Trópia; Ricardo Patah; Sandra Brandão; Sergio Nobre.

 

Transparência, Integridade e Controle: Ailton Cardoso; Claudia Aparecida Trindade; Cleucio Santos Nunes; Eugênio Aragão; Jorge Messias; Juliano José Breda; Luiz Navarro; Luiz Carlos Rocha; Manoel Caetano Ferreira Filho; Mauro Menezes; Paulo Câmara; Vania Vieira.

 

Turismo:  Arialdo Pinho; Carina Câmara; Luiz Barreto; Marcelo Freixo; Veneziano Vital do Rego; Marta Suplicy; Orsine Oliveira Junior; Chieko Aoki.

Bahia Notícias

Lula diz que 'depois' falará sobre uso de jato de empresário para viagem à COP


por Folhapress

Imagem sobre Lula diz que 'depois' falará sobre uso de jato de empresário para viagem à COP
Foto: Reprodução / Wiki

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi questionado nesta quarta-feira (16) sobre ter viajado à COP27, no Egito, no jato do empresário José Seripieri Filho, conhecido como Júnior, fundador da Qualicorp e dono da QSaúde.
 

"Depois", limitou-se a dizer Lula, quando questionado pela Folha se poderia falar sobre o caso.
 

A resposta aconteceu em meio ao empurra-empurra de apoiadores que aproveitavam a saída de Lula da reunião com governadores da Amazônia, na manhã desta quarta-feira (16) na COP27 do Clima, em Sharm El- Sheikh.
 

O presidente eleito cumprimentou rapidamente as pessoas mais próximas -entre centenas que acompanhavam o evento do lado de fora do pavilhão amazônico-- mas evitou responder perguntas.
 

Aliados de Lula reconhecem desgaste com favores de empresários aceitos pelo petista após as eleições, mas saem em defesa do presidente eleito sob a alegação de que não há desvio ético nem ilegalidade jurídica.
 

O constrangimento é exposto pela necessidade de ter que dar explicações públicas e pelas críticas de opositores, embora auxiliares de Lula digam ser uma "crise artificial".
 

A fonte de desconforto está nessa viagem de Lula à COP27. O petista embarcou na segunda-feira (14) para participar da conferência da ONU sobre mudanças climáticas.
 

Como revelou a coluna Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, a aeronave em que viaja Lula é do modelo Gulfstream, com capacidade para transportar 12 pessoas e autonomia para voar direto ao país africano.
 

Lula e Seripieri são amigos há cerca de dez anos. Durante a campanha eleitoral deste ano, o empresário foi um dos primeiros com quem o petista concordou em se reunir para tratar de suas propostas de governo.
 

O empresário firmou acordo de delação com o Ministério Público em 2020 e confessou o crime eleitoral de caixa dois em um caso envolvendo o senador tucano José Serra (SP).
 

Seripieri Filho, conhecido como Júnior, ficou preso por três dias em julho de 2020 em decorrência da Operação Paralelo 23, que investigou pagamentos para a campanha de Serra ao Senado em 2014.
 

Ele se tornou réu acusado de corrupção, lavagem e caixa dois na Justiça Eleitoral de São Paulo. O senador também responde ao processo. A investigação ocorreu no âmbito de um conjunto de inquéritos apelidado de "Lava Jato Eleitoral", por envolver desdobramentos de delações enviados a esse braço do Judiciário.
 

No fim de 2020, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso homologou acordo de colaboração de Seripieri firmado com a Procuradoria-Geral da República. O compromisso previa o pagamento de R$ 200 milhões pelo empresário como ressarcimento aos cofres públicos.
 

Os termos do acordo, assim como detalhes dos depoimentos, permanecem sigilosos até hoje.

Bahia Notícias

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