terça-feira, setembro 20, 2022

Deixa-se usar fanaticamente em nome de um político é grau zero na escala da inteligência

Publicado em 20 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

TRIBUNA DA INTERNET

Charge do Nani (nanihumor.com)

João Pereira Coutinho
Folha

Sempre que leio notícias sobre um assassinato com motivações políticas, fico pensando na cabeça do homicida. Não na cabeça dele antes e durante o infame ato. Depois, só depois. Fechado na cela, longe da família, com a vida devidamente destruída, que pensará ele? “O político X mereceu esse meu grande sacrifício pela sua causa?” “Voltaria a fazer o mesmo, dessa vez com redobrado entusiasmo?”

É duvidoso: não estamos em Nuremberg, lidando com altas patentes do Terceiro Reich. Falamos de peixe miúdo, apanhado na rede do ódio que outros lançaram às águas pestilentas da política contemporânea.

PENA DE MORTE – Todos podemos matar, é certo. E alguns crimes, por mais condenáveis que sejam, podem ter as suas atenuantes. Como escreveu Albert Camus ao criticar a pena de morte, só a matança a sangue frio é uma degradação irredimível da nossa humanidade.

Mas matar em nome de um político oportunista que está pouco se lixando para o “grande sacrifício” que fazemos por ele é o grau zero na escala da inteligência humana. Podemos perder a vida por delicadeza, para citar o poeta; mas por estupidez?

Quando isso acontece, é impossível não lembrar Georgi Vladimov (1931-2003), esse esquecidíssimo autor ucraniano, nascido em Kharkiv, e que nunca teve o reconhecimento merecido. Nem em vida, nem depois da morte.

RETRATO DEVASTADOR – É pena. O seu “Faithful Ruslan”, ou Fiel Ruslan, que li na tradução inglesa, é o mais devastador retrato que conheço sobre o crente político quando é abandonado pelo seu dono.

Estamos na União Soviética de Nikita Kruschev. Os crimes do camarada Stálin já foram denunciados no famoso discurso que Kruschev proferiu no 20º congresso do Partido Comunista. O país conhece uns ares de abertura e 8 milhões de prisioneiros do gulag são libertados.

É nesse ponto que encontramos Ruslan, um cachorro feroz que ajuda a guardar um dos campos siberianos. É através dos seus olhos crédulos, confusos, animalescos que toda a história é contada.

UMA ESTRANHA PAZ – Certo dia, Ruslan acorda e encontra o campo silencioso e coberto de neve. Estranha aquela paz. Não há gritos, não há choros, não há disparos. O que aconteceu?

Sai do barracão e vê os portões abertos. Pensa o óbvio, os prisioneiros fugiram. É hora de os perseguir e despedaçar, sem misericórdia. As páginas em que Ruslan descreve esse processo — a adrenalina da caçada, o êxtase da violência — são de uma proeza literária que dificilmente se esquece.

Mas o seu dono, que é um dos guardas do campo, está estranhamente calmo, quase resignado, como se tudo aquilo fosse normal. Ruslan não entende a passividade.

INCAPAZ DE PERCEBER – Com a sua inteligência de cachorro fiel, ele é incapaz de perceber que o seu dono, em rigor, já não é dono de nada. E que ele, Ruslan, só por um vago sentimento de piedade não foi abatido no bosque, como aconteceu com todos os outros cachorros sem préstimo.

Escorraçado do campo prisional, Ruslan está condenado a uma vida de errância, como um vira-lata. O velho sistema que ele serviu já não existe. Mas ele recusa-se a aceitar a mudança, ou seja, a sua própria irrelevância no novo esquema das coisas. Ele ainda tem uma missão: encontrar os fugitivos, servir o dono, servir a causa. É essa obstinação que ditará o seu funesto destino.

Ler “Faithful Ruslan” vacina qualquer um contra os entusiasmos políticos. Porque o romance, obviamente proibido na União Soviética, não se limita a criticar a falsa abertura de Kruschev.

LIÇÃO GÉLIDA – Para aquilo que me interessa, o livro oferece uma lição gélida aos seguidores caninos de qualquer líder oportunista —um cachorro é útil enquanto é útil. Quando seus latidos e sua ferocidade não são mais necessários, o que resta é uma vida de vira-lata.

Depois das próximas eleições no Brasil, milhões de Ruslans vão acordar sem dono. E alguns, os mais lúcidos, vão entender finalmente que o dono já virou a página, procurando uma outra vida, longe daqueles que tão fielmente o serviram.

Esses serão os casos felizes. Os casos infelizes estarão na prisão, fazendo o luto pelas famílias que destroçaram, e perguntando às sombras da madrugada: “Valeu a pena?”.

Mesmo Jeremoabo não viver uma ditadura, prefeito coadjuvado por seu secretário age e pensa como ditador

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A verdadeira face totalitária  do prefeito de jeremoabo acabou de ser revelada ao cidadão jeremoabenase através da prepotência, da irresponsabilidade e da falta de senso ao convovar um seu secretário para mentir em amissora de rádio para justificar o injustificável ao proibir uma cavalgada, desconhecendo que o prefeito não pode ser um ditador, ele tem que ser um administrador.

Convivemos numa cidade onde mantemos um "des)governo com alguns de seus secretários mesmo que, na teoria não tenhamos uma ditadura instituida seus atos e maneira de agir causa inveja a muitos ditadores.

Essa situação começou a agarvar-se logo após as eleições  com sua vitórioa conseguida através suposto estelionato eleitoral  cuja AIJE- número: 0600512-30.2020.6.05.0051. Classe: AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL. encontra-se pendente de julgamento no foro de Jeremoabo, causando muita expectativa do desfecho final por parte da população.

Cada dia que passa a falta de credibilidade e excesso de corrupção e improbidade expande-se de forma geomética,  como temos visto ao longo do seu mandato verdadeira esculhambação, que desmoraliza o povo residente no muicípio de Jeremoabo, terra onde já passaram ilustres e probos administradores, porém grande parte do povo está tendo o governo que escolheu.

Os vereadores, os presidentes de partidos políticos, o judiciário, por todo esse agravamento contra o povo, contra o erário público, contra a destruição do patrimônio público e cultural, através da agudeza de  um suposto autoritarismo vivido na cidade precisa de uma resposta, não pelas agressões e ameaças que vem acontecendo nos últimos dias, mas como uma questão pública do município..

A probição da cavalgada de maneira vingativa, arbitráriia com justificativa mentirosa conforme demonstrado no audio, prejudicou a população de forma generalizada, principalmente o cidadão desempregado que poderia fazer seu bico, o comércio local, o trabalhador do campo, bares e lanchonetes.


                    




Ministro do TSE barra imagens de discurso de Bolsonaro em Londres na campanha




O Corregedor-Geral da Justiça Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, determinou que a campanha do presidente Jair Bolsonaro se abstenha de usar, na propaganda do candidato do PL à reeleição, as imagens captadas durante discurso feito pelo chefe do Executivo na sacada da Embaixada brasileira em Londres neste domingo, 18. Em caso de descumprimento, será cobrada uma multa de R$ 20 mil por peça de propaganda ou postagem.

O magistrado ainda determinou a exclusão de um vídeo, divulgado no perfil do Twitter do deputado Eduardo Bolsonaro, filho 02 do presidente, em que foi registrado o pronunciamento do candidato à reeleição, sob pena de multa de R$ 10 mil. O Google também foi intimado a remover gravação publicada no Youtube, no canal de Eduardo Bolsonaro.

"O vídeo não deixa dúvidas de que o acesso à Embaixada Brasileira, somente franqueado ao primeiro representado por ser ele o Chefe de Estado, foi utilizada para a realização de ato eleitoral. Após poucos segundos de condolências à família real, a sacada foi convertida em palanque, para exaltação do governo e mobilização do eleitorado com o objetivo de reeleger o candidato", registrou o ministro em despacho assinado na noite desta terça-feira, 19.

A decisão liminar - provisória, dada em casos urgentes - foi proferida no bojo de uma ação de investigação judicial eleitoral proposta pela senadora Soraya Thronicke, candidata à Presidência pela União Brasil.

Gonçalves entendeu que havia ‘urgência de adoção de medidas que evitem ou mitiguem danos ao processo eleitoral’ e ressaltou que a ordem para barrar o uso de imagens na campanha era necessária ‘para fazer cessar os impactos anti-isonômicos’ do discurso feito por Bolsonaro na Inglaterra.

A avaliação do magistrado foi a de que Bolsonaro, ‘por sua condição de agente público’, proferiu discurso eleitoral da sacada da Embaixada do Brasil em Londres. Segundo Gonçalves, o uso de tais imagens na propaganda eleitoral ‘é tendente a ferir a isonomia’, uma vez que utiliza a atuação do chefe de Estado ‘em ocasião inacessível a qualquer dos demais competidores, para projetar a imagem do candidato’.

"É patente, portanto, que o fato em análise é potencialmente apto a ferir a isonomia entre candidatos e candidatas da eleição presidencial, uma vez que o uso da posição de Chefe de Estado e do imóvel da Embaixada para difundir pautas eleitorais redunda em vantagem não autorizada pela legislação eleitoral ao atual incumbente do cargo", registrou.

Estadão / Dinheiro Rural

Todas capitais terão 5G até 28 de outubro, diz conselheiro da Anatel




Hoje, a Anatel autorizou a faixa 3,5 gigahertz (GHz) do 5G em Aracaju, Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Maceió, São Luís e Teresina. “Está indo bem, dentro do previsto”, disse Moreira. “A partir de janeiro o 5G será implantado em cidades com população acime de 500 mi habitantes. Depois, 30 de junho de 2023, cidades acima de 200 mil habitantes e assim sucessivamente.”

O conselheiro explicou que o impacto do 5G puro está muito focado, para a população, nos celulares, em se conseguir baixar e subir dados em grande velocidade. Apesar da expectativa, grande parte dos aparelhos usados pelos brasileiros não está apto para receber o sinal do 5G puro. “Aqueles que já estão recebendo o sinal sentem essa diferença que é brutal. 

“Na telemedicina se fala muito na cirurgia a distância, com maior precisão, ou seja, não haverá latência e isso vai facilitar muito a vida, mas isso ainda é um futuro que está por vir. Em relação ao agronegócio e indústria, exitem dois tipos de 5G, as redes públicas, que são a Tim, a Vivo, a Telefônica, a Claro, que estão utilizando estas frequências públicas que nós usamos em nosso celular e a rede privada, que chamamos de SLP [Serviço Limitado Privado], onde as fazendas, as indústrias podem utilizar essas frequências específicas para o SLP de forma privada e isso vai facilitar muito o desenvolvimento da nossa indústria, onde nós queremos obter a indústria e a agricultura 4.0”, explicou.

Agência Brasil / Dinheiro Rural

Justiça manda prender ‘rei do ouro’ por suspeita de garimpo ilegal na Amazônia




A Polícia Militar prendeu neste domingo, 18, o empresário de mineração Dirceu Santos Frederico Sobrinho, conhecido como "rei do ouro", durante uma blitz, em Moema, na zona sul da cidade de São Paulo. Contra Sobrinho havia uma ordem de prisão temporária expedida pela Justiça Federal de Porto Velho, em Rondônia, em um processo sigiloso que apura a extração ilegal de ouro em terras indígenas na Amazônia.

Frederico Sobrinho, que é também presidente da Associação Nacional do Ouro (Anoro), entidade de defesa dos garimpeiros, foi levado para a superintendência da Polícia Federal em São Paulo, onde ficou detido.

Em maio, a Polícia Federal apreendeu, na Rodovia Castelo Branco, em Itu, um carregamento de 77 kg de ouro, avaliado em R$ 23 milhões, que era transportado para uma das empresas de Sobrinho, a FD Gold, distribuidora de valores com sede na Avenida Paulista, na capital. Na época, o empresário gravou um vídeo afirmando que o metal tinha sido extraído legalmente de lavra garimpeira concedida, não pertencendo a terras indígenas, nem a garimpos ilegais.

O episódio chamou a atenção porque as barras de ouro eram escoltadas por quatro policiais militares, entre eles um tenente-coronel da Casa Militar, órgão do gabinete do governador, responsável pela segurança do Palácio dos Bandeirantes. Quando a apreensão aconteceu, o oficial da PM estava licenciado do cargo. Naquela oportunidade, os policiais alegaram que apoiavam o transporte de valor para uma empresa devidamente legalizada.

As barras de ouro foram transportadas em um avião turboélice do empresário que estava bloqueado pela Justiça e não poderia voar, por isso era monitorado pela PF. A aeronave pousou no aeroporto de Sorocaba, onde o metal foi transferido para um carro e era levado para a capital.

A PF abriu inquérito para averiguar se houve prática dos crimes de usurpação de bens da União e receptação dolosa. Segundo documentos apreendidos, a carga de ouro saiu de garimpos do Mato Grosso e do Pará. A Polícia Federal foi consultada pela reportagem sobre o andamento da investigação, mas não deu retorno.

A empresa FD Gold é alvo de ação judicial para suspender suas operações por suspeita de garimpo ilegal. A ação tramita na Justiça Federal de Itaituba, no Pará. O Ministério Público Federal daquele estado acusa a empresa de Frederico e outras duas empresas do setor de terem negociado no mercado nacional e internacional mais de 4,3 toneladas de ouro ilegal nos anos de 2019 e 2020.

Segundo a denúncia, só a FD Gold comercializou 1,3 tonelada de ouro, segundo o MPF, extraído de garimpos ilegais na região sudoeste do Pará. Conforme o órgão federal, outros inquéritos e investigações sobre a atuação da empresa de Dirceu Frederico estão em andamento em caráter sigiloso. No vídeo que divulgou em sua defesa, o dono da FD Gold negou também essas acusações.

A Justiça Federal de Porto Velho informou que o processo envolvendo Frederico Sobrinho está com sigilo decretado. Procurado, o MPF de Rondônia não deu retorno. A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo ainda não deu retorno sobre as circunstâncias da prisão do empresário do ouro.

Também procuradas, a assessoria de imprensa da FD Gold, a defesa de Frederico Sobrinho e a Anoro não tinham respondido aos questionamentos até o encerramento da reportagem.

Estadão / Dinheiro Rural

Para analistas, exclusão de cidades do Orçamento fere Constituição

 



Tamboril (PI) é um dos desertos políticos esquecidos pelo Congresso no momento de enviar verbas federais 

A prática do Congresso de excluir cidades sem padrinhos políticos da partilha de verbas federais é ilegal. Ao longo dos últimos quatro anos, os parlamentares têm ferido a Constituição e as leis orçamentárias ao aceitar que políticos ignorem cidades onde não tiveram votos na destinação dos recursos. É o que dizem especialistas em contas públicas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo. Eles ressaltam que a divisão do dinheiro da União precisa priorizar lugares menos desenvolvidos e deixar de lado critérios meramente eleitorais.

A série de reportagens "Desertos políticos", publicada no fim de semana pelo jornal, mostrou que as prefeituras de cidades que concentraram seus votos em candidatos derrotados à Câmara dos Deputados, nas eleições de 2018, receberam, de lá para cá, menos recursos de emendas parlamentares de todos os tipos. Assim, 13 milhões de pessoas que vivem nas 522 cidades do País foram penalizadas com menos verbas e políticas públicas.

O texto da Constituição determina que os repasses da União precisam ser feitos de forma a diminuir desigualdades regionais, e não aumentá-las. Também estabelece como um dos objetivos da República a diminuição dessas desigualdades. Já a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) determina que a ajuda a Estados e municípios priorize aqueles menos desenvolvidos - o que não vem acontecendo.

Professora da administração pública da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo, Élida Graziane diz que a distribuição de verbas por critérios meramente políticos contraria não só a Constituição e a Lei de Diretrizes Orçamentárias - mas também várias políticas setoriais, como as de saúde e educação. "A legislação da Educação, por exemplo, tem um Plano Nacional de Educação (PNE) a ser cumprido. A Saúde tem uma lei orgânica (a Lei Orgânica do SUS, de 1990) e a lei do Piso (a Lei Complementar 141), que não deixam gastar fora do planejamento."

Ela afirma que o Legislativo acaba cometendo uma "dupla ilicitude". "Além da falta um critério racional para o gasto; essas leis de planejamento são pactuações políticas. É o Congresso desrespeitando a lei que ele mesmo aprovou num diálogo com o Executivo. É ilegal, porque estamos esvaziando essas outras leis, que guiam essas políticas públicas", afirma Élida Graziane. "É como se estivéssemos presos no curtíssimo prazo eleitoral. A gente não consegue pactuar nem sequer 2023, que é daqui a quatro meses", ressalta. "Não temos horizonte de futuro nem de quatro meses, quiçá de quatro anos, como determina o Plano Plurianual (PPA)."

Penalização

Nos municípios que deram 25% ou mais dos votos para candidatos a deputado federal derrotados, a diferença de verbas recebidas chega a R$ 11,46 a menos, por habitante em relação a outras cidades. Num município de 30 mil habitantes, isso significa R$ 330 mil a menos por ano - o suficiente para comprar um ônibus escolar rural licitado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Nas eleições de 2018, essa situação aconteceu em 522 cidades, onde vivem quase 13 milhões de pessoas. Juntas, estas cidades possuem um território equivalente aos Estados de São Paulo e da Bahia juntos e uma população maior que a do Paraná. Embora o fenômeno ocorra em todo o País, as maiores concentrações estão no sudoeste do Piauí, na área central de Goiás, no sudoeste da Bahia, no Bico do Papagaio - entre Tocantins, Maranhão e Pará -, no leste e no norte de Mato Grosso.

Para o economista Gil Castello Branco, criador da ONG Contas Abertas, a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo mostra como as emendas parlamentares estão sendo usadas para "agravar as desigualdades regionais, ao invés de reduzi-las". "A distribuição bilionária, sem critérios técnicos, dos recursos das emendas de relator é promíscua e tem objetivo meramente eleitoreiro. Serve, apenas, para irrigar os currais eleitorais dos políticos governistas", diz ele.

O especialista critica ainda o uso do orçamento secreto para cooptar parlamentares. "Além de distorcer as políticas públicas é inconstitucional e fere frontalmente a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei Complementar 141 (que regula os investimentos em saúde)".

O advogado e doutor em direito Irapuã Santana afirma que a exclusão de cidades que votaram em candidatos "errados" contraria a Constituição em um outro ponto: ela vai contra um dos objetivos fundamentais da República, que é o de reduzir as desigualdades regionais. "Não é que estamos deixando de observar a redução das desigualdades. Na verdade estamos aumentando as desigualdades regionais. E isso aí vai contra, diretamente, um objetivo fundamental da República, que está no Art. 3º da Constituição", diz ele. "Se, sistematicamente estamos indo contra aquilo que a Constituição estabelece como um objetivo, isso tem outro peso."

Estadão / Dinheiro Rural

Juiz manda Carla Zambelli excluir publicações no Twitter sobre jornalista




O juiz Paulo Rogério Santos Pinheiro, da 43ª Vara Cível de São Paulo, determinou que a deputada bolsonarista Carla Zambelli (esq.) exclua publicações no Twitter nas quais afirmou que a jornalista Vera Magalhães (dir.) seria 'sexista, machista e cristofóbica', 'uma vergonha para o jornalismo brasileiro' e nutria 'paixão por Jair Bolsonaro'. O magistrado considerou que as declarações da parlamentar aliada do chefe do Executivo 'constituem informações falsas e ofensivas' contra a jornalista.

"É certo que as liberdades de manifestação de pensamento e informação igualmente asseguram que as pessoas emitam críticas, ainda que em tom contundente e irônico. […] De outro lado, também não há espaço para informações falsas. Sob pretexto da livre manifestação de pensamento, as "fake news" disseminam desinformação, fomentam o ódio e violam o direito da comunidade à informação confiável e segura", escreveu o juiz em despacho assinado na manhã desta segunda-feira, 19.

O magistrado ainda determinou que Zambelli se abstenha de reproduzir as mesmas informações em outras postagens, sob pena de multa diária de R$3 mil. Pinheiro entendeu que assim evita-se, com a remoção do conteúdo, divulgação das mesmas publicações ou de postagens 'com teor assemelhado e assunto idêntico'. O juiz considerou a 'possibilidade de enorme disseminação das informações em rede social, sobretudo por envolver pessoas notórias com milhões de seguidores'.

"Ressalte-se que a medida judicial não consiste na proibição ampla e genérica de proibição de veiculação de ofensas e informações falsas, o que caracterizaria odiosa censura pela indeterminação do alcance. O que deve ser obstado em tutela provisória é a reprodução em postagens futuras da mesma publicação ou informação assemelhada, mas que disponha sobre conteúdo idêntico às publicações impugnadas", explicou.

A decisão foi proferida no bojo de uma ação de indenização movida pela jornalista Vera Magalhães. No caso de uma das publicações questionadas na Justiça, Zambelli repetiu uma declaração dada pelo presidente Jair Bolsonaro durante o debate com candidatos à Presidência da República no dia 28 de agosto.

Com relação a tal postagem, o juiz considerou que o conteúdo 'parece ultrapassar os limites da liberdade de informação e manifestação do pensamento, mesmo que se considere a possibilidade de críticas acaloradas próprias do debate político e ideológico, sobretudo em tempos de polarização política'.

Estadão / Dinheiro Rural

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EUA/DoE: país já vendeu 155 milhões de barris de petróleo da reserva estratégica

O governo dos Estados Unidos já vendeu 155 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas e a última rodada deve elevar este total para 165 milhões. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 19, pelo Departamento de Energia americano (DoE, na sigla em inglês).

De acordo com o Departamento, dez milhões de barris de petróleo de sua reserva estratégica de petróleo serão vendidas para entrega em novembro. A cifra faz parte de um plano para entregar 180 milhões de barris até março do ano que vem.

Estadão / Dinheiro Rural

Empresários compram de terras para formar ‘corredor’ de preservação no Pantanal




Enquanto a preservação da fauna e da flora não faz parte dos projetos prioritários dos governos brasileiros, grupos de pessoas que incluem empresários, banqueiros, médicos e até um ex-piloto de corrida tentam, por conta própria, garantir a conservação do Pantanal comprando fazendas na região para preservá-las. O foco são áreas estratégicas para o bioma que estão sob algum grau de ameaça.

Com compras diretas, doações para aquisições por terceiros e adesão de fazendeiros locais, que assumem compromissos de preservação, o grupo contabiliza, até agora, 536 mil hectares (5,3 mil km²) onde não entram culturas que degradem solo e rios - como o plantio de soja -, pesca predatória, caça de animais e desmatamento. Também há o compromisso de criar brigadas para evitar ou combater incêndios.

A área equivale a três vezes e meia a cidade de São Paulo. De todo o Pantanal, representa uma fatia de 3,5%. A conservação desse território envolve dois grupos organizados que compram ou administram propriedades privadas. Um deles é chamado de Aliança 5P (de pantanal, preservação, parcerias, pecuária e produtividade), que atualmente reúne 12 fazendas formando um dos maiores corredores privados de vida selvagem do mundo.

Uma das articuladoras da 5P é a ambientalista Teresa Bracher, dona de algumas fazendas na região junto com o marido, Candido Bracher, acionista e ex-presidente do Itaú. A Fazenda Rio Negro, do banqueiro André Esteves, fundador do BTG Pactual, também está na Aliança.

É na Rio Negro que foram gravadas cenas da novela Pantanal. Também é integrante do grupo o sócio fundador e CEO da Pandhora Investimentos e presidente do SOS Pantanal, Alexandre Bossi. A Aliança envolve várias outras pessoas que não querem ser identificadas.

O outro grupo, da Serra do Amolar, é coordenado pelo Instituto Homem Pantaneiro (IHP), com sete fazendas e cinco RPPNs (Reserva Particular do Patrimônio Natural). É presidido por Ângelo Rabelo, coronel reformado que ajudou a criar a Polícia Militar Ambiental em Mato Grosso do Sul.

Ambas as áreas estão conectadas a dois parques, o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, que é público mas recebe ajuda do IHP, e o Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, ambos no Mato Grosso do Sul. O objetivo dos grupos é continuar comprando áreas com boa diversidade, em especial as que estejam sob risco de desmatamento ou de serem adquiridas por pessoas não comprometidas com a preservação. A intenção é formar grandes corredores ecológicos e manter o bioma como o mais preservado do País.

Doações

Somente entre 2020 e 2021, a Aliança 5P conseguiu, em doações, R$ 110 milhões para a compra de duas fazendas. Uma delas, adquirida no ano passado, é a São Francisco de Perigara, em Mato Grosso. A área tem a maior concentração de araras azuis do mundo. Durante o incêndio de 2020, teve grande parte de seu território queimado, e as proprietárias decidiram vendê-la.

"É uma área super preservada, onde estão 15% de toda a população do mundo de araras azuis. Também tem onças-pintadas e outros animais, por isso achamos importante que seja preservada para sempre", afirma Mario Haberfeld, ex-piloto de Fórmula Indy, fundador da Associação Onçafari, que também integra a 5P.

A Onçafari é uma ONG criada em 2011 para promover a preservação da biodiversidade em diversos biomas brasileiros, com ênfase em onças-pintadas e lobos-guarás. Após 20 anos atuando em corridas, Haberfeld largou as pistas e fez várias viagens pelo mundo. Conheceu animais como o urso panda, na China, leões na África e tigres na Índia.

"Percebi que muitos deles estavam sendo salvos graças ao ecoturismo, pois passaram a ter valor econômico", diz o ex-piloto. "As pessoas entenderam que os animais valem mais vivos do que mortos". Ele se inspirou nessas experiências para seu projeto de ecoturismo.

A sede da entidade, que tem nove bases espalhadas pelo País, fica no Refúgio Ecológico Caiman (MS). A fazenda pertence há vários anos ao empresário Roberto Klabin, da gigante de papéis Klabin, que sempre manteve projetos de conservação ambiental.

Parte do local é uma RPPN e também há uma área para criação de gado, de forma sustentável. A criação de gado é principal atividade econômica do Pantanal e os ambientalistas trabalham para que haja equilíbrio entre a produção e preservação. Uma das maneiras é manter pastos só com grama nativa, não usar agrotóxicos e nem desmatar.

Ecoturismo

À medida em que as áreas do pantanal vão ficando mais secas por falta de chuvas, em parte por causa das mudanças climáticas, começam a ocorrer pressões de fazendeiros para a introdução de outras atividades, como o plantio da soja, que tem impacto muito mais negativo do que o gado, pontua Haberfeld.

A fazenda Caiman abriga uma pousada e Haberfeld se uniu a Klabin para, por meio da Onçafari, promover a conservação e contribuir com o desenvolvimento socioeconômico da região com ecoturismo, educação ambiental, atuação junto às comunidades e estudos científicos sobre as onças-pintadas. O local recebe visitantes do mundo todo. A ONG também atua na recuperação de animais feridos para que possam voltar aos seus hábitats.

A outra fazenda adquirida com doações privadas, em 2020, foi a Santa Sofia. A ex-proprietária, Beatriz Randon, chegou a ser presa após a descoberta de que usava o local para turismo de caça de onças. Após as denúncias, ela colocou a fazenda à venda.

"Tinha um pessoal que queria comprar a área para desmatar e a Teresa (Bracher) sugeriu juntar um grupo para comprá-la e mantê-la integralmente como área de proteção", conta Raquel Machado, médica dermatologista que é uma dos oito cotistas que bancaram a compra, assim como Teresa e a Onçafari. "Nós mudamos o futuro das onças de lá", diz. Foi depois dessa iniciativa que a 5P foi criada.

Raquel e seu marido, o administrador Irllau Machado, já tinham histórico de comprar áreas para fins de preservação. Em 2008, eles adquiriram um sítio em Porto Feliz (SP). Ela conta que ficou chocada ao tomar posse da área e encontrar um papagaio preso em uma gaiola, deixado pelo antigo proprietário.

Buscou ajuda no Ibama e construiu um local amplo para que a ave pudesse voar. Acabou virando uma mantenedora (pessoa ou entidade que recebe animais do Ibama para guarda e recuperação para soltura.

"Começamos com papagaios, depois vieram periquitos, tucanos, araras, macaco prego e bugio, cachorro do mato, anta e ratão do banhado, grande parte recuperada de traficantes de animais" Hoje o sítio não tem espaço para receber mais animais. Para que o projeto seja mantido, foi criado, há dois anos, o Instituto Raquel Machado.

Paralelamente, o casal compraram duas áreas em Bonito (MS), chamadas de Santuário e Saci, e as transformou em RPPNs. Raquel também tem duas fazendas adquiridas no ano passado no sul do Pará . Uma delas, a Reserva São Benedito, com 1,2 mil hectares (12 km²) de mata fechada e preservada, teve toda sua extensão atingida por um incêndio no início do mês.

Segundo ela, o vizinho da área colocou fogo na propriedade dele, provavelmente para formar pasto, mas o fogo se espalhou e atingiu sua reserva. "Esse fazendeiro foi autuado em 2020 pelo mesmo motivo, mas voltou a repetir a ação", diz Raquel, que tem registros do início do fogo na área vizinha. "A minha área queimou inteira; um sonho acabou, virou pó".

Crédito de carbono

Na Serra do Amolar, que teve mais de 90% de sua área atingida pelo incêndio de 2020, o maior já ocorrido no Pantanal, o IHP adquiriu ou administra sete fazendas, a maior delas pertencente a Teresa Bracher.

Também inclui cinco RPPNs - uma delas é uma fazenda que pertenceu ao empresário Eliezer Batista e foi doada ao instituto. Ao longo de cinco anos (até 2013), o empresário Eike Batista, filho de Eliezer e dono da EBX, contribuiu com doações anuais de cerca de R$ 3 milhões ao IHP, antes da falência do grupo.

Além de doadores privados que ajudaram na aquisição de fazendas transformadas em RPPNs, o IHP conta com patrocínios de empresas como JBS e General Motors e captação de recursos por meio de editais. Recentemente, lançou um programa de ecoturismo sustentável e foi certificado para a venda de créditos de carbono.

Em 2008 foi criada a Rede Amolar, parceria entre o IHP, Instituto Acaia Pantanal, Fazenda Santa Tereza, Fundação Ecotrópica, Instituto Chico Mendes e Polícia Militar Ambiental com o propósito de defender a biodiversidade local.

"A extinção de espécies ocorre por destruição do hábitat, por isso o grande desafio é assegurar corredores que permitam não só a sobrevivência, mas evite a consanguinidade (cruzamento de animais da mesma família), que também leva à extinção", afirma Rabelo. Com grandes áreas para habitação, isso é mais difícil de ocorrer.

Soja se aproxima

Outra iniciativa para preservação do Pantanal e de outros biomas ao seu redor vem do Instituto Delta do Salobra (IDS), criado em 2019 pelo documentarista Maurício Copetti. A ONG pretende unificar várias áreas para a formação de um grande corredor verde.

A família de Copetti tem uma propriedade na região do Delta do Rio Salobra e, em 1997, ele construiu a Pousada Refúgio da Ilha, onde promove o turismo sustentável, mas percebeu que não adianta preservar sua propriedade se no entorno há destruição.

O objetivo do IDS é criar soluções para o desenvolvimento sustentável da região e, ao mesmo tempo, descobrir possibilidades de obtenção de renda, como o ecoturismo, pois é preciso ter uma economia para manter quem vive na área.

Copetti explica que já existe no local um corredor natural que precisa ser consolidado com a garantia de preservação. Para isso, o IDS, em parceria com a Embrapa Pantanal, têm conversado com proprietários locais para se unirem em projetos de preservação. "Nossa instituição é muito pequena, vive de algumas doações e taxas de conservação dos visitantes, mas está empenhada em conquistar essas áreas aos poucos", diz.

A junção do Delta do Salobra a outros projetos como os da Aliança 5P e Rede Amolar, passando pela Serra da Bodoquena e a terra indígena Kadiuéw, criaria um corredor com cerca de 1,2 milhão de hectares (12 mil km²) que vai além do Pantanal. "Teríamos um território com diversidade de cultura, com serras, diferentes pantanais, mata atlântica e chaco", afirma o documentarista.

O receio é a chegada mais intensa da soja, já presente na região "e que afeta diretamente na transparência da água, turvando-a totalmente", diz Copetti. O cultivo ocorre em maior escala em Bonito (MS), importante ponto turístico.

Leonardo Gomes, diretor de Estratégias do SOS Pantanal, conta que, na área de planície do Pantanal no Mato Grosso do Sul foram identificados recentemente 600 hectares de plantação de soja. A suspeita, porém, é de que pode ser ainda maior. "Está ocorrendo principalmente em áreas que não alagam há uns dois ou três anos por causa das mudanças climáticas."

"Se a soja chegar ao Delta do Salobra será um grande problema", diz Copetti, que tem visto aumentar a seca na região. Neste ano não houve as tradicionais enchentes de janeiro a março. "Em 24 anos eu nunca tinha visto isso. Há lugares em que a canoa não entra mais, é preciso descer e empurrá-la; as ariranhas não reproduzem mais lá porque o rio está seco e não tem peixe". A famosa cachoeira Boca da Onça também está seca.

Segundo Copetti, o movimento de compra de terras para conservação começa a chegar ao Delta. "Há pelo menos uma negociação em andamento". Também há investidores estrangeiros interessados em patrocinar projetos envolvendo as comunidades locais.

Estadão / Dinheiro Rural

O abismo que a pandemia aprofundou - Editorial




Impactos da covid-19 reforçaram desigualdades regionais. Para governadores em busca de diagnóstico sobre problemas de seus Estados, ranking de competitividade é leitura obrigatória

Passados mais de dois anos desde sua eclosão, a covid-19 continua a causar impactos econômicos e sociais em todo o mundo, mas fica cada vez mais claro que o grau de desenvolvimento prévio de cada país foi muitas vezes determinante para o sucesso ou fracasso da estratégia de enfrentamento da pandemia. Há exceções, mas essa é uma conclusão válida para a maioria das nações, inclusive o Brasil. Internamente, regiões menos desenvolvidas também sofreram mais. É o que mostra o ranking anual de competitividade organizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e pela Tendências Consultoria Integrada, que chega à sua 11.ª edição. Em 2022, os 11 Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste conquistaram as primeiras posições, enquanto os 16 do Norte e Nordeste ficaram com as últimas. Ainda que esse seja um padrão que se repete em todas as edições do levantamento, sempre havia uma exceção a confirmar a regra e ao menos um Estado do Norte ou do Nordeste bem posicionado entre os primeiros 11 colocados. Não mais. Como bem definiu o diretor executivo do CLP, Tadeu Barros, o pós-pandemia reforçou as históricas desigualdades regionais e as diferenças entre os dois “Brasis”.

A intenção do ranking não é apontar culpados, mas oferecer um diagnóstico claro sobre o estágio dos problemas com base em dados e informações públicas. A partir dele, é possível avaliar quais áreas merecem ações urgentes e articular políticas públicas com vistas a objetivos mais amplos, como o desenvolvimento econômico, a atração de investimentos e o aumento da qualidade de vida da população. É, portanto, leitura obrigatória para os governadores que forem eleitos em outubro.

Para cada Estado, o levantamento reuniu 86 indicadores nas áreas de educação, infraestrutura, sustentabilidade ambiental e social, segurança pública, inovação, eficiência da máquina pública, capital humano e potencial de mercado. A exemplo das edições anteriores, São Paulo continua a liderar o ranking geral – embora também esteja em uma situação pior do que aquela que apresentava antes da pandemia. Sem surpresas, o Estado foi o primeiro colocado em infraestrutura e educação e o segundo mais bem posicionado em sustentabilidade e inovação. Santa Catarina continuou em segundo lugar, seguida por Paraná e Distrito Federal, que apenas trocaram de posição de um ano para o outro. Houve mais mobilidade entre os últimos colocados. Em 2021, Pará, Acre e Roraima haviam ficado com as três piores posições. Neste ano, foram substituídos por Piauí, Maranhão e Amapá.

O ranking permite que se chegue a algumas conclusões, especialmente sobre estratégias que não têm dado certo no enfrentamento das desigualdades. Seus resultados reforçam, por exemplo, a necessidade de fortalecimento do pacto federativo e da aprovação de uma reforma tributária que dê fim à fratricida guerra fiscal. A atuação paroquial do Congresso tampouco tem contribuído. Nos últimos anos, as emendas de relator, base do orçamento secreto, privilegiaram justamente os Estados que estão hoje nas piores posições do ranking. Resgatar o papel da União na articulação de políticas públicas com Estados e municípios é essencial para garantir o enfrentamento efetivo de gargalos históricos.

Nem tudo, porém, são notícias ruins. Roraima saiu da 27.ª posição para a 22.ª em apenas um ano, com expressivo avanço em políticas para emissões de gases e destinação de lixo, rede de fibra óptica, custo da energia e dos combustíveis. O Rio de Janeiro, por sua vez, saiu da 17.ª posição para a 11.ª, um desempenho puxado por melhorias relativas em indicadores como eficiência do Judiciário, oferta de serviços públicos digitais, equilíbrio de gênero no emprego público estadual e redução de presos sem condenação. Nem Roraima nem Rio de Janeiro estão no terço superior do ranking, mas isso não é motivo para desprezar seus resultados. Eles provam não haver terra arrasada, mas muitas oportunidades de melhoria rápida quando os Estados trabalham na busca de soluções e do desenvolvimento de suas potencialidades. 

O Estado de São Paulo

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