sábado, agosto 06, 2022

Lula fecha maior aliança da história de suas campanhas políticas, desde 1989

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Até a noite dessa sexta (5), a aliança petista deste ano contava com nove partidos: PCdoB e PV, que formaram federação com o PT; PSB, por meio do vice Geraldo Alckmin; Psol, Rede, Solidariedade, Avante e Agir (antigo PTC).

Na comparação aos demais candidatos, o petista também é o que tem mais conexões estabelecidas com siglas. O Avante e o Agir foram os últimos a entrar no grupo na quinta-feira (4).

O presidente Jair Bolsonaro (PL) até o momento está coligado a três partidos: PL, PP e Republicanos. Entretanto, possivelmente essas serão as siglas que o acompanharão, visto que a janela para realização de coligações partidárias fechou nessa sexta.

O principal objetivo de Lula em formar grandes associações é reduzir o número de candidatos na disputa eleitoral, para vencer no primeiro turno. A lógica é simples: quanto mais candidatos desistirem, maior a possibilidade de o ex-presidente puxar votos. Se os aliados se engajarem na campanha, claro.

Para vencer, o petista precisa ter um voto a mais que a soma dos demais concorrentes. (com agência Sputnik Brasil)

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Em Recife, Bolsonaro convoca apoiadores para o 7 de setembro no Rio

 Sábado, 06 de Agosto de 2022 - 17:20


Em Recife, Bolsonaro convoca apoiadores para o 7 de setembro no Rio
Bolsonaro em Brasília em 2021 - Foto: Alan Santos/PR

Em fala a apoiadores em Recife (PE) após uma motociata neste sábado (6), o presidente Jair Bolsonaro (PL) mencionou a existência de um desfile militar em Brasília, na manhã do Dia da Independência e não citou a presença das Forças Armadas no ato em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, anunciado para o dia 7 de setembro. As informações são da Folha de S. Paulo.

 

“Temos algo tão ou mais importante que a nossa vida, que é a nossa liberdade. A grande demonstração disso peço que seja explicitada no próximo dia 7 de setembro. Estarei 10h em Brasília, num grande desfile militar, e às 16h em Copacabana, no Rio de Janeiro. Mas estarei ligado aqui. Terei uma satisfação muito grande caso tenha oportunidade de falar num telão com vocês que participarão desse movimento”, afirmou Bolsonaro.

 

De acordo com a publicação, a prefeitura publicou na última sexta-feira (5) um edital para contratação da estrutura para o evento considerando sua realização no centro da cidade, onde tradicionalmente ocorre todos os anos.

 

O desfile militar em Copacabana foi mencionado por Bolsonaro durante a convenção que lançou a candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao Governo de São Paulo há uma semana.

 

"Sei que vocês [paulistas] queriam [que o ato fosse] aqui [em SP]. Queremos inovar no Rio. Pela primeira vez, as nossas Forças Armadas e as forças auxiliares estarão desfilando na praia de Copacabana”, disse Bolsonaro.

 

O prefeito Eduardo Paes afirmou ter mantido a previsão de realização no centro porque não foi procurado por ninguém das Forças Armadas para informar sobre a alteração do planejamento.

Bahia NOtícias

Bloqueio de verba ameaça operações da PF nas eleições, diz Ministério da Justiça

 Sábado, 06 de Agosto de 2022 - 18:00

por Idiana Tomazelli e Nathalia Garcia | Folhapress

Bloqueio de verba ameaça operações da PF nas eleições, diz Ministério da Justiça
Foto: PR/Divulgação

O bloqueio de verbas do Ministério da Justiça e Segurança Pública pode afetar operações e levar à suspensão imediata da emissão de passaportes, inclusive para quem já agendou o atendimento, afirma o ministro da pasta, Anderson Torres, em ofício ao Ministério da Economia.
 

O alerta é uma tentativa do órgão de pressionar o time do ministro Paulo Guedes (Economia) a reverter o corte de recursos.
 

O documento foi assinado em 3 de agosto, cinco dias após a publicação do novo decreto de programação orçamentária, que indiciou o tamanho da tesourada nos gastos de cada ministério. Os mais atingidos foram Saúde e Educação.
 

Com o crescimento de despesas obrigatórias, o governo precisou bloquear mais R$ 8,8 bilhões em recursos discricionários dos órgãos para evitar o estouro do teto de gastos, a regra que limita o avanço das despesas à inflação. Como já havia uma trava anterior de R$ 6 bilhões, o valor total indisponível chega a R$ 14,8 bilhões.
 

Segundo o ofício do ministro da Justiça, a pasta foi alvo de um corte de R$ 229,14 milhões, sendo R$ 161,7 milhões em dotações próprias do órgão e o restante em verbas direcionadas por parlamentares via emendas.
 

Os valores a serem bloqueados de cada ministério são definidos pela JEO (Junta de Execução Orçamentária), formada pelos ministros Guedes e Ciro Nogueira (Casa Civil). No entanto, as pastas atingidas podem opinar sobre a alocação do bloqueio entre seus órgãos, informando quais despesas prioritárias precisam ser preservadas.
 

Na tentativa de ampliar seu poder de pressão e sensibilizar outras áreas do governo contra os cortes, é comum que os ministérios acabem chamando a atenção para redução de verbas em áreas com potencial impacto sobre o atendimento à população. Em 2017, a PF suspendeu a emissão de passaportes, e o governo acabou encaminhando um pedido de abertura de crédito para contemplar a corporação.
 

No ofício, Torres pede a reversão dos cortes para evitar impactos sobre as atividades do ministério. A pasta tem uma dotação de R$ 2,7 bilhões em recursos (sem considerar emendas) e, segundo o ofício, já precisava de uma complementação de R$ 565,6 milhões antes mesmo da nova tesourada.
 

"Cumpre salientar que o bloqueio descrito causará, de imediato, a suspensão do sistema de emissão de passaportes, considerando inexistência de lastro orçamentário para pagamentos dos serviços da Casa da Moeda do Brasil", alerta o ministro.
 

"Desse modo, todos os atendimentos em postos de confecção do documento no Brasil serão interrompidos, ainda que já agendados pelos contribuintes requerentes", diz ele no documento.
 

A emissão de passaportes é uma tarefa executada pela Polícia Federal. Segundo o Ministério da Justiça, só o orçamento da corporação foi alvo de um bloqueio de R$ 104,9 milhões.
 

Em junho, Torres e o presidente Jair Bolsonaro (PL) lançaram, em cerimônia no Palácio do Planalto, um novo modelo de passaporte, com inovações em segurança e homenagens a regiões do Brasil em suas páginas. A previsão divulgada na ocasião foi a de iniciar a produção em setembro.
 

Entre as demais atividades da PF que podem sofrer com o corte, foram citadas obras, realização de cursos de formação policial, realização de operações em conjunto com outras agências para combate a desmatamentos, garimpo ilegal e crimes em áreas indígenas.
 

O ofício também menciona possíveis impactos sobre "a execução de operações planejadas, a exemplo da operação eleições". Uma das atribuições da PF é atuar na segurança dos candidatos à Presidência da República.
 

Quanto aos potenciais impactos na PRF (Polícia Rodoviária Federal), a pasta indica que o bloqueio de R$ 79,5 milhões afetaria a realização de curso de formação policial, a aquisição de viaturas, a manutenção de um sistema de fiscalização e de policiamento que auxilia os órgãos "na redução de violência no trânsito e no combate à criminalidade", entre outras operações.
 

O documento ainda diz que o bloqueio de R$ 11,85 milhões na Funai (Fundação Nacional do Índio) inviabilizaria o cumprimento de decisões judiciais ligadas a ações de repressão a crimes ambientais e de direitos humanos em terras indígenas, programadas para o segundo semestre, em sua maioria.
 

De acordo com o Ministério da Justiça, faltariam recursos para aquisição de passagens aéreas, diárias e combustível para viaturas e aeronaves, o que implicaria "na redução, significativa, da deflagração de operações de combate à corrupção, crimes ambientais, cibernéticos, tráfico de trocas e armas, contrabando e crimes previdenciários".
 

Segundo técnicos do governo, o pedido do ministro da Justiça será levado à JEO, que é responsável por deliberar sobre cortes, remanejamentos e liberações de verbas. A expectativa do governo é conseguir algum alívio nos próximos meses para ter espaço e desafogar os ministérios com orçamento mais comprometido.
 

Há também o compromisso com a cúpula do Congresso Nacional de destravar os R$ 8,1 bilhões em emendas de relator e comissão que precisaram ser bloqueados para assegurar o cumprimento do teto de gastos.
 

A trava nesses recursos, que servem de moeda de troca em negociações políticas, gerou mal-estar e deflagrou reclamações por parte do comando do Legislativo.

Bahia Notícias

Sem a chapa de Ciro e Simone, que teria sido competitiva, a polarização se fortaleceu muito

Publicado em 6 de agosto de 2022 por Tribuna da Internet

Lula, Bolsonaro, Ciro e Tebet dividem espaço e medem força em Salvador |  VEJA

Ciro e Simone formariam a chapa dos sonhos da terceira via

Roberto Nascimento 

Sem a chapa mais forte da terceira via, que poderia ter sido formada por Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB), agora ficamos refém da polarização entre o ex-presidente Lula (PT) e o atual Jair Bolsonaro (PL). Só um milagre ou uma fatalidade poderá levar Ciro ou Simone ao segundo turno.

Nesse contexto, está enganado quem pensa que a candidata Simone Tebet esteja funcionando como uma linha auxiliar de Lula e do PT.

CONTRA O PT – Sua candidatura é para valer, mesmo. Aliás, Simone Tebet nunca apoiou o PT, muito menos Lula. E a prova disso foi a escolha da senadora declaradamente antipetista Mara Gabrilli (PSDB-SP) para vice da chapa.

A parlamentar tucana é filha de um empresário de São Bernardo do Campo e tem horror ao PT, cujos capangas chantagearam o pai dela com um revólver na cabeça.

Simone Tebet praticamente não tem chance. O MDB está dividido e isso não é novidade, nessa frente de conservadores e progressistas, que compõe o partido desde a ditadura militar. E os outros partidos que a apoiam (PSDB, Cidadania e Podemos) também estão divididos, o que parece ser uma característica da política dos dias atuais.

NOVA POLÍTICA? – O presidente Jair Bolsonaro tem dado entrevistas afirmando personalizar o que pode ser considerado nova política. É uma reflexão errônea, porque isso que aí está é pior do que a Idade Média.

As verbas destinadas ao Orçamento Secreto não foram objeto do contigencianento feito pelo ministro Paulo Guedes, que preferiu cortar na Saúde e na Educação, demonstrando que essas duas áreas de vital importância para os brasileiros em nada iluminam seu lado humanista.

A situação da Saúde chega a ser calamitosa, conforme reportagem publicada na semana passado, mostrando uma senhora com um nódulo na nuca, que espera um ano pela cirurgia, enquanto uma criança aguarda desde janeiro a operação nos olhos. No Rio, o Centro de Saúde e Artes, que atendia crianças autistas, foi fechado por falta de verbas. São fatos que não podem ser desmentidos pelos apoiadores do Mito e do homem do Posto Ipiranga.

Reação de Bolsonaro a manifestos reflete imagem do político com poder em xeque

Publicado em 6 de agosto de 2022 por Tribuna da Internet

Legados de Bolsonaro - Política - Estadão

Bolsonaro e seu governo envelhecem em alta velocidade

Bruno Boghossian
Folha

Às vésperas do comício golpista do 7 de Setembro do ano passado, Jair Bolsonaro soube que a Fiesp preparava um manifesto pedindo “harmonia entre os Poderes”. Conhecendo o próprio comportamento belicoso, o presidente não gostou do movimento e trabalhou para esvaziar a ideia. Deu certo: o texto só saiu dias depois do feriado, numa versão que parecia mais amena para o governo.

Bolsonaro não conseguiu desarmar a bomba pela segunda vez. Sem força nos bastidores para derrubar o manifesto pró-democracia que a indústria paulista lança na próxima semana, o presidente decidiu enfrentar publicamente aquela turma.

“NOTA POLÍTICA” – Na semana passada, ele reclamou que o documento era uma “nota política” contra si e a favor de Lula. A reação de Bolsonaro é o reflexo de um presidente que vê o próprio poder em xeque. Os empresários enxergam a mesma figura que ele observa quando se olha no espelho: um político mais frágil, com alguma dificuldade para sobreviver no cargo e disposto a manobras perigosas.

Restou a Bolsonaro a tarefa de buscar alguma contenção de danos. Sem o aliado Paulo Skaf no comando da Fiesp, o presidente apontou de maneira nada sutil sua indisposição com o novo chefe da federação, Josué Gomes da Silva, que ele descreveu como “nosso querido filho do ex-vice-presidente do Lula”.

UMA TENTATIVA – Ao pintar o manifesto como uma jogada para beneficiar o PT, ele tenta evitar que o mau humor dos empresários transborde para mais setores. Até aqui, a tintura não pegou.

O presidente também jogou para o campo adversário os mais de 600 mil signatários da carta que deve ser lida na USP na semana que vem. E foi mais longe: disse que são pessoas “sem caráter”, artistas “desmamados na Lei Rouanet” e comunistas.

Como última cartada, Bolsonaro reciclou seu figurino antissistema para argumentar que as ações em defesa da democracia são um sinal de que ele incomoda os poderosos. Qualquer pessoa que acompanhou seus anos de governo sabe que essa fantasia envelheceu mal.


Quando a coisa funciona é assim, a lei impera a impunidade não prospera.

 

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Nota da redação deste Blog - " Como dizia Viktor Frankl, só há dois tipos de pessoas: as decentes e as indecentes. E é em momentos como esse que as diferenças ficam mais evidentes. Jeremoabo nunca precisou tanto de gente decente produzindo conteúdo, falta achar o modelo de negócios. Ou reencontrar a alma jeremoabense."

Por analogia este caso assemelha-se ao que aconteceu e continua acontecendo com o Parque de Exposição, sendo que a situação de Jeremoabo é pior e mais degradante, os vereadores são omissos, não ingressam com uma ação na justiça, deveriam na pior das hipóteses provocar de forma oficial o  Mnistério Público.
Cada vereador é representante de uma parcela da população, mas seu trabalho deve ser dirigido para toda a comunidade do município. Ele é, portanto, um representante político da população na esfera municipal.
Porém em Jeremoabo é o contrário, os vereadores da oposição falam e nada fazem, já os da situação aplaudem as coisa erradas do prefeito, e o povo que dane-se.
Acredito que a instituição por excelência da democracia local deveria ser o Poder Legislativo municipal, cabendo a Câmara de Vereadores, refletindo os interesses da opinião pública (bem-estar da coletividade, no entanto em Jeremoabo essa atitude não passa de letra morta.
O parágrafo único do artigo 1º da nossa “Constituição Cidadã” destaca que “todo o poder emana do povo”. Abraham Lincoln (1865) destacou que democracia é o governo do povo (legitimidade à origem do poder político do governo), pelo povo (exercício do poder político) e para o povo (finalidade do poder político). Rousseau (1778) ressaltou que “o Poder Legislativo pertence ao povo, e não pode pertencer senão a ele”.

Cabe-nos refletir até que ponto é procedente a afirmação de Mosquéra ao enfatizar que

 [...] não é preciso buscar fórmulas mágicas para aumentar o interesse do cidadão pelo que se passa no Parlamento [...] basta criar canais de inclusão política, pois o cidadão quer falar, reclamar, denunciar, propor e debater as decisões que afetam a vida dele. (2006, p. 185). (grifei). (Marioly Oze Mendes)

A Câmara de Bereadores de Jeremoabo  é realmente a “Casa do Povo”?

BASTA DE DEMAGOGIA, IMPUNIDADE E CORRUPÇÃO

 

Datafolha: Bolsonaro cresce entre eleitores com rendas 'vulneráveis'; Lula avança entre 'seguros'

 

Enquanto as intenções de voto no presidente Jair Bolsonaro (PL) subiram de 19% para 24% entre os chamados vulneráveis, aqueles com baixa renda e instabilidade financeira, o ex-presidente Lula (PT) ultrapassou o adversário entre a população classificada como segura — com maior renda e estabilidade. De acordo com a pesquisa mais recente do Datafolha, divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo no final de julho, o petista avançou de 35% para 40% nesta categoria.

O Datafolha apontou ainda que entre os eleitores da terceira via, os seguros e superseguros são os mais simpáticos aos dois principais candidatos alternativos à polarização. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
O Datafolha apontou ainda que entre os eleitores da terceira via, os seguros e superseguros são os mais simpáticos aos dois principais candidatos alternativos à polarização. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

Papel do Auxílio Brasil

Cerca de metade dos eleitores vulneráveis que apontam votar em Bolsonaro recebe o Auxílio Brasil ou mora com alguém beneficiado pelo programa de transferência de renda, que teve seu valor ampliado de R$ 400 para R$ 600 no período. A movimentação recente do presidente é mais significativa porque os vulneráveis são mais de um terço do eleitorado (35%), enquanto os seguros representam um quinto (20%).

O levantamento foi feito com 2.556 pessoas nos dias 27 e 28 de julho, portanto antes da saída de André Janones (Avante) da disputa, e levou em consideração a renda mensal do eleitor e tipo de ocupação. A pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais para os vulneráveis, e cinco, para os seguros.

Veja como foram as últimas pesquisas eleitorais de 2022:

Resilientes, amparados e superseguros

Datafolha analisou ainda outros três grupos. Entre os resilientes, que assim como os vulneráveis ganham até dois salários mínimos mensais, mas são financeiramente estáveis, 53% preferem Lula, contra 22% de Bolsonaro. Eles somam 17% dos eleitores, fatia que tem margem de erro de até cinco pontos.

Os chamados amparados, com renda instável, porém mais alta (acima de dois salários), agora se dividem entre os dois candidatos. No mês anterior, o petista estava numericamente à frente, com 42% contra 37%, mas agora ambos têm 38%. Esse segmento corresponde a 18% do total e tem margem de cinco pontos.

Já os superseguros, estáveis e ainda mais ricos (acima de cinco salários mínimos), representam 8% do eleitorado e são os únicos que ainda preferem Bolsonaro. O presidente, porém, permaneceu no mesmo patamar (42%), enquanto Lula reduziu a diferença ao oscilar de 30% para 34% — a margem é de sete pontos.

O Datafolha apontou ainda que entre os eleitores da terceira via, os seguros e superseguros são os mais simpáticos aos dois principais candidatos alternativos à polarização. Ciro Gomes (PDT) vai a 11% no primeiro grupo, e Simone Tebet (MDB) marca 7% no segundo, sua pontuação mais alta nesse recorte da pesquisa. Lula ainda lidera entre vulneráveis e Bolsonaro, entre super seguros.

YAHOO

Bolsonaro diz que vai a Copacabana no 7 de Setembro apesar de prefeitura marcar desfile em outro local

 sáb., 6 de agosto de 2022 2:06 PM

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado que comparecerá a um ato em Copacabana no feriado da Independência em 7 de setembro, apesar de a prefeitura do Rio de Janeiro ter contrariado pedido do chefe do Executivo e mantido o desfile cívico-militar no centro da cidade.

Bolsonaro havia anunciado no sábado passado que as Forças Armadas e as forças auxiliares desfilariam na praia de Copacabana, local que tradicionalmente reúne apoiadores do presidente em diferentes datas, para marcar os 200 anos da Independência do Brasil.

No entanto, a prefeitura do Rio de Janeiro divulgou aviso de licitação para a montagem da estrutura do desfile em seu local tradicional, no entorno do Pantheon de Caxias, em frente ao Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste, no centro da cidade.

Em discurso a apoiadores durante visita ao Recife, Bolsonaro não comentou sobre o local de realização do desfile no Rio, mas confirmou que irá a Copacabana.

"Temos algo tão ou mais importante que a própria vida, que é a nossa liberdade. E a grande demonstração disso eu peço a vocês que seja explicitada no próximo dia 7 de setembro. Estarei às 10h da manha em Brasília num grande desfile militar e às 16h em Copacabana no Rio de Janeiro", afirmou.

Bolsonaro tem convocado manifestações de apoiadores no dia 7 de setembro em todo o país. No ano passado, o presidente também reuniu apoiadores no feriado da Independência, quando ameaçou desobedecer ordens do Supremo Tribunal Federal (STF) e chamou a eleição deste ano de farsa. Muitos de seus apoiadores pediram o fechamento do STF e uma tomada militar do governo.

O presidente continua a fazer alegações infundadas contra o sistema eleitoral e ameaçou ignorar os resultados da votação de outubro. Atualmente, ele aparece em segundo lugar nas pesquisas, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo generais da reserva e analistas ouvidos pela Reuters, Bolsonaro corre risco de revés ao misturar desfile do 7 de Setembro com campanha eleitoral.

A ministra do STF Cármen Lúcia determinou na sexta-feira que Bolsonaro se manifeste num prazo de cinco dias sobre a proposta de mudança de local do desfile militar no Rio.

O presidente negou no discurso no Recife que o ato planejado seja eleitoral.

"Esse movimento não é político, esse movimento não é de A nem de B nem de C, é um movimento do povo brasileiro, que não abre mão da sua liberdade, que defende de verdade a sua democracia e quer o bem de todos aqui no Brasil", afirmou.

(Por Pedro Fonseca)

YAHOO

Governo Bolsonaro estourou o teto de gastos em R$ 213 bilhões

 

Teto de gastos era uma bandeira defendida pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes.  (Foto: AP/Eraldo Peres)
Teto de gastos era uma bandeira defendida pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes. (Foto: AP/Eraldo Peres)

O governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) estourou o teto de gastos em R$ 213 bilhões. Os valores, que foram executados fora do orçamento, foram levantados pela IFI (Instituição Fiscal Independente), órgão vinculado ao Senado Federal.

teto de gastos foi uma medida criada pelo Congresso Nacional em 2016 através da PEC 95 (Proposta de Emenda à Constituição). A regra alterou o regime fiscal e limitou os gastos públicos por 20 anos, ou seja, tem vigência até 2036.

De acordo com apuração do portal Metrópoles, Bolsonaro negociou, desde 2019, ao menos cinco emendas constitucionais para gastar além do que a norma do teto estipula.

A mais recente articulação foi a aprovação da PEC dos Auxílios, no mês passado. Com a aprovação da medida, o governo vai poder desembolsar R$ 41,2 bilhões em benefícios sociais em pleno ano eleitoral. Esses recursos têm impacto direto nas contas públicas e estão fora do teto.

A proposta alavancou o programa Auxílio Brasil, que de R$ 400, vai agora distribuir R$ 600 aos mais pobres. Além disso, a PEC vai disponibilizar um crédito de R$ 1 mil para caminhoneiros autônomos, além de um auxílio para taxistas. Esses e outras medidas, como ampliação do vale-gás, terão validade até dezembro deste ano.

Teto de gastos

Quando o texto foi criado, ainda na gestão de Michel Temer (MDB), o país passava por recessão marcada pela crise fiscal. Gastava mais do que arrecadava e acumulava sucessão de déficits primários. Dessa forma, o argumento utilizado era que a regra orçamentária iria controlar os gastos públicos e que as despesas da União só poderiam crescer o equivalente ao gasto do ano anterior, sendo este corrigido pela inflação.

Na última semana, o ministro da Economia Paulo Guedes, reconheceu que o governo descumpriu o teto, mas alegou que a medida foi necessária para socorrer os “mais frágeis” por meio do pagamento de auxílios durante a pandemia de coronavírus e a guerra entre Rússia e Ucrânia. De acordo com o ministro, a transgressão do teto foi feita com “responsabilidade fiscal”.

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