sábado, agosto 06, 2022
MP lança cartilha para orientar pessoas em situação de violência doméstica
Sábado, 06 de Agosto de 2022 - 12:00

O Ministério Público da Bahia e insituições parceiras vai lançar na próxima terça-feira (9) Uma cartilha digital com orientações sobre como agir em casos de violência doméstica.
O material apresenta respostas a diversas perguntas sobre o tema e visa, por meio dos esclarecimentos, fortalecer a rede de apoio às vítimas. Somente no primeiro semestre de 2022, o MP denunciou mais de 13 mil casos de violência contra mulher à Justiça.
"Não é uma cartilha só dirigida à mulher porque a abordagem é ampla, com uma parte dedicada ao homem agressor, para que saiba como se comportar após episódios de violência, bem como para a comunidade em geral, de forma que possa identificar e prevenir esse tipo de crime. Todo mundo tem uma parte nesse combate e precisa saber como se posicionar frente a essa violência", ressalta o promotor de Justiça André Garcia.
A cartilha também aborda o conceito de machismo, as características de um agressor, o que são medidas protetivas e faz orientações à vítima de violência e ao agressor, no sentido de evitar novos fatos.
Bahia NOtícias
Lula terá maior coligação e tempo de TV, com 7 inserções diárias
Sábado, 06 de Agosto de 2022 - 12:40
por Ranier Bragon | Folhapress

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou à reta final das convenções partidárias com a coligação mais robusta da disputa, dez partidos, obtendo o maior espaço na propaganda eleitoral na TV e rádio, que começa no dia 26.
Lula deve ter cerca de 3 minutos e 20 segundos a cada bloco de 12min30seg, além de uma média de 7,5 pequenas propagandas diárias de 30 segundos veiculadas nos intervalos comerciais das emissoras, as chamadas "inserções".
O presidente Jair Bolsonaro (PL), que aparece em segundo nas pesquisas eleitorais, reuniu três partidos em sua coligação e terá o segundo maior espaço de propaganda, cerca de 2 minutos e 40 segundos, além de 6 inserções diárias.
Embora tenha perdido parte do protagonismo com a ascensão das redes sociais, a propaganda eleitoral na TV e rádio é peça fundamental de toda a campanha política devido a alguns fatores: em primeiro lugar, o potencial de alcance.
As inserções, em especial, têm potencial de atingir eleitores que não assistem aos blocos fixos na TV e rádio.
Segundo, a propaganda é veiculada na reta final -ela vai de 26 de agosto a 29 de setembro, apenas três dias antes do primeiro turno-, momento de maior atenção da população à disputa.
O material produzido e veiculado, e que geralmente é testado previamente em pesquisas direcionadas com grupos de eleitores, tem histórico de alavancagem de candidatos e, também, de destruição de adversários.
O derretimento de Marina Silva após ser alvo da propaganda petista, em 2014, é um exemplo simbólico nesse sentido.
Em 2018 nada disso adiantou, entretanto, e Bolsonaro foi eleito mesmo tendo tempo de TV de nanico, mas a análise predominante no mundo político é a de que aquela foi uma eleição atípica, cujas circunstâncias dificilmente se repetirão.
Entre outros pontos, aquela disputa abrigou uma onda de direita e antipolítica, além de Bolsonaro ter sofrido um atentado que quase lhe tirou a vida e que lhe colocou por semanas no centro do noticiário político nacional.
O terceiro maior tempo de televisão ficará com Simone Tebet (MDB), que atraiu o apoio de PSDB, Cidadania e, na reta final, do Podemos.
Ela deve ter cerca de 2 minutos e 20 segundos por bloco, além de 5 inserções diárias. A exposição é vista por sua campanha como crucial para que ela cresça eleitoralmente e se desloque do pelotão que gira em torno do traço nas pesquisas.
A senadora Soraya Thronicke (União Brasil) terá um tempo de propaganda também relevante, devido ao tamanho da sigla pela qual é candidata, resultado da fusão do DEM com o PSL. Ela terá cerca de 2 minutos e 10 segundos por bloco e 5 inserções diárias.
Thronicke assumiu a candidatura recentemente, após a desistência do presidente do partido, Luciano Bivar.
Ciro Gomes (PDT), que está em terceiro nas pesquisas, não conseguiu atrair partidos aliados e terá o quinto tempo de propaganda na sua quarta tentativa de chegar à Presidência da República. Cerca de 50 segundos por bloco, e 2 inserções diárias.
Os números são uma projeção da Folha com base na legislação eleitoral. Eles podem mudar caso o número de candidatos se altere devido a decisões judiciais ou se as coligações sofrerem baixas --o prazo para registro dos candidatos e coligações vai até às 19h do dia 15, véspera do início oficial do período de campanha.
Caso se confirme a coligação em torno do nome de Lula, ela igualará o recorde de Dilma Rousseff em 2010, que também reuniu apoio de dez partidos.
Uma das siglas da coligação, porém, o Pros, passa por atribulada disputa judicial que já resultou em três reviravoltas na última semana. Por ora, está no comando a ala que patrocina o apoio a Lula.
Bolsonaro caminhava para ter um tempo de propaganda similar ao de Lula, mas na reta final não conseguiu manter o apoio formal do PTB e do PSC.
A divisão da propaganda, pela lei, é definida proporcionalmente ao peso dos partidos que formam a coligação.
As propagandas no rádio e na TV fizeram a fama de figurões do marketing político como Duda Mendonça, que morreu no ano passado, e João Santana, chefe da propaganda das campanhas vitoriosas de Lula em 2006 e de Dilma em 2010 e 2014.
Após virar alvo da Lava Jato e negociar delação premiada, ele rompeu com o PT e é desde o ano passado o marqueteiro de Ciro Gomes. Até agora, porém, o trabalho feito por ele nas redes sociais não conseguiu alavancar as intenções de voto do pedetista.
Amparado em uma estratégia focada exclusivamente nas redes sociais em 2018 -à exceção do segundo turno, quando teve tempo de TV igual ao do adversário, Fernando Haddad (PT)--, Jair Bolsonaro não teve marqueteiro há quatro anos.
O próprio candidato e seus filhos, em especial o vereador Carlos Bolsonaro (RJ), decidiam a estratégia de comunicação.
Na campanha atual, o centrão fez valer em termos a sua influência na coligação.
Duda Lima --profissional levado pelo presidente do PL, Valdemar da Costa Neto-- tem apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), coordenador da campanha do pai, mas enfrenta má vontade e fogo amigo, em especial da ala mais radical próxima ao presidente.
Carlos Bolsonaro segue responsável pelas redes sociais do pai e já chegou a expressar publicamente desdém ao que classificou de "esse papo de profissionais do marketing".
Líder nas pesquisas, Lula trocou de marqueteiro em abril após uma crise interna na comunicação da pré-campanha. No lugar de Augusto Fonseca, que era uma indicação do ex-ministro Franklin Martins, assumiu Sidônio Palmeira, marqueteiro dos governadores petistas da Bahia Jaques Wagner e Rui Costa.
A campanha de marketing de Tebet está a cargo de Felipe Soutello, que tem um histórico dentro do PSDB.
Mais de 23 milhões de eleitores estão aptos a votar voluntariamente em 2022
Sábado, 06 de Agosto de 2022 - 13:20

Dos mais de 156 milhões de pessoas aptas a participar do processo eleitoral em outubro de 2022, ao menos 23,34 milhões de eleitores e eleitoras atenderão ao compromisso cívico por vontade própria, já que não são obrigados a votar. As informações são da Agência Brasil.
A Constituição Federal estabelece o voto facultativo, ou seja, opcional, para os jovens de 16 e 17 anos de idade; pessoas com 70 anos ou mais e também para analfabetos. Só os eleitores que declaram não saber ler, nem escrever, ultrapassam os 6,33 milhões de pessoas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Um número que representa cerca de 4% de todas as pessoas em condições legais de votar.
De acordo com o último censo populacional realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, a taxa de analfabetismo entre a população de 15 anos ou mais tinha caído de 13,63%, em 2000, para 9,6%, totalizando 13.933.173 em 2010. Pelos dados disponibilizados pelo TSE, este ano, o maior número de eleitores que se autodeclararam analfabetos no momento do alistamento eleitoral tem entre 70 a 74 anos de idade, superando as 730 mil pessoas.
Além dos analfabetos, há, entre os dito eleitores espontâneos, 815.063 pessoas com 16 anos de idade e outros 1.301.718 que já completaram 17 anos. Juntos, os dois grupos somam 2.116.781 eleitores. Um número cerca de 50% superior aos 1.400.617 registrados em 2018.
Já o total de eleitores e eleitoras com mais de 70 anos de idade aumentou de 12,02 milhões, em 2018, para 14.893.281, em 2022. Destes, 184.438 têm mais de 100 anos – dentre os quais, 45,4 mil não sabem ler ou escrever.
Bahia Notícias
PF prende suspeitos de ocultar corpos de Bruno e Dom
Sábado, 06 de Agosto de 2022 - 14:20

A Polícia Federal prendeu três pessoas suspeitas de participação na ocultação dos corpos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, assassinados em 5 de junho na região do Vale do Javali (lembre aqui). As informações são da Folha de S. Paulo.
A prisão ocorreu durante uma operação contra pesca ilegal na região e sete mandados de prisão, expedidos pela Justiça Federal, foram cumpridos. Os alvos da operação são integrantes de um grupo que atua com pesca ilegal na terra indígena Vale do Javari e nas imediações.
De acordo com a PF, eles são ligados a Amarildo Oliveira, o Pelado, denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) por ter participado do assassinato de Bruno e Dom, e a Ruben Villar, o Colômbia, investigado por participação em esquema de pesca na região.
Pelado e Colômbia estão presos preventivamente em Manaus. O primeiro, pela participação no duplo homicídio. O segundo, por uso de documentos falsos de identificação do Brasil, do Peru e da Colômbia.
Bahia Notícias
Governo terá que pagar consignado, descontando do Auxílio Brasil
Publicado em 6 de agosto de 2022 por Tribuna da Internet

Jogo traçado levará o governo a arcar com o pagamento
Pedro do Coutto
O governo terá que pagar, não há dúvida, o empréstimo consignado aos que integram o programa do Auxilio Brasil, pois é impossível que quem tem uma receita de R$ 600 por mês possa pagar um crédito de R$ 2 mil às financeiras escaladas para a operação de empréstimo, sobretudo porque os juros mensais são de 3,7%. É impossível.
Quem programou o consignado sobre a receita eventual do Auxílio Brasil, de apenas R$ 600, já o fez com o propósito de fazer o governo pagar a dívida, até porque ele terá que entrar como avalista da operação.
Portanto, é um jogo traçado que levará o governo a arcar com o pagamento. Não existe outro meio do débito ser saldado, já que R$ 2 mil representam mais de três meses do Auxílio Brasil. Pessoas em extrema pobreza não poderão pagar tal conta, evidentemente.
FAVORITISMO – Pesquisa do Datafolha concluída na tarde de quinta-feira e objeto de reportagem de Demetrius Dantas, Sérgio Rôxo e Marlen Couto, O Globo, revela que entre os que recebem o Auxílio Brasil, Lula lidera com 53% contra 26% de Bolsonaro.
Com o anúncio do programa, Lula caiu seis pontos e Bolsonaro quatro pontos. Entre os que se encontram na situação de pobreza extrema, Ciro Gomes aparece em terceiro com seis pontos e, em seguida, Simone Tebet com somente um ponto.
Fica acentuado que o poder do Auxílio Brasil nos será tão grande conforme o governo esperava, pois encontra resistência entre os grupos para os quais o programa está mais voltado. O caráter sócio-econômico predomina independentemente do pagamento do auxílio de emergência.
MANIFESTO – O presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, reportagem de Patrícia Campos Mello, lançou um documento no final da tarde de quinta-feira, sustentando que o liberalismo exige democracia e defendendo as urnas eletrônicas, o TSE, o sistema eleitoral em vigor no país e o STF que tem sido alvo de ataques do bolsonarismo, sobretudo nas redes sociais.
Mas os ataques não têm surtido efeito nas pesquisas que demonstram resultados desfavoráveis a Bolsonaro. Nesse quadro, vale lembrar, Lula tem 47% das intenções de voto e Bolsonaro 29%. É preciso chamar atenção para esse aspecto, onde as redes sociais têm um apelo rápido e sintético, enquanto as matérias são divulgadas nas emissoras de televisão e nos jornais, resultado de apuração e fatos concretos.
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