sexta-feira, maio 13, 2022

Ciro Gomes prefere Simone Tebet como vice porque ela não é “viúva do bolsonarismo”

Publicado em 12 de maio de 2022 por Tribuna da Internet

Ciro faz aceno a Tebet como vice, mas senadora não abre mão de encabeçar  chapa à Presidência | Jovem Pan

Ciro e Simone têm trocado elogios e só falta se encontrarem

Natália Santos
Estadão

O pré-candidato do PDT ao Planalto, Ciro Gomes, acenou com a possibilidade de ter a senadora Simone Tebet (MS), pré-candidata do MDB, como vice em sua chapa na disputa de 2022. Para o ex-ministro, a senadora é uma pessoa “diferente” e está sendo “traída pelo próprio partido”.

 “Eu tenho uma pessoa dessas aí (da terceira via) que eu respeito muito. Ela é diferente. Ela não é uma viúva do bolsonarismo igual ao (João) Doria. Ela é uma pessoa que acho que vai ter um papel importante, que é a Simone Tebet”, disse Ciro em entrevista à Rádio Bandeirantes, ao ser questionado sobre qual pré-candidato da terceira via ele aceitaria ter na chapa.

TRAÍDA PELO MDB – “Simone Tebet está sendo traída pelo próprio partido porque o Lula está corrompendo. Já está acertado com Eunício Oliveira e o Renan Calheiros, os mesmos do esquema do escândalo do Petrolão”, emendou o pedetista, numa referência às articulações do senador Renan Calheiros (AL) e do ex-senador Eunício Oliveira, do MDB, em torno da pré-candidatura do ex-presidente Lula (PT).

Nesta quarta-feira, 11, os presidentes dos partidos da terceira via – PSDB, MDB e Cidadania – deram demonstração de sobrevida ao projeto de candidato único, ao informarem que o nome de consenso será definido a partir da análise conjunta de pesquisas quantitativas e qualitativas encomendadas pelas legendas.

Hoje são considerados pré-candidatos do grupo ao Planalto apenas Simone Tebet e o ex-governador paulista João Doria (PSDB).

ATÉ O FIM – Ciro voltou a afirmar que se manterá na disputa até o fim. “O sistema me quer ver expelido. Ele não quer nem que eu tenha direito de falar. Exigem todo dia que eu tire a minha candidatura”, disse. Nesta quarta-feira, em rede social, o ex-ministro argumentou que, sem sua candidatura, a polarização aumentaria no momento em que Lula “estagnou” e Bolsonaro se sustenta nas pesquisas de intenção de votos para a Presidência.

Ao Estadão, o presidente da sigla, Carlos Lupi, disse que o PDT mantém diálogo com os outros partidos para possíveis alianças como a União Brasil e PSD. “Nossa aspiração é sempre ter alianças. Se tiver alianças, melhor. Se não tiver, vamos sozinhos, também vamos.”

Sobre a relação Ciro-Tebet, o presidente do PDT afirmou que os dois pré-candidatos ainda não sentaram para conversar e que não tem previsão para isso acontecer.

APOIO UNÂNIME – Lupi negou ainda que exista um pressão dentro para que Ciro desista da pré-candidatura após movimentos do ex-presidente Lula para tirar o ex-ministro da disputa. “Não existe pressão nenhuma interna de desistência. Nós já tivemos dois encontros nacionais em que a pré-candidatura de Ciro foi homologada por unanimidade”, disse.

Para Ciro, tanto Lula quanto Bolsonaro vivem em uma estrutura de mutualismo, já que os dois políticos se “protegem” e se beneficiam da polarização. “O sistemão ganhou o Lula, então Lula e Bolsonaro estão protegendo um ao outro porque os dois garantem o mesmo tipo de modelo econômico e a mesma governança politica”, afirmou.

De acordo com o pré-candidato do PDT, a inflação, que volta a ameaçar o país, é produzida pelo governo. “Ele determina o preço dos combustíveis, do gás de cozinha, o diesel do frete que está na carne”, disse. O ex-ministro destacou que o mesmo mecanismo acontece com o aumento de energia elétrica, que também impacta no valor dos alimentos.

NOVA POLÍTICA – Nesse cenário, Ciro defendeu uma política de abastecimento e preço para lidar com o aumento de produtos essenciais que são produzidos no País, como café e açúcar. “Nós fazíamos isso exemplarmente o passado. Fernando Henrique Cardoso, Lula e Bolsonaro destruíram a estrutura de abastecimento e preço do Brasil por prostração ideológica”, afirmou.

A ideia do pré-candidato é que o governo seja capaz de oferecer produtos a um preço acessível para a população em momentos instáveis politicamente, como em episódios de guerras internacionais, por exemplo.

Durante a entrevista, o pré-candidato evocou expressões religiosas para explicar suas ideias. Em uma delas, usou uma frase bíblica presente no livro de Mateus que diz que “ninguém serve a dois senhores” para exemplificar a política de preços da Petrobras.

PEDINDO A DEUS – Em outro momento, afirmou que tem rezado pela disputa. “Estou pedindo a Deus todo dia que ilumine as minhas palavras e que não seja pra mim, que seja pra outro, mas vamos desarmar essa bomba.”

O discurso religioso tem sido bastante utilizado entre os pré-candidatos como uma medida de atrair eleitores antes aliados de Bolsonaro. Em abril, Ciro participou de um ato, em Brasília, no qual o PDT lançou o Movimento Cristãos Trabalhistas, com o objetivo de aproximar o partido das igrejas evangélicas e católicas.

A mesma movimentação tem sido vista na pré-campanha de Lula, cujo responsável por essa aproximação com líderes religiosos é o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB), pré-candidato a vice.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Apesar das críticas massacrantes que a imprensa faz diariamente à terceira via, a candidatura alternativa à polarização está se fortalecendo, pouco a pouco. Os antigos eleitores de Sérgio Moro começam a entender que a alternativa mais realista é a candidatura de Ciro Gomes. Uma chapa dele com a senadora Simone Tebet parece bastante competitiva. Os dois têm trocado elogios e não tardam a se reunir para acertar o acordo. É só uma questão de tempo, podem apostar. (C.N.)


Sachsida nem tomou posse e na Câmara já há pedido de convocação para se explicar

Publicado em 12 de maio de 2022 por Tribuna da Internet

Ministro entrega estudos de privatização da PPSA e da Petrobras | Agência  Brasil

Sachsida defendeu a privatização e Guedes ficou emocionado

Gustavo Zucchi
Metrópoles

A cerimônia de posse de Adolfo Sachsida ainda nem ocorreu e já tem deputado querendo convocar o novo ministro de Minas e Energia na Câmara para dar explicações sobre sua pressa para privatizar e Petrobras e a Eletrobrás.

O deputado Elias Vaz (PSB-GO) foi o primeiro e protocolou nesta quinta-feira (12/5) um pedido para que o sucessor de Bento Albuquerque seja obrigado a ir à comissão de Minas e Energia da Câmara.

IDEIA DE GUEDES – O parlamentar quer que Sachsida dê explicações sobre suas declarações de que planeja começar estudos imediatos visando à privatização da Petrobras.

“A privatização da Petrobras e da PPSA é um desejo antigo do ministro Paulo Guedes, antigo chefe de Adolfo Sachsida. Porém encontrava oposição na gestão do então ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque”, explica Vaz.

Sachsida realmente entregou nesta quinta-feira ao ministro da Economia, Paulo Guedes, um pedido para que a pasta inicie estudos sobre a privatização da Petrobras e da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), estatal responsável por comercializar os estratos do pré-sal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É inacreditável ver um governo paramilitar a defender a privatização de uma empresa estratégica como a Petrobras, quando se sabe que a maioria das grandes petroleiras é estatal. A conclusão é de que já houve tempo em que os militares eram mais nacionalistas. (C.N.)

No orçamento secreto, emendas do Senado já superam os recursos de seis ministérios

Publicado em 12 de maio de 2022 por Tribuna da Internet

Orçamento secreto

Charge do Duke (domtotal.com)

Deu no G1

Documentos apresentados por senadores e enviados pelo Congresso ao Supremo Tribunal Federal (STF) detalham a indicação de mais de R$ 3,4 bilhões em emendas de relator nos orçamentos de 2020 e 2021. Os recursos ficaram conhecidos como “orçamento secreto” em razão da falta de transparência e de critérios para a distribuição.

Só o montante de 2021 detalhado pelos senadores, R$ 2,4 bilhões, supera o orçamento inicial previsto para o ano passado de seis ministérios, separadamente: Relações Exteriores, Meio Ambiente, Turismo, Controladoria-Geral da União, Advocacia-Geral da União e Mulher, Família e Direitos Humanos.

AVALIAÇÃO POR BAIXO – Apesar de alto, o valor apontado ainda está bem abaixo da cifra real destinada pelos parlamentares. Isso porque, dos 81 senadores, apenas 49 cumpriram a determinação de detalhar suas emendas – incluindo 15 senadores que disseram não ter feito qualquer indicação aos relatores nos dois anos. Ou seja: mais de um terço do Senado não respondeu – ou respondeu, mas não detalhou – quanto foi repassado.

Os dados mostram, ainda, uma escalada nas indicações do Senado entre 2020 e 2021. De um ano para outro, os valores detalhados passam de R$ 972,5 milhões (indicados por 25 parlamentares) para R$ 2,4 bilhões (destinados por 26 senadores).

Como os dados enviados ao Supremo são parciais, não é possível precisar se houve uma elevação real no atendimento das demandas dos senadores – ou se apenas o detalhamento foi maior.

SEM TRANSPARÊNCIA – Ao contrário das emendas individuais, que seguem critérios específicos e são divididas de forma equilibrada entre todos os parlamentares, nas emendas de relator a destinação dos recursos é definida em acertos informais entre parlamentares e o governo federal.

Antes de o Supremo determinar a divulgação dos dados, as indicações eram todas incluídas no orçamento federal em nome do relator do texto – ainda que esse parlamentar estivesse atendendo a interesses de outros deputados e senadores. Com isso, o nome do real autor de cada indicação permanecia oculto.

Em dezembro, a ministra Rosa Weber deu 90 dias para que o sistema de monitoramento (com individualização, detalhamento e motivação da distribuição do dinheiro) fosse instituído. Em março, o Congresso pediu mais três meses ao STF para concluir o sistema, a ministra negou a extensão do prazo, mas a decisão não foi cumprida.

SEM CONTROLE – Como os relatores dos orçamentos de 2020 e 2021 disseram que não guardavam registros das indicações, o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), pediu que os próprios parlamentares informassem os dados de cada gabinete. Os dados foram, então, encaminhados ao STF na forma bruta.

Ao repassar o material ao Supremo, Pacheco informou que 64 senadores haviam respondido ao pedido de detalhamento. A lista incluiu, no entanto, 15 parlamentares que omitiram os valores dessas indicações – entre eles, o ex-presidente do Congresso e senador Davi Alcolumbre (União-AP).

No ofício enviado a Pacheco, Alcolumbre informou apenas os números das emendas e seus objetivos, sem informar quanto foi indicado.

SEGREDO IMPENETRÁVEL – Na prática, especialistas avaliam que mesmo com a decisão do Supremo e a divulgação de informações, o caminho desses recursos permanece oculto.

Questionado sobre as críticas ao material apresentado até aqui, Rodrigo Pacheco respondeu em nota que “o Congresso fez apenas o encaminhamento dos ofícios ao STF para conhecimento”

“Os parlamentares apontaram as emendas de relator que apoiaram. O Congresso pode encaminhar novos documentos e elementos que entenda ser de interesse da ação judicial”, diz o comunicado.

CAMPEÕES DE INDICAÇÕES – Entre os senadores que apresentaram dados ao STF, os campeões de indicações são o próprio relator do Orçamento de 2021, Márcio Bittar (União-AC), e Eliane Nogueira (PP-PI), mãe e suplente do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI).

Bittar e Eliane indicaram, respectivamente, R$ 460,3 milhões e R$ 399,3 milhões em 2021. Somadas, as emendas dos dois parlamentares superam o orçamento previsto para a Defensoria Pública da União (R$ 607,83 milhões), o Supremo Tribunal Federal (R$ 712,4 milhões) e até a Presidência da República (R$ 815,14 milhões) no ano passado.

O dinheiro destinado por Bittar em 2021, sozinho, equivale a 89% do orçamento previsto na lei orçamentária original para o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos ou 86% do orçamento para a Controladoria Geral da União (CGU) no ano passado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 A importante matéria foi enviada pelo advogado e economista Celso Serra, que anexou o seguinte comentário: “Essa manipulação político-eleitoral dos recursos públicos mostra que a construção de Brasília deu certo, a nova capital foi construída para ser isso. E o cidadão que pague sem saber o que paga, suportando uma das maiores cargas tributárias do planeta”. Realmente, como dizia Helio Fernandes, para o cidadão-contribuinte-eleitor está cada vez mais difícil sustentar a máquina administrativa dos três podres poderes. (C.N.)

Superpopulação e omissão dos governantes tornam Brasília uma capital em decadência

Publicado em 13 de maio de 2022 por Tribuna da Internet

ESPECIAL - A miséria, a exclusão e a fome nas ruas de Brasília

Há cada vez mais moradores de rua espalhados pela capital

Vicente Limongi Netto

A colunista Circe Cunha (“Visto, lido e ouvido” – Correio Braziliense- 06/05) mostrou admirável e irretocável radiografia da cruel realidade dos imensos e preocupantes problemas de Brasília. Não deixou pedra sob pedra na sua análise isenta, detalhada e firme. A verdade e os horrores da ex-capital da esperança precisam ser revelados e enfrentados com competência e grandeza de atitudes. Sem a demagogia, omissão e arrogância costumeiras dos governantes.

“Vive-se na capital um estado de caos permanente e crescente, com o Plano Piloto tomado por problemas sociais de todo o tipo”, diz a colunista. “O paraíso de tranquilidade e paz, que de certa maneira existia em Brasília, acabou com o início da emancipação política da capital. De lá para cá, o clima citadino mudou de água potável para água contaminada, com a cidade se igualando e até superando muitas capitais do país quando o assunto é insegurança pública”, concluiu a jornalista, refletindo a opinião dos moradores de Brasília. 

ARROGANTE E ATREVIDA – É o fim da picada. Era só o que faltava.  A petulante, atrevida e espaçosa ex-ministra Damares Alves declarou ao Valor Econômico que não abre mão da candidatura ao Senado, por Brasília.

Arrogante, Dalmares acrescentou que a deputada e ex-ministra Flávia Arruda, se quiser, pode vir a ser suplente na chapa dela. Ora, a patética Damares é do Paraná. Que seja candidata por lá.

Flávia Arruda que fique atenta, porque Damares vai insistir com Bolsonaro e com a primeira-dama, para que seu inacreditável devaneio eleitoral se concretize. Francamente, é desanimador. É conveniente que os aliados de primeira hora de Flávia Arruda mostrem firmeza pela candidatura dela.

SAUDADE DE HAVELANGE – Domingo passado, Dia das Mães, o brasileiro João Havelange completaria 106 anos de idade. Durante 26 anos presidiu a Fifa. Modernizou a entidade e a tornou milionária. Abriu a Copa do Mundo para países árabes e africanos, uma verdadeira revolução.

Quando deixou o cargo, a Fifa tinha mais países filiados do que a ONU. Como presidente da ex-CBD, hoje CBF, conquistou três títulos mundiais para o Brasil e trouxe para cá a famosa Copa Jules Rimet.

Havelange jamais pode deixar de ser homenageado pelos desportistas, dirigentes, atletas e torcedores que realmente amam o futebol e têm respeito e admiração por aqueles que dedicaram a vida pelo desenvolvimento do esporte mundial.

NO MUNDO DA LULA – Um feliz brasileiro foi contemplado com a cobiçada viagem espacial. O engenheiro Victor Correa Hespanha, de 28 anos, foi sorteado para participar de uma excursão da Blue Origin, de Jeff Bezos. É um fato a ser comemorado, pois ele vai concretizar um sonho que tinha desde menino. A partida será marcada para antes de outubro. Que bom. Os deuses do espaço agradecem.

É pena que o bilionário americano não aproveite a oportunidade e decida também que sua próxima expedição espacial leve no foguete a dupla de lunáticos brasileiros que hoje polarizam as eleições presidenciais. 

Seria uma alívio para os brasileiros, até porque esses dois candidatos sempre viveram no mundo da Lua.

Se Bolsonaro não tivesse ‘entregue’ a Petrobras, a inflação seria menor e ele poderia se reeleger

Publicado em 13 de maio de 2022 por Tribuna da Internet

Privatização da Petrobras

Charge do Duke (O Tempo)

Carlos Newton

Nada como um ano eleitoral… Há um ditado conhecido na política que diz o seguinte: “Se houvesse eleição todo ano, não existiria mais miséria no Brasil”. A mensagem continua cada vez mais válida, porque em ano eleitoral os governantes abrem o baú de bondades, dão reajustes de salários, ampliam os programas sociais e se preocupam com os menos favorecidos.

Quando a eleição é municipal, o quadro é um pouco diferente, mas os melhoramentos no SUS e a distribuição de material de construção e cestas básicas sempre representam um alívio para a população mais carente. Diante dessa realidade, portanto, seria interessante se houvesse eleição todo ano.

COMPRAR VOTOS? – Os observadores mais puristas podem ficar revoltados quando alguém chama atenção para essa prática, pois significa estar instalada neste país uma verdadeira indústria especializada em compra de votos. E isso verdadeiramente existe, podem reclamar à vontade.

O auxílio de 400 reais que o governo federal destina aos mais pobres, como novo Bolsa Família, faz parte desse esquema eleitoral, assim como o vale-gás e os cartões municipais de crédito do tipo existente em Maricá, no litoral do Rio de Janeiro, que beneficia 42 mil moradores (25% da população) com 170 reais, para serem gastos em 12 mil estabelecimentos comerciais credenciados.

Não deveria ser assim, é claro, pois há propósito eleitoral desses kits bondades. Mas não se pode reclamar quando os recursos públicos são usados justamente para amparar quem mais precisa.

HÁ SOLUÇÕES – Quem critica essa realidade assistencialista brasileira, que tão cedo não sofrerá transformação, certamente sabe que existem outras maneiras de fazer progredir as classes menos favorecidas.

A primeira delas é a proteção universal à saúde, com aprimoramento do SUS, para que todos os cidadãos possam ser iguais no direito à vida, pois uma das maiores distorções existentes são os planos de saúde, que diferenciam os cidadãos de uma maneira desumana, reconheçamos, e na matriz U.S.A. a situação é a mesma.

Outra providência deve ser o aperfeiçoamento do ensino público, com a disseminação dos CIEPs criados por Leonel Brizola, Darcy Ribeiro e Oscar Niemeyer. Sem educação de qualidade, o desenvolvimento humano não avança, é um fato que não admite contestação.

INDUSTRIALIZAÇÃO – A terceira prioridade é o apoio à industrialização, melhor maneira de criar empregos em quantidade e qualidade. Esta era a grande meta desenvolvimentista que no Brasil passou a ser implantada pelo BNDES desde a era de Getúlio Vargas.

Infelizmente, porém, a partir da demissão do economista Carlos Lessa em 2004, no governo Lula, por ter criticado o corruptíssimo Antonio Palocci, o BNDES naufragou e não há mais política industrial no Brasil.

Ao deixar o cargo, Lessa avisou que seu substituto, Guido Mantega, era “um brasileiro com b minúsculo” e a economia teria “um voo de galinha”. Não deu outra. A política desenvolvimentista implantada no BNDES por Lessa e seu vice-presidente Darc Costa foi sendo abandonada progressivamente, até chegarmos a esse elevado estágio de desindustrialização. Mas quem se interessa?

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P.S. –
 Em sua live de quinta-feira passada, Bolsonaro acordou, disse que os lucros registrados recentemente pela Petrobras “são um estupro”, pois beneficiam estrangeiros e “quem paga a conta é a população brasileira”. E logo veio a resposta – um aumento de 8,87% no diesel, desmoralizando Bolsonaro. Aliás, o presidente esqueceu de dizer que a culpa é exclusivamente sua. Se tivesse nomeado para a Petrobras um brasileiro com B maiúsculo, tipo Carlos Lessa ou Darc Costa, a estatal já teria revogado essa maldita política de preços, jamais praticada até 2016, quando o tucano americanófilo Pedro Parente assumiu a Petrobras. Hoje o Brasil teria uma inflação inferior à dos EUA, e Bolsonaro estaria praticamente reeleito… Apenas isso. (C.N.)


quinta-feira, maio 12, 2022

Bolsonaro e Mourão explodem gastos no cartão corporativo em 2022, diz coluna

 Quinta, 12 de Maio de 2022 - 13:20

Bolsonaro e Mourão explodem gastos no cartão corporativo em 2022, diz coluna
Foto: Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu vice, Hamilton Mourão, explodiram os gastos no cartão corporativo este ano. Entre janeiro e maio, Bolsonaro gastou R$ 8,8 milhões, R$ 2,1 milhões a mais que no mesmo período do ano passado. O levantamento foi divulgado pelo Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

 

O vice Hamilton Mourão, por sua vez, mais do que dobrou suas despesas aproveitando o cartão corporativo. De R$ 249 mil entre janeiro e maio de 2021, o valor saltou para R$ 531 mil este ano. Mourão será candidato ao Senado, pelo Republicanos, no Rio Grande do Sul, e passou a viajar com frequência para o estado.

 

Uma análise dos dados do Portal da Transparência mostra que a tendência é de crescimento nos gastos com cartão corporativo ao longo dos quatro anos, no período entre janeiro e maio. Em 2019, o presidente gastou R$ 4,8 milhões no período; em 2020, R$ 7,9 milhões; em 2021, R$ 6,7 milhões; em 2022, R$ 8,8 milhões.

 

Já Mourão gastou R$ 219 mil entre janeiro e maio de 2019; R$ 260 mil em 2020; R$ 249 mil em 2021 e R$ 531 mil em 2022.

 

O cartão corporativo é um meio de pagamento usado por alguns integrantes do governo para despesas próprias, e funciona de forma similar ao cartão de crédito. Segundo o site do governo federal, o objetivo é “atender a despesas de pequeno vulto; despesas eventuais, inclusive em viagens e com serviços especiais, que exijam pronto pagamento; e despesas em caráter sigiloso”.

 

Os gastos do presidente e do vice são sigilosos. Ambos foram procurados através de suas assessorias, mas não se pronunciaram.

Bahia Notícias

Juazeiro: Comarca suspende direitos políticos de ex-prefeito e pede devolução de R$ 243 mil

 Quinta, 12 de Maio de 2022 - 15:40


por Francis Juliano

Juazeiro: Comarca suspende direitos políticos de ex-prefeito e pede devolução de R$ 243 mil
Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Juazeiro, no Sertão do São Francisco, Isaac Carvalho (PT) foi condenado por improbidade administrativa – ato ilegal cometido por agente público.  A decisão foi a 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Juazeiro.

 

Pela medida, o ex-gestor terá de devolver quase R$ 243,2 mil ao Erário municipal. Além  disso foi determinada a perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos por cinco anos, o pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano, a proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, entre outros. A sentença vale até o trânsito em julgado – fim de todos os recursos – da questão.

 

A Justiça de Juazeiro acatou acusação do Ministério Público do Estado (MP-BA) que denunciou Carvalho por gestão irregular. O ex-gestor foi acusado pelo parquet de ter custeado entre 2010 e 2012 despesas de energia elétrica de boxes particulares do Mercado Joca de Oliveira, Camelódromo e algumas unidades do Mercado Produtor.

 

Conforme o MP-BA, o ex-prefeito comprometeu o patrimônio público em detrimento do interesse privado dos comerciantes. Ainda cabe recurso da decisão, que saiu no último dia 6 de maio.


Nota da redação deste Blog - Mais um ex-prefeito condenado, enquanto estão no poder pensm que estão acima da lei, porém quando deixam o poder o " cancão começa a piar".

 Bem assim irá acontecer em Jeremoabo, é só questão de tempo, e olhe lá se não cair logo com a AIJE que está e andamento.

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