domingo, maio 08, 2022

Ciro rebate Bolsonaro: “Estuprador é ele, que não muda a política de preços da Petrobras”

Publicado em 8 de maio de 2022 por Tribuna da Internet

Na defesa da democracia, vamos tocar fogo na rua', diz Ciro Gomes sobre  tuíte de Carlos Bolsonaro - BBC News Brasil

Ciro diz que Bolsonaro poderia mudar a política de preços

Deu no UOL

O pré-candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) publicou um vídeo em resposta às críticas do presidente Jair Bolsonaro contra o lucro de R$ 44,5 bilhões da Petrobras, anunciado na quinta-feira (5). Em uma live naquela noite, Bolsonaro disse que o lucro da empresa era um “estupro”.

Para Ciro, o presidente Bolsonaro seria o “principal estuprador” por não mudar a política de preços da estatal. A Petrobras tem como maior acionista a União que, com o lucro, receberá da empresa R$ 14 bilhões.

“UM ESTUPRO” – Na live, o presidente pediu que a empresa não suba de novo o preço dos combustíveis, alegando que “pode quebrar o Brasil.”

“Ela [a empresa] deve ter a função social. Petrobras, estamos em guerra. Petrobras, não aumente mais o preço dos combustíveis. O lucro de vocês é um estupro, é um absurdo”, declarou Jair Bolsonaro.

Em vídeo publicado no Twitter, Ciro afirma que Bolsonaro mente ao dizer que o governo não pode baixar os preços dos combustíveis e cita a mesma alusão ao crime de violação sexual ao corpo de outra pessoa.

MUDAR A POLÍTICA – “O principal estuprador nessa história é ele [Bolsonaro] porque estupra o povo com preços altos e estupra a verdade, dizendo que não tem culpa nesse crime hediondo”, afirma o pedetista.

A política de preços da Petrobras, que desde o governo Michel Temer (MDB) está atrelada ao dólar, também foi criticada por Ciro Gomes.

“A hora que quiser, um presidente tem poder de mexer na política de preços da Petrobras. Só não faz isso um presidente que seja frouxo, vendido e, principalmente, que não saiba como fazer [uma nova política de preços]”, afirmou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Ciro Gomes tem toda a razão. A Petrobras foi criada em 1953, com Getúlio Vargas. Somente em 2016, quando presidida pelo tucano americanófilo Pedro Parente, é que a Petrobras adotou a política de preços que está fazendo a inflação disparar. Bolsonaro se comporta como se essa política fosse uma imposição legal ou estatutária, mas não é. Apenas isso. (C.N.)


(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

em 8 maio, 2022 8:10

O dia 4 de maio chegou e com ele o final da série “Quatro”, iniciativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para destacar informações e prazos relacionados ao título de eleitor, antes do fechamento do cadastro eleitoral para as Eleições 2022. O prazo acaba nesta quarta-feira às 23h59.

A reportagem de encerramento mostra quatro aplicativos da Justiça Eleitoral (JE) com os quais a eleitora e o eleitor podem contar para o pleito deste ano: e-Título, Boletim na Mão, Resultados e Pardal.

Desde o dia 25, o Portal do TSE vem publicando textos especiais para transmitir, com uma linguagem ainda mais simples, informações importantes para que todos possam participar das Eleições 2022 com paz, segurança e confiança.

Baixe logo os aplicativos descritos abaixo e fique conectado com a Justiça Eleitoral.

e-Título

O e-Título consiste na via digital do título eleitoral. O app informa o endereço do local de votação e fornece informações sobre a situação eleitoral. O aplicativo permite emitir certidões de quitação eleitoral e de crimes eleitorais. Esses documentos podem ser obtidos a qualquer momento, até mesmo no dia da eleição. As eleitoras e os eleitores que estiverem fora do domicílio eleitoral no dia da votação poderão utilizar o e-Título para justificar a ausência.

Boletim na Mão

Por meio do aplicativo Boletim na Mão, qualquer cidadã ou cidadão pode conhecer os resultados apurados nas urnas diretamente do celular. Desenvolvido pela Justiça Eleitoral, o app fornece, de forma rápida e segura, todo o conteúdo dos Boletins de Urna (BU) impressos ao final dos trabalhos da seção eleitoral. O BU é o documento que contém o total dos votos recebidos pelos candidatos em cada seção.

Resultados

O aplicativo Resultados permite acompanhar a contagem dos votos em todo o Brasil a partir da consulta por nome da candidata ou do candidato. Ele também informa quem foi eleito e quem foi para o segundo turno.

Pardal

O objetivo do Pardal é incentivar as cidadãs e os cidadãos a trabalharem como fiscais da eleição no combate à propaganda eleitoral irregular. O aplicativo possibilita fazer a denúncia em tempo real. Após baixar a ferramenta, você pode fazer fotos ou vídeos e enviá-los para a Justiça Eleitoral. Entre as situações que podem ser denunciadas estão a prática de propaganda irregular e a participação de algum servidor público em um ato de campanha durante o horário de expediente.

Fonte: TSE

INFONET

A escalada da guerra rumo à Europa Central




A expansão do conflito para a Europa Central está em curso. Para evitar a escalada para um confronto global, o regresso a uma retórica de contenção por todos os aliados é uma prioridade.

Por Madalena Meyer Resende (foto)

O perigo de expansão da guerra da Ucrânia para um conflito mais vasto está à vista, tanto no perímetro regional da Europa Central, como no contexto global. As visitas de Nancy Pelosi a Kyiv e do Comandante das forças armadas russas Valeri Gerassimov à frente de batalha na passada semana demonstram como, sem perspetiva de negociação a curto prazo, os dois lados se predispõem a uma escalada na guerra. A consolidação da narrativa das democracias versus estados autoritários – e a evocação da Segunda Grande Guerra – é evidência da trajetória da guerra.

A expansão da guerra na Europa Central

O primeiro sinal da vontade de expansão do conflito por parte da Rússia é a intensificação dos bombardeamentos de cidades ucranianas longe dos combates no terreno, sem qualquer objetivo militar ou estratégico. Esta é uma estratégia de punição a quem resista à Rússia, e uma forma de impedir a reconstrução da Ucrânia – um dos objetivos de Zelensky a que o Ocidente mais tem atendido.

Também a vizinha Moldávia se tornou alvo de desestabilização, depois do anúncio da sua intenção de aderir à União Europeia. As explosões na república separatista da Transnístria, povoada pela Rússia, presumem-se serem “de falsa bandeira russa” e servirem para justificar a intervenção russa. Apesar de a Rússia não dispor de tropas suficientes para tentar anexar a Transnístria, a decisão mais fácil para o Kremlin seria reconhecer uma declaração Transnistriana de independência.

Por fim, o anúncio pelo Presidente Bielorusso Aleksandr Lukashenko de que tenciona formar com a Rússia uma “União de Estados soberanos“, a que se poderão juntar outras antigas repúblicas soviéticas, aponta para o caminho da formação de uma “Grande Rússia”. Este é, presumivelmente, o mecanismo de integração das partes da Ucrânia, da Geórgia e da Moldávia ocupadas pela Rússia. Seria a versão minimalista da formação de um império.

Face a esta investida, os países da Europa Central – exceto a Hungria – reforçam o compromisso da sua pertença ao campo ocidental. Por um lado, mostram-se cada vez mais frios face à China, infligindo uma morte lenta à cooperação entre os estados da região no formato “16+1”, que celebra este ano o seu 10º aniversário. Por outro lado, a ativação esta semana pela UE do mecanismo de Estado de Direito em relação à Hungria, que poderá resultar na suspensão dos fundos de Recuperação e Resiliência a este país, demonstra que o eixo Varsóvia-Budapeste está morto e que a Polónia poderá estar a negociar com Bruxelas uma solução para o conflito em relação às violações do Estado de Direito.

A escalada da guerra para o contexto global

No contexto internacional mais vasto, os holofotes viram-se para o discurso de Putin no dia 9 de Maio. A retórica russa é concomitante com a escalada ocidental. Se o Secretário de Defesa Americano Lloyd Austin anunciou que o objetivo dos EUA é o de enfraquecer a Rússia e Boris Johnson evoca Churchill, espera-se que Putin declare uma terceira fase nas operações militares, cujo objetivo é um confronto mais amplo contra a NATO. Putin tem ultimamente concentrado a sua retórica no apoio militar internacional à Ucrânia como casus belli para uma Terceira Guerra Mundial. Igualmente possível é o anúncio de uma mobilização geral – potencialmente mais 150.000 soldados russos. Mesmo que esta seja uma medida impopular e de último recurso, preconiza uma maior prontidão militar, assim como uma maior probabilidade de confronto direto entre a NATO e a Rússia.

Concluindo, a atual trajetória é insustentável. Apesar de estarmos longe de um cenário de Terceira Guerra Mundial, a expansão do conflito para a Europa Central está em curso. Para evitar a escalada para um confronto global, o regresso a uma retórica congruente com a estratégia de contenção por todos os aliados é uma prioridade.

Observador (PT)

Duda Salabert: eleição deste ano pode ser a mais violenta do Brasil

 




Duda acredita que eleição em 2022 eleição vai ser a mais importante da história do Brasil

A parlamentar também comentou sobre a violência que mulheres e trans sofrem na política

Por Hiago Rocha - TV Alterosa

A vereadora Duda Salabert (PDT), recordista de votos em Belo Horizonte, acredita que a eleição deste ano será "a mais violenta da história" do país. Segundo ela, a polarização e a falta de diálogo seriam os principais fatores para o crescimento das agressões em comparação com os pleitos anteriores.

"O Brasil está entre os países que mais tem homicídios no contexto de eleição. Tentaram matar o presidente Jair Bolsonaro e nós tivemos Marielle Franco assassinada (em 2018)", relembrou Duda.

Apesar do cenário violento que se aproxima, a vereadora do PDT descarta a possibilidade de abandonar a política. "Para nós travestis transexuais a política não é opção, ela é sina. A minha existência por si só, é política", definiu.

No podcast "EM Entrevista", do Estado de Minas e do Portal Uai, Salabert também comentou sobre o cenário da violência política contra as mulheres e trans.

"A maior violência é aquela silenciosa que é difícil a gente explica qual é, por que não vai ter prova mas nós sabemos que é violência. Por meio de olhares que nos erotificam, hipersexualizam e ridulizaram. Pequenos risos que tentam discredibilizar ou então (as pessoas) que viram para o lado para não nos ouvir porque acham que não temos o que contruibir por sermos mulheres, pessoas travesti transsexual, ou negros e negras." disse a vereadora.

Em seguida, reafirmou o compromisso de cobrar por direitos e defender a luta das trans para conquistar a categoria de humanidade. Ela destaca entre as principais pautas o respeito, a identidade e o acesso a um banheiro devido.

"O STF está há 6 anos discutindo qual banheiro vou usar. Por que se eu for no (sic) banheiro masculino, nós recebemos inúmeras violências lá. Devido ao preconceito que está cristalizado no imaginário popular. Se eu for no banheiro feminio eu sou arrancada pelo cabelo." completou.

Duda acredita que 2022 será de grande importância para mudar este cenário. "Essa eleição vai ser a mais importante da história do país, desde a sua redemocratização. Porque nós temos que propor algo que de fato mude as estruturas do Brasil e inclua toda a sociedade", destaca Salabert.

A parlamentar foi a convidada desta semana do EM Entrevista, videocast do Estado de Minas e do Portal Uai. Durante os 55 minutos de conversa, ela falou sobre representatividade trans, participação das minorias nos espaços políticos e mineração na Serra do Curral. E aproveitou o bate-papo para tecer críticas a Romeu Zema (Novo) e, inclusive, a colegas de partido. 

Estado de Minas

Bancos informam ao STF que já bloquearam R$ 121 mil em contas de Daniel Silveira




Moraes quer punir Silveira de todo jeito

Por Mariana Muniz

O deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) já teve mais de R$ 121 mil bloqueados por três instituições financeiras após desobedecer decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, o parlamentar foi multado em R$ 405 mil por não usar tornozeleira eletrônica e descumprir outras medidas.

Nesta sexta-feira, o Bradesco encaminhou ao STF ofício em que mostra o bloqueio de cerca de R$ 104 mil de uma aplicação financeira CDB. Também nesta sexta, o Banco do Brasil informou à Corte que travou R$ 7.299 da conta salário do parlamentar.

DESCONTO SALARIAL – Na decisão da última terça-feira, Moraes determinou ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que bloqueasse 25% da remuneração de Silveira até o cumprimento integral da multa aplicada.

O banco BTG também disse ao STF ter bloqueado R$ 10.802 referentes a um ativo de baixa liquidez, um fundo de investimento com prazo.

Na quinta-feira, o Bradesco já tinha dito ao Supremo que bloqueou R$ 561 em investimentos do deputado, que estavam fora da conta corrente. O valor estava depositado em uma conta localizada na agência de Itaipava, na Região Serrana do Rio.

TODAS AS CONTAS – Na quarta-feira, o Banco Central informou a Moraes ter recebido ofício por meio do qual a Corte solicita o bloqueio de todas as contas do parlamentar.

No processo, Moraes argumentou que a multa segue válida mesmo após Bolsonaro ter concedido perdão às penas impostas pelo Supremo a Silveira.

O ministro disse que o ato do mandatário da República não se relaciona com a condenação, “mas sim com o desrespeito às medidas cautelares fixadas, sem qualquer relação com a concessão do indulto”.

Nota do blog Tribuna da Internet – Ao invés de aguardar a decisão do plenário sobre a constitucionalidade do ato presidencial que concedeu perdão a Daniel Silveira, o ministro Alexandre de Moraes continua se comportando como se o decreto não estivesse em vigor e demonstra inusitado furor persecutório contra o deputado. Sabe-se que Silveira é um estorvo, conforme diria Chico Buarque, mas o ministro do Supremo não fica atrás e se mostra totalmente despreparado para a função. É lamentável. (C.N.)

O Globo /Tribuna da Internet

... e o mar virou sertão

 




Por Carlos Brickmann (foto)

Diz a lei que showmício é proibido. Em 1º de Maio, em frente ao estádio do Pacaembu, reuniram-se as centrais sindicais numa grande manifestação em favor de Lula. A estrela Daniela Mercury se apresentou e puxou os brados pró-Lula. Não deve ter sido showmício, já que showmício é proibido por lei, mas foi parecidíssimo com um. De onde saiu o dinheiro, mais de R$ 100 mil, para pagar a estrela? Da Prefeitura de São Paulo (aliás, o pagamento ainda não saiu, porque está sendo investigado).

O prefeito de São Paulo é petista? Negativo: é tucano de raiz, que foi vice de Bruno Covas. E os tucanos têm candidato à Presidência que não é Lula: é João Doria, da turma de Covas. Tudo bem: o governador Rodrigo Garcia, que assumiu como vice de Doria, faz de conta que nem sabe quem é Doria. E deveria se lembrar: foi Doria que o tirou do DEM e o levou para o PSDB, para ser seu candidato a vice.

Bolsonaro faz campanha contra as urnas eletrônicas e deve saber do que fala: sempre teve seus votos clicados em urnas eletrônicas, elegeu-se e elegeu seus três filhos mais velhos. Levanta suspeita de fraude nas eleições de 2018, que o levaram à Presidência. Será que ele sabe algo de que não sabemos?

Lula declarou que a ONU não é levada a sério. Lula também deve saber das coisas. Pois não é que um comitê da mesma ONU concluiu que ele foi vítima de procuradores parciais e de um juiz parcial na Operação Lava Jato?

Um apelo aos dois principais candidatos à Presidência: contem tudo!

A festa do caqui

O governador do Ceará, Camilo Santana, PT, gastou mais de cem milhões de reais de publicidade por ano, em sete anos e quatro meses de mandato. Foram no total R$ 830 milhões. E – surpresa! – o ano em que mais gastou foi 2017, quando se preparava para disputar a reeleição: R$ 162 milhões. Ou, em valor atual, o equivalente a R$ 301 milhões. Dos municípios cearenses, nenhum tem Índice de Desenvolvimento Humano muito alto; quatro têm IDH alto, 131 IDH médio, 49 IDH baixo e nenhum muito baixo. Mas para ampliar a qualidade de vida deve faltar dinheiro, imagina-se. A Bahia, também governada pelo PT (Rui Costa) gasta um pouco mais que o Ceará: R$ 960 milhões.

O dinheiro não dá para tudo, mas não pode faltar para fazer propaganda dos governadores, claro. Os dois governadores petistas torraram bem mais do que São Paulo: o gasto de publicidade do Governo paulista é de R$ 153 milhões neste ano, quando o governador João Doria (PSDB) está em campanha pela Presidência da República e seu vice, Rodrigo Garcia, é candidato à reeleição. É um gasto recorde no Estado: em 2021, último ano completo de Doria no Governo, a publicidade oficial custou R$ 90,7 milhões. E, cá entre nós, também é muito: um dinheirão que podia ser mais bem usado.

A festa da mexerica

Não faz muito tempo, o presidente Bolsonaro postou no Facebook um quadro em que ele aparece segurando uma caneta Bic. Até aí, tudo bem. Mas “O Globo” descobriu a história por trás do quadro e da publicação no Face.

Transcrevendo o que nos conta o jornal:

“Quem frequenta as redes sociais bolsonaristas identificou os traços e o estilo marcante da obra, característica da artista Lucimary Billhardt. Apoiadora do presidente, ela ganhou notoriedade por quadros que retratam Bolsonaro e seus aliados com referências a símbolos da direita e temas religiosos. Ela já pintou o presidente chorando ao lado de Jesus, com o ex-presidente americano Donald Trump, e até cercado por animais em posição de prece. Também costuma pintar adversários do presidente, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, associado a imagens demoníacas.

“O que não se sabia era o périplo de Billhardt para que o quadro chegasse a Bolsonaro. Após considerar que ficaria caro enviar o presente por conta própria do Rio de Janeiro, onde mora, até Brasília, ela procurou a FAB solicitando o transporte. Foi atendida prontamente.”

No Reino Unido, país bem mais rico que o Brasil, os navios da Marinha de Guerra pertencem, por algum motivo obscuro de um passado longínquo, à Coroa. Hoje, a proprietária das belonaves é a rainha Elizabeth. Mas jamais ocorreria a qualquer cidadão mandar um presente pessoal para Sua Majestade por uma de suas embarcações. É que lá, mesmo sendo a dona da Marinha, a rainha sabe que Força é uma instituição do país.

Aqui, a grande diferença é que o presidente não é dono, mas se comporta como se fosse.

Os números do dia

A pesquisa é encomendada pela empresa financeira XP para oferecer dados aos investidores; e executada pelo Ipespe, instituto tradicional, de boa reputação. Na pesquisa estimulada, em que o nome dos candidatos é citado, Lula tem 44%, Bolsonaro 31%, Ciro 8% e Doria 3%. Margem de erro, 3,2%. No último levantamento, Lula tinha 45% e Bolsonaro 31%. No segundo turno, Lula venceria qualquer adversário. Bolsonaro perderia para Lula (54% a 34%) e Ciro. Com 39%, estaria empatado tecnicamente com Doria (37%).

Brickmann.com.br

Colesterol, a biomolécula que ninguém quer no corpo, mas sem a qual morreríamos




Por A. Victoria de Andrés Fernández*, The Conversation

O Homo sapiens, da mesma forma que os demais seres vivos, é pouco mais que um conjunto de moléculas orgânicas ordenadas no tempo e no espaço. Dentre estas moléculas, existe uma que se destaca pela má reputação e pelo estigma de fazer mal: o colesterol.

O colesterol é a biomolécula banida, marginalizada, a pária da química orgânica. Todo mundo já ouviu falar dela, mas ninguém a quer como protagonista do seu corpo.

Afinal, o que sabemos realmente sobre ela? O primeiro ponto — e, se alguém me perguntar, o mais importante — é que, sem o colesterol, estaríamos mortos.

O colesterol e sua importância para a vida

O colesterol desempenha um papel fundamental para a execução de funções vitais no organismo. Aqui estão alguns exemplos convincentes:

- O colesterol é um componente fundamental das membranas celulares dos animais (as células vegetais possuem moléculas com função análoga, chamadas sitosterol e estigmasterol). Ele atua regulando a fluidez destas membranas, como se fosse um porteiro de boate — ou seja, controlando quem entra e quem fica de fora da "festa" montada no citoplasma celular.

- A partir da molécula de colesterol, são sintetizados os hormônios sexuais. Ou seja, seu estimado estrogênio e/ou sua valorizada testosterona nada mais são que derivados deste lipídio esteroide formado a partir do ciclopentanoperidrofenantreno — ou esterano, para os íntimos. Sem o colesterol, seríamos apenas seres assexuados, no que se refere às características sexuais secundárias.

- O colesterol é também precursor do cortisol (hormônio relacionado ao aumento da glicemia) e da aldosterona (hormônio que eleva a pressão sanguínea). Em outras palavras, sem eles, seria muito reduzida a nossa capacidade de reação rápida diante de uma situação de perigo ou estresse biológico.

- O colesterol é fundamental para o metabolismo do cálcio, por ser o precursor da vitamina D (por isso, esta vitamina se chama colecalciferol). Sem o colesterol, nosso esqueleto seria claramente ineficiente, e a osteoporose fraturaria nossos ossos ao menor impacto.

- O colesterol é também o substrato bioquímico para formação dos sais biliares, substâncias segregadas pela nossa vesícula biliar que nos permitem emulsionar as gorduras que ingerimos.

- Por fim, em certas regiões das membranas (especialmente as neuronais), segundo estudos recentes, o colesterol (associado aos glicolipídios e esfingolipídios) formaria microdomínios celulares fortemente impermeáveis, relacionados ao combate a patógenos como bactérias ou vírus.

Então qual é o problema?

Diante de tudo que foi exposto acima, fica difícil entender por que os médicos têm tanto interesse em reduzir nosso nível de colesterol no sangue. Vamos tentar esclarecer a questão.

A forma que o organismo tem de movimentar as substâncias por meio do nosso corpo é pelo sangue. Mas o sangue é um líquido aquoso, e o colesterol é uma molécula hidrofóbica totalmente insolúvel em meios hídricos. Para poder movimentá-la, nossa fisiologia recorre a uma invenção similar aos bombons de chocolate: as lipoproteínas.

São macromoléculas cujo recheio seria a parte hidrofóbica (basicamente colesterol e triglicérides) e a cobertura de chocolate seria formada por proteínas e fosfolipídios, com a parte hidrofílica voltada para fora. Isso possibilita que o bombom trafegue por meio do sistema circulatório — e o colesterol viaje, na verdade, como passageiro deste "trem".

Acontece, no entanto, que determinados tipos de lipoproteínas, quando presentes em um nível muito alto, correm sérios riscos de incrustar-se nas paredes das nossas artérias, produzindo as temidas placas de ateroma. Ou seja, os "trens" de colesterol descarrilam, obstruindo o tráfego.

Mas nem todas as lipoproteínas apresentam o mesmo nível de risco aterogênico. Por isso, e como o nosso colesterol total pode ser fracionado de acordo com a lipoproteína que o conduz, os vários tipos de colesterol têm fama muito diferente.

O bom, o feio e o ruim

Há cinco tipos de lipoproteínas no nosso sangue: os quilomícrons, as lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL), de baixa densidade (LDL), de densidade intermediária (IDL) e de alta densidade (HDL).

Destas, apenas três estariam diretamente relacionadas ao transporte do colesterol — e uma delas, quando elevada, é a que apresenta sério risco de obstruir nossos encanamentos biológicos.

Estas três lipoproteínas geram as três frações de colesterol conhecidas:

'Uma taxa alta de colesterol ruim aumenta as chances de ataque cardíaco'

O bom

As lipoproteínas de alta densidade (ou simplesmente HDL, na sigla em inglês) são as que transportam o colesterol para o fígado. Nele, uma parte será utilizada para a síntese de hormônios, e o restante é eliminado por meio da bílis até o tubo digestivo. Dali, para o exterior por meio das fezes.

Como o papel do HDL é retirar o colesterol dos tecidos periféricos (incluindo o depositado nas paredes das artérias) para o fígado, a fração do colesterol que viaja pelo sangue a bordo deste "trem" (o colesterol HDL) é denominada colesterol bom.

O ruim

As lipoproteínas de baixa densidade (ou LDL, na sigla em inglês) são lipoproteínas associadas diretamente ao risco de doenças coronarianas, que liberam o colesterol do fígado para a corrente sanguínea. O colesterol LDL teria quatro efeitos prejudiciais básicos para nossas artérias:

- Reduz o diâmetro do vaso sanguíneo, diminuindo o fluxo nesta região.

- Cria irregularidades na superfície das paredes dos vasos, gerando "turbulências" no fluxo sanguíneo e causando a formação de novas irregularidades por retroalimentação.

- Se as placas crescerem, elas podem obstruir todos os "encanamentos", provocando uma estenose (estreitamento) do vaso sanguíneo e até mesmo enfartando o tecido irrigado, por falta de oxigênio. Se isso acontecer na ponta do dedo mindinho de um dos pés, provavelmente nem ficaremos sabendo. Mas, se acontecer nas artérias coronarianas (as que irrigam o coração), nos causará um indesejado enfarte do miocárdio.

- A placa que causa obstrução do vaso sanguíneo pode se desprender (em sua totalidade ou em partes) da parede do vaso. Mas, neste caso, a desobstrução não deve ser comemorada. O "tampão" (trombo) viajará pela corrente sanguínea e voltará a ficar preso onde menos se espera, com consequências muito variáveis. Se for na extremidade do lóbulo da orelha, não vai tirar nosso sono, mas, em uma artéria cerebral, vai causar um derrame que tirará algo muito mais grave (talvez a própria vida).

'O colesterol ruim pode levar ao acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos'

O feio

Da mesma forma que o LDL, as lipoproteínas de muito baixa densidade (ou VLDL, na sigla em inglês) liberam o colesterol do fígado para a corrente sanguínea.

Mas o colesterol VLDL (com este nome tão feio e complicado) é considerado um fator de avaliação do colesterol menos relevante que o colesterol LDL por duas razões. Primeiro, porque transporta uma proporção muito maior de triglicérides que de colesterol. E, segundo, porque sua determinação analítica é muito complexa, e os laboratórios recorrem a métodos indiretos que não são representativos quando os triglicérides estão muito elevados no sangue.

Nestes casos, o valor do colesterol VLDL confunde mais do que ajuda.

Vantagens e desvantagens da classificação

Esta classificação é prática e facilmente compreensível para o público em geral, o que representa uma clara vantagem.

Além disso, é útil desde que os valores das frações de colesterol não sejam considerados só em função do seu valor absoluto, mas também ponderando a importância das relações HDL/LDL e colesterol total/colesterol HDL (índice de Castelli ou de aterogenicidade).

No entanto, também tem seus inconvenientes. Muitos analistas, como eu, acham que esta classificação pode levar a generalizações equivocadas.

De fato, nem sempre a fração HDL elevada significa a garantia de um "efeito ateroprotetor". Além disso, as funções das lipoproteínas são muito mais complexas que o simples transporte das moléculas, o que induz ao erro de acreditar que algumas (HDL) são benéficas para a saúde e outras (LDL), não.

Conclusão: feio não é o colesterol VLDL. Feia é a classificação.

*A. Victoria de Andrés Fernández é professora titular do departamento de biologia animal da Universidade de Málaga, na Espanha.

BBC Brasil

Preocupa a atitude de militares diante do sistema eleitoral - Editorial

 




Tem sido, na leitura generosa, decepcionante — ou, na pessimista, preocupante — a atitude de alguns representantes das Forças Armadas diante da eleição que se avizinha. É o caso dos últimos movimentos do ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira (foto), que traduzem uma aproximação perigosa da instituição essencial da República que ele representa com teses conspiratórias absurdas sobre as urnas eletrônicas e a articulação política de evidente cunho golpista promovida pelo presidente Jair Bolsonaro.

É verdade que Nogueira estava certo ao contestar a frase infeliz do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), insinuando que as Forças Armadas tivessem sido “orientadas a atacar o processo eleitoral”. Desde então, porém, suas palavras e atos parecem dar razão à insinuação.

Ele foi com Bolsonaro a uma reunião do Alto-Comando do Exército, de modo a sugerir proximidade entre o presidente e a cúpula militar. Em seguida, encontrou-se com o presidente do STF, Luiz Fux, na tentativa aparente de apaziguar os ânimos institucionais. Depois, enquanto o STF celebrou o encontro como um compromisso em defesa da democracia, o Ministério da Defesa emitiu uma nota tíbia.

O texto preza o “respeito entre as instituições”, fala na “colaboração das Forças Armadas para o processo eleitoral”, mas, numa frase dúbia, reafirma “o permanente estado de prontidão das Forças Armadas para o cumprimento de suas missões constitucionais”. Que missões? A dúvida fica no ar. Em nenhum momento a nota usa a palavra-chave capaz de saná-la: democracia.

Nogueira também enviou ofício ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a divulgação do questionamento do representante das Forças Armadas na Comissão de Transparência das Eleições (CTE). Ora, o TSE já divulgou relatório com respostas às sugestões dos integrantes da CTE, não apenas o militar. O pedido não é apenas descabido, mas pode ser interpretado — com razão — como forma de pressão.

Diante dessa movimentação, dois fatos têm de ficar claros. Primeiro, não há — nem nunca houve — substância nas acusações bolsonaristas contra a urna eletrônica. Trata-se de um sistema de votação exemplar, reconhecido no mundo todo, em que jamais foi comprovada fraude. Sempre será possível aperfeiçoá-lo, mas os cenários inverossímeis aventados pelo representante militar na CTE nada oferecem em matéria de “colaboração para o processo eleitoral”. Servem apenas para semear confusão, com vista a uma possível tentativa de virada de mesa caso o resultado desfavoreça Bolsonaro.

Segundo, nem o TSE nem nenhuma instituição da República está sob tutela das Forças Armadas. As sugestões dos militares devem ser analisadas como as dos demais. A decisão sobre divulgá-las, aceitá-las ou recusá-las cabe aos técnicos do TSE — e a mais ninguém. Exigir transparência é razoável, mas fazer pressão porque ideias estapafúrdias não foram atendidas é inaceitável.

É essencial, por fim, ressaltar o papel republicano que as Forças Armadas mantêm desde a redemocratização. Felizmente, o Brasil dispõe de um quadro de militares profissional, capaz e competente. É da natureza de Bolsonaro tentar envolvê-los em seu projeto golpista. Cabe às Forças Armadas, sobretudo a seus líderes, evitar cair nessa armadilha, para que continuem a desempenhar sua principal missão constitucional: respeitar a democracia.

O Globo

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