domingo, agosto 22, 2021

Piada do Ano! Antes de ir à sabatina, Aras promete à CPI que processará Bolsonaro


Aziz e Renan até se animaram, mas Randolfe não acredita…

Eliane Cantanhêde
Estadão

O Senado marcou para a próxima terça-feira, 24, a sabatina do procurador geral da República, Augusto Aras, atropelado para uma vaga no Supremo e indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para um segundo mandato na PGR. Muito bem. E daí? Daí que Aras será atirado numa fogueira, com Bolsonaro jogando álcool de um lado, o Supremo de outro e a CPI da Covid abanando as labaredas.

Numa conversa um tanto enviesada, nesta quinta-feira, 19, com a cúpula da CPI da Covid, que é de oposição, Aras deixou no ar um toma-lá-dá-cá: se for reconduzido para a PGR pelo Senado, ele dará seguimento às conclusões do relatório final da CPI que, como todo mundo sabe, será duríssimo com Bolsonaro. Os senadores Omar Aziz, presidente, e Renan Calheiros, relator, ficaram animados com o aceno de Aras. Randolfe Rodrigues, o vice, nem tanto.

ADVOGADO DE DEFESA – Contra Aras há a acusação da oposição, do STF, dos próprios procuradores e de boa parte da opinião pública de que ele, enquanto PGR, age como advogado de defesa do presidente. A favor, há o fato de que batalhou contra a Lava Jato, que tanto ameaçava os políticos, inclusive senadores que irão sabatiná-lo na Comissão de Constituição e Justiça e votar a sua recondução no plenário. Ele precisa de 41 dos 81 votos. Os ex-alvos da Lava Jato vão retribuir?

Aras tem também a seu favor o histórico do Senado, que nunca, ou quase nunca, derruba indicações de presidentes para PGR, Supremo ou embaixadas.

CLIMA DE GUERRA – Jair Bolsonaro, porém, é o presidente do atrito, do confronto, da guerra. Cria e alimenta a tensão entre as instituições e quem paga o pato são seus indicados. Que o diga o ex-ministro da Justiça e ex-AGU André Mendonça, indicado para uma vaga no STF (que Aras, aliás, almejava).

A sabatina de Aras será uma semana depois de os senadores e delegados Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Fabiano Contarato (Rede-ES) entrarem com denúncia-crime contra ele por omissão diante das atitudes e erros de Bolsonaro na pandemia. Depois, também, de 29 subprocuradores cobrarem que Aras reaja “enfaticamente” aos “estarrecedores ataques” ao Supremo e ao TSE.

O autor desses ataques estarrecedores, aqui sem aspas, é Bolsonaro, que ameaça a realização das eleições, xinga ministros e insiste em pedir o impeachment de Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Logo, deixa falando sozinhos, e fazendo papel de bobos, o chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que se arvoram bombeiros.

E O TAL DIÁLOGO? – O que Pacheco e Nogueira prometeram ao presidente do STF, Luiz Fux? Restabelecer o “diálogo institucional”? Remarcar a reunião de presidentes dos três Poderes? Faltou combinar com o adversário do diálogo. No dia seguinte, Bolsonaro continuava atacando os ministros.

Foi nesse clima que a subprocuradora Lindôra Araújo descartou investigar Bolsonaro por não usar máscaras. Braço direito de Aras, contra a Lava Jato e principal bolsonarista da PGR, ela argumentou que “não é possível comprovar a medida exata da eficácia das máscaras”.

Deveria dizer isso para OMS, Alemanha, França, EUA, Chile, Japão, China… Ou seja, para todo o mundo desenvolvido.

DAR O EXEMPLO – E Bolsonaro não é um cidadão qualquer, é o presidente e precisa dar o exemplo, adotar as boas práticas, trabalhar contra e não a favor do vírus. Apesar disso, são muitas e irritantes as suas imagens em aglomerações sem máscara, mas  nenhuma se compara àquela em que ele retira a máscara de uma criança na rua. Espantosa.

Assim, a sabatina e a votação de Aras no Senado não vão ser só para cumprir tabela, mais uma burocracia. Estarão no ar as faíscas e a fumaça da fogueira institucional, com Bolsonaro e Supremo mantendo o fogo alto e o Congresso dividido.

Enquanto isso, a variante Delta espreita e as previsões da economia só pioram. O Brasil em chamas.

Fabricação de crises institucionais infrutíferas afasta o País dos problemas reais’, diz Gilmar

Publicado em 22 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Gilmar Mendes o Santo dos Bandidos

Charge do Cazo (reproduzida do Arquivo Google)

Pepita Ortega
Estadão

Dois dias depois de o presidente Jair Bolsonaro lançar uma ofensiva inédita e elevar a temperatura entre o Palácio do Planalto e o Judiciário entregando ao Senado pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, o decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes afirmou que a ‘fabricação artificial de crises institucionais infrutíferas afasta o país do enfrentamento dos problemas reais’.

A estratégia de Bolsonaro inquieta a toga. A cúpula da Justiça reagiu energicamente à pretensão de o presidente tentar tirar Alexandre do caminho. E cobrou do Senado reação à ‘toda e qualquer tentativa de rompimento do Estado de Direito e da ordem democrática’.

PELO TWITTER – A indicação de Gilmar se deu no perfil do magistrado do Twitter. Sem mencionar o chefe do Executivo, o decano disse que é hora de ‘reordenar prioridades’. Gilmar apontou a pandemia da Covid-19, a ‘inflação galopante’ e a ‘paralisação das reformas necessárias’ como temas que devem integrar a agenda política.

A referência de Gilmar à ‘fabricação artificial de crises institucionais’ se dá em meio a um momento de tensão na relação entre os Poderes, principalmente entre o Executivo e o Judiciário.

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro e seus aliados fazem ataques sucessivos ao Supremo Tribunal Federal e seus ministros, a Justiça respondeu às inverdades do presidente e seus apoiadores sobre as urnas eletrônicas e as ameaças às eleições 2022.

MORAES NO ALVO – Alvo do momento de Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes tem sob sua relatoria diferentes processos que são sensíveis ao Palácio do Planalto, entre eles inquéritos que miraram recentemente aliados do presidente, como o ex-deputado Roberto Jefferson e o cantor Sérgio Reis – sob suspeita de ‘incitar a população a praticar atos violentos e ameaçadores contra a Democracia’ ao lado de empresários do agronegócio.

Além disso, Alexandre de Moraes será o presidente do Tribunal Superior Eleitoral – atualmente chefiado por Luís Roberto Barroso, outro alvo de ataques de Bolsonaro – durante as eleições 2022.

Governadores se reúnem nesta segunda-feira para se unirem em defesa da democracia


Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

Governadores de pelo menos 24 Estados vão se reunir na manhã desta segunda-feira, 23, no maior encontro de chefes de executivos estaduais desde maio de 2019. A reunião tratará da defesa da democracia e das instituições e da criação de um consórcio para buscar fundos para questões ambientais.

O encontro dos governadores foi combinado no grupo de whatsapp de que todos os governadores participam. A proposta do encontro partiu de João Doria (PSDB), de São Paulo, e de Wellington Dias (PT), do Piauí.

DEFESA DA DEMOCRACIA – “Vamos tratar de democracia. É para os governadores que se sentirem à vontade se manifestarem. Vão defender a democracia, vão defender o Supremo, e vão defender que o País mantenha suas instituições, condenando qualquer flerte ou qualquer iniciativa autoritária no País”, afirmou Dória na tarde deste sábado, 21, quando cumpria agenda de seu partido no Rio.

“Há sinais de que, pela proximidade do 7 de setembro, movimentos sejam promovidos por bolsonaristas, bolsominions e psicopatas que seguem o presidente Bolsonaro, para defender a ditadura e um regime autoritário no Brasil. Nós resistiremos”, disse o governador. Ele se referia às manifestações de direita convocadas para o feriado da Independência.

SEM CONFRONTOS – “Nada contra as manifestações, elas são soberanas. Teremos dia 7 e dia 12, dia 12 contra o governo, dia 7 a favor do governo. Mas que elas sejam pacíficas, que elas sejam feitas dentro dos limites que cada Estado, que cada município estabeleceu, para garantir a vida e o direito à manifestação, mas sem rasgar a Constituição ou atentar contra ela ou contra a vida.”

Outro ponto que será tratado tem relação com a ajuda ao meio ambiente. “Os governadores propuseram um consórcio pró-meio ambiente, que vai se chamar Brasil Verde. Os governadores que aceitarem participam e se reúnem nesse consórcio, e ele passará a ter via legal para pleitear investimentos de fundos internacionais, especialmente fundos europeus e japoneses”, comentou Doria. Ele disse que a ideia partiu do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB).

SEM RECURSOS – Segundo Doria, a “Região Amazônica tinha (investimento de fundos internacionais) e perdeu, dadas as circunstâncias do governo Bolsonaro de ter abandonado os compromissos com o carbono zero e os compromissos com o encontro de Paris.”

O governador paulista não quis dizer quais são os três governadores que não confirmaram a participação no encontro de segunda-feira.

“Espero que mudem de ideia”, disse Doria, que foi ao Rio para um evento das prévias do PSDB. Até o momento, 20 confirmaram que participarão de forma virtual, e quatro estarão reunidos em Brasília.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Embora seja virtual, a reunião é da maior importância. Mostra que os governadores estão abandonando o presidente, que tem a caneta e a chave do cofre, mas não é confiável nem sabe seguir as regras democráticas. (C.N.)

O povo quer saber: Rodrigo Maia abandonou seu mandato para ser vice na chapa de Doria?


Crédito: Governo de São Paulo

Maia defende que Doria seja o candidato da terceira via

José Carlos Werneck

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, causou surpresa em Brasília, ao aceitar cargo no governo de João Dória. Foi nomeado secretário de Projetos e Ações Estratégicas do Estado de São Paulo e já assumiu, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, na sexta-feira.

No decreto publicado no Diário Oficial, o governador João Doria transformou a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos em Secretaria de Projetos e Ações Estratégicas.

FUNÇÕES DA PASTA – Assim, o deputado Rodrigo Maia passa a ser responsável pela pasta, que tem como objetivo agilizar os projetos de desestatização, acelerando as parcerias público-privadas e as concessões em andamento.

Maia afirmou que aceitou o convite para assumir uma pasta na gestão de João Dória para mostrar em qual campo político está o projeto que pretende defender em 2022.

“A gente tem visto o que vem acontecendo no Brasil nos últimos anos e talvez eu tenha sido o primeiro a alertar e enfrentar o extremismo autoritário do governo federal. Não do governo federal, mas do presidente da República. Refleti muito sobre o convite do, governador, entendi que era uma boa oportunidade para mim, mas uma sinalização importante”, disse.

SINALIZAÇÃO – “A minha decisão de estar aqui hoje, não que eu tenha vindo pra cá fazer política, até porque eu não conheço a política local, teria que aprender e isso já estaria no final do governo, mas a minha vinda também é uma sinalização para aqueles que dizem de centro, que falam que serão contra o governo Bolsonaro, mas que estão em Brasília, infelizmente, compondo a base do governo”, disse, defendendo que Doria seja o candidato da terceira via.

Em junho deste ano, Maia foi expulso do DEM, após se desentender com o presidente do partido, ACM Neto, durante a campanha para presidência da Câmara.

Ele tem 51 anos e está em seu sexto mandato como deputado federal. Presidiu a Câmara entre julho de 2016, quando sucedeu Eduardo Cunha, e fevereiro de 2021, quando Arthur Lira foi eleito . Ele também foi secretário da Prefeitura do Rio de Janeiro de 1997 a 1998.

NÃO SERÁ VICE? – Apesar deter descartado a possibilidade de compor uma chapa ao lado de João Doria com foco para a eleição presidencial de 2022, não se fala em outra coisa.

“Não, não. Eu não tenho nem partido. Fui expulso do meu partido, o Democratas. Em 2022 serei candidato a deputado federal pelo meu estado, o Rio de Janeiro”, anunciou.

E também evitou comentar sobre uma possível filiação ao PSDB. “Minha decisão de filiação será sempre vinculada ao movimento político do prefeito do Rio”.

ESPECULAÇÕES – Como o prefeito carioca Eduardo Paes se filiou recentemente o PSD, a situação fica ainda mais embaralhada, porque o presidente do partido, Gilberto Kassab, é conhecido por só apostar em vencedor.

Kassab já disse que levará o PSD a apoiar a terceira via, que ainda não está definida. Assim, em Brasília, um velho conhecedor dos bastidores da política, ao saber da notícia, comentou:

“Rodrigo Maia detesta o ostracismo e seu objetivo, ao aceitar o cargo no governo paulista, não é outro a não ser a candidatura a vice-presidente na chapa de João Doria. Mas isso só acontecerá se Doria subir nas pesquisas, o que não está acontecendo”.

Aguardemos, portanto.

Caso Natville em Jeremoabo " "Uma mentira contada mil vezes não vira verdade!",""

 

                                                          Foto Reprodução


Inicio esse meu comentário citando a frase do Ministro Barroso :  "Uma mentira contada mil vezes não vira verdade!",", com isso quero dizer que só acredita nessas mentiras repetidas por prepostos da Natville quem gosta de ser enganado.

Recebi áudios de uma entrevista de Lula de Dalvinho ao radialista Marcelo França onde o mesmo chama o suposto crime eleitoral de  polemica " politiqueira".

Talvez para os analfabetos políticos até  cole essa lorota de polemica " politiqueira"; porém, quem irá dizer com certeza  se foi abuso ee Poder Econômico, Abuso - De Poder Político/Autoridade, através da AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL, de número 0600512-30.2020.6.05.0051, a justiça de Jeremoabo quando resolver julgar essa ação.

Antes disso qualquer informação vale menos do que uma nota de três reais, principalmente partindo do prefeito de Jeremoabo ou qualquer preposto daquela empresa.

Todavia, em respeito desse assunto, vejamos o que escreveu a advogada que patrocinou a AIJE acima exposta:

Do Abuso de Poder Político – Promessa de Emprego por Meio de Fábrica de Laticínio Que Irá se Instalar no Município – Determinação de Entrega de Currículos ao Vice-Prefeito. Durante toda a campanha eleitoral, os Investigados falaram da instalação futura de uma fábrica de laticínios chamada de Natville, cuja matriz se encontra no estado de Sergipe, aduzindo que seriam gerados mais de 4 mil empregos.

Este fato por si só não incorreria em nenhum ilícito, inclusive a instalação da fábrica de laticínios é muito bem vinda, pois ajudará no desenvolvimento do município e nem há qualquer ilegalidade na exploração deste fato pelos Investigados em sua propaganda eleitoral. Não está se questionando esta exploração política na propaganda eleitoral da instalação da referida fábrica, mas sim atos graves que decorreram da vinda da referida fábrica que acabaram por gerar num abuso de poder político e numa captação ilícita de sufrágio. Durante a eleição teve toda aquela propaganda em torno da possível vinda da empresa de laticínio Natville e não satisfeito em apenas fazer a propaganda, os Investigados trouxeram a proprietária da empresa, Janea Mota, à cidade de Jeremoabo para assinar a escritura do terreno de onde será instalada a fábrica, dar entrevistas, visitar local onde a fábrica será instalada. A proprietária da Natville ao chegar na cidade passou a todo momento enaltecer à pessoa do prefeito para alavancar a sua imagem. Primeiro ocorre já na sua chegada no município, eis que chegou de helicóptero e pousou no posto de gasolina do Primeiro Investigado, como podemos ver no início do vídeo “Live da Vitória – Deri 11”. Depois em entrevistas concedidas na rádio enaltecendo à figura do Primeiro Investigado e de sua equipe. Na “Live da Vitória – Deri 11” promovida e transmitida pelos Investigados na qual contou com a presença destes, bem como do deputado federal Mario Negromonte Junior, o Vice Governador João Leão, também se encontrava presente o Diretor da empresa Natville Flávio Mota, aparecendo aos 41m12s do vídeo com o adesivo da campanha colado na camisa.

Nesta Live da Vitória houve uma pequena participação de Flávio Mota, onde o mesmo informa os motivos pelo qual a Natville iria instalar a fábrica na cidade de Jeremoabo, que foi a isenção fiscal feita pelo município. Aos 42min50s o Diretor da empresa Natville fala o seguinte: “A gente graça a deus já adquiriu o terreno e sem todo o apoio de vocês na parte de incentivo fiscais não era isso possível e por isso a gente já vai começar as obras e se Deus quiser até o próximo ano a fábrica já estará rodando”. O incentivo fiscal informado pelo Diretor da Natville se trata da Lei Municipal n.º 585 de 4 de setembro de 2020 que criou o Distrito Industrial, Comercial e de Serviços, que em seu art. 5º com a concessão de incentivos locacional, de infraestrutura e fiscal.

Como se pode depreender há uma nítida conduta vedada praticada pelo Primeiro Investigado que promulgou lei de isenção fiscal em pleno ano eleitoral com o objetivo pura e simples de trazer a empresa Natville e com isso fazer toda uma propaganda política. A vinda da empresa para a cidade de Jeremoabo só teve um motivo a isenções concedida pelo município de Jeremoabo, conforme relatado pelo Diretor da referida empresa, vez que sem esta isenção, a empresa não se instalaria na cidade. Portanto, está evidenciada a prática de conduta vedada, uma vez que a legislação eleitoral proíbe a isenção fiscal de qualquer natureza em ano eleitoral, por causar desequilíbrio no pleito e violar a igualdade entre os candidatos. Esta conduta incide na conduta vedada prevista no art. 73, §10º da LE que veda a concessão de qualquer tipo de benefício durante ano eleitoral de qualquer natureza, inclusive incentivos às pessoas jurídicas, que não estavam previsto em lei e nem detinham dotação orçamentária. 

O Tribunal Superior Eleitoral, em resposta à Consulta n. 153.169 de 20.09.2011, asseverou não ser possível a implementação de benefício fiscal, consistente no oferecimento de descontos sobre o pagamento de valores em dívida ativa, ou encaminhar projeto de lei com esse objeto, no ano das eleições "


                                                                      (...)

Este fato ocorreu numa entrevista numa rádio Jeremoabo FM 106.9 comandado pelo radialista Adalberto no dia 03 de setembro de 2020, onde a mesma aos 12min45seg informou para a população de Jeremoabo numa pergunta feita por uma ouvinte que se estava recebendo currículo, que quem seria o responsável por selecionar as pessoas para a entrevista seria o vice-prefeito Lula. Vejamos um trecho degravado dessa entrevista: “Adalberto – A senhora falou ai em emprego, já está chovendo aqui de perguntas, né, quantos empregos seriam gerados, a princípio e se a empresa já está recebendo currículos de pessoas que pretendam trabalhar. Janea Motta – Nosso pessoal do RH já 

está se preparando. Na hora que a gente começar a construir aqui, já vem o pessoal do RH fazer entrevista aqui com o pessoal, viu, Lula, você ficará na responsabilidade. Lula aqui vai ser a pessoal que vai tá aqui nos apoiando, né, de fazer isso. Ou seja, a empresa não receberá currículos, sendo estes entregues ao atual vice-prefeito, Lula, que ficará responsável por selecionar aqueles que serão entrevistados posteriormente para as vagas disponibilizadas pela empresa.

Assim, resta evidente que apenas fora recebido durante o período eleitoral os currículos dos apoiadores dos Investigados, uma vez que é prática comum dos Investigados exonerar servidor que demonstrou apoio à adversária do prefeito, conforme será demonstrado a seguir. Há ai um abuso de poder político, uma vez que os Investigados podem selecionar tão somente os seus apoiadores declarados na eleição e deixando de receber os currículos dos apoiadores declarados dos adversários."

Portanto senhores leitores, vocês esperavam que na sua entrevista o ex-prefeito Lula de Dalvinho iria se incriminar?

Só iremos ter certeza da realidade dos fatos no dia que a Justiça de Jeremoabo ou talvez os órgãos superiores resolverem julgar a AIJE Número: 0600512-30.2020.6.05.0051  .  

Bolsonaro ofereceu mais quatro ministérios ao Centrão, diz colunista

 Foto: Folhapress / Arquivo

O presidente Jair Bolsonaro ao lado de lideranças do Centrão que compõem o governo22 de agosto de 2021 | 09:14

Bolsonaro ofereceu mais quatro ministérios ao Centrão, diz colunista

O jornalista Lauro Jardim, colunista do Jornal O Globo, informou que o presidente Jair Bolsonaro ofereceu mais quatro ministério ao Centrão, leia-se Ciro Nogueira, atual ministro da Casa Civil.

Jardim, que referiu-se à nova oferta a Nogueira como “guloseima apetitosa”, ressaltou que ainda não há definição sobre quais seriam exatamente os ministérios. “Dois irão para o Senado escolher e mais dois para a Câmara”, escreveu na coluna publicada na manhã deste domingo (22).

Sobre a saída do Centrão do governo, Jardim diz que “um escolado líder do Centrão” respondeu desta maneira ao questionamento: “Antes de 2 de abril, ninguém sai”. A data, seis meses cravados antes da eleição, é o prazo final para a desincompatibilização de quem disputará as urnas de outubro.

Também irônico, o colunista citou a “fina ironia” que um ministro do STF costuma destilar em uma frase: “Este governo foi desapropriado pelo Centrão”.

Davi Lemoshttps://politicalivre.com.br

Ex-presidentes consultam generais sobre risco de golpe no País

 Foto: Divulgação / Arquivo

Temer, FHC, Sarney, Lula, Collor e seus interlocutores ouviram de militares que eleições vão ocorrer22 de agosto de 2021 | 07:36

Ex-presidentes consultam generais sobre risco de golpe no País

BRASIL

Os ataques do presidente Jair Bolsonaro à democracia e a ameaça de não aceitar as eleições de 2022 sem a adoção do voto impresso levaram cinco ex-presidente da República a procurar contatos com militares para saber a disposição dos quartéis. Emissários ouviram de generais da reserva e da ativa a garantia de que as eleições vão acontecer e de que o vencedor – seja quem for – tomará posse.

Os generais foram indagados sobre as constantes aparições de Bolsonaro em solenidades militares das Forças Armadas e em formaturas de cadetes e sargentos. Eles explicaram aos seus interlocutores que não podem impedir a presença do presidente nesses eventos, mas que ela não será suficiente para romper a hierarquia. Ou seja, afastaram a hipótese de Bolsonaro contar com insubordinação nas Forças.

Os chefes militares, porém, externaram preocupação de que o presidente e seus aliados tentem fazer isso – e tenham sucesso – com as Polícias Militares. O risco de rompimento da cadeia de comando nas PMs é monitorado pelas Forças Armadas. Os ex-presidentes que se mobilizaram para contatar os militares são Michel Temer, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, José Sarney e Fernando Collor.

Todos receberam as mesmas informações de seus contatos. Peças-chave nessa articulação são os ex-ministros da Defesa, Nelson Jobim, Raul Jungmann e Aldo Rebelo. Também participa dessa movimento o professor de filosofia Denis Lerrer Rosenfield, que é amigo de Temer e mantém boas relações com generais, como o ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Sérgio Etchegoyen e com o vice-presidente Hamilton Mourão. Pelos menos seis generais da ativa e da reserva forneceram os relatos sobre a situação do Exército.

“Antes de mais nada, essa não é uma discussão boa para o País, uma discussão que tem como agenda o envolvimento de militares na política. Não é um bom sinal”, disse o ex-ministro Aldo Rebelo. Segundo ele, “a boa notícia dentro da má notícia é que os militares não estão interessados em desempenhar um protagonismo na desorientação que estamos atravessando”. Aldo diz ser consultado quase diariamente. “Acompanho esse tema há muito tempo. E converso com os ex-presidentes.”

Contatos diretos

Dos ex-presidentes, um manteve contatos diretos com militares. Trata-se de Fernando Henrique Cardoso. O tucano ouviu que não há hipótese de o Exército embarcar em uma aventura. O estabelecimento militar estaria se descolando do chamado “partido militar”, os oficiais que se uniram para fazer política com Bolsonaro. Há, porém, desconforto com a postura dos comandantes da Marinha, almirante Almir Garnier, e da Aeronáutica, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior.

Quem recebeu mais informações foram os interlocutores de Temer. “Não há possibilidade de o Exército participar de uma ruptura. Nossos generais são constitucionalistas”, disse Rosenfield. Temer, FHC e Sarney vão participar no dia 15 de um debate com o tema Crise Institucional e a Democracia, que será mediado pelo ex-ministro Jobim. Seus partidos – MDB e PSDB –, além do DEM e do Cidadania, articulam uma chapa única para as eleições em 2022.

Jobim é também interlocutor de Lula com os militares. O petista recebeu o mesmo diagnóstico de seus colegas. Sabe que existem resistências ao seu nome entre os representantes das Forças Armadas. Primeiro, em razão da Comissão Nacional da Verdade (CNV), patrocinada pelo governo de Dilma Rousseff (PT) – única excluída das conversas. Os generais afirmam que a CNV deixou marcas em todos os graus da oficialidade. Eles ainda têm reservas a Lula em razão das ações na Justiça contra o ex-presidente. Anteontem Lula jantou com José Sarney, no Maranhão.

A posição de Lula nas pesquisas é apontada por militares aos interlocutores dos ex-presidentes como uma das razões para a manutenção de parte do apoio na caserna a Bolsonaro. Há entre os generais muitos que sonham ou com a candidatura de Mourão à Presidência ou a consolidação de uma alternativa a Lula e a Bolsonaro em 2022.

Jungmann afirmou que é preciso lembrar que o cenário atual é completado pelo fato de Bolsonaro assediar as Forças Armadas, “fazendo bullying de forma contínua”. Ele citou as demissões dos comandantes militares em março, a falta de punição ao general Eduardo Pazuello, a resposta dos comandantes das Forças ao senador Omar Aziz (PSD-AM), a entrevista do brigadeiro Baptista Junior ao jornal O Globo, a revelação pelo Estadão das ameaças do ministro Walter Braga Netto às eleições e o desfile de tanques da Marinha em Brasília no dia da votação do PEC do voto impresso como os componentes do cenário que fizeram aumentar os temores do mundo político. “O presidente – por atos, falas e narrativas – vem traçando um cenário de conflito para 2022. Corteja de maneira inadequada as PMs, ataca o Supremo. Mas é um erro pensar que o Exército pode ser usado em um golpe.”

Governadores

Além dos ex-presidentes, os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), receberam o mesmo relato. Leite esteve com o comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, e com o comandante militar do Sul, Valério Stumpf. A agenda pública previa tratar da instalação de uma escola de sargentos no Estado. Na conversa, Paulo Sérgio reafirmou a Leite seu “compromisso e o do Exército com a legalidade e com o respeito à Constituição”.

Há duas semanas, o general João Camilo Pires de Campos, secretário da Segurança de São Paulo e interlocutor de Doria, disse ao Estadão que o Exército não vai participar de aventuras. “Não vai. Não vai. É o Exército profissional que todos conhecemos e admiramos.”

A reportagem conversou com três oficiais generais, dois deles citados pelos interlocutores dos ex-presidentes. Um lembrou à reportagem que a sua geração de generais teve como instrutores os oficiais que participaram da deposição de João Goulart, em 1964, e pagou o preço do apoio à ditadura sem ter sido a responsável pelo regime.

De acordo com sua análise, toda vez que se fala em golpe, as pessoas esquecem de responder o que é um golpe, o que é necessário para fazê-lo e quais as suas consequências. Não existem no País, segundo ele, as condições internas e externas que levaram à ruptura institucional de 1964. Não há apoio do empresariado, da Igreja e da imprensa a uma ruptura. E, sem apoio popular, nada seria possível. Desde a redemocratização, o País viveu inúmeras crises sem retrocesso. Os generais lamentam o envenenamento do ambiente político do País e um deles reclamou do que chamou de erro: isolar os militares, o que pode jogá-los no colo de Bolsonaro.

Para Aldo Rebelo, a disputa eleitoral de 2022 é um problema que os civis devem resolver. “Não são os militares que vão resolver problemas criados pelos civis. Eles já são responsáveis por muita coisa importante.”

Estadãohttps://politicalivre.com.br/

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