domingo, abril 25, 2021

Bolsonaro corta verbas do Meio Ambiente e deixa Joe Biden em situação desconfortável


Biden tornou-se vítima do jogo de palavras montado por Bolsonaro

Pedro do Coutto

Na tarde de quinta-feira, dia 22, o presidente Jair Bolsonaro anunciou, ao participar da Conferência do Clima convocada pelo presidente americano Joe Biden, que iria ampliar os recursos financeiros para o combate ao desmatamento da Amazônia e as queimadas do Pantanal e assim assumir uma posição firme na proteção ao meio ambiente e contra o aquecimento global.

Na noite da mesma quinta-feira, o Diário Oficial da União rodou à noite com os cortes aplicados por Bolsonaro ao Orçamento para o exercício de 2021. As informações sobre os cortes foram divulgadas em tempo para que os jornais publicassem as decisões. Por isso, o Estado de São Paulo, O Globo e a Folha de São Paulo revelaram os alvos principais dos cortes. Entre eles, o mais expressivo de R$ 240 milhões exatamente no Meio Ambiente.

DESCONFORTO – Bolsonaro deixou mal o presidente Joe Biden junto à população americana e a todos os demais países que participaram da Conferência do Clima e que estão interessados na preservação das florestas para evitar o aquecimento global do planeta.

O presidente Joe Biden, na minha opinião, ficou em uma posição desconfortável porque havia, no encerramento da Conferência, incluindo o Brasil entre os países empenhados na preservação ecológica de suas áreas. Acredito que o presidente Biden passou a se julgar vítima de um jogo de palavras montado por Jair Bolsonaro.

CORTES – Com os cortes aplicados, Bolsonaro assegurou a colocação em prática das emendas à Lei de Orçamento aprovadas pelos deputados e senadores. Entretanto, Idiana Tomazelli e Adriana Fernandes, o Estado de São Paulo, revelam que os cortes provocaram a insatisfação generalizada na Esplanada dos Ministérios porque várias obras e diversos investimentos não poderão sair do papel. Para o ministro Ricardo Salles, creio que isso não faz diferença, já que ele vem deixando de combater o desmatamento e as queimadas desde que assumiu a posição de antiministro.

Nos bastidores, representantes de ministérios  começaram a reclamar, sobretudo o ministro Roberto Marinho do Desenvolvimento Regional, sobre quem recaíram fortes cortes. Marinho culpa diretamente o ministro Paulo Guedes, com quem vem se desentendo desde o final do ano passado.

No Folha de São Paulo, a reportagem sobre o tema é de Thiago Resende e Bernardo Caram. No O Globo assinam Marcelo Correia, Manuel Ventura e Geraldo Adoca, e destacam que os cortes aplicados reduzem em 40% o programa do Ministério do Desenvolvimento Regional. Foram R$ 9,4 bilhões.

BOLSONARO E PAZUELLO –  Reportagem de Adriana Mendes, Daniel Giulino, Julia Lindner e Jussara Soares, O Globo, destaca um pequeno comício que Bolsonaro comandou ao lado de Eduardo Pazuello na cidade de Manaus, a mesma que foi atingida fortemente pela pandemia.

A foto publicada no O Globo fixa o momento em que Bolsonaro ergue o braço direito com a mão espalmada abraçado com Pazuello. O presidente da República disse que o ato era um desagravo ao ex-ministro da Saúde, general da ativa que se encontra lotado no Palácio do Planalto esperando sua lotação na Secretaria Geral do Exército.

Bolsonaro sustentou que o ato era de desagravo. Mas como ? Jair Bolsonaro esqueceu que foi ele quem exonerou Pazuello, portanto a crítica que dá margem ao desagravo recai sobre ele mesmo. Não pode haver dúvida da duplicidade de atuação do chefe do Executivo.

MINISTÉRIO DA ECONOMIA – Gustavo Uribe e Leandro Colon, Folha de São Paulo, ressaltam que os deputados e senadores que integram o Centrão estão reivindicando do presidente Bolsonaro o desdobramento do Ministério da Economia, recriando o Ministério do Planejamento, de imediato, e depois o retorno dos ministérios da Fazenda, da Previdência Social, do Trabalho e o comando do projeto de privatizações.

Realmente, penso, um só homem, o ministro da Economia, não pode atuar simultaneamente em todos os cargos. Ninguém no mundo é capaz de realizar esse trabalho conjuntamente.

Os senadores já selecionaram três nomes para a escolha do presidente da República: Eduardo Gomes, Jorginho Mello e Davi Alcolumbre. A matéria inclui também a atual estrutura no ministério da Economia. Um dos setores refere-se à produtividade e ao emprego, além das demais atribuições aqui relacionadas.

CANDIDATURA DE LULA E O STF – Carlos Alberto Sardenberg, O Globo, publicou artigo ontem tecendo críticas a julgamentos diversos no Supremo Tribunal Federal que numa época apresentaram desfechos não confirmados agora no episódio que anulou a validade do foro de Curitiba para julgar todos os processos que se acumularam contra Lula da Silva.

Sardenberg pode estar certo no que se refere à diversidade das decisões. Mas há um aspecto político que não pode passar despercebido. As passeatas que foram realizadas na Esplanada dos Ministérios ostentavam cartazes defendendo o fechamento do Congresso Nacional, o fechamento do STF e a implantação no país de uma ditadura militar, tendo Jair Bolsonaro no comando.

Falar em ditadura é, consequentemente, falar no recesso da Câmara e do Senado. É falar na estrutura do Supremo Tribunal Federal. Não vamos esquecer que o general Costa e Silva, quando presidente da República, afastou os ministros Evandro Lins e Silva, Vitor Nunes Leal e Hermes Lima. Seu antecessor,  Castello Branco aumentou o número de ministros de 11 para 16, nomeando mais cinco.

RISCO – O Supremo assim teve que reagir de alguma forma para não correr o risco que uma vitória de Bolsonaro em 2022 pudesse levá-lo a implantar uma ditadura, já que ele pensa somente em permanecer na Presidência do país.

A Câmara dos Deputados e o Senado Federal também começaram a colocar as barbas de molho, como se dizia antigamente, consequência desse posicionamento é a CPI que investigará fatos e omissões do Ministério da Saúde no combate à pandemia.

Passando os olhos no quadro político brasileiro, vamos concluir que Lula da Silva é o único nome capaz de derrotar Bolsonaro nas urnas, enfrentando assim a máquina administrativa federal. É verdade, penso, que Bolsonaro está em queda de popularidade. As pesquisas mostram isso. Mas qual o nome que poderia reunir as correntes contrárias às facções conservadoras e extremistas que se colocam ao lado do governo? A resposta só pode ser uma: a reabilitação de Lula para as urnas.

JOGO DE PODER –  A política tem dessas coisas, é inevitável. Como inevitável também é que os candidatos para terem êxito tem que representar núcleos poderosos que se movem no campo das perspectivas econômicas e financeiras. É claro que qualquer candidato tem que possuir força junto à opinião pública. Isso não se discute, mas a presença dos grupos econômicos nacionais e internacionais entra na média do jogo de poder com um percentual muito grande.

Quem quiser que se iluda, mas com 62 anos de jornalismo político posso afirmar que se não levar em conta a participação de grupos capitalistas, ninguém chegará ao poder pelas urnas.  Aliás, só há dois caminhos para o poder: as urnas ou as armas. Isso no mundo todo. Sem dúvida o único caminho para a democracia e a liberdade encontra-se mesmo nas urnas populares.

FGTS – Matéria de Geraldo Doca, O Globo, traz a informação de que o governo Bolsonaro está preparando para os próximos dias um pacote de ações destinadas a flexibilizar regras trabalhistas através da renovação do programa que permite redução de jornada de trabalho e de salários. Além disso, o projeto vai propor que as empresas que não demitam empregados vão poder deixar de contribuir para o FGTS durante quatro meses. Assim, são 32% a menos dos recursos que se destinam ao Fundo de Garantia, uma vez que o índice é de 8% sobre as folhas de salário.

Outra matéria que destaca a posição do governo em favor das empresas e não do trabalho humano é assinada por Idiana Tomazelli, o Estado de São Paulo, publicando que o mesmo governo que alega falta de recursos e daí os cortes dos projetos, abre mão de R$ 365 bilhões na arrecadação em consequência de desonerações fiscais recaindo sobre vários setores da produção industrial e também do mercado financeiro.

LUTA PELA LIDERANÇA – O Globo e a Folha de São Paulo encontra-se em luta aberta através de reportagens e de publicidade institucional de página inteira, ambos destacando cada um ser o jornal mais lido do Brasil. O Globo incluiu mensagens no Jornal Nacional da TV Globo. A Folha de São Paulo na edição de sexta-feira voltou a destacar ser ela mesma a líder em matéria de leitura dos jornais do país. Em terceiro lugar, figura nas estatísticas o Estado de São Paulo.

Os números se referem às páginas vistas, separação de visitantes únicos das edições online e tempo de leitura em minutos diários. A Folha de Sao Paulo acentua liderar as páginas lidas, reconhecendo que a média de visitas no primeiro trimestre é liderada pelo O Globo. Mas na terceira etapa, em tempo de leitura, a Folha apresenta grande vantagem sobre o Globo.

Acho interessante o confronto porque dá margem para uma análise que focalize tanto a leitura nas edições impressas, para mim as mais importantes , e também o acesso ao sistema online que a maioria dos jornais vem adotando. Para mim há diferenças fundamentais entre as matérias impressas e os textos nas telas. Mas esse assunto fica para um próximo artigo

YouTube remove mais quatro vídeos de Bolsonaro por propagar desinformação sobre a Covid


Irresponsabilidade de Bolsonaro pode ter custado milhares de vidas

Deu no G1

O YouTube removeu mais quatro vídeos do canal do presidente Jair Bolsonaro “por violação das políticas de desinformação médica sobre a Covid”. Na última segunda-feira, dia 19, um vídeo de Bolsonaro já tinha sido tirado do ar pela plataforma por esse motivo. Todos eles são das lives que o presidente faz às quintas-feiras. São os vídeos de 9 de julho de 2020, 26 de novembro de 2020, 10 de dezembro e 11 de fevereiro de 2021.

As remoções acontecem dias depois de o YouTube atualizar sua política de uso, acrescentando que vídeos que recomendem o uso de hidroxicloroquina ou ivermectina para o tratamento ou prevenção da Covid-19 – o que não é comprovado por médicos – seriam tirados do ar.

DESINFORMAÇÃO – No dia em que a regra foi anunciada, o G1 procurou o YouTube e questionou a plataforma sobre um dos vídeos das lives de Bolsonaro, em que ele diz: ““Se fosse esperar uma comprovação científica, teriam morrido quantas pessoas naquela Guerra do Pacífico, que não morreram. É a mesma coisa o tratamento precoce da Covid com hidroxicloroquina, com ivermectina, uma tal da anitta, mais azitromicina, mais vitamina D. E não faz mal isso aí”.

Após o questionamento, o vídeo foi tirado no ar. Mas o G1 encontrou outros exemplos em que o presidente defende os medicamentos sem eficácia comprovada para combater ou prevenir a Covid. Dois deles são vídeos que foram derrubados nesta sexta: os de 9 de julho e 10 de dezembro. Outros vídeo, de 15 de abril de 2021, permanece no ar.

POLÍTICA DO YOUTUBE – A plataforma informou no último dia 16 que serão retirados vídeos que tenham: conteúdo que recomenda o uso de ivermectina ou hidroxicloroquina para o tratamento da Covid-19; conteúdo que recomenda o uso de ivermectina ou hidroxicloroquina para prevenção da Covid-19; afirmações de que ivermectina ou hidroxicloroquina são tratamentos eficazes contra a Covid-19; alegações de que há um método de prevenção garantido contra a Covid-19; afirmações de que determinados remédio ou vacinas são uma cura garantida para a Covid-19.

Além disso, em suas diretrizes, o YouTube diz que “também não é permitido o envio de conteúdo que dissemine informações médicas incorretas que contrariem as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS)”.

De acordo com a empresa, a conduta mencionada vale para: tratamento; prevenção; diagnóstico; transmissão; diretrizes sobre distanciamento social e autoisolamento; e a existência da Covid-19.

SEM EFICÁCIA COMPROVADA – No vídeo feito a partir de transmissão ao vivo, no dia 9 de julho de 2020, o presidente recomenda por mais de uma vez o uso de hidroxicloroquina e da ivermectina contra a Covid-19. Ele chega a mostrar uma caixa com hidroxicloroquina. O vídeo conta com mais de 360 mil visualizações.

Veja os trechos: “… declarou que tomou por ocasião de seu tratamento, a hidroxicloroquina, e eu tomei, e deu certo. Eu tô muito bem, graças a Deus. E aqueles que criticam, pelo menos apresentem uma alternativa. Ora, não dá certo a hidroxicloroquina, você tem que tomar a ivermectina ou então a anitta, que é outra também que está muito comentada por aí, e que são eficazes no tratamento do coronavírus.”

“Nós temos relatos de centenas de médicos no Brasil e de centenas e centenas de pessoas, que foram infectados, e foram tratados com isso [hidroxicloroquina e ivermectina] e deu certo”.

GARANTIA – Em vídeo do final do ano passado, Bolsonaro garante a eficácia de hidroxicloroquina e ivermectina contra a Covid. A publicação tem mais de 168 mil visualizações. Veja o trecho:

“O que que tem no hospital? O respirador. Salva gente? Salva gente, sim, salva gente, mas tem que se evitar aí o intubamento da pessoa. Evita-se como? Numa primeira fase, o tratamento, que é a tal da hidroxicloroquina, ivermectina e anitta, entre outras coisas, vitamina D, azitromicina. Hoje os médicos sabem disso, se o teu médico fala que não, você tem o direito de procurar outro médico.”

CPI da Covid poderá fazer acareação entre Pazuello e Fábio Wajngarten, da Secom


O secretário de Comunicação Social da Presidência, Fabio  Foto: Divulgação

Wajngarten, ex-Secom, colocou ainda mais lenha na fogueira

Julia Linder e Adriana Mendes
O Globo

As declarações de Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência, de que o Brasil não comprou antes vacinas da Pfizer por “incompetência” e “ineficiência”, reforçaram nos integrantes da CPI da Covid a intenção de chamá-lo a depor. Senadores ouvidos pelo GLOBO consideraram “graves” as informações e uma acareação com o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello não está descartada.

Um requerimento para convocar o ex-secretário na CPI será apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) após a instalação da comissão.

POUPOU BOLSONARO – Em entrevista à revista Veja, o ex-titular da Secretaria de Comunicação da Presidência revelou reuniões que teve sobre a aquisição de imunizantes da Pfizer durante o ano passado e fez críticas à equipe comandada por Pazuello, mas poupou o presidente Jair Bolsonaro.

No requerimento, Randolfe cita a entrevista de Wajngarten e destaca que o ex-secretário diz possuir e-mails, registros telefônicos, cópias de minutas do contrato, dentre outras provas para confirmar sua afirmação.

“Sendo assim, requeiro a convocação do ex- Secretário Especial de Comunicação da Presidência, uma vez que considero ser de suma importância o seu relato em contribuição aos trabalhos desta Comissão Parlamentar de Inquérito” diz trecho do documento.  

PINO DA GRANADA – Ao GLOBO, Randolfe disse que “ele (Wajngarten) tirou o pino da granada e tem que ver onde vai lançá-la”.

— O ministro Pazuello vai ter que resolver se contará toda a verdade ou se essa granada vai estourar só nele. Por isso é importante os depoimentos de Pazuello, de Fábio Wajngarten e se necessário uma acareação de ambos —  disse Randolfe.

O futuro presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que as acusações feitas pelo ex-secretário são “muito sérias”.

— Mas não vou fazer nenhuma observação de prejulgar alguém antes que a gente comece a CPI. Até porque é a palavra dele, e se ele fala isso deve ter provas. Vamos ouvir muita gente e se ele tiver que ser ouvido será ouvido também, não tenho dúvida nenhuma.

BLINDAR BOLSONARO – Para o senador Humberto Costa (PT-PE), a entrevista tem objetivo de “blindar” o presidente Jair Bolsonaro quanto à responsabilidade dele em uma série de “decisões trágicas” tomadas pelo governo. O parlamentar diz não ter dúvida de que o ex-secretário deve ser ouvido na comissão, e que talvez Wajngarten também esteja querendo minimizar o papel dele.

Costa diz que a Secretaria de Comunicação não fez nenhuma campanha em defesa das medidas de prevenção, e lembra que chegou a produzir um vídeo atacando o isolamento social.

— O ex-secretário coloca grande parte da responsabilidade nas costas dos funcionários do ministério, que na verdade são apenas cumpridores de decisões dos escalões superiores. A entrevista tem claramente um objetivo de tirar Bolsonaro dessa discussão. Agora, como reconhece coisas gravíssimas que aconteceram, termina tendo uma utilidade como um roteiro que nós lá na CPI possamos trabalhar — disse Humberto Costa.

É PRECISO ESCLARECER – O senador Otto Alencar (PSD-BA) também defende que Wajngarten seja ouvido na CPI para esclarecer as ações do governo, assim como o ex-chanceler Ernesto Araújo Araujo. Mas por enquanto, segundo Alencar, não existem provas sobre erros na condução do enfrentamento da pandemia.

— É uma situação que não há como se confirmar que houve falta de compromisso e falta de conhecimento talvez, não digo má fé, do ex-ministro da Saúde (Pazuello) nos procedimentos que viriam a ser feitos para evitar a expansão da doença. Não quero fazer nenhum tipo de juízo de valor agora, mas o próprio Fábio vai ter que ser ouvido na CPI para esclarecer essas ações todas que foram tomadas em confronto com o que prescreve a ciência, a medicina, o conhecimento científico — afirmou Alencar.

15 CONVOCAÇÕES – De acordo com a minuta do plano de trabalho da CPI da Covid, antecipada pelo GLOBO no início desta semana, estão previstos depoimentos de pelo menos 15 integrantes do governo Bolsonaro que ocuparam postos de comando na pandemia de Covid-19, entre eles Wajngarten.

A CPI será instalada na terça-feira em sistema semipresencial. Preocupado, o Planalto monitora investigações em diferentes órgãos que podem ter material usado como munição por parlamentares oposicionistas no início dos trabalhos.


Efeito coronavírus: Estados e municípios perderam R$ 16 bilhões em repasses em 2021


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Charge do Lute (lutechargista.com)

Franco Malheiro
O Tempo

A crise econômica causada pela pandemia de Covid-19 impactou negativamente a arrecadação de impostos no país. Com isso, o valor repassado para Estados e municípios destes recursos, por determinação constitucional, também teve queda acentuada, conforme dados atualizados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

Se compararmos os dados referentes aos primeiros quatro meses de 2020 com o mesmo período deste ano (2021), apenas dois Estados tiveram aumento (Amapá e Paraíba), as outras 25 Unidades Federativas sofreram queda nos repasses.

QUEDA – No acumulado, somando-se os repasses da União ao ICMS dos Estados, a queda no montante das transferências deste ano foi de R$ 16,3 bilhões a menos que no mesmo período do ano passado. No geral, houve aumento apenas no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), na Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) e no Imposto sobre Propriedade Territorial Rural (ITR).

Em Minas, por exemplo, em 2020, o valor recebido dessas transferências mais o valor do ICMS transferido para os municípios foi de R$ 11,8 bilhões, enquanto, em 2021, o montante foi de R$ 9,6 bilhões, representando uma queda de 16,6%. Em números absolutos, foram R$ 2,20 bilhões a menos que o ano passado.

Se analisarmos apenas os dez municípios mineiros de maior população (Belo Horizonte, Uberlândia, Betim, Contagem, Juiz de Fora, Montes Claros, Uberaba, Governador Valadares, Ipatinga e Ribeirão das Neves), ao todo foram R$ 844,3 milhões a menos nos cofres dos municípios, uma queda de 33% comparando com o período anterior.

DIMINUIÇÃO NA ARRECADAÇÃO – Para economistas, a causa da queda nas transferências está na diminuição na arrecadação de impostos por parte da União causada pela crise econômica.

“No ano passado, de março a julho, houve uma queda enorme na atividade econômica. A partir de agosto começou a ter uma pequena retomada, mas não foi suficiente para recuperar a queda do primeiro semestre, sobretudo o ICMS dos Estados que é o maior imposto do país, explica Eduardo Stranz, analista da Confederação Nacional dos Municípios.

O entendimento é o mesmo da economista e pesquisadora do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da UFMG (Cedeplar) Débora Freire. “Com a queda na atividade econômica, diminui a arrecadação de ICMS que é a base da arrecadação própria do Estado. E a receita de transferência da União também cai”, afirmou. A professora ressalta que, em janeiro e fevereiro de 2020, o Brasil ainda não sofria com os impactos da pandemia e que, no começo de 2021, o país passa pelo pior momento da crise.

REFLEXOS –  De acordo com os especialistas, para Estados e municípios, os reflexos negativos da pandemia são ainda maiores. Segundo eles, a crise de saúde afetou também a arrecadação de impostos de competência dos Estados (ICMS) e dos municípios (IPTU, ISS e ITBI).

“A circulação de mercadoria reduziu com a diminuição da atividade industrial, os serviços ficaram suspensos em muitas cidades. Realmente, Estados e municípios sofrem uma situação muito mais drástica com a queda, principalmente municípios onde a atividade econômica não é tão pujante e a dependência das transferências constitucionais é grande”, avalia o professor de contabilidade pública da Fundação João Pinheiro, Thiago Borges.

Para o analista da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Eduardo Stranz, a situação fiscal dos municípios está em desequilíbrio. Se de um lado a pandemia demandou aumento nas despesas, do outro existe uma queda drástica na receita, com a diminuição das arrecadações e do recebimento dos repasses estaduais e federais.

AUMENTO DE DESPESA – “Há um aumento das despesas demandado pela pandemia, e, em contrapartida, as prefeituras estão arrecadando menos e ainda recebendo repasses menores dos entes superiores da federação”, afirma Stranz.

Segundo ele, nos dados disponíveis na CNM ainda não constam os valores referentes à arrecadação por parte dos municípios. “É uma queda expressiva que compromete drasticamente a oferta de serviços públicos por parte de Estados e municípios. São entes da Federação que dependem fundamentalmente da arrecadação para girar a máquina pública e ofertar serviços públicos. E a não oferta deles causa piora do bem-estar da população, como aumento da pobreza, do desemprego, da violência, da precarização da saúde, do transporte público”, explica a pesquisadora do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da UFMG (Cedeplar) Débora Freire.

FPM – Na contramão das quedas, um fenômeno chama atenção: o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) apresentou alta nos repasses nos primeiros quatro meses do ano. O FPM é calculado com base na arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Renda (IR).

Segundo o analista da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Eduardo Stranz, o aumento desse fundo vem sendo debatido e analisado por economistas da CNM com a receita federal, e a hipótese para o aumento está na antecipação do pagamento do IR por alguns setores da economia. No geral, as transferências da União via FPM tiveram uma alta 21,3% entre janeiro e abril deste ano, comparando com o mesmo período do ano passado.

Em março, segundo dados da Receita Federal, a arrecadação do IR foi de R$ 138 bilhões, um crescimento real de 18,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado. No entanto, Stranz alerta para a sazonalidade do fenômeno. Segundo ele, não dá para prever se esse aumento vai se manter nos próximos meses ou se é apenas algo observado neste começo do ano.

PREVISÃO – “Essa antecipação do IR pode ser uma previsão por parte das empresas de alta nas vendas e já estão colocando suas contas em dia, mas ainda não conseguimos descobrir a exata causa para esse fenômeno”, pontuou.

De acordo com a professora da UFMG Débora Freire, a Receita não divulgou um detalhamento sobre a arrecadação do IR, o que torna difícil confirmar a hipótese. “Teve um aquecimento da economia no final do ano passado e pode ser reflexo, pois IR agrega pessoa física e jurídica. Mas o mercado de trabalho continuou com indicadores ruins. Foi observado também um lucro atípico de R$ 4 bilhões das empresas que pode explicar esse aumento no IR”, afirmou.

NOTA DE FALECIMENTO.

 



É  preciso muita força para suportar o peso dessa cruz, porém seja feita a vontade de Deus. Antes de ontem comunicamos o falecimento de Garboggini, hoje estamos comunicando o falecimento de  sua esposa Maria José Santana Garboggini também conhecida como Neném de Abelardo, fato ocorrido nesta tarde 25.00 vitima do COVID-19.
Aos filhos quero dizer que a perda de uma mãe é um momento terrível e infelizmente não existe nada que possa ser feito ou dito para minimizar tão grande dor. Apenas Deus tem o poder de consolar uma alma tão ferida, então a Ele pedirei para que alivie seu sofrimento, para que ampare suas lágrimas e conforte seu coração. 
Aos irmãos, parentes e amigos espero que as lembranças de quem se foi possam confortar seus corações e que quem partiu descanse em paz. 

O PREFEITO DE JEREMOABO MESMO PARA PERSEGUIR SEUS DESAFETOS TEM QUE PRIMEIRO PAGAR O QUE DEVE AO MUNICÍPIO


O prefeito de Jeremoabo antes de prevaricar usando a máquina pública para perseguir a ex-prefeita Anabel inscrevendo supostos débitos da mesma, deveria primeiro pagar o que deve a prefeitura, para depois executar os demais, já que o mesmo não está acima da lei; portanto, está na obrigação de primeiro cumprir com seu dever pagando as 06(seis)multas antigas, mais as 02(duas)concernente a rejeição das contas do exercício de 2019 rejeitadas pelo TCM-BA.

Portanto prefeito não aponte o erros dos outros com o seu dedo sujo., isso além de ser feio é covardia.

Para que o leitor entenda parte da tramoia do prefeito transcrevo parte do que consta no PARECER PRÉVIO DO TCM-BA.

                                           (...)

DESPESAS GLOSADAS EM EXERCÍCIO(s) ANTERIOR(es) Demonstra o Pronunciamento Técnico que, conforme informações do Sistema de Informações e Controle de Contas - SICCO deste Tribunal, permanecem as seguintes pendências a restituir à conta corrente do FUNDEB, com recursos municipais, decorrentes de despesas glosadas, por ter sido constatado desvio de finalidade:

                                             (..)

RESOLVE:

 I. Com base no art. 71, incisos I e II, da mencionada Lei Complementar nº 06/91, a multa no valor de R$ 8.000,00 (oito mil reais); II. Em razão de ter deixado de ordenar ou promover, na forma e nos prazos da lei, a execução de medida para a redução do montante da despesa total com pessoal que excedeu ao limite máximo estabelecido no art. 20, inciso III, alínea “b”, da Lei Complementar nº 101/00, GF), da Lei Complementar nº 101/00 – LRF, com lastro no art. 5º, §1º, da Lei nº 10.028/00, aplica-se ao mesmo a multa, no valor de R$ 68.400,00 (sessenta e oito mil e quatrocentos reais), correspondente a 30% dos seus vencimentos anuais. 

Cabe aos vereadores da oposição interpelar o Secretário de Finanças do Munícipio para que o mesmo informe qual a metodologia usada para iniciar a cobrança pela ex-prefeita Anabel, se existe débitos com dezenas de anos em atraso, muitos mais antigas do que da ex-prefeita perseguida.

Toda essa perseguição e incompetência é no desespero de esconder.  o estado de penúria em que Jeremoabo se encontra atualmente nessa esteira política calamitosa indigna que envergonha a todos A justiça precisa ser feita e as práticas errôneas cometidas pelo prefeito, Deri do Paloma, precisam ser punidas na forma da lei. 


Façam suas analises porque qualquer semelhança com a gestão municipal de Jeremoabo poderá até ser mera coincidência!

 

ANTONIO CARLOS DE OLIVEIRA: Caros amigos e cidadãos Cunhenses; sou...

Caros amigos e cidadãos Cunhenses; sou Cunhense com muito orgulho e conhecedor de meus direitos, nascido aqui há algumas décadas e estou cansado de ver esta cidade patinar em uma esteira política calamitosa, que me indigna e envergonha. Como diria Odorico Paraguaçu, “Vamos botar de lado os entre tantos e partir para os finalmente”
Minha intenção é alertar os cidadãos e mostrar que se nós não fizermos nada estaremos fadados a padecer para sempre nas mãos destes políticos medíocres e incompetentes, que foram ungidos com o voto do povo e não correspondem as expectativas dessa gente que como eu está cansado de ver o interesse da coletividade cada dia mais distante, pois os nossos políticos só se preocupam com seus interesses pessoais e bolsos.
Começando pelo prefeito, um homem que parecia que iria resgatar a esperança perdida. Vindo do setor publico, engenheiro agrônomo que parecia ser uma pessoa bem sucedida de boa índole, aparentemente a pessoa ideal para assumir uma prefeitura destroçada nas mãos de inescrupulosos ex-prefeitos de outrora....
Pura decepção. Acreditei que o prefeito Engenheiro iria aprender ter ginga política e deixar de lado seu jeito de bonzinho (arrogante e perseguidor), mas não, embora possa ter méritos como pessoa segundo o povo alega, eu particularmente descordo, mesmo assim foi um fiasco.
Os nossos vereadores conseguiram me decepcionar 11 vezes mais que o prefeito. Da mesma forma que Abraão clamou a Deus antes de destruir Sodoma, para não arrasar a cidade onde havia justos, tenho que ser coerente que dessa “Sodoma” chamada Câmara Municipal de Cunha os vereadores são muitos bons para fazerem piadinhas com a situação caótica de nossa cidade e zombarem do caos que estamos vivenciando.
No mais, todos poderiam ser exterminados com toda ira de Deus.
Já vi muitos vereadores ruins, mas iguais aos dessa gestão funesta, nunca!
Todos ao entrar neste covil ficam hipnotizados pelo Prefeito, o vilão espertalhão que sempre manipula as marionetes do seu mundo encantado, o fabuloso reino dos bonecos do legislativo. Como não bastasse a manipulação externa, temos ainda compondo esse circo, atrações como pessoas se enriquecendo do dia para a noite. E o pior é que os vereadores marionetes por não terem números mais atrativos para a platéia (nós eleitores) aceitam fazer o patético espetáculo sendo coniventes e solidários com tudo.
Ficam em minha mente vários questionamentos:
Será que os vereadores marionetes estão só fingindo que são burros?
Senhores vereadores, integrantes desse circo também denominado de Câmara Municipal de Cunha, alguém aí nesse picadeiro já parou para pensar como vários cidadãos que estão ou trabalharam na prefeitura, e que outrora andavam de chinelinho de dedo vendendo sacos reciclados, ficaram milionários do dia para noite, cidadãos que entregavam carta nos correios de bermudinha hoje ostentam posse de grandes aplicadores em dólares e turismo estrangeiro, professorzinhos assalariados hoje grandes empresários e proprietários de mansões, proprietários de pousadas quebrados hoje ricos como se fosse milagre, etc, etc,etc ?
Como pode senhores vereadores pessoas usando postos de gasolinas e consumindo petróleo a nossas custas?
Como uma pessoa com tão baixo nível de instrução dita regra na prefeitura?
Senhores vereadores marionetes, enquanto vossas excelências dormem os vermes correm a democracia ,que corroem a esperança dos pobres; os vermes aplaudem o descaso e a covardia de vocês com as coisas que poderiam prejudicá-los.
Como vocês no futuro vão falar aos seus filhos e netos que colaboraram para o progresso de nossa cidade?
Vocês são o que há de pior na política, julgam-se inteligentes e astutos estrategistas, mas não passam de um bando de Maria vai com as outras que não têm noção do mal que estão fazendo a cidade de Cunha. Rezo todos os dias a Deus para que ele não permita que nem um dos onze vereadores sejam eleitos novamente.
Peço para as pessoas de bem de nossa cidade que reflitam sobre tudo que estou relatando.
Bertold Brecht, um influente dramaturgo e poeta alemão, disse: “Que continuemos a nos omitir da política é tudo que os malfeitores da vida pública mais querem”.
Vereadores de Cunha criem vergonha na cara e trabalhem com seriedade. Deixem de fazer espetáculos ridículos para este bando hienas famintas do PSDB, a final apenas este quadrilha aplaude seus shows decadentes de quinta categoria as segundas-feiras, que ainda tem o respaldo online do bobo da corte José Antonio Proprietário da Rádio FM Serrana, que alias trata-se de uma rádio comunitária que pertence ao povo.
Esta minha indignação manifestada neste pequeno discurso, é a tradução do grito calado de milhares de cidadãos que não tiveram coragem de mostrar o que pensam sobre os políticos de Cunha.
Não canso de dizer aos meus filhos “É a noite que é belo acreditar na luz”.
Ainda tenho esperança, que o nosso povo mude, mas mude radicalmente para melhor, ou seja, a esperança esta na reforma porque o novo ao menos trás esperanças de mudanças....

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Nota da redação deste Blog - Os universitários dão uma mãozinha informando que:  mudem o nome da cidade e dos personagens, que na Câmara de Jeremoabo existem honrosas exceções, que façam uma leitura criteriosa analisando e comparando com a atual situação de Jeremoabo.

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