sábado, março 27, 2021

Saia Justa! Biden convida Bolsonaro para a Cúpula do Clima e pede “sugestões” para metas


USA Wilmington, Delaware | Joe Biden, Vorstellung Team | Joe Biden

Joe Biden pretende ser o líder mundial do meio ambiente

Marina Dias
Folha

O presidente dos EUA, Joe Biden, convidou nesta sexta-feira (26) 40 líderes mundiais para participar da Cúpula de Líderes sobre o Clima, em abril. Entre eles, está o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

Segundo informações da Casa Branca, Biden pediu que os líderes usem o encontro como “oportunidade para delinear como seus países podem contribuir para uma ambição climática mais forte”.

POSTURAS DIVERGENTES – Desde a posse do democrata, em 20 de janeiro, auxiliares dos governos brasileiro e americano têm conversado sobre a agenda ambiental, que Biden colocou no centro de seu governo, enquanto Bolsonaro costuma adotar uma postura negligente diante do tema.

Apesar do antagonismo dos dois presidentes nesta e em outras áreas, assessores do Planalto já haviam sinalizado à Casa Branca que Bolsonaro participaria do encontro e esperava a formalização do convite, que chegou nesta sexta.

Bolsonaro é um crítico de ONGs que atuam na preservação da Amazônia, promove a desregulamentação de normas ambientais e é considerado no exterior um líder sem compromisso com a proteção do ambiente.

A ESTRATÉGIA DOS EUA – Biden, por sua vez, prometeu eliminar emissões de carbono do setor elétrico nos EUA até 2035 e já tratou diversas vezes do desmatamento da Amazônia, mas a ordem inicial na Casa Branca é fazer isso, de início, com diálogo e parcerias, e não com sanções em relação ao Brasil.

Como mostrou a Folha, o governo Bolsonaro pediu ajuda aos EUA para atingir novas metas em energia limpa —área em que o Brasil se destaca historicamente— e esse pode ser um dos principais pontos levados ao debate da cúpula em abril, pelo lado brasileiro.

Durante o encontro, que será realizado de maneira virtual entre os dias 22 e 23 de abril, os EUA pretendem anunciar uma nova meta emissões de carbono para 2030, como parte de seu retorno ao Acordo Climático de Paris —assinado por Biden em seu primeiro dia de governo.

COBRANÇA SISTEMÁTICA – Considerado czar do clima da Casa Branca, o assessor especial John Kerry já teve reunião com o ministro do Meio Ambiente brasileiro, Ricardo Salles, e tem pedido em público que as nações se comprometam com números mais objetivos e ambiciosos quando o assunto é mudança climática, tratada por ele como uma questão de segurança.

Entre os convidados para a cúpula de abril estão os líderes de 17 países que, junto com os EUA, fazem parte do Fórum das Grandes Economias sobre Energia e Clima, responsáveis por cerca de 80% das emissões globais de carbono.

“O presidente [Biden] também convidou os líderes de outros países que têm demonstrado forte liderança na área climática, são especialmente vulneráveis aos impactos do clima ou estão traçando caminhos inovadores para uma economia de emissão zero”, diz a Casa Branca.

A CÚPULA MUNDIAL – Além de Bolsonaro, estão na lista os presidentes Xi Jinping (China), Vladimir Putin (Rússia), Ursula von der Leyen (Comissão Europeia, Poder Executivo da União Europeia), Emmanuel Macron (França), Andrés Manuel López Obrador (México), Alberto Fernández (Argentina), Sebastián Piñera (Chile), Iván Duque Márquez (Colômbia), e os primeiros-ministros Angela Merkel (Alemanha), Boris Johnson (Reino Unido), Narendra Modi (Índia), Binyamin Netanyahu (Israel), entre outros.

Biden quer mostrar que os EUA estão de volta à liderança global, após quatro anos de isolacionismo de Donald Trump, mesmo em uma área em que os americanos são um dos principais poluentes do mundo —atrás somente da China.

O esforço das cúpulas é catalisar o trabalho conjunto dos países para conter o aquecimento global a um limite de 1,5°C. Biden quer mobilizar financiamento público e privado para impulsionar a transição energética dos países e ajudar nações vulneráveis a lidar com impactos climáticos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Se Bolsonaro comparecer a essa Cúpula do Clima, vai ser trucidado – ao vivo e a cores – pelos demais participantes, porque nenhum deles defenderá a política ambiental brasileira, porque é indefensável. (C.N.)

sexta-feira, março 26, 2021

Fornecedoras de oxigênio medicinal em Sergipe estão operando limite

 em 26 mar, 2021 19:45

Empresas fornecedoras de oxigênio medicinal em Sergipe informam aos ministérios públicos que operam no limite

Na última terça-feira (23), os Ministérios Público Federal e do Trabalho se reuniram com representantes da empresa CR Oxigênio, fornecedora de oxigênio medicinal para unidades de saúde da rede pública e privada de Sergipe. Na reunião, a empresa revendedora de oxigênio medicinal fabricado pela empresa Messer, na Bahia, sinalizou que houve aumento significativo no consumo do produto nos últimos 15 dias.

Devido ao aumento acelerado do consumo e à escassez do produto no mercado, a distribuidora informou aos ministérios públicos que o abastecimento da demanda excedente dos hospitais públicos e privados de Sergipe por ela atendidos está sendo recolhido em outra planta da fabricante, no estado do Rio de Janeiro. Segundo a empresa, a nova logística de transporte do oxigênio até Sergipe para suprir o aumento da demanda leva cerca de cinco dias em cada viagem, com aumento do risco de intercorrências.

Questionada pelos ministérios públicos, a distribuidora informou que até o momento os entes públicos não apresentaram uma projeção de consumo de oxigênio medicinal para as próximas semanas, baseada no quantitativo total de pontos de consumo de oxigênio, considerando-se as variações próprias de níveis de consumo que decorrem da criticidade do paciente e do tipo de equipamento utilizado.

Sobre o mesmo assunto, no dia 24, os MPs se reuniram com a empresa White Martins, fornecedora de oxigênio medicinal para seis hospitais privados de Sergipe. Na ocasião, a empresa informou que houve um aumento de mais de 200% do oxigênio líquido na região. A empresa também informou em reunião que seguia atendendo a toda demanda de seus clientes, ainda que dentro de uma logística bastante intensificada.

Diante do cenário que se desenha, o MPF reiterou os ofícios já enviados com pedidos de informação à Secretaria de Estado de Saúde de Sergipe e à Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju, ainda não respondidos. No documento, o MPF pede que as secretarias adotem as medidas de prevenção e adequação necessárias para garantir o abastecimento de toda a rede pública de Saúde (própria e contratualizada) junto ao seu fornecedor CR Oxigênio. Também solicitou que caso se mostre necessário, faça interlocução junto a outras empresas, inclusive mantendo contatos com outros Estados do Nordeste, tendo em vista que as plantas de produção de oxigênio medicinal estão situadas em outros estados e que a escassez desse produto ocorre em diversas unidades da federação.

No ofício, o MPF cobra dos órgãos públicos, entre outras informações, que elaborem um plano de ação para o monitoramento contínuo da produção, do consumo e do armazenamento de oxigênio medicinal no estado de Sergipe e na cidade de Aracaju. O prazo para as secretarias enviarem resposta é de três dias.

Confira aqui a íntegra do ofício do MPF enviado à SES e a SMS-Aracaju.

Fonte: MPF/SE

Nota da redação deste Blog - Condenei o prefeito de Jeremoabo por haver permitido aglomeração,  por haver ajudado  a implantar o caos na saúde de Jeremoabo principalmente no combate ao COVID-19, não adianta negar que os fatos estão ai estampados; no entanto, nesse momento estamos todos no mesmo barco, não adianta esperar que o prefeito e seus aloprados, naufraguem só; se o barco afundar muita gente vai acompanhar.

A hora agora é de sacrifício e responsabilidade, prejuízos  recuperam-se; porém vidas não, morreu não tem mais retorno.

Acorda povo de Jeremoabo, se vocês correrem para Paulo Afonso as UTIs estão superlotadas, se apelar para Aracaju dificilmente encontrará socorro, para Juazeiro a mesma coisa, portanto, a única arma que vocês hoje tem para se defender, é a máscara, o distanciamento, e a higienização; essa é a triste realidade.


Protestos do Comerciantes em Jeremoabo contra o lockdown, já que antes das eleições o prefeito era o primeiro a desrespeitar os Decretos.

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Ninguém está acima da Lei, portanto se é para cumprir que não discrimine, já que é em benefício da saúde e da vida de todos.
Esse protesto dos comerciantes, não é nada mais nada menos, do que a semente plantada pelo prefeito no período eleitoral, onde o mesmo em busca de votos, não respeitava, decretos de governador, orientações da OMS e até o seu proprio decreto. nem tão pouco queria saber quantos iriam morrer.


Paulo Afonso: Comércio e bancos poderão funcionar dias 29, 30 e 31 de março, das 8h às 12h.

or  | 26 de março de 2021 às 19:14


O Governador Rui Costa entrou em contato com o prefeito Luiz de Deus e acatou a solicitação dos representantes do comércio, flexibilizando a abertura dos estabelecimentos comerciais, no dias 29,30 e 31 de março, das 8h às12h, obedecendo as medidas estabelecidas, como número de clientes por metro quadrado, higienização e uso de máscara.

 

As instituições bancárias deverão acompanhar o horário do comércio, de 8h às 12h, e depois desse horário, somente o funcionamento de caixas eletrônicos.

 

O governador ressaltou a proibição de venda de bebidas alcoólicas, conforme determina o Decreto Estadual nº 20.332. O Decreto Municipal que estabelece essa medida será publicado nesta segunda-feira (29), no Diário Oficial do Município.

 

A Prefeitura de Paulo Afonso ressalta que o expediente na administração municipal está suspenso, de 29 de março às 5h de 5 de abril..

https://pa4.com.br/noticias




Pesquisa profissionais saúde: excesso trabalho e medo de contaminação

   em 25 mar, 2021 4:04

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça

         “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.


O Estado de Sergipe não foge à regra de todo país quando o assunto é a pandemia da Covid-19 atingindo profissionais da saúde de todas as áreas. Apenas num rápido levantamento nos sites das categorias médicas e de enfermagem, o blog constatou cerca de 10 médicos falecidos em Sergipe por conta da Covid-19. No memorial criado pelo Conselho Federal de Medicina, até ontem, 24, tinham falecidos em todo país, vitimas da Covid-19, 624 médicos. Porém, este número pode ser maior, já que o memorial informa apenas 6 mortes em Sergipe, quando numa rápida pesquisa com médicos em Sergipe o blog chegou a 10 nomes.

Já o Observatório da Enfermagem, criado pelo Conselho Federal da categoria, informa que em todo país já faleceram 462 profissionais de enfermagem e 42.679 contraíram o vírus. No caso de Sergipe, estão registrados 3 óbitos de enfermeiras (os) e 561 infectados, segundo os dados repassados. O blog foi informado também que 4 técnicas de enfermagem morreram por conta do coronavírus. Sem contar esposas, maridos e parentes de profissionais da saúde que contraíram a doença ou até mesmo faleceram.

São relatos assustadores como, por exemplo, no caso do Hospital de Caridade do município de Riachuelo, na região da Grande Aracaju. Lá, o blog foi informado que todos os médicos que estavam na linha de frente pegaram a Covid-19.

A declaração de Francisco Rollemberg, ex-senador que foi antes de tudo um médico humanista na prática, enviada ontem ao blog, que tocou e suscitou o artigo de hoje:

“Já não sei o que dizer ante a voracidade do vírus. Sinto muita dor e tristeza quando assisto valorosos e idealistas colegas sucumbirem no cumprimento do seu juramento. Heroísmo e amor ao próximo como pregou o grande arquiteto do universo. Heroica classe médica agora os sinos dobram por ti e eu me entrego ao pranto, meu Deus.


Pesquisa Fiocruz

Na última segunda-feira, 22, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), realizou uma pesquisa “Condições de Trabalho dos Profissionais de Saúde no Contexto da Covid-19”, em todo o território nacional, e constatou que a pandemia alterou de modo significativo a vida de 95% desses trabalhadores. Os dados revelam, ainda, que quase 50% admitiram excesso de trabalho ao longo desta crise mundial de saúde, com jornadas para além das 40 horas semanais, e um elevado percentual (45%) deles necessita de mais de um emprego para sobreviver.

Os dados da pesquisa da Fiocruz indicam que 43,2% dos profissionais de saúde não se sentem protegidos no trabalho de enfrentamento da Covid-19, e o principal motivo, para 23% deles, está relacionado à falta, à escassez e à inadequação do uso de EPIs (64% revelaram a necessidade de improvisar equipamentos). Os participantes da pesquisa também relataram o medo generalizado de se contaminar no trabalho (18%), a ausência de estrutura adequada para realização da atividade (15%), além de fluxos de internação ineficientes (12,3%). O despreparo técnico dos profissionais para atuar na pandemia foi citado por 11,8%, enquanto 10,4% denunciaram a insensibilidade de gestores para suas necessidades profissionais.

Graves e prejudiciais consequências à saúde mental daqueles que atuam na assistência aos pacientes infectados foram também detectadas. Segundo a pesquisa, as alterações mais comuns em seu cotidiano, citadas pelos profissionais, foram perturbação do sono (15,8%), irritabilidade/choro frequente/distúrbios em geral (13,6%), incapacidade de relaxar/estresse (11,7%), dificuldade de concentração ou pensamento lento (9,2%), perda de satisfação na carreira ou na vida/tristeza/apatia (9,1%), sensação negativa do futuro/pensamento negativo, suicida (8,3%) e alteração no apetite/alteração do peso (8,1%). Todos os dados da pesquisa aqui.

O Brasil já é recordista mundial na morte de profissionais da saúde. Também pudera, só agora o presidente resolveu assumir que a pandemia existe. Colocou máscara e criou um comitê de gestão com o atraso de um ano. E não quer ser chamado de genocida. É realmente  pouco para ele…

A homenagem do blog aos valorosos profissionais de Sergipe que na ativa prestaram grandes serviços à população sergipana e faleceram pela Covid-19:

MÉDICOS:

ANTÔNIO CORRÊA FERNANDES
FLAMMARION LUIZ TAVARES
FRANCISCO DE ASSIS GOUVEIA DE SOUZA
MARCO ANTÔNIO CAMPOS SANTANA
REGINALDO OLIVEIRA SILVA
WALTER MARCELO OLIVEIRA DE CARVALHO
MARLENE D’AVILA
SIMONE DRIESEL BITTENCOURT
SÔNIA DEL VECCHIO
EUGENIA TEIXEIRA

ENFERMEIRAS (0S)

RITA DE CÁSSIA SANTOS SOBRINHO
CILENE CABRAL CARVALHO CHAGAS
JOSÉ HAMILTON DOS SANTOS

TÉCNICAS DE ENFERMAGEM

TÂNIA CRISTINA DOS SANTOS SILVA
VALDICE SILVA DA CRUZ
FLÁVIA ALMEIDA SANTANA SOUZA
EDJANE SANTOS JULIÃO


INFONET

A carta não chegou a tempo para 300 mil vidas

 em 26 mar, 2021 4:09

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

A carta não chegou a tempo para 300 mil vidas

Maria Regina Paiva Duarte
Presidenta do Instituto Justiça Fiscal


Em carta aberta à sociedade, ao governo (e ao mercado), um grupo de mais de 1.500 pessoas, entre empresários, economistas, acadêmicos, ex-ministros, ex-presidentes do Banco Central e banqueiros, exigem respeito. Intitulado “O país exige respeito; a vida necessita da ciência e do bom governo – carta aberta à sociedade referente a medidas de combate à pandemia”, o documento faz uma série de considerações sobre a situação sanitária e econômica no Brasil, e aponta medidas urgentes e necessárias para combater a pandemia. “Não é razoável esperar a recuperação da atividade econômica em uma epidemia descontrolada”, diz acertadamente o manifesto emitido no fim de semana.

A carta apresenta dados e considerações muito boas. Mas chegou atrasada e incompleta. Levou tempo e quase 300 mil mortes para essa reação. Falta de medicamentos e de leitos em UTI, de coordenação nacional, de vacinas e de um plano eficaz de vacinação. Tudo isso deve ter colaborado para que esse manifesto pudesse circular. Impossível ficar inerte ao negacionismo e ao descalabro deste governo.

Mas observemos: antes mesmo da pandemia, o Teto de Gastos, defendido por muitos signatários da carta, já fazia seus estragos. Retirar recursos da saúde e educação e limitar seus gastos, prejudica a população que mais necessita dos recursos e do atendimento do Estado. Não houve carta na ocasião! Nem durante os efeitos desta limitação de recursos acentuaram, contabilizando desemprego e pobreza.

Quando passaram as reformas previdenciária e trabalhista, houve um silêncio grande desses mesmos remetentes. Argumentavam que as reformas eram necessárias para passar confiança aos mercados, retomar empregos, dinamizar o país. Ou seja, medidas de corte de gastos e austeridade eram apoiadas, mesmo com a crise econômica e a recessão instalada.

A carta faz menção à redução de 4,1% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, ao desemprego (subestimado) de 14% e uma queda na força de trabalho de 5,5 milhões de pessoas no ano passado. “Esta recessão, assim como suas consequências sociais nefastas, foi causada pela pandemia e não será superada enquanto a pandemia não for controlada por uma atuação competente do governo federal”, diz mais um trecho.

Novamente curioso. A recessão é de agora? Não! A recessão, de fato, vem de antes. Instalada a crise, ao invés de promover medidas anticíclicas, investir na economia produtiva, fazer uma política fiscal distributiva e gastar com a população, os dois últimos governos foram pródigos em medidas de austeridade, aprofundando a recessão.

Se antes já estava complicado, mais ainda deveria ter sido investido no combate à pandemia e na recuperação econômica. Países ao redor do mundo estão gastando, comprando vacinas, insumos, equipamentos hospitalares. E não é pouco o que estão gastando em pacotes de auxílio, inclusive na aquisição das vacinas. Nos EUA, o valor gasto é o maior da história. O endividamento público tem níveis importantes no Japão (269,62%), Itália (162,30%), Espanha (121,74%), França (116,35%), Reino Unido (108,08%) e Canadá (109,72%).

Até o final de 2020, o Brasil havia gasto R$ 508,3 bilhões com a pandemia, significando 11,2% do PIB, enquanto o Japão, por exemplo, chegou a 63% do seu PIB. Os países referidos na carta como avançados na vacinação, Turquia e Chile, estão entre os que mais gastaram. E não são países do centro, mas periféricos.

A carta não faz estas referências aos gastos com a pandemia feitos por estes países. Cita-os apenas como mais avançados na vacinação, o que é correto, mas incompleto.

O Brasil gastou R$ 528 bilhões no enfrentamento à pandemia e na mitigação da deteriorada situação econômica, conforme o texto da carta. É insuficiente e as evidências são muitas, o que nos leva a pensar que no caso brasileiro, não se trata “apenas” de uma gestão desastrosa no controle da pandemia e de seus efeitos sociais e econômicos, mas também de falta de investimento, de gasto público.

Não há dúvidas que a volta do crescimento econômico e da recuperação do país não ocorrerá sem a vacinação em massa. É falso o dilema entre salvar vidas e recuperar economia, como bem diz o manifesto. Mas o governo afirma não estar convencido disso ainda!

No final do ano passado, fez o último pagamento do auxílio emergencial no valor de R$ 600,00 e agora propôs o valor de R$ 250,00, muito abaixo do que poderia e deveria pagar. Além de possibilitar sobrevivência a muitas pessoas e ajudar na diminuição do contágio da doença, permitindo que as pessoas ficassem em casa, foi importante para manter a atividade econômica.

Os dados mostram que esse dinheiro, na mão de quem mais precisa, será gasto, consumido, o que faz girar a roda da economia. É preciso ter para quem vender, ou melhor, é preciso ter quem possa comprar produtos e serviços. Sem renda, isso não é possível.

Ao mesmo tempo em que cobram do governo atuação mais vigorosa, racional e baseada em dados, os banqueiros, economistas, e pessoas influentes no meio político e econômico, defendem aceleração no ritmo da vacinação, incentivo ao uso de máscaras, implementação de medidas de distanciamento social, criação de mecanismo de coordenação de combate à pandemia, todas medidas necessárias e importantes.

Segundo o documento, “é fundamental que a partir de agora as políticas públicas sejam alicerçadas em dados, informações confiáveis e evidência científica. Não há mais tempo para perder em debates estéreis e notícias falsas. Precisamos nos guiar pelas experiências bem-sucedidas, por ações de baixo custo e alto impacto, por iniciativas que possam reverter de fato a situação sem precedentes que o país vive”’.

É perfeitamente razoável e correto. Mas, com relação à abertura das escolas, embora o fechamento prolongado seja um problema sério e que provavelmente deixará marcas negativas nas crianças, adolescentes e nas famílias, é difícil encontrar concordância. A menos que estejam falando de escolas privadas, com estrutura e, ainda assim, duvidoso. Como enviar crianças para escolas que sequer têm produtos básicos de limpeza e estrutura para fazer a devida higienização? Mensagens em celulares para agilizar comunicação? Essas medidas não se encontram com a realidade da grande maioria das escolas brasileiras. Melhorar essa situação também não estava nos planos, pois o governo vetou o projeto que dava acesso à internet às escolas e aos alunos da rede básica de educação.

Claro que as escolas deveriam ter preferência na abertura. Antes escolas abertas do que bares. Ou melhor mesmo teria sido decretar um lockdown, como muitos países fizeram. Fechar no momento certo, abrir também no momento certo. Mas, e aí não há como discordar da carta, o governo federal não mostrou capacidade de coordenação e foi péssimo condutor das ações no combate à pandemia: “O desdenho à ciência, o apelo a tratamentos sem evidência de eficácia, o estímulo à aglomeração, e o flerte com o movimento antivacina, caracterizou a liderança política maior no país”.

E ao final, a carta nos diz que precisamos de uma agenda responsável, de seriedade com a coisa pública e que o Brasil exige respeito. Muito bom, do ponto de vista comportamental. É isso mesmo que queremos, respeito, seriedade. É um excelente primeiro passo, já tardio nessa altura da pandemia.

Mas ao procurar na carta algo além da responsabilidade social, da mudança de conduta, da coordenação de esforços, não se encontra a defesa do fim do teto de gastos, nem a tributação dos super-ricos. Não há qualquer proposta de mudança estrutural da desigualdade histórica, na qual poderiam e deveriam dar sua participação se houvesse preocupação com a injustiça fiscal que faz do país campeão em concentração de renda.

Os nobres signatários, entretanto, defendem a criação de um Programa de Responsabilidade Social, aos moldes do patrocinado pelo Centro de Debate de Políticas Públicas, no Congresso Nacional desde o ano passado.

Segundo os autores, a proposta é unir programas considerados não efetivos na redução da pobreza e desigualdade ao Bolsa Família. Com isso, manter os beneficiários e incluir outros, ampliando e atendendo mais pessoas vulneráveis. Interessante, e pode servir como alento em períodos como esse. Afinal, a fome tem pressa.

Porém, não altera essencialmente o que seria mais efetivo do ponto de vista econômico e social. Tão somente redesenha a estrutura de benefícios, sem orçamento adicional. É similar às políticas focalizadas de séculos atrás, que visavam colocar um verniz de civilidade e mantinham a situação igual, não resolvendo a questão estrutural da pobreza e a desigualdade. E é outra vez curioso, embora seja defensável tendo em vista a premência em ajudar os mais necessitados.

Curioso porque dá a impressão que bastaria deslocar certos gastos não efetivos ou inúteis que se encontraria solução para os problemas, inclusive dinheiro para aquisição de vacinas, tão urgentes e necessárias.

Precisamos de mais recursos, ampliar orçamento e não cortar. Sabemos que a tributação sobre os mais ricos é efetiva e reduz desigualdade e concentração de renda. Estudo recente da Universidade de São Paulo (Made-USP) – “Como a redistribuição de renda pode ajudar na recuperação da economia? Os efeitos multiplicadores da tributação dos mais ricos para transferência aos mais pobres”-, mostrou que a cada R$ 100,00 transferidos do 1% mais rico para os 30% mais pobres é gerada uma expansão de R$ 106,70 na economia. Tributar os super-ricos não é questão de moda, ou nova onda. É fundamental e estrutural no combate à desigualdade.

A campanha “Tributar os Super-Ricos”, integrada por mais de 70 entidades, visa a implementar um conjunto de medidas para enfrentar a crise econômica, agravada pela pandemia da Covid-19, com o aumento dos tributos sobre as altas rendas, grandes patrimônios e redução para as baixas rendas e pequenas empresas. São oito propostas de leis que podem gerar arrecadação anual estimada de aproximadamente R$ 300 bilhões ao ano, onerando apenas os 0,3% mais ricos do país. Estes projetos de lei foram apresentados ao Congresso Nacional em agosto de 2020, e na fase atual da Campanha, as entidades pressionam por sua tramitação no Congresso Nacional.

Esta é uma fonte de onde podem vir os recursos de que precisamos para investir e o Estado cumprir seu papel. O Estado deve gastar, em títulos ou emissão de moeda, mas precisa também de outras medidas, pois somente essas são insuficientes. Não dá para propor, atualmente, soluções que sejam mais do mesmo, ficar realocando recursos, unindo benefícios, reunindo tributos como se nos faltasse apenas racionalidade.
Um exemplo claro disso é a própria vacina. O Brasil produz vacinas contra a Covid-19, tanto no Butantã como na Fiocruz, porque há anos essas instituições públicas recebem recursos públicos para atuar, modernizar, investir na sua produção de fármacos e vacinas.

Não seria possível produzir as vacinas contra o coronavírus se antes já não houvesse produção de vacinas contra a gripe e outras doenças. Ainda que os insumos sejam majoritariamente importados, existe produção nacional e isso está garantindo vacinas contra a Covid-19, insuficientes para o momento, mas há vacinas. O que precisamos, além de pedir por mais agilidade na aquisição e na aplicação da vacina, é garantir que ela seja de acesso universal e gratuito, um bem público.

Em um país que há muitos anos tratava a vacina como indispensável e não havia questionamento significativo sobre tomar ou não vacina, o que estamos vivenciando hoje, com a pandemia da Covid-19, não parece ser definitivo ou mesmo único. Outras epidemias e pandemias deverão aparecer e as instituições nacionais precisam estar preparadas para enfrentá-las. Investir na saúde é fundamental, assim como nas pessoas, nos setores produtivos, nos pequenos negócios. Enfim, investir em projeto de país, soberano e menos desigual.

 

Decreto Covid-19: Gente enxergando cabelo em ovo, como diz aquele ditado  O governo do Estado se antecipou ontem, 25, a publicação do decreto de calamidade pública sobre a Covid-19 que irá vencer dia 05 de abril. O decreto é a repetição de dois decretos do ano passado, um em abril e outro em outubro. Os considerandos do Decreto explicam essa sequência. Quem não acompanhou os outros dois, que são padrões em caso de calamidade pública, inclusive com um item se necessário o uso de bens móveis e imóveis  privados se assustou. Gente enxergando cabelo em ovo, como diz aquele ditado.


                                   
Rede GBarbosa Cencosud: Procon de Aracaju e Procon Estadual tem que fiscalizar e punir: um preço na prateleira e outro no caixa Desde a semana passada, após publicar uma reclamação de um leitor sobre a constante comprovação de dois preços no mesmo produto na rede GBarbosa Cencosud, são várias mensagens recebidas pelo whatsApp do blog com a mesma reclamação. Parece que é uma orientação de toda rede ter um preço do produto na prateleira e quando passa no caixa o produto está com outro valor mais caro, é lógico, nunca é para menos. O consumidor reclama e aí chamam a gerência e é feito o desconto como na nota fiscal ao lado, que foi de R$ 0,20. Agora imagine, R$ 0,20 centavos de um produto, de outro, ou seja, de centenas de compras que são feitas diariamente na rede GBarbosa. Não é só um caso do Procon, mas de polícia mesmo.

Operação investiga locação de veículos em alguns municípios O blog foi informado ontem, 25, que tem prefeito sem dormir por conta da informação que vem circulando nos bastidores que a qualquer momento será deflagrada uma operação policial em parceria com um órgão fiscalizador. O blog não foi informado se a operação é da PF ou da polícia estadual, só sabe que tem gente à base de lexotan.

Ibama SE: Advogado, jornalista e radialista Fausto Leite assume superintendência E o advogado, jornalista e radialista Fausto Leite – inclusive tem um blog aqui na Infonet e é advogado deste jornalista – assumiu a superintendência do Ibama em Sergipe. Fausto também lecionou na área do direito em várias faculdades de Sergipe, coordenador jurídico eleitoral de várias campanhas e mais recentemente foi procurador e diretor técnico da Adema/SE nos anos 2017 e 2018. O blog deseja sucesso a Fausto Leite nesta nova empreitada, não só por ser amigo e advogar gratuitamente para este jornalista, mas também pela força e superação que sempre teve. Paz de espirito e vontade de acertar Fausto tem de sobra.

                                       

 

São Miguel do Aleixo: MPE investiga nepotismo O Ministério Público de Sergipe, através da Promotoria de Justiça da Comarca de Ribeirópolis, está investigando denúncia de nepotismo na Prefeitura de São Miguel do Aleixo. Para isso, enviou ofício ao prefeito José Gilton da Costa Meneses, no último dia 19 de março, pedindo diversos documentos comprovatórios de nove servidores comissionados (veja no print ao lado). Além do nepotismo, a denúncia formulada ao MPE pede para investigar se todos estão trabalhando diariamente na Prefeitura.

 


Covid-19 e os profissionais da saúde: dois técnicos em radiologia perderam a vida em SE Ontem, 25, repercutiu muito o artigo mostrando os nomes dos profissionais da área da saúde, ou seja, médicos, enfermeiras e técnicas de enfermagem que perderam a vida em Sergipe por causa da Covid-19. Alguns técnicos em radiologia lembraram ao blog que eles também estão na linha de frente na luta contra a pandemia realizando os exames de imagem nos pacientes, desde a confirmação do diagnóstico ao acompanhamento necessário, como exames de raio X, tomografia dos pulmões, entre outros. Em Sergipe, dois técnicos em radiologia perderam suas vidas, um no Hospital de Itabaiana e o outro no Hospital de Lagarto. A solidariedade do blog.

INFONET

Saiba como ficará o transporte público durante o toque de recolher

 em 26 mar, 2021 13:25

A partir das 21h, o serviço será totalmente suspenso e os terminais de integração, fechados (Foto: Marcelle Cristinne/ASN)

A partir desta sexta-feira, 26, até o domingo, 28, o toque de recolher em Sergipe irá começar mais cedo. De acordo com o decreto estadual, durante este período, entre 18h e 5h do dia seguinte, a circulação de pessoas e de veículos fica proibida. Diante dessa medida, o transporte público sofrerá algumas alterações para seguir o que foi estipulado pelo Governo de Sergipe.

De acordo informações da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), às sextas-feiras, assim como nos sábados e domingos, com a antecipação do início do toque de recolher para as 18h, o número de veículos circulando será reduzido exatamente nessa faixa de horário, quando estará proibida a circulação de pessoas pela cidade. “A partir das 21h, o serviço será totalmente suspenso e os terminais de integração, fechados”, destaca o órgão de trânsito.

O descumprimento do toque de recolher bem como das outras medidas anunciadas, segundo informações do Governo de Sergipe, configura infração sanitária, passível de responsabilização: cível, na forma da legislação pertinente; penal; administrativa, inclusive por meio de multa.

por João Paulo Schneider

CNMP diz que transferência de processo que mirava em aliado de Aras foi ‘estritamente técnica e jurídica’


Corregedora do MPF apontou manobra feita por Aras

Aguirre Talento
O Globo

Em nota divulgada na noite desta quinta-feira, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) saiu em defesa da decisão que transferiu um processo da Corregedoria-Geral do Ministério Público Federal para o CNMP, a pedido do procurador-geral da República Augusto Aras, depois que a investigação da Corregedoria passou a mirar em um dos aliados de Aras. O CNMP afirmou que a decisão foi “estritamente jurídica e técnica” e negou influência política.

O caso foi revelado nesta quinta pelo O Globo. A corregedora-geral do Ministério Público Federal (MPF), Elizeta de Paiva Ramos, escreveu em um ofício interno dizendo que a manobra feita por Aras, de solicitar a transferência do caso para o CNMP, poderia ser usada “para o atendimento de expectativas pessoais ou politicas” com o objetivo de blindar aliados ou perseguir adversários.

INVESTIGAÇÃO –  A manifestação de Elizeta envolveu uma decisão da Corregedoria de investigar um assessor do gabinete do procurador-geral, depois de não encontrar provas em uma acusação feita por Aras contra três procuradores que pediram demissão de sua gestão. A comissão do inquérito administrativo inclusive solicitou o depoimento do chefe de gabinete de Aras, o procurador regional Alexandre Espinosa. Aras, então, solicitou ao CNMP que “avocasse” o processo.

O CNMP julgou a transferência do processo no final da sessão da última terça-feira e confirmou a decisão tomada pelo corregedor do CNMP, Rinaldo Reis. Na nota, assinada pelos nove conselheiros, eles afirmam que a avocação “está embasada em legislação e normativos do CNMP”.

“A decisão de avocar o procedimento foi estritamente jurídica e técnica e não teve a participação do PGR, o qual, inclusive, estava ausente da sessão”, diz a nota. Os conselheiros afirmam ainda que “as investigações envolvem fatos anteriores à gestão do atual PGR”, sem dar detalhes a respeito desse ponto, sob o argumento de que o caso está sob sigilo.

PROTESTO – Em um ofício enviado ao CNMP, a Corregedora-Geral do MPF Elizeta de Paiva Ramos protestou sobre a transferência e alertou para o risco de uso político da investigação. “O que não se mostraria razoável seria o traslado investigativo deste para esse órgão, apenas para discordar-se de suas conclusões, ou pior, para o atendimento de expectativas pessoais ou politicas determináveis simplesmente pelo cargo da pessoa investigada, seja para blindá-la, ou pior, para persegui-la”, escreveu Elizeta, em um trecho do ofício 209/2021 da Corregedoria.

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ÍNTEGRA DA NOTA DO CNMP:

O CNMP lamenta o fato de que a matéria do O Globo sobre avocação de procedimento investigatório pela Corregedoria Nacional do Ministério Público, publicada nesta quinta-feira (25), tenha sido elaborada sem que o Conselho tivesse a oportunidade de se manifestar. Nesse sentido, entendemos importante esclarecer alguns equívocos suscitados no texto:
– A avocação do referido procedimento investigatório está embasada em legislação e normativos do CNMP;
– A decisão de avocar o procedimento foi estritamente jurídica e técnica e não teve a participação do PGR, o qual, inclusive, estava ausente da sessão;
– A avocação foi realizada pelo corregedor e não “enviada pelo PGR”;
– O Conselho, por unanimidade, entendeu que era pertinente avocar o procedimento;
– As investigações envolvem fatos anteriores à gestão do atual PGR;
– O procedimento está sob sigilo e, portanto, não se pode abordar o caso concreto.
Atenciosamente,

Rinaldo Reis Lima – Corregedor Nacional ; Luciano Nunes Maia Freire – Conselheiro ; Marcelo Weitzel Rabello de Souza – Conselheiro ; Sebastião Vieira Caixeta – Conselheiro ; Silvio Roberto Oliveira de Amorim Junior – Conselheiro ; Otavio Luiz Rodrigues Jr. – Conselheiro ; Oswaldo D’Albuquerque – Conselheiro ; Sandra Krieger – Conselheira ; Fernanda Marinela – Conselheira

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