quinta-feira, março 25, 2021

Comoção nacional em torno da pandemia já é o grande obstáculo à reeleição de Bolsonaro


Em colapso, Manaus abre valas comuns para enterrar mortos por covid-19;  veja vídeo | Brasil | O Dia

Os sepultamentos já passaram a ser em valas comuns

William Waack
Estadão

Jair Bolsonaro ocupou a crista de duas ondas de grande amplitude política e social. A primeira o levou ao Planalto, num fenômeno que surpreendeu a ele mesmo. A segunda está muito próxima – se é que já não atingiu – do ponto de repetir em relação a Bolsonaro o que ocorreu na cabeça dos eleitores em 2018 diante de um candidato que representava Lula: a maioria não queria repetir mais do mesmo.

O “mais do mesmo” é a noção majoritária no público, e com alta probabilidade de se tornar irreversível, de que o governo Bolsonaro é incompetente para tratar da saúde e do bolso das pessoas. Em 2018 o presidente foi capaz de detectar as mudanças de sentimentos na política e como o “momento” se formava em seu favor. Agora, percebeu tarde, mas não entendeu a profundidade e a amplitude das emoções (e política é emoção) trazidas pela angústia, medo e insegurança ligados ao avanço da pandemia.

CEGUEIRA POLÍTICA – Uma boa parte da explicação para essa cegueira política está no próprio personagem Bolsonaro, refém de uma paranoica concepção segundo a qual tudo que lhe pareça adverso é resultado de conspirações de adversários reais ou imaginários para apeá-lo do poder e/ou impedir sua reeleição.

Aliada a uma visão de mundo tosca e retrógrada, essa característica de personalidade – mais o fato de acreditar só na família – o levou a cometer grave erro político ao operar a troca do ministro da vez na Saúde.

Diante da pressão política e social causada pela percepção generalizada da incompetência governamental para combater a pandemia, Bolsonaro sentiu-se obrigado a sacrificar um peão, o general da Saúde que, involuntariamente, causou o maior dano recente à imagem da instituição à qual pertence, o Exército.

ERROS PESSOAIS – Ocorre que essa percepção generalizada assume (corretamente) que os erros partem do próprio presidente, e que a troca de subordinados só teria efeito para inverter a narrativa dominante, fatal para quem quer se reeleger, se indicasse uma vigorosa correção de rumos.

Mas o que ficou no ar é a tediosa sensação de trocar seis por meia dúzia. Pior ainda, essa “mentalidade do bunker” à qual Bolsonaro está preso o levou a se isolar ainda mais na tentativa de aliviar a pressão política e social contra seu governo.

Os que ele acusa, erroneamente, de tentar prejudicá-lo (governadores e prefeitos) são, na verdade, os que estão na primeira linha do combate ao vírus e mantêm uma relação direta com os parlamentares do Centrão, por exemplo. Que ficaram de fora.

COMOÇÃO NACIONAL – No atual cada um por si é o Congresso que ocupa mal ou bem um papel central de coordenação de esforços e articulação num salve-se quem puder que está virando comoção nacional.

Há forças políticas aliadas ao presidente dizendo a ele e ao público que essa comoção passa com a chegada em massa de vacinas e a esperada inversão das curvas de contaminação, hospitalização e mortes.

E que a retomada da ajuda emergencial, mesmo mais tímida, permitiria a travessia do tempo necessário para que reformas como a administrativa (que corta despesas) e tributária (que reduz custos, ainda que não reduza a carga) sejam aprovadas e produzam efeitos.

APOSTA PERIGOSÍSSIMA – É a tal janela de oportunidade da qual tanto fala o ministro Paulo Guedes. Em situação de tripla crise já seria uma aposta arriscadíssima, pois supõe que o tempo (e, de fato, falta muito até as próximas eleições) trabalharia a favor.

Mas, no atual ambiente político no qual as opções de Bolsonaro estão se estreitando, a autoridade de seu governo se dissolvendo, seus adversários se organizando e a desmoralização da figura política do presidente atingindo avançado estágio de consolidação, virou uma aposta perigosíssima para ele.

Crises políticas e sociais da atual amplitude, abrangência e profundidade produzem em fases agudas respostas que a priori surgem como grandes surpresas, como foi a vitória de Bolsonaro em 2018. O cenário atual não indica que será a mesma resposta em 2022.

Falta anular o sítio de Atibaia para Lula ser candidato à sucessão em 2022


A política é uma guerra sem sangue e também um confronto sangrento

Pedro do Coutto 

O voto da ministra Cármen Lúcia na decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, embora contraditório em relação a seus votos em temas praticamente iguais ao longo dos últimos anos, analisando-se concretamente o episódio, verifica-se que pode ter garantido a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à sucessão de Jair Bolsonaro em 2022, se o Plenário do STF confirmar a decisão de Fachin sobre a falta de competência da 13ª Vara de Curitiba no caso de Atibaia, em que Lula ainda tem ficha suja.

Os deputados, senadores e os cientistas políticos, assim classificados por editores de jornais e emissoras de televisão, não perceberam todo o desenrolar do que aconteceu na última terça-feira. Chama a atenção, o que não foi percebido à primeira vista, o fato de Cármen Lúcia ter alterado o seu voto. Ela esperou o voto do ministro Nunes Marques, que deveria seguir uma orientação do Planalto, pois foi nomeado há poucas semanas pelo presidente Bolsonaro. 

HABILITAÇÃO DE LULA – Nunes Marques votou pela imparcialidade de Moro no julgamento do apartamento do Guarujá. Cármen Lúcia então votou pela parcialidade para anular a sentença do juiz que depois foi ministro da Justiça Com isso, habilitou o candidato do PT. Se Nunes Marques tivesse votado pela parcialidade, o julgamento na Segunda Turma estaria decidido e então Cármen Lúcia repetiria a sua interpretação anterior e acompanharia o relator Edson Fachin. 

Em outro habeas corpus, o ministro Edson Fachin, é oportuno lembrar, acolheu uma ação do advogado Cristiano Zanin, que defendia Lula e decidiu anular todas as condenações do ex-presidente por Sergio Moro. Fachin não entrou no mérito dos julgamentos. Achou apenas que o fórum de Curitiba não era o adequado para julgar Lula da Silva. 

Remeteu então os autos para a primeira instãncia federal de Brasília. Com isso, tentou evitar que a corrente no STF liderada por Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski pudesse anular todas as condenações por Sergio Moro, o que derrubaria a própria Operação Lava Jato. Mas isso não aconteceu, porque a Segunda Turma julgou apenas a ação do tríplex.

CASO DO TRÍPLEX – Seria um lago azul para os advogados. Mas como eu disse, Fachin e Cármen Lácia impediram esse acontecimento. Inclusive no voto de terça-feira, Cármen Lúcia fez questão de assinalar que votava pela nulidade apenas no caso do tríplex do Guarujá, e sua manifestação não se estendia aos demais julgamentos de 1ª instância e também aqueles confirmados em 2ª e 3ª instâncias pelo TRF do Rio Grande do Sul e pelo Superior Tribunal de Justiça. 

Bela Megale, em O Globo, diz que o resultado da votação no STF pegou o Planalto de surpresa. Uma surpresa que Vera Magalhães, em sua coluna no O Globo, admite até que Bolsonaro possa estar fora do segundo turno. Seria batido por Lula e talvez por um outro nome que aparecesse para disputar as eleições.  Não acho muito fácil isso, mas tenho certeza que a cada dia Bolsonaro perde força política e apoio eleitoral.  

GUERRA SEM SANGUE  – Relativamente aos cientistas políticos, acentuo que são pessoas de sólida formação universitária e intelectualmente bem preparados. Porém, seus raciocínios têm base muitas vezes no que supõe ser a política. Mas a política, entretanto, não é  como eles pensam. Interesses econômicos e financeiros envolvem o universo político e tais interesses encontram-se profundamente representados nas obras públicas, nos financiamentos bancários, nas aquisições de equipamentos, na Bolsa de Valores e no mercado de câmbio. 

Tenho esta sensação adquirida em 62 anos de jornalismo. A política, como alguém já disse na história, é uma guerra sem sangue e também um confronto sangrento. Mas esta é outra questão. 

FALTA CONFIANÇA – Reportagem de Nicola Pamplona, Folha de São Paulo de ontem, focaliza a queda de confiança dos consumidores e dos empresários do comércio com o quadro nacional formado pela pandemia, cujos resultados negativos se ampliam. Nas últimas 24 horas, como o Estado de São Paulo publicou, houve 84 mil novos contaminados e morreram 3.158 pessoas. 

Nesse ritmo de contaminação, em cem dias a população toda estará infectada. Haverá casos de contaminação por parte daqueles que foram atingidos pela Covid-19 e se restabeleceram. Em consequência disso, diz Pamplona, 8,3% dos consumidores passaram a ver o panorama com desconfiança, de acordo com pesquisa de Otto Nogami, da Fundação Getúlio Vargas.

PESSIMISMO – O pesquisador destacou ainda que a Fecomércio passou a ver com pessimismo a retração do mercado de consumo. Não é para menos, pois o ministro Paulo Guedes está pensando em adiar para 2022 o pagamento do abono aos aposentados e pensionistas do INSS que ganham até dois salários mínimos, para que haja recursos para sustentar o abono de emergência e também a complementação pelo governo das reduções de jornada de trabalho e salários nas empresas particulares. 

O efeito desse adiamento vai levar desespero às vítimas. São 32 milhões de aposentados e pensionistas. A metade ganha de um a dois salários mínimos. 

ABONO SALARIAL – A matéria sobre o adiamento do abono salarial, no O Globo, é de Geraldo Doca e Manoel Ventura. Pergunto ao ministro da Economia: onde estão os R$ 100 bilhões que o governo obteria com a Reforma da Previdência Social e que ao longo de dez anos atingiria R$ 1 trilhão? Jamais acreditei em tal afirmação impossível. O resultado aí está. O ministro da Economia não dispõe de recursos a não ser que desloque de um setor federal para outro. 

É um fato atrás do outro: Jussara Soares e Manoel Ventura, O Globo, revelam que o presidente Bolsonaro quer nomear Eduardo Pazuello para o Programa de Parcerias de Investimentos, parcerias público-privadas. Guedes sustenta, ele não faz segredo, tanto assim que está no jornal, que a investidura de Pazuello será muito mal recebida pelo mercado.  

Setores do governo, tanto do Ministério da Economia quanto do Banco Central, acham que a economia vai se robustecer no segundo semestre. Mas digo, como esperar isso se a Volkswagen, a Scania, a Volvo e a Mercedes Benz sustaram suas produções no Brasil? 

BAND NA FÓRMULA 1 – A Fórmula 1, reportagem de Luciano Trindade, Folha de São Paulo, retoma as atividades e as competições no próximo domingo, dia 28. A TV Globo está fora do contrato que há muitos anos mantinha com a Fórmula 1. Achou o preço de U$ 75 milhoes pelos direitos de transmissão muito elevados. Para minha surpresa a Band achou bom. Tanto assim que assinou o contrato e já às 12h de domingo, hora de Brasília, vai transmitir o GP do Bahrein

Tenho a impressão de que possivelmente a transmissão pela Band tem o apoio do governo brasileiro. A corrida de domingo, será transmitida pelo canal aberto da Band. No entanto, os treinos de 26 e 27 serão transmitidos pela Band Sport e pelo canal TV Pro. A Band contratou a repórter Mariana Becker, o repórter Reginaldo Leme e o narrador Sérgio Maurício, todos da TV Globo. 


A TV Globo está fora também do campeonato carioca de futebol, substituída em alguns jogos pela Record, como é o caso do jogo Flamengo e Botafogo da noite de quarta-feira. A Globo, nota-se, está compactando o seu quadro de 
jornalismo, escalando vários profissionais da GloboNews. Alguns profissionais têm saído, caso de Márcio Gomes, que foi correspondente da Globo no Japão por muitos anos, e agora está na CNN.  São transformações. 

Por falta de gestão, falta de atuação coordenada os responsáveis pela saúde do povo, estão prejudicando a vida de quem precisa de atendimento



Dedé, nem nos momentos de maior gravidade e necessidade de um trabalho sério, a Prefeitura de Jeremoabo consegue se organizar. Iniciou-se a vacinação das pessoas com mais de 65 anos, começou ontem, a informação que teria início às 08:00 horas, cheguei às 7 horas, mas alguém já havia distribuído umas senhas, que segundo os presentes, um terceiro, hoje cheguei às 6 horas, o mesmo procedimento, já não tinha mais senha. Considerando o alto número de pessoas nesta faixa etária, por que não organizaram por data de nascimento ou coisa semelhante, será que entre esses mais de 500 funcionários, não tem uma cabeça com capacidade para pensar?

Nota da redação deste Blog - Irei resumir tudo que está acontecendo no Município de Jeremoabo principalmente na Saúde, numa simples frase dita por um ex-ministro da Saúde

"Não falta dinheiro para a saúde. Falta gestão", diz ministro.

No evento Exame Fórum Saúde, Ricardo Barros disse que enquanto recursos não forem bem aplicados, o país não terá uma boa saúde.

quarta-feira, março 24, 2021

Que não sirva de armadilha para acidentar ou ceifar vidas!!!

 



Vamos entender o parecer de um engenheiro craque no assunto:

Dedé, a largura em si, não requer vigas paralelas, porém, neste caso, temos que considerar o comprimento.

A quebra dessa treliça é proveniente da ausência de apoios transversais (escoramento).
Por uma questão de segurança e prevendo mau uso pela população, tais como: estacionamento por carros e motos, ocasionando vibrações, pessoas pulando sobre a laje, o aconselhável é que fossem colocadas algumas vigas entre as treliças, mesmo que sejam vigas chatas (deitadas).
Considerando que a Prefeitura tem seu pessoal de engenharia, acredito que o trabalho não seja realizado de forma aleatória, até porque, sendo uma laje permanentemente exposta a intempéries (ações reagentes da natureza contra o concreto), o concreto deve ser aditivado para minimizar o problema. Acaso não tomem certas medidas preventivas, provavelmente em 10 anos, toda laje seja considerada de alto risco e irreparável, pois as patologias do concreto já não tenham solução plausível, inclusive, tendo toda armadura comprometida pela oxidação, já que a parte inferior não deva ser rebocada." (sic)

Fachin está certo ao temer que todos os processos julgados por Sérgio Moro sejam anulados


Fachin ficou incomodado pelo ‘uso retórico’ das mensagens hackeadas

Amanda Pupo, Paulo Roberto Netto e Rafael Moraes Moura
Estadão

Derrotado após a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) declarar o ex-juiz Sergio Moro parcial ao condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na ação do triplex do Guarujá, o ministro Edson Fachin disse ter receio que a decisão culmine na anulação de todos os processos julgados por Moro.

Fachin se mostrou incomodado pelo que chamou de “uso retórico” das mensagens divulgadas a partir de hackers e atribuídas ao ex-juiz federal e a integrantes da força-tarefa em Curitiba. Apesar de afirmar que o conteúdo das mensagens revela fatos graves, com potencial de anular condenações, Fachin argumentou que o material só pode ser utilizado após uma análise por parte do Judiciário, que confronte a veracidade dos diálogos.

“IRÔNICO” – O ministro classificou como “irônico” e até mesmo “absurdo” que documentos que têm o potencial de “anular integralmente” a operação por ferir o devido processo legal, como alegam as as defesas, possam ser usados de forma irregular.

“É inconcebível que esse material seja utilizado sem que as dúvidas sobre sua legalidade sejam espantadas, dúvidas que recomendam cautela e prudência da mais alta Corte de um país, a ampla divulgação dessas mensagens exigem mesmo um pronunciamento do poder judiciário”, disse Fachin. Apesar dos ministros afirmarem que a parcialidade de Moro foi comprovada por fatos anteriores, as mensagens foram citadas extensivamente durante o julgamento, principalmente por Gilmar Mendes.

ALERTA – Em entrevista ao Estadão publicada no último dia 13, Fachin já tinha alertado sobre esse receio em torno da declaração de parcialidade de Moro. À época, o ministro afirmou que, caso isso ocorresse, a Lava Jato teria o mesmo fim que a Operação Mãos Limpas teve na Itália. “É a história de uma derrocada, em que o sistema impregnado pela corrupção venceu o sistema de apuração de investigação e de condenação dos delitos ligados à corrupção”, afirmou Fachin na ocasião.

Após a derrota na Segunda Turma, o ministro foi na mesma linha. “Tenho receio que o uso do material, ainda que retórica, tenha por efeito prático a anulação de todos os casos em que a amizade entre o ex-juiz e o procurador ocorreu. Não podemos aqui ter meias palavras, a amizade do juiz com a acusação pode ter o condão de anular todos os processos em que o mesmo fato ocorreu”, disse Fachin.

CAUTELA – Por isso mesmo, argumentou Fachin, é que essas mensagens precisam ser analisadas com cautela pelo Judiciário. “Os fatos são graves e se forem verdadeiros a solução pode ser, e quiçá deva ser, a nulidade, mas não posso admitir que isso seja feito sem que as dúvidas sobre a integridade do material sejam analisadas”, afirmou o ministro, que atribuiu ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) essa responsabilidade.

O relator da operação na Suprema Corte ainda disse ser incontestável que a Lava Jato desvelou “um grave problema criminal em instituições públicas”. Para o ministro, por sua vez, os diálogos revelados podem revelar a “suspeita de um grave problema ético e ausência de limites entre os contatos” feitos pelo ex-juiz e os procuradores.

“República e impessoalidade não combinam com nenhum tipo de favoritismo, não combinam com nenhum tipo de favorecimento pessoal. Mesmo diante da suposição de ilegalidade nas conversas, não pode esse tribunal tomar diretamente providências para responsabilizar os envolvidos”, assinalou Fachin.

“Tenho absoluta tranquilidade em relação aos acertos das minhas decisões”, diz Moro após derrota no STF

Publicado em 24 de março de 2021 por Tribuna da Internet

Moro diz que todos acusados foram tratados com imparcialidade

Marcelo Rocha
Folha

Em nota divulgada nesta quarta-feira , dia 24, o ex-juiz Sergio Moro afirmou que tem “absoluta tranquilidade” sobre as decisões que tomou no âmbito da Lava Jato. “Tenho absoluta tranquilidade em relação aos acertos das minhas decisões, todas fundamentadas, nos processos judiciais, inclusive quanto aqueles que tinham como acusado o ex-presidente”, afirmou Moro.

Nesta terça-feira, dia 23, a Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) concluiu pela parcialidade do ex-juiz na condução do caso triplex do Guarujá e anulou todos seus atos. “Todos os acusados foram tratados nos processos e julgamentos com o devido respeito, com imparcialidade e sem qualquer animosidade da minha parte, como juiz do caso.”

MARCO – Em defesa da Lava Jato, Moro afirmou que a operação foi um marco no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro no Brasil,” colocando fim à generalizada impunidade destes crimes”.

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ÍNTEGRA DA NOTA DO EX-JUIZ SERGIO MORO

Sobre o julgamento da 2ª Turma do STF que, por três votos a dois, anulou a condenação do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção e lavagem de dinheiro:

A Operação Lava Jato foi um marco no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro no Brasil e, de certo modo, em outros países, especialmente da América Latina, colocando fim à generalizada impunidade destes crimes. Mais de quatro bilhões de reais pagos em subornos foram recuperados aos cofres públicos e quase duas centenas de pessoas foram condenadas por corrupção e lavagem de dinheiro.

Todos os acusados foram tratados nos processos e julgamentos com o devido respeito, com imparcialidade e sem qualquer animosidade da minha parte, como juiz do caso.

Apesar da decisão da segunda turma do STF, tenho absoluta tranquilidade em relação aos acertos das minhas decisões, todas fundamentadas, nos processos judiciais, inclusive quanto aqueles que tinham como acusado o ex-Presidente.

A sentença condenatória contra o ex-Presidente foi confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região e pelo Superior Tribunal de Justiça que, igualmente, rejeitaram as alegações de falta de imparcialidade. O ex-Presidente só teve a prisão ordenada pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, em 2018, após ter habeas corpus denegado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal.

O Brasil não pode retroceder e destruir o passado recente de combate à corrupção e à impunidade e pelo qual foi elogiado internacionalmente.

A preocupação deve ser com o presente e com o futuro para aprimorar os mecanismos de prevenção e combate à corrupção e com isto construir um país melhor e mais justo para todos.

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