quinta-feira, março 11, 2021

Gilmar Mendes desmente Ernesto Araújo e o acusa de propagar ‘fake news’ sobre condução da pandemia no Brasil

Gilmar Mendes rebateu a informação distorcida por Araújo

Cássia Miranda
Estadão

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) desmentiu, na noite de quarta-feira, dia 10, e chamou de “fake news” uma sequência de publicações feitas pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, no Twitter, sobre a condução da pandemia no Brasil.

Nas mensagens, em inglês, o chanceler repetiu a afirmação feita pelo presidente Jair Bolsonaro de que uma decisão da Corte tirou o poder do governo federal para determinar medidas de enfrentamento à covid-19. O magistrado, também em inglês, classificou o comentário como “fake news”.

NOVO RECORDE – Os comentários de Araújo foram feitos na esteira de uma matéria veiculada na rede americana CNN, que repercutia o “dia mais mortal” da covid-19 no Brasil. Antes da briga virtual dos ministros, em novo recorde, o País registrou 2.349 mortes pela covid-19 em 24 horas, segundo o consórcio formado pelo Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL.

“A CNN entende tudo errado sobre Brasil e Covid. Aqui estão os fatos: Após uma decisão da Suprema Corte de abril de 2020, os governadores estaduais – não o presidente – têm, na prática, toda autoridade para estabelecer / administrar todas as medidas de distanciamento social”, escreveu Araújo.

Também em inglês, Gilmar Mendes rebateu a informação distorcida pelo chanceler.“A verdade é que o Supremo Tribunal Federal decidiu que as administrações federal, estadual e municipal têm competência para adotar medidas de distanciamento social. Todos os níveis de governo são responsáveis pelo desastre que enfrentamos”, afirmou o ministro do STF.

NOTA – No início do ano, o Supremo publicou nota, em 18 de janeiro, esclarecendo que nunca proibiu o governo federal de estabelecer medidas de combate ao coronavírus.

“Na verdade, o Plenário decidiu, no início da pandemia, em 2020, que União, Estados, Distrito Federal e municípios têm competência concorrente na área da saúde pública para realizar ações de mitigação dos impactos do novo coronavírus. Esse entendimento foi reafirmado pelos ministros do STF em diversas ocasiões”, diz o texto.

Queiroz cita decisão de Fachin sobre Lula e pede ao STJ o fim da prisão domiciliar

Defesa do ex-assessor parlamentar quer retomada de julgamento

João Paulo Saconi
O Globo

A defesa de Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), utilizou a recente decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um pedido para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) retome na próxima terça-feira a discussão sobre a soltura de Queiroz e da mulher dele, Márcia de Oliveira Aguiar.

Advogados do casal tentam reverter a prisão domiciliar dos dois em julgamento interrompido pela Quinta Turma da Corte há duas semanas. A defesa pede a anulação das ordens de prisão preventiva, proferidas em junho, devido à incompetência do órgão julgador, seguindo uma linha também adotada por representantes de Flávio, desde o ano passado, em outro recurso.

INVALIDAÇÃO – Para os advogados do filho do presidente Jair Bolsonaro, o juiz Flávio Itabaiana, da 7ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) do Rio, deveria ter todos os atos processuais invalidados após ter sido declarado incompetente para continuar no “caso das rachadinhas”, dias após ter mandado prender o ex-assessor de Flávio e a mulher.

As diligências da investigação, finalizada em outubro, passaram a ser submetidas pelo Ministério Público (MP) fluminense ao Órgão Especial do TJ, formado por 25 desembargadores, após Flávio conquistar o benefício conhecido como “foro privilegiado”. A defesa de Queiroz argumenta especificamente sobre as ordens de prisão.

A discussão é análoga à que a defesa de Lula suscitou junto ao STF, levando Fachin a invalidar decisões da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba em casos da Operação Lava-Jato no qual o político era réu. O ministro afirmou que a vara em questão, cujo titular até 2019 era o ex-juiz federal Sergio Moro, não era a adequada para julgar o petista.

APRECIAÇÃO – Os pedidos de Queiroz e de Flávio estão sendo avaliados pelo STJ desde novembro de 2020. Após dois pedidos de vista, o colegiado de cinco ministros retomou a apreciação das quatro ações em 23 de fevereiro.Prioritariamente, os magistrados avaliaram dois recursos de Flávio, sendo que um deles levou à anulação, por falta de fundamentação jurídica, da quebra de sigilo fiscal e bancário do senador, autorizada por Itabaiana.

Após um adiamento do julgamento, sobraram, ainda sem terem sido abordadas, as discussões sobre a incompetência do juiz, provocadas pelo senador e por Queiroz.

RETOMADA DE JULGAMENTO – Em petição enviada aos ministros da Quinta Turma na terça-feira, um dia após a decisão de Fachin sobre Lula, o advogado Paulo Emílio Catta Preta pediu que o colegiado retome o julgamento do habeas corpus de Queiroz e Márcia e citou a anulação das condenações do ex-presidente, que o fizeram retomar os direitos políticos diante da Lei da Ficha Limpa.

“Não se pode, pois, deixar de referir a importante decisão proferida na data de ontem (08 de março) em que sua excelência, o ministro Edson Fachin acolheu embargos declaratórios para conceder monocraticamente a ordem impetrada em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, firmando precedente que será guia e lumiar da orientação jurisprudencial que doravante se firmará nos tribunais pátrio”, afirma Catta Preta, resumindo o pedido em seguida: “Respostas análogas a casos análogos, regra, aliás, que remete à mais basilar concepção de justiça”.

CASO MAIS GRAVE – Catta Preta argumenta também que o caso de Queiroz é mais grave que o de Lula, analisado pelo Supremo, porque, ao contrário do ex-presidente, seu cliente não foi condenado judicialmente e está preso preventivamente. O advogado menciona ainda que a denúncia do MP contra Queiroz, Flávio e outras 15 pessoas “sequer foi recebida”.

A análise das acusações não foi feita até hoje porque o ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu em janeiro o andamento do processo até que ele decida qual órgão é competente para julgar Flávio. Até a paralisação da tramitação, o caso estava com o Órgão Especial do TJ. Os denunciados são acusados pela promotoria de terem cometido os crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita.

Queiroz cita decisão de Fachin sobre Lula e pede ao STJ o fim da prisão domiciliar


Defesa do ex-assessor parlamentar quer retomada de julgamento

João Paulo Saconi
O Globo

A defesa de Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), utilizou a recente decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um pedido para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) retome na próxima terça-feira a discussão sobre a soltura de Queiroz e da mulher dele, Márcia de Oliveira Aguiar.

Advogados do casal tentam reverter a prisão domiciliar dos dois em julgamento interrompido pela Quinta Turma da Corte há duas semanas. A defesa pede a anulação das ordens de prisão preventiva, proferidas em junho, devido à incompetência do órgão julgador, seguindo uma linha também adotada por representantes de Flávio, desde o ano passado, em outro recurso.

INVALIDAÇÃO – Para os advogados do filho do presidente Jair Bolsonaro, o juiz Flávio Itabaiana, da 7ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) do Rio, deveria ter todos os atos processuais invalidados após ter sido declarado incompetente para continuar no “caso das rachadinhas”, dias após ter mandado prender o ex-assessor de Flávio e a mulher.

As diligências da investigação, finalizada em outubro, passaram a ser submetidas pelo Ministério Público (MP) fluminense ao Órgão Especial do TJ, formado por 25 desembargadores, após Flávio conquistar o benefício conhecido como “foro privilegiado”. A defesa de Queiroz argumenta especificamente sobre as ordens de prisão.

A discussão é análoga à que a defesa de Lula suscitou junto ao STF, levando Fachin a invalidar decisões da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba em casos da Operação Lava-Jato no qual o político era réu. O ministro afirmou que a vara em questão, cujo titular até 2019 era o ex-juiz federal Sergio Moro, não era a adequada para julgar o petista.

APRECIAÇÃO – Os pedidos de Queiroz e de Flávio estão sendo avaliados pelo STJ desde novembro de 2020. Após dois pedidos de vista, o colegiado de cinco ministros retomou a apreciação das quatro ações em 23 de fevereiro.Prioritariamente, os magistrados avaliaram dois recursos de Flávio, sendo que um deles levou à anulação, por falta de fundamentação jurídica, da quebra de sigilo fiscal e bancário do senador, autorizada por Itabaiana.

Após um adiamento do julgamento, sobraram, ainda sem terem sido abordadas, as discussões sobre a incompetência do juiz, provocadas pelo senador e por Queiroz.

RETOMADA DE JULGAMENTO – Em petição enviada aos ministros da Quinta Turma na terça-feira, um dia após a decisão de Fachin sobre Lula, o advogado Paulo Emílio Catta Preta pediu que o colegiado retome o julgamento do habeas corpus de Queiroz e Márcia e citou a anulação das condenações do ex-presidente, que o fizeram retomar os direitos políticos diante da Lei da Ficha Limpa.

“Não se pode, pois, deixar de referir a importante decisão proferida na data de ontem (08 de março) em que sua excelência, o ministro Edson Fachin acolheu embargos declaratórios para conceder monocraticamente a ordem impetrada em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, firmando precedente que será guia e lumiar da orientação jurisprudencial que doravante se firmará nos tribunais pátrio”, afirma Catta Preta, resumindo o pedido em seguida: “Respostas análogas a casos análogos, regra, aliás, que remete à mais basilar concepção de justiça”.

CASO MAIS GRAVE – Catta Preta argumenta também que o caso de Queiroz é mais grave que o de Lula, analisado pelo Supremo, porque, ao contrário do ex-presidente, seu cliente não foi condenado judicialmente e está preso preventivamente. O advogado menciona ainda que a denúncia do MP contra Queiroz, Flávio e outras 15 pessoas “sequer foi recebida”.

A análise das acusações não foi feita até hoje porque o ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu em janeiro o andamento do processo até que ele decida qual órgão é competente para julgar Flávio. Até a paralisação da tramitação, o caso estava com o Órgão Especial do TJ. Os denunciados são acusados pela promotoria de terem cometido os crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita.

Após um ano de pandemia, Bolsonaro, sob forte pressão, resolve usar máscara e defender vacinas


Bolsonaro tenta limpar a sua barra mais suja do que pau de galinheiro

Mateus Vargas
Estadão

Pressionado pelo avanço da covid-19 e críticas sobre a omissão do governo federal na distribuição de vacinas, o presidente Jair Bolsonaro mudou radicalmente de postura e usou máscara em evento no Palácio do Planalto nesta quarta-feira, dia 10, em que sancionou projeto para facilitar a compra de mais vacinas.

Desde o começo da pandemia, Bolsonaro tem minimizado a doença, desestimulado o uso da proteção e o distanciamento social e rejeitado propostas de compra de imunizantes. O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) também mudou o tom e pediu aos seus seguidores para compartilhar nas redes sociais uma foto de seu pai com a frase: “Nossa arma é a vacina”. O filho do presidente também disse que nos próximos meses o Brasil vai vacinar “dezenas de milhões de brasileiros”.

CRÍTICAS DE LULA – A mudança de postura ocorreu horas após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter atacado a gestão do governo no enfrentamento da pandemia no primeiro discurso depois de ter condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal.

O petista disse que fará propaganda para a população se vacinar, num movimento oposto ao que Bolsonaro adotou até hoje. Ele recomendou que a população não siga nenhuma “decisão imbecil do presidente da República ou ministro da Saúde”, além de apoiar governadores em suas ofensivas por vacinas.

TOM MODERADO – Em seu discurso, Bolsonaro adotou tom moderado, não fez ataques a governadores e prefeitos e citou de passagem fármacos sem eficácia contra a covid-19, como a hidroxicloroquina, que se tornou uma aposta do governo durante a crise.

O evento no Planalto marcou a sanção de três leis que tratam da pandemia. Um dos textos autoriza que a União assuma riscos e custos de efeitos adversos das vacinas, medidas que destrava a compra dos imunizantes da Pfizer e Janssen. Além disso, o texto permite que Estados e municípios comprem os imunizantes, caso o governo federal se omita nestas negociações.

Ao mesmo tempo em que Bolsonaro agora passou a defender a vacina, o Ministério da Saúde admite que a campanha nacional de imunização pode parar pela escassez dos imunizantes. Em carta enviada à Embaixada da China para tentar a compra de 30 milhões de vacinas, a pasta afirma estar ciente da importância de conter a nova variante da covid-19 e impedir que o vírus “se espalhe pelo mundo, recrudescendo a pandemia”.

PÉROLAS – A postura contrasta com declarações anteriores do presidente. Ele já afirmou que não compraria doses da Coronavac, desenvolvida na China, devido a sua “origem”. Disse ainda, em dezembro, que a pressa pela chegada dos imunizantes “não se justifica” e que as farmacêuticas é que deveriam estar interessadas em negociar com o governo. “Pessoal diz que eu tenho que ir atrás. Não, quem quer vender (que tem). Se sou vendedor, eu quero apresentar”, disse Bolsonaro em 28 de dezembro.

Em contraste com discursos anteriores, o presidente ainda evitou críticas a restrições de circulação e lockdowns. Disse que no começo da pandemia essas restrições foram adotadas para que hospitais fossem aparelhados com leitos de UTI e respiradores. “Nenhum prefeito, governador, reclamou de falta de recursos para que tivesse, então, hospitais, leitos e UTI e respiradores.”

PANOS QUENTES – Em seu discurso, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que as medidas aprovadas no Congresso possibilitaram a compra da vacina da Pfizer. Em aceno a Bolsonaro, que por meses criticou as exigências da farmacêutica, o general disse que o presidente “pessoalmente” conseguiu adiantar o cronograma de entrega desta vacina em um trimestre. O presidente reuniu-se na segunda-feira, dia 8, com representantes do laboratório.

O ministro Pazuello negou que a pasta tenha reduzido a expectativa de entrega de vacinas. “Estamos garantidos para março entre 22 e 25 milhões, podendo chegar a 38 milhões de doses”, disse. Ele afirmou que o SUS tem capacidade de vacinar de 1 milhão a 1,5 milhão por dia.

O ministro também afirmou que todas as vacinas compradas com recursos públicos serão distribuídas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), em um recado a prefeitos e governadores que planejam realizar a compra de vacinas em paralelo ao governo federal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
Pressionado, Bolsonaro agora recua, usa máscara e muda o tom de seus discursos enlouquecidos. Esperou milhares de pessoas falecerem para se convencer que não se trata de uma “gripezinha” ? E ainda vai ter gente exaltando o mandatário genocida, acreditando que ele é quase humano. (Marcelo Copelli)

MPF denuncia Romero Jucá e Edison Lobão por crimes envolvendo construção de Angra 3


Esquema criminosos teria desviado mais de R$ 10 milhões

Deu no G1

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro apresentou duas ações penais: uma contra o ex-senador Romero Jucá e mais três pessoas; e uma segunda denúncia contra o ex-senador Edison Lobão, que foi ministro de Minas e Energia nos governos Lula e Dilma, e mais quatro pessoas.

De acordo com o MPF, os grupos dos dois políticos receberam valores indevidos no contexto de retomada das obras civis da Usina Nuclear de Angra 3, na Costa Verde do Estado do Rio.

“GRUPO DE JUCÁ” –  As intervenções estavam paralisadas há mais de vinte anos. Em propinas, os procuradores afirmam que o “grupo de Jucá” teria recebido ao menos R$ 1.332.750,00, e o de Edison Lobão chegou a receber R$ 9.296.390,00. O G1 tenta entrar em contato com as defesas dos ex-senadores.

As denúncias são resultados do desdobramento das Operações Radioatividade, Pripyat, Irmandade, Descontaminação, e das investigações dos crimes praticados no âmbito das obras de construção da usina nuclear.

Depois que foi revelado um esquema de corrupção envolvendo os diretores da Eletronuclear, o MPF afirma que a força tarefa da Lava Jato identificou outra parte da organização criminosa responsável por atos de corrupção, fraude a licitações e lavagem de dinheiro, na construção da usina.

ESQUEMA – Ainda segundo o MPF, as investigações comprovaram existir um “esquema criminoso” envolvendo a execução do contrato de engenharia eletromecânico 01, em Angra 3. Isso teria permitido deflagrar a fase ostensiva da Operação Descontaminação, em março de 2019. A operação expôs como o esquema criminoso funcionava.

A investigação contou com depoimentos de executivos da Andrade Gutierrez, que delataram o pagamento de valores indevidos aos políticos do PMDB para que houvesse a retomada das obras em Angra 3.

O MPF abriu um inquérito, que foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas como os ex-senadores perderam a prerrogativa de foro especial, o caso foi remetido à primeira instância, no Rio de Janeiro.

Um ano da pandemia – Em Jeremoabo Vidas perdidas, Dinheiro do COVID-19 ninguém sabe ninguém viu, testes em falta, vacinas estocadas em geladeira sem usar, não receberá novas doses.



Enquanto o mundo luta para aperfeiçoar o combate contra o COVID-19, Jeremoabo continua na estaca zero, como diz a música: nada, nada e nada... 

Até  o dinheiro que chegou para o COVID-19 os vereadores estão roucos de perguntar sem obter respostas, " Cadê o dinheiro do COVID-19 que veio para Jeremoabo"?

Em Jeremoabo quem contrair o COVID-19 tem que abandonar seu lar, sua cidade, e se deslocar para Paulo Afonso, Salvador ou Juazeiro em busca de tratamento de socorro médico.

No hospital Municipal, faltam testes, EPIs, e outros materiais primários e elementares, é o caos completo, só não enxerga o cego que faz questão de não enxergar.

Os Testes só existiam em abundância  durante a campanha eleitoral para chantagear e prejudicar os eleitores da candidata Anabel, fato denunciado numa AIJE para ser apurando pela Polícia Federal, já que se trata de um suposto crime eleitoral. 

O mais grave de tudo, é que chegou a Vacina, porém a obscuridade imperou, o povo não teve o direito de fiscalizar, já que não houve a transparência permitida por lei; o pior de tudo é que a Câmara está com a relação dos vacinados,  parece que aderiu a falta de transparência imposta pelo prefeito, até a presente data não levou ao conhecimento público se houve fura fila ou não.

A pergunta que não quer calar: qual a razão da Secretaria de Saúde de Jeremoabo receber, as vacinas, deixar dormindo na geladeira, e não efetuar corretamente a vacinação do população?

Pelos atos e fatos, a administração municipal de Jeremoabo sofre de uma patologia gravíssima, só fica tranquila e em paz, quando bloqueiam alguma coisa contra o município e, consequentemente penalizando o eleitor-contribuinte; como exemplo relaciono: bloqueio de energia por falta de pagamento, bloqueio do de recursos federais por ilegalidades contar o INSS, bloqueios de recursos do SUS por incapacitação para preencher formulários, e agora o mais grave de todos que poderá custar a vida de muitos: " Definido em CIB que municípios que não utilizaram 85%  das vacinas não receberão novas vacinas."

Como consta no PRINT acima, Jeremoabo para infelicidade de todos faz parte dessa lista.



Vítima perde R$ 65 mil em golpe que solicita validação de aplicativo

em 11 mar, 2021 9:25

De posse dos dados pessoais e bancários das vítimas, os golpistas fazem transferências TED e PIX, além de empréstimos, para contas “laranjas”  (Foto: SSP/SE)

Uma mensagem de texto e uma ligação telefônica foram suficientes para gerar um prejuízo de R$ 65 mil a uma das vítimas de cibercriminosos que se passaram por funcionários de instituições financeiras em Sergipe.

O golpe cresceu exponencialmente em Sergipe nos últimos dias e o valor foi verificado após o registro de boletim de ocorrência no Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), da Polícia Civil.

O modo de atuação dos golpistas consiste em enviar mensagens às vítimas informando que o aparelho celular está com pendências de validação de segurança na rede do banco e pedem o acesso em um link para o número fornecido pelos cibercriminosos. Os golpistas entram em contato e solicitam informações pessoais, que são utilizadas para autorizar o aplicativo no celular dos autores do crime, de onde são feitas transferências bancárias.

As vítimas contaram à Polícia Civil que receberam um link de preenchimento de dados pessoais – CPF, nome, senha, número do cartão e código de verificação. A página possui características muito semelhantes à identidade visual utilizada pela instituição financeira. Mesmo com o não preenchimento dos dados, como as vítimas já tinham fornecido as informações aos golpistas por meio de ligação telefônica, os cibercriminosos conseguiram efetuar transferências bancárias para contas consideradas “laranjas”. Assim, os golpistas realizaram transferências entre contas, por TED e PIX, para diversas contas bancárias com titularidades diferentes, além de empréstimos, conforme o apurado pelo Depatri.

A delegada Lauana Guedes destacou que o golpe está ocorrendo com frequência e os cibercriminosos se utilizam do nome de diversas instituições financeiras do país. “O novo golpe vem sendo aplicado de modo recorrente envolvendo alguns bancos. Os golpistas enviam mensagens de texto SMS para as vítimas informando que o dispositivo está com pendência de validação de segurança. Por isso pedem que acessem o link fornecido por eles, que é falso. Acreditando que a informação é verdadeira, pois a organização da página é muito semelhante à dos bancos, as vítimas preenchem os dados solicitados”, detalhou.

Lauana Guedes complementou informando que os golpistas também solicitam que as vítimas desinstalem o aplicativo de seus dispositivos, o que possibilita que a investida criminosa seja concretizada e as transferências bancárias sejam realizadas para as contas “laranjas” utilizadas pelos cibercriminosos. “Em seguida, a vítima recebe uma ligação e é persuadida a passar informações para uma suposta atendente, que tem como único intuito habilitar o aplicativo em um novo dispositivo, pedindo que a vítima desinstale-o de seu aparelho celular”, reforçou.

A delegada Suirá Paim reiterou que é a partir da autorização do aplicativo para outros dispositivos móveis, feita pelos cibercriminosos, que o golpe com relação aos valores transferidos para as contas “laranjas” é iniciado. “De posse dos dados pessoais e bancários da vítima, e com a autorização para instalação do aplicativo do banco em outro dispositivo, o criminoso realiza transferências para contas ‘laranjas’ com o objetivo de dificultar a investigação. Além das transferências bancárias, o criminoso realiza grandes empréstimos, causando prejuízo financeiro para as vítimas”, salientou.

Além dessa prática, conforme ressaltou Suirá Paim, os cibercriminosos também entram em contato com as vítimas para informar sobre uma suposta tentativa de transferência bancária. O mecanismo fraudulento também é utilizado para obter os dados pessoais e informações financeiras.

“Outra situação é quando o fraudador, se passando por funcionário do banco, entra em contato com a vítima para informar sobre uma suposta tentativa de transferência bancária em sua conta. Ao não reconhecer essa movimentação financeira, a vítima passa a receber mensagens de texto solicitando os dados pessoais e financeiros. Por isso, alertamos à população para nunca fornecer senhas ou dados do cartão a desconhecidos, e desconfiar sempre de solicitação de senhas por meio de ligações telefônicas, mensagens de texto SMS e e-mail”, a delegada concluiu orientado.

Fonte: SSP/SE

INFONET 

STF mantém pena de censura a procurador por invadir área proibida do aeroporto de Salvador

por Cláudia Cardozo

STF mantém pena de censura a procurador por invadir área proibida do aeroporto de Salvador
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a censura imposta pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) ao procurador da República Samir Cabus Nachef Junior, por ter adentrado, sem autorização, em uma área não permitida no Aeroporto de Salvador, no dia 29 de dezembro de 2011 (veja aqui). Na ocasião, o procurador não atendeu a determinação da autoridade da Receita Federal de se retirar da área. Ele só deixou o local após ameaça de acionar reforço policial. 

 

Para o CNMP, o fato se configurou como desobediência de ordem exarada por auditora da Receita Federal e uso das prerrogativas do cargo em proveito próprio. No mesmo dia, segundo o processo administrativo disciplinar, o procurador tentou novamente entrar na área não permitida do aeroporto, sem autorização ou documento legal. Ele queria que fosse colhido o depoimento de uma servidora da Receita Federal que teria lavrado auto de infração contra ele, com a justificativa de que, caso confirmado algum crime, fosse realizada a prisão em flagrante da suposta depoente. 

 

No pedido feito ao STF para extinguir a punição, o procurador explica que os mesmos fatos objeto do processo disciplinar motivaram o oferecimento de denúncia criminal pelos crimes de desobediência (prescrição penal, pela pena em abstrato, em três anos) e prevaricação (prescrição penal, pela pena em abstrato, em quatro anos). Sustentou que a ação penal não foi instaurada em decorrência de uma transação penal, extinguindo a punibilidade no dia 24 de março de 2015. A partir dessa data, para ele, os supostos crimes não poderiam mais influenciar prazo de prescrição das supostas infrações administrativas. O procurador chegou a obter no STF uma liminar para suspender os processos administrativos, mas que posteriormente foram cassados. O CNMP, posteriormente, interrompeu o prazo prescricional das punições administrativas até junho de 2018.

 

Para a ministra Cármen Lúcia, relatora do caso, não há que se falar em prescrição das faltas disciplinares. “Por fim, a extinção de punibilidade da esfera penal em virtude de transação e o arquivamento pelo órgão de controle interno não impedem a persecução administrativa do Conselho Nacional do Ministério Público, ante a independência das instâncias e a competência concorrente do controle externo e interno, in casu. Além disso, cabe dizer que implica o reconhecimento da prática delituosa, pois sem esta não haveria a necessidade de transação penal”, destaca a ministra no voto.

Bahia Notícias

Anvisa aprova importação de vacinas contra Covid-19 por estados e municípios

Anvisa aprova importação de vacinas contra Covid-19 por estados e municípios
Sputnik V | Foto: Divulgação

Diante da Lei nº 14.124/2021 aprovada pelo Congresso Nacional e da posterior sanção dada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamentou a autorização excepcional e temporária para a importação de medicamentos e vacinas contra a Covid-19 por estados, municípios e pelo Distrito Federal. A regulamentação foi feita por meio de uma reunião extraordinária, realizada nesta quarta-feira (10), para aprovar a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC).

 

A autorização prevê que os remédios e imunizantes importados tenham indicação específica para tratamento ou prevenção da Covid-19, aprovada pela respectiva autoridade sanitária estrangeira, além de ter estudos clínicos de fase 3 já concluídos ou com resultados provisórios.

 

Eles precisam ser registrados ou autorizados para uso emergencial por, no mínimo, uma das seguintes autoridades sanitárias estrangeiras dos Estados Unidos, União Europeia, Japão, China, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, Rússia, Índia, Coréia, Canadá, Austrália, Argentina e outras autoridades sanitárias estrangeiras com reconhecimento internacional e certificadas, com nível de maturidade IV, pela Organização Mundial de Saúde ou pelo Conselho Internacional para Harmonização de Requisitos Técnicos para Registro de Medicamentos de Uso Humano e pelo Esquema de Cooperação em Inspeção Farmacêutica.

 

Feita a liberação, cabe ao importador se responsabilizar pela qualidade, eficácia e segurança do medicamento ou vacina a ser importado, assim como pelo monitoramento das condições de transporte, visando a garantia das condições gerais e a manutenção da qualidade dos produtos importados e o seu armazenamento adequado. O importador também é obrigado a prestar orientações aos serviços de saúde sobre uso e cuidados de conservação dos produtos importados, bem como aos pacientes sobre como notificar queixas técnicas e eventos adversos a eles relacionados. A criação de mecanismos para a realização do monitoramento pós-distribuição e pós-uso dos produtos importados também cabe a ele.

 

De acordo com a própria Anvisa, essa proposta normativa isenta os referidos medicamentos e vacinas de registro sanitário e autorização temporária de uso emergencial emitidos pela Anvisa, considerando as etapas regulatórias cumpridas pelas autoridades sanitárias internacionais definidas pela legislação. (Atualizada às 9h34 para acrescentar mais informações)


Bahia Notícias

“Um dia com Collor”: Senador promove sorteio nas redes sociais e vencedor passará um dia com ele em Brasília

Publicado em 10 de março de 2021 por Tribuna da Internet

Collor oferecerá café na Casa da Dinda e tour no Congresso

Fransciny Alves
O Tempo

O senador Fernando Collor (Pros-AL) anunciou nas redes sociais que vai sortear um eleitor para passar um dia com ele em Brasília. O vencedor da campanha intitulada “Um dia no Senado com Collor” vai ter direito a passagem, hospedagem, tour pelo Senado e até mesmo um café na Casa da Dinda – mansão da família que ele utilizou como residência oficial enquanto foi presidente da República.

“Nos próximos dias, vamos anunciar como se inscrever e participar dessa experiência”, informou. Ele diz que o intuito é que a pessoa acompanhe de perto o trabalho legislativo por Alagoas e também na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo.

CASA DA DINDA  – A propriedade da família Collor de Melo foi usada como residência oficial do então presidente da República. À época, ele preferiu não usar as instalações do Palácio da Alvorada.

O imóvel ganhou ainda mais notoriedade anos 1990 por ser palco de um escândalo envolvendo a reforma dos jardins orçada em US$ 2,5 milhões, mais de R$ 14 milhões na cotação do dólar atual. A restauração teria sido bancada com dinheiro de contas fantasmas administradas pelo tesoureiro do então presidente, o empresário Paulo César Farias.

FIAT ELBA – Em junho de 1992, quando Collor sofreu impeachment, uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) identificou mais um cheque fantasma, usado para a compra de uma Fiat Elba para a primeira-dama, Rosane Malta. Na biografia “Tudo o que Vi e Vivi” (Editora Leya), a ex-mulher de Collor conta que nos jardins da casa aconteciam rituais de magia com sacrifício de animais.

Já em 2015 a residência voltou para os holofotes quando virou alvo de mandado de busca e apreensão da Operação Lava Jato. Na ocasião, a Polícia Federal apreendeu três veículos de luxo. Questionado por um seguidor se o café dava direito a uma tour no jardins do imóvel, Collor respondeu que sim. “Com certeza. Daí vocês vão ver o espetáculo que criaram na época“, afirmou.

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